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Faça uma Maratona: Little Fires Everywhere

julho 15, 2020

Recentemente eu assisti a série baseada no livro Pequenos Incêndios por Toda Parte, da Celeste Ng e posso dizer que AMEI muito. Hoje vou dar para você 4 motivos para maratonar essa série incrível.

Anos 90

A série se passa no final dos anos 90 e eu como essa a melhor época claro que adorei; Mas mais importante do que isso a série nos da uma ideia da vida escolar dos jovens nos anos 90 (padrão americano, claro) e em todas as mudanças que estavam acontecendo já naquela época. O pensamento critico, a hipocrisia, a ideia da popularidade sendo desmistificada, mas ao mesmo tempo reafirmando o bullying com as pessoas que são diferentes.

Racismo

A forma como o racismo era abordado nos anos 90 é um pouco diferente de como o vemos hoje em dia, mas isso não muda o fato do racismo vedado que existia e ainda existe nos dias atuais. Elena é uma mulher branca de classe média alta e dedicou sua vida a seus filhos, há nessa quase que uma síndrome de salvadora da pátria e ela acaba "ajudando" uma mulher negra e sua filha adolescente a se estabilizarem naquela comunidade. Eu, particularmente, em vários momentos senti como se Elena não fosse uma racista e sim que ela realmente é uma pessoa boa, e talvez essa impressão esteja correta nos primeiros dois episódios (ou seja somente a minha visão de pessoa branca), mas com o decorrer de trama fica óbvio que ela tem sérios problemas com pessoas negras por mais que queira mascarar isso. Sabe aquela história do "eu não sou racista, mas..."? É bem assim que Elena age e isso reflete até mesmo na criação de seus filhos, que por mais que tentem ser melhores que seus pais eles ainda fazem parte daquela sociedade rica e branca.


Drama Familiar

Apesar de não ter muita paciência para ler dramas familiares eu adoro uma boa série com eles e Little Fires Everywhere tem um ótimo drama principalmente envolvendo "mãe". De um lado temos uma afamilia rica e grande e do outro família nômade com somente duas pessoas. Pearl sempre sonho em ter um lugar para se estabelecer com sua mãe e nunca entendeu muito bem o motivo de elas precisarem tanto se mudar de tempos em tempos, da mesma forma que os filhos de Elena buscam sempre pela aprovação da mãe e ser a imagem da perfeição (com exceção de Izzy). Eu amo a maneira como essas meninas passam a se dar melhor com a mãe da outra do que a própria, pois cada um tem sua própria personalidade e desejo, e a vivencia familiar e social que as moldam e ao mesmo tempo as cegam para apreciar o que tem e também ter a liberdade de questionar o que não tem. 

Atuações e diálogos

Uma das melhores coisas da série são as atuações. Particularmente não achei que ninguém ali deixou a desejar, até mesmo os antagonistas e os personagens que tiveram pouco tempo de tela. Obviamente as melhores são Kerry Washington e Reese Witherspoon e eu amava vê-las atuando juntas, principalmente quando havia algum atrito entre elas e várias questões importantes eram envolvidas nos diálogos. Inclusive diálogos são uma das coisas mais importantes da trama toda, afinal são neles que percebemos todos os erros, acertos, preconceitos e ignorância dos personagens, assim como entendemos suas motivações.

Little Fires Everywhere está disponivel no Brasil pela Amazon Prime Video e se você ainda não é assinante aproveite que tem 30 dias gráticas (clique aqui).

Em Little Fires Everywhere, um encontro entre duas famílias completamente diferentes vai afetar a vida de todos. A dona de casa perfeita Elena Richardson (Reese Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Kerry Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada

Resenha: A Hora do Pesadelo (Never Sleep Again)

abril 10, 2020

Quando eu era criança adorava assistir a filmes de terror na sala de casa, geralmente a noite, com minha avó dormindo no colchão e uma coberta até metade dos olhos; Um desses filmes me causou um pesadelo que até hoje não esqueço: O jardim da casa da minha avó repleto de flores coloridas, borboletas e um clima de alegria em contraste com um homem macabro, todo queimado, e com longas garras acenando para mim com um sorriso diabólico. Acho que não preciso falar o nome dele.
One, two, Freddy's coming for you...

Desde então Freddy, por algum motivo, se tornou um dos meus personagens favoritos dos filmes de terror dos anos 80 e 90. Mesmo que nos dias atuais, ao assistir aos filmes, eu dê boas risadas, quando era mais nova sentia muito medo do que aquelas garras poderiam fazer enquanto eu estivesse dormindo. Freddy se tornou muito mais do que um personagem de terror amado, mas um símbolo de toda uma geração, seja de jovens sedentos por ver sangue nas telas ou de novos cineastas empolgados por fazer isso acontecer.

Neste livro temos toda a trajetória que levou a produção deste filme tão icônico. De inicio eu imaginei que seria mais um livro com curiosidades e alguns fatos que aconteceram durante as gravações e com os atores, mas ele foi muito mais do que isso. Thommy Hutson foi atrás de detalhes impensáveis para mostrar aos fãs a criação de Freddy e seu legado e isso inicio tem o nome de uma pessoa: Wes Craven. Muito mais que roteirista e diretor do filme ele foi um visionário do entretenimento de terror, e se não fosse por toda sua determinação e insistência A Hora do Pesadelo nunca teria existido.


Neste livro foram usadas diversas entrevistas com o elenco do filme, assim como câmeras, produtores, maquiadora, cabeleireira e diversas outras pessoas que tiveram uma participação minima nesse projeto. Todos muito orgulhosos e felizes de trabalhar em algo que até os dias atuais é reconhecido e amado, todos contando suas experiencias de forma descontraída e que, eu como fã, senti inveja de não ter feito parte.

Uma das cenas que mais sentia medo era logo na primeira aparição de Freddy que seus braços estão estranhamente longos correndo atrás de Tina, assim como a cena fatal onde ela sucumbi aos ataques da criatura e morre. Em um filme rodado nos anos 80, com um orçamento baixíssimo, não se pode esperar os melhores efeitos especiais, entretanto o que me surpreendeu foi saber que nessas cenas não foram usadas efeitos especiais e sim os práticos com um auxilio de vários profissionais e o projeto de um quarto giratório manual que causou muito desconforto na atriz.

Tudo no projeto foi feito a base da criatividade e disposição dos profissionais envolvidos naquilo, justamente por não ter muito dinheiro envolvido no projeto eles precisam pensar nas coisas nos mínimos detalhes para fazer dar certo na frente das câmeras e algumas delas só poderiam ser usadas uma única vez, como a cena da morte de Glenn (interpretado por Johnny Depp), como litros e mais litros e mais litros de sangue. A preocupação da equipe era onde conseguir mais, caso não desse certo na primeira tomada? E com qual dinheiro? Com uns errinhos perceptíveis somente aos olhos mais treinados a cena foi muito bem executada e até hoje surpreende quem assiste pela primeira vez.
Uma analise cuidadosa revela que, no estado do sonho, manipulando objetos ou em qualquer forma corpórea, Freddy Krueger está presente na tela por cerca de escassos oito minutos, dos noventa e um minutos de duração do filme, algo particularmente curioso. Esta constatação confirma a avaliação de Englund (ator que interpreta Freddy) de que talvez devessem ter mostrado mais Freddy, embora a história tenha comprovado que o seu diminuto tempo de tela não impactou na colossal capacidade do personagem se conectar com o público.
O livro conta com 520 páginas de informações sobre o filme clássico da franquia e fotos dos bastidores, com o personagem principal sendo, claro, Freddy e toda a sua produção; Mas também conta com pessoas que nem se quer sabemos o nome fazendo acontecer uma ideia de um não tão jovem diretor que tinha o sonho de mostrar as pessoas esse personagem, mal sabendo que Freddy se tornaria muito mais do que um personagem e sim um dos símbolos da cultura pop mundial, sendo até hoje querido e imitado em eventos de cosplayers, geek, terror/horror.

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Título: A Hora do Pesadelo (Never Sleep Again) • Autor: Thomas Hutson
Editora: Darkside Books • Tradução: Carlos Pimati

O que tô assistindo na quarentena

abril 08, 2020

Já estamos há quase um mês de quarentena, algumas pessoas bem menos (como eu), mas estou tentando aproveitar quando posso ficar em casa para assistir algumas coisas. Não estou colocando as séries em dia, pois a maioria me dão preguiça assim que começo a assistir, mas estou assistindo algumas coisas novas. Essa lista contém 5 programas que eu assisti/estou assistindo enquanto a quarentena não acaba. 


The Circle: Para mim, desde que vi o primeiro episódio da terceira temporada de Black Mirror refleti em como a internet e as redes sociais nos afetam, assim como moldam nosso estilo de viver. Esse reality show da Netflix vai mostrar um pouco mais na prática como que essa ferramenta afeta completamente nossas vidas.

Em The Circle temos pessoas concorrendo há um prêmio de 300k que precisam provar em entre si que merecem o prêmio através de uma rede social interna da competição. Eles postam status, tem conversas em grupos e privadas. O mais legal é que alguns são fakes, outros tentar ser eles mesmos e alguns fingem ser algo que não são. É uma dinâmica muito interessante que nos mostra as facetas das redes sociais da vida real.


Casamento as Cegas: Ainda em clima de reality show eu assisti Casamento as Cegas (Love is Blind) que saiu na Netflix também este ano. Não sou fã do tema casamento, mas gostei da ideia onde as pessoas se encontram em cabines a procura de um amor. Rolaram algumas tretas, algumas cenas fofas de amor, até questões raciais foram levantadas, e o final pode até ser (ou não) surpreendente.


Outlander: Apesar de não estar colocando as séries em dia eu estou aproveitando para colocar somente uma, após 3 anos sem assistir. Outlander é uma das séries que mais me cativou nos últimos anos e acompanhar a jornada de Jamie e Claire é tão boa, apesar de uns altos e baixos.


Hunters (A Caçada): É uma serie original da Amazon Prime e mostra um grupo (de judeus) se vingando de nazistas nos anos 70. Eu não gosto de filmes, livros e nem séries que envolvam nazismo, então essa série eu só comecei porque vi que o Jordan Peele tem relação com ela; Confesso que não estou gostando muito pois o ritmo é lento mas pretendo terminar a primeira temporada nos próximos dias.


BBB20: Por último na lista coloco BBB20. Fazia muitos anos que eu não assistia BBB e esse ano estava acompanhando pelo Twitter, até que me mudei de casa e fiquei um dias sem internet e por isso assistia TV aberta normal, então pronto... Acabei ficando viciada e agora torço arduamente pelo Babu e principalmente pelas tretas.

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E o que vocês estão assistindo nessa quarentena?

Série: Slasher — 3ª Temporada: O Solstício

outubro 18, 2019

Leia meus comentários sobre a 1ª temporada e 2ª temporada de Slasher

Eu sou uma pessoa que assiste séries para sofrer. Às vezes com os personagens, às vezes porque a série é muito boa, ou às vezes porque a série é tão ruim que quero me torturar assistindo suas temporadas. Então sim, mesmo não tendo gostado tanto das temporadas anteriores de Slasher eu acabei dando uma chance para a terceira temporada, que leva o subtítulo de O Solstício, pois o primeiro assassinato da trama se passa no dia de solstício no hemisfério norte.

A série foca em um condomínio simples, onde existem vários tipos de pessoa. A mocinha boazinha, mas que não se envolve com as pessoas ali pois é muçulmana e sofre preconceito; Tem a menina com esteriótipo de "puta" e que faz bullying com a mocinha; Há a família que sofreu um trauma, onde há um relacionamento lésbico e os filhos são negros; E etc, etc, deu para entender que a série pega todos os esteriótipos de pessoas e coloca ali e, no caso de alguns personagens, até nos da a impressão de visibilidade, mas ao longo dos episódios percebemos que é uma forma deliberada de tentar atingir um novo publico, porém é muito forçado e acaba sendo, mais uma vez, estereotipado. 


Verdade seja dita, a questão da violência tem melhorado na série. Quer dizer, se eu estou indo assistir um série de assassinato/serial killer, então eu quero sim ver as cenas correspondentes aos assassinados, e as temporadas anteriores haviam pecado um pouco com isso. Desta vez acertaram a mão e tiveram algumas cenas que me deram muita aflição só pelo que estava ocorrendo ali. Misturava isso e as reações das pessoas que estavam vendo aquilo, os gritos de desespero de algumas e as reações absurdas de outras que pensam primeiro em pegar o celular. 

Slasher diminuiu a quantidade de referencias a filmes clássicos do gênero e aumentou a critica social mesmo não sendo algo muito obvio. É um diálogo, é um olhar, uma atitude. Nisso eles acertam bem para compensar as atuações medianas. Se você quer assistir algo para passar o tempo enquanto faz a unha esta é uma boa série e vai te entreter um pouco, ajudar a passar o tempo, mas não espere algo muito surpreendente.

Filme: Lady Bird - A Hora de Voar

janeiro 26, 2018

Lady Bird (Saoirse Roman) é sobre uma garota adolescente, estudante do último ano do ensino médio. Ela vem de uma família de classe média baixa, e estuda em uma escola católica, na qual ela ignora todos os restritos costumes da instituição. Seu verdadeiro nome é Christine McPherson, mas ela rejeita ser chamada assim, pois se autonomia por Lady Bird, um nome dado para ela por ela mesma, e isso já diz muito sobre a personalidade da nossa protagonista, Lady Bird é uma garota que sonha em "voar" por ai, e descobrir sobre o mundo e sobre si mesma.

Lady Bird não é um filme totalmente original, já vimos diversas vezes filmes que mostram as descobertas e o amadurecimento sobre a vida, que ocorre no período da adolescência. Mas o que mais diferencia o longa para os famosos clichês do gênero é a estrutura familiar McPherson, a parte matriarcal é Marion (Laurie Metcalf) que controla tudo o que acontece na casa, sendo responsável por todos, até mesmo pelo marido, Larry (Tracy Letts) que sofre com o desemprego e com a depressão e é o grande responsável por trazer a parte emocional do relacionamento.


A relação entre mãe e filha em Lady Bird é o que torna o longa mais verdadeiro, nos transporta para dentro do filme e nos faz refletir sobre os dois lados, sendo o primeiro de uma mãe extremamente dura e preocupada com o futuro de sua filha, e sempre querendo-a por perto em todos os momentos, dando-a atenção que ela mesma não teve quando era mais jovem. E o segundo, é o de uma menina que sonha em ser aquilo que ela ainda não é, e em sair de sua cidade do interior para ir cursar uma faculdade em Nova York.

Falando em cidade, Sacramento é um personagem a parte no filme, sempre nos acompanhando ao fundo por toda essa jornada. Lady Bird anda pela cidade inteira com sua amiga Julie (Beanie Feldstein), admirando tanto as grandes casas, quanto os lindos lagos que preenchem a cidade.
Lady Bird é um filme que de começo pode parecer clichê, mas aos poucos vai nos deixando com uma sensação de familiaridade, sem cair no artificialismo, um filme aconchegante sobre seres humanos reais que estão constantemente à procura de si mesmos, e que nos ensina que todo passarinho que voa, um dia sente saudades de voltar para a casa.
"Não acha que talvez sejam a mesma coisa? Amor e atenção?"

Título original: Lady Bird
Dirigido e escrito por Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Roman, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein, Lais Smith, Stephen Henderson, Odeya Rush, Jordan Rodrigues, Marielle Scott, John Karma, Jake McDorman, Bayne Gibby, Laura Marano 

Filme: A Ghost Story

janeiro 08, 2018

A Ghost Story é um filme que fala sobre o tempo, como diz a própria capa do filme “It’s all about time.”

Escrito e dirigido por David Lowery o filme nos apresenta ao casal formado por C. e M. (Casey Affleck e Rooney Mara), que vivem em uma velha casa afastada da cidade, na qual levam uma vida tranquila, mesmo que marcada por desentendimentos ocasionais.

Rodado em um formado reduzido, remetendo ao 8mm, sugere um filme caseiro, intimo. A Ghost Story ainda provoca no espectador uma sensação angustiante ressaltada pelos longos planos estáticos, que de começo podem parecer longos demais, mas logo você percebe que é proposital, uma maneira que o diretor encontra de transmitir os sentimentos que tal personagem está sentindo naquele momento. A música de Daniel Hart é fantástica, encaixa em todas as cenas e combina com o ritmo contemplativo da montagem feita pelo próprio David Lowery, que adota duas estratégias impecáveis para demonstrar a passagem do tempo real e a maneira particular com que esta é experimentada pelo protagonista, fica claro como estamos testemunhando a passagem de anos (e mesmo décadas) ao passo que outras elipses mais súbitas demonstram como, para C. o tempo flui de forma diferente, saltando dias, meses ou anos em um único corte.

O design do fantasma é algo essencial do filme, a decisão de retrata-lo de forma clássica, como uma pessoa coberta por um lenço branco com buracos rasgados no lugar dos olhos trás ao público a tranquilidade de projetar-se no personagem, aumentando a identificação com a sua situação. É importante ressaltar a performance de Rooney Mara que dá ao filme uma sensibilidade ímpar, o filme traz uma das melhores cenas do ano ao acompanhar M. em uma longa cena que inclui um único corte, enquanto devora uma torta deixada por uma amiga preocupada com seu bem-estar, transformando a cena em um retrato puro de dor, raiva, frustração e desespero de uma mulher que perde o seu companheiro de maneira brutal.


No terceiro ato do filme, Will Oldham dá uma aula de atuação ao fazer um monologo incrível, que nos da a entender que o filme iria se acovardar e iria começar a explicar cada detalhe ao espectador, mas o que ele faz é apenas nos mostrar a direção, um caminho a ser seguido, um caminho ainda recheado de muitas perguntas.

A Ghost Story é um filme que exige paciência, já aviso que não é um filme para qualquer um, no começo o diretor já deixa explicito, ou você desencana logo, ou embarque nessa viagem que eu quero te dizer algo. É uma das obras mais originais do ano, um ensaio existencialista, com camadas extremamente complexas trabalhadas de maneira surpreendentemente acessível.
“A eternidade pode ser algo aterrorizante”

Dirigido e roteirizado por David Lowery
Elenco: Casey Affleck, Rooney Mara, Sonia Acevedo, Carlos Bermudez,
Yasmina Gutierrez, Kesha, Will Oldham, Rob Zabrecky
Critica por Gabriel Macedo

Série: Slasher — 2ª Temporada: Guilty Party

dezembro 20, 2017

A segunda temporada de Slasher recebeu o titulo português de Os Culpados, mas eu gosto mais de Guilty Party pois combina exatamente com o que houve com os tais culpados que se refere o titulo br. E a temporada já começa com referencia: acampamento de verão. Não, nenhuma criança morreu afogada ou algo do gênero, o que aconteceu de verdade foi que um grupo de monitores de um acampamento foram pregar uma peça em outra monitora como forma de aviso e vingança por ela ser uma pessoa tão desprezível. E bom, essa brincadeira acabou em tragédia e esse grupo de amigos acabaram vivendo com esse segredo por anos até decidirem voltar ao local do acampamento para, de fato, enterrar o corpo. Hoje em dia o local é a morada de uma comunidade de pessoas que buscam a paz longe da sociedade. E ai que começa acontecer toda a m!@#$.

Eu não gostei muito dessa temporada. Tem episódios que eu vi até fazendo outras coisas para ver se passava mais rápido. Assim como a primeira temporada ela tem mortes em praticamente todos os episódios e quando não tem uma morte tem algo bem horrível acontecendo, como uma tortura e neste caso a tortura pode ou não ser do assassino serial. Sim, as pessoas acabaram enlouquecendo a torturando e matando umas as outras mesmo com um serial killer ali ameaçando a todos. Ela mostrou o limite que pode chegar as pessoas em situação de estres e trauma e esse é um bom ponto para a trama.


As atuações continuam medianas e duas pessoas do elenco da primeira temporada retornaram nesta e foi bom ver um rosto conhecido. E apesar de esse não ser um ponto forte na série foi interessante ver o quanto os produtores dispensaram alguns clichês. Acho que o maior exemplo que pode ser dado é que a mocinha fofinha, virginal que sempre é aquela que sobrevive acaba morrendo de cara no primeiro episódio. Aquela que parecia ser a mais fdp é a que no final descobrimos ser a mais amigável, sensível e que, sim, acaba sobrevivendo. São pequenas surpresas que deixaram a trama um pouco melhor.

Não sei se a série foi confirmada para uma terceira temporada e provavelmente irei assistir mesmo que essas duas não tenha sido 10/10.


 
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