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Primeiras impressões de Sol da Meia-Noite

agosto 13, 2020

 

Livro Sol da Meia-Noite, saga Crepúsculo 2020
Não tenho costume de fazer postagem para primeiras impressões de livro, mas como ando em um ritmo de leitura tão lento acabei optando por testar esse tipo de post com alguns livros específicos. Sol da Meia-Noite parece ser um livro interessante, já que há uma grande parte de pessoas que compraram e devoraram e outra que ainda não decidiu, ou acabaram dando ouvidos para criticas sobre a qualidade física do livro. 

Eu nunca falei de Crepúsculo aqui no blog pois quando o criei eu já tinha "passado" da minha fase Srta. Cullen, entretanto sempre tive um carinho especial por essa Saga pois foi com ela que acabei, de verdade, me interessando pelos livros fora do ambiente escolar (não que a minha escola exigisse livros para leitura, mas ainda havia uma certa pressão). Ainda me lembro de quando conheci o livro através de uma comunidade de Orkut onde as fãs estavam loucas pois tinha sido divulgada a primeira imagem oficial do filme. Eu tinha 16 anos e mesmo sendo uma jovem fã de metal eu me vi viciada no vampiro brilhante por alguns anos. Então é claro que fiquei feliz por, finalmente, Steph resolver finalizar e lançar esse livro. A nostalgia e a necessidade que muitos fãs daquela época tem de sentir novamente aquele amorzinho é muito bom e mesmo com todas as problemáticas da história ainda podemos exaltar essa Saga que fez parte da vida de tantas pessoas.

Li um pouco mais de 120 páginas até o momento, então nada muito relevante aconteceu na história. Digo isso pois até o momento foram páginas e mais páginas de Edward pensando e se lamentando por não escutar Bella, chorando as mágoas pois o sangue dela tem o melhor cheiro, com medo de ela morrer, descobrir que a ama e pedir para ela ficar longe dele. Não necessariamente nessa ordem, mas esses são os eventos principais. Claro que a escrita de Steph está ótima, pois sempre que pego o livro na mão acabo lendo sem parar por uma hora, mas esse meu ranço por Edward (sempre foi uma relação de amor e ódio entre nós dois) vai me deixando irritada com a história que pode se desenrolar. Ainda não cheguei na parte favorita dos fãs, como a cena da campina, mas já tô imaginando como vai ser essas páginas e mais páginas de monólogo do Edward sobre o perigo que Bella corre por ele ser um vampiro. Apesar de fazer uns 10 anos desde que li Crepúsculo pela última vez eu ainda lembro que a narração de Bella era muito mais interessante e dinâmica.

Provavelmente ainda vou levar um bom tempo para finalizar a leitura, pois tô com uns textos da faculdade para ler e o Edward não tá me ajudando muito. Mas tô bastante feliz por viver na mesma era de Steph Meyer e poder contemplar essa Saga simultaneamente.

Livros de Julho + TBR de Agosto

agosto 06, 2020


Eu não sou uma leitora que planeja as leituras antecipadamente. Geralmente gosto de olhar o livro na estante ou no Kindle e sentir a "conexão" com o livro que irei ler no momento. Entretanto esse mês quero tentar fazer uma TBR para organizar melhor minhas leituras.

Geralmente tento ler um livro por semana, mas claro que no final do mês o número é um pouco maior. Em Julho, por exemplo, li 6 livros. Mas para não fugir do plano vou listar 4 livros aqui para eu ler neste mês.

- Sol da Meia-Noite: Só estou esperando meu livro chegar e ai vai ser aquele livro que pula na frente de todos os outros.

- A Elegância do Ouriço: Esse livro conheci no ano passado através da minha antiga gerente. Acabei gostando muito da resenha que ela fez sobre o livro e fiquei curiosa.

- Passarinha: Tô utilizando o KU em fase de teste, mas ainda não li nenhum dos livros que peguei no programa. Sempre tive vontade de ler Passarinha, então agora é o momento certo.

- Um Amor Incômodo: Elena Ferrante é uma autora muito conceituada e há algum tempo quero ler algo dela. Sempre me falam sobre a série Napolitana, mas quero começar por um romance único primeiro.

E é isso! Quanto aos outros livros que vou tentar ler ainda não decidi e provavelmente vai ser algum da parceria da Companhia das Letras, pois faz um tempo que não leio nada deles. Mas não vou deixar como uma meta para o mês.

Lidos de Julho

Antes de fazer essa postagem estava pensando em quantos livros li em Julho. Juro que na minha cabeça eu tinha lido somente uns três títulos no total e ao refazer a contagem no Skoob percebi que li 6 livros.


- Misto Quente;
- Verity

Alguns desses livros eu gostei muito e outros nem tanto, mas de todo modo foram leituras bastante produtivas e gostei de tê-las realizado.

Porquê você deve ler "A Escola do Bem e do Mal"

julho 20, 2020

Recentemente eu me deparei com a noticia de que A Escola do Bem e do Mal terá uma adaptação pela Netflix e fiquei super, mas super contente, pois adoro essa saga há uns bons anos e por ver que ela não é tão famosa assim nunca imaginei que haveria alguma chance de ela ser adaptada. Pois bem, chegou a nossa hora. Por mais que a série seja bem vista aqui no Brasil e o autor até tenha participado de uma Bienal do Livro em São Paulo (e eu fico tão triste por não ter ido no dia que ele foi) ainda acho que é uma saga que deveria ser mais divulgada pela editora (principalmente agora, né). Então hoje resolvi listar alguns motivos para você ler hoje mesmo A Escola do Bem e do Mal.


Contos de Fadas

Eu sei que muuuitas leitoras simplesmente amam aquelas histórias clássicas de contos de fadas que são aclamadas pela Disney (eu aposto que você é uma dessas) e por isso mesmo que você deve ler essa saga. Em A Escola do Bem e do Mal temos uma escola onde as moças boazinhas aprendem ser princesas e os monstros malvados aprendem a ser monstros e eles criam a sua própria história com seus nêmesis à partir de suas histórias ali na escola. Claro que A Branca de Neve, Cinderela, e Bela Adormecida são umas das mais famosas por ali, assim como o Barba Negra é um dos vilões mais famosos (mesmo que não seja muito bem sucedido).

Nada é o que parece

Temos o péssimo costume de julgar a todos pelas suas aparências e essa saga vai nos mostrar de uma forma simples que as coisas não são bem assim. Agatha é uma jovem que sempre viveu a margem da sociedade e tinha tudo para ser uma vilã, mas se surpreende quando vai parar na escola do bem ao invés na escola do mal e faz de tudo para trocar de lugar com sua melhor amiga, Sophie, que sempre sonhou em ir para a escola do bem e se tornar uma princesa. Será que foi realmente um erro? Ao longo de todos os livros vamos vendo as mudanças das personagens e refletindo sobre essa decisão do diretor da escola. Claro que elas não são as únicas personagens que nos obrigam a refletir sobre isso, já que com tantos personagens maravilhosos a saga só poderia ser um leve "tapa na cara" de quem julga os outros.

+ Leia a resenha de A Escola do Bem e do Mal

Além das aparências...

Uma boa história por si só não iria focar o tempo inteiro sobre julgar as pessoas pelas aparências e não decepcionando os leitores o autor passou a abordar outros temas na trama. Veja bem, a saga é infanto juvenil, portanto é muito importante ele abordar esses temas relevantes como homossexualidade, feminismo, femismo (sim!), além de relacionamentos entre amigos, família e no ambiente escolar. Pois é, pode parecer que tudo é uma grande confusão ali mas há uma abordagem leve e de fácil entendimento para que uma leitora jovem leia, entenda e claro, se apaixone pela história.

+ Leia a resenha de Um Mundo sem Principes

Montanha-russa de sentimentos

Todo leitor já leu aquele livro que mexeu de uma forma inexplicável, né? Eu garanto que A Escola do Bem e do Mal irá fazer isso. É uma história tão linda e tão emocionante que é quase impossivel não ter essa montanha-russa de sentimentos com a leitura. Há alguns plot twists que nos fazem arfar e pensar "como nunca pensei nisso antes? Isso muda tudo" e a história pega um novo rumo.Sério, essa saga é maravilhosa e garanto que você terá uma experiencia de leitura muito boa com ela.

+ Leia a resenha de Infelizes para Sempre

Infelizmente eu ainda não li o quarto livro da saga, mas estou me programando para isso o mais breve possível. Enquanto isso me resta esperar até a série sair, o que pode demorar um bom tempo ainda.

Compre os livros da saga e ajude o blog a crescer

Um papo sincero sobre "A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes"

julho 06, 2020
A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes

É claro que o anuncio de um novo livro da saga Jogos Vorazes não iria passar batido pelos fãs... exceto que passou. Não como se os fãs da saga não estivessem ansiosos por essa nova experiencia de uma distopia juvenil que fez tanto sucesso, mas convenhamos que ninguém está vendo por ai um "boom" de gente comentando sobre esse livro (provavelmente não tanto quanto a editora gostaria, né?). E o motivo para mim ficou até meio óbvio após minha leitura do livro que se mostrou fraco e desnecessário, mesmo com novas informações.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes se passa 10 anos após a primeira edição dos Jogos Vorazes, onde um jovem Snow (aquele que conhecemos como Presidente Snow) está ainda na escola e acabará fazendo parte dos jogos como mentor de uma tributo do Distrito 12, Lucy Gray. No meio de tudo isso Snow acaba se apaixonado por Lucy Gray, que faz parte de um grupo chamado "Bando" que em um comparativo com o que nós conhecemos é quase uma companhia de teatro. A história poderia ser maravilhosa caso não soubéssemos quem Snow irá se tornar, mas é interessante pensar nesse personagem com uma nova perspectiva, principalmente após vê-lo vulnerável, faminto, apaixonado, e na beira da ruína com a pobreza de sua família que ainda tenta manter algum status.

O livro não me deixou feliz e nem surpresa como a trilogia original me deixou há alguns anos quando meu primo falou tanto, tanto, tanto sobre ele que eu acabei cedendo para ler; muito pelo contrário: eu me senti muito decepcionada. É um livro longo que poderia facilmente ser bem mais curto, pois existem tantos momentos que eu senti que houve aquela enrolação que eu sentia sono em vários momentos de leitura. Talvez os capítulos longos tenham influenciado um pouco, mas a forma como a história nos foi apresentada realmente não me satisfez como leitora, sabe? E eu nem vou falar que estava com expectativa altas para a leitura porque seria uma mentira. Eu evitei ler resenhas, assistir a vídeos e comentários sobre a obra para começar a ler isenta de opinião de terceiros e no fim acabei sentido o que algumas pessoas também sentiram: O livro não é necessário para os fãs. Ele tem algumas informações interessantes como a ideia dos mentores nos jogos e da fascinação de Snow por rosas, e até mesmo pode explicar o motivo de ele ter tanto ódio do Distrito 12 e a proibição da música The Hanging Tree, mas essas são informações não necessárias, né? A trilogia estava perfeita sem essas informações.

Infelizmente o novo livro não agrada tanto quanto deveria e, para mim, é mais como um livro para fazer dinheiro encima de algo que já foi muito lucrativo. A fonte não é eterna, então...

📚
Título: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Ballad Of Songbirds And Snakes)
Autora: Suzanne Collins • Editora: Rocco • Tradução: Regiane Winarski

"Cujo" e o monstro da ressaca literária

junho 17, 2020
Autor Stephen King e o livro Cujo

No dia 3/06 eu iniciei a leitura de Cujo e desde então tenho lutado para conseguir terminar esse livro. Faltando um pouco mais de 100 páginas para o fim eu sinto que eu nunca mais conseguir terminar essa leitura e muito menos conseguir ler qualquer outra coisa nesse mundo. Pois é, eu estou vivendo o que nós chamamos de ressaca literária e não está sendo legal. Acredito que até hoje essa tem sido a minha pior crise e o que me deixa mais frustrada é por ser com um livro de um autor que eu gosto e admiro muito. Infelizmente Cujo não é um livro para mim ou é um livro que decidi ler na hora errada da minha vida. Acabei de sair da quarentena falsa do interior de São Paulo e voltei a trabalhar, tirando o fato de as aulas não terem voltado ainda a vida está bastante normal aqui em Marília.

Quando eu era criança assisti a adaptação de Cujo e morria de medo, inclusive minhas lembranças do filme só era das cenas em que o São Bernardo estava alucinado tentando matar uma mulher e uma criança no carro; Então quando  decidi ler o livro que deu origem ao filme esperava algo nesse sentido, a sensação de medo e pavor por toda a trama, e assim como tantos outros livros do Stephen King escritos no século passado Cujo é muito mais sobre o ser humano do que o monstro em si. E é claro que isso não é uma coisa ruim, desde que você esteja preparada para  cenas "enroladas" de acontecimentos que passam a impressão de serem aleatórios dentro da história, assim como personagens coadjuvantes que só deixaram de fazer uma única coisa e ainda assim ganharam algumas parágrafos detalhados sobre si.

Não posso dizer que não fui avisada, até porque eu bem conheço as caracteristicas do autor em cada época de sua vida. Mas acabei tendo uma decisão infeliz de escolher essa leitura justo agora. Cujo é um livro que não irei abandonar e, possivelmente, não irei fazer resenha dele no blog por tanta raiva que eu estou sentido desse livro no momento. Mas eu precisava falar sobre a minha experiencia atual de ressaca literária pois não sei o quanto ela irá afetar minhas próximas semanas como leitora.

❓ O que te deixa com ressaca literária? 

Li até a página 100... e abandonei

maio 13, 2020

Há alguns meses iniciei a leitura do livro A Assombração da Casa da Colina, pois havia assistido a então adaptação da Netflix A Maldição da Residencia Hill (que não é bem uma adaptação, mas não vamos entrar nesse assunto agora). Gostei muito da série, pois ela conseguiu me assustar em alguns momentos e me deixar com medo em outros, além de todo o drama familiar que foi abordado e a depressão e vicio em drogas; Entretanto como não sabia sobre o livro quando o peguei para ler acabei me surpreendendo ao encontrar um enredo completamente diferente. Então aproveitando a tag "Li até a página 100" vou falar um pouco sobre o que me levou a abandonar essa leitura.

PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100
"De verdade?", disse o doutor, encarando-a com interesse.

DO QUE SE TRATA O LIVRO?
No alto de uma colina existe uma casa onde, há rumores, de que é amaldiçoada. Um médico querendo fazer um experimento convida pessoas para passar uma temporada ali e contar suas experiencias. Uma das supostas moradoras tem um passado sombrio, que possivelmente está envolvido com a casa.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Bom, como eu disse, eu abandonei a leitura deste livro. Não foi por me deparar com uma história completamente diferente da série da Netflix, mas abandonei pela narrativa que estava um pouco massante. A então protagonista, Eleanor, ao meu ver é muito avoada e parece que vive em um eterno chove e não molha. Os outros personagens até o momento não foram tão abordados, mas o pouco que foi mostrado não me fez ficar curiosa. A parte que deveria ser de terror e/ou suspense não me deixou intrigada.

O QUE ESTÁ ACHANDO DA PERSONAGEM PRINCIPAL?
Como eu falei ela é muito avoada. Não gosto dos pensamentos dela e da forma como ela está encarando a situação. A impressão que da é que a autora quis deixar ela super inocente e boa moça, mas para mim acabou não fazendo tanto sentido até o ponto da história em que eu li. 

VAI CONTINUAR LENDO?
Não. Cheguei no livro com muita sede ao pote e acabei me decepcionando logo nas primeiras páginas, então não vou prolongar mais essa leitura pois sinto que será uma perda de tempo. Não gosto de abandonar livros, mas acredito que temos que saber a hora de parar.

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA
 "Não acho que vou ler muito enquanto estiver aqui", ela declarou tentando não dar a entender que falava sério. "Não se os livros tiverem o cheiro da biblioteca."

🔹

É isso... Abandonar um livro nem sempre é fácil, mas às vezes é necessário. Eu, particularmente, luto muito para abandonar alguma leitura, tento deixar para algum outro momento, só que existem livros que parece que não foram feitos para nós e ficar insistindo não é saudável e pode gerar uma cobrança não muito legal. 

Me contem qual livro você abandonou e o motivo. 

Autores vencedores do Nobel para Ler

abril 27, 2020



Há 119 anos foi entregue o primeiro prêmio Nobel da Literatura e desde então todos os anos um autor ou autora de qualquer nacionalidade e idade é contemplado com o maior prêmio literário do mundo. Infelizmente ainda não tivemos nenhum brasileiro na lista, mas há autores(as) excepcionais com obras muito relevantes para a cultura mundial, literatura e história; E mesmo com várias polêmicas envolvendo a academia sueca responsável pela entrega do prêmio este ainda é um dos mais desejados e respeitados prêmios de literatura. Hoje vou falar 7 livros que quero ler de autores que ganharam o Nobel.


Hermann Hesse - O Lobo da Estepe

Já li duas obras de Hermann Hesse e gosto muito da literatura dele. Tem uma mistura de religião e filosofia e nos faz pensar muito, pois como leitores precisamos interpretar o que ele está nos contando, o que ele quer dizer, e o que isso significa. Mesmo tendo dificuldade com isso nas leituras anteriores, ainda assim, gostei muito de seus livros e agora preciso ler o seu maior sucesso.


Kazuo Ishiguro - Não me Abandone Jamais

Eu conheci Não me Abandone Jamais através de sua adaptação de 2010, mas só descobri que era uma adaptação em 2017, quando Ishiguro ganhou o Nobel e reconheci o nome do livro na lista de obras publicadas no Brasil. Desde então procuro uma oportunidade para ler, pois é uma história muito emocionante e que, acredito eu, tenha muito mais a contar além do filme.


Svetlana Aleksiévitch - A Guerra Não tem Rosto de Mulher

Todas as pessoas que conheço que leram esse livro falaram sobre ele ser muito pesado e de difícil de leitura, mas sendo um assunto tão interessante de ser entendido e estudado eu me peo com vontade de ler as obras da autora. Além deste quero ler Vozes de Tchernóbil.


Toni Morrison - Amada

Eu ainda não tive a oportunidade de ler nenhum romance da Toni Morrison, mas li um livro de ensaios maravilhoso e nem posso imaginar o que esperar de um romance. A primeira mulher negra a ganhar um Nobel (e até hoje a única) marcou uma época da literatura negra, não somente com suas colaborações, mas principalmente com o apoio a publicação de outros autores.

+ Conheça a Obra: A Origem dos Outros


José Saramago - O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Minha identificação com José Saramago vai um pouco além da admiração por sua obra (que eu só li um livro, até o momento, mas já amo); Vai também em encontro com suas opiniões, sobre o que ele fala com seus livros, e até atitudes pessoais. O Evangelho Segundo Jesus Cristo foi lançado em 1991, o livro tem a minha idade, e ainda hoje é considerado... profano, por assim dizer.


William Golding - O Senhor das Moscas

Para ser sincera O Senhor das Moscas nunca foi um livro que tenha me chamado tanta atenção ao longo da vida, mas eu sempre acabo me deparando com referencias dele de alguma forma e por isso me sinto quase na obrigação de ler. Todos que conheço e que leram gostaram muito e tenho expectativa com ele.



Olga Tokarczuk - Sobre os Ossos dos Mortos

Ao contrário dos outros autores a Olga para mim foi uma descoberta inédita. Ela foi a última contemplada com o prêmio e eu não conheço nada sobre ela e sua obra, portanto minha vontade de ler seu livro é para conhece-la e formar uma opinião.

📚

E é isso!
Você já leu algum autor(a) que ganhou Nobel? Fala aqui um pouquinho da sua experiencia. 

Hábitos de leitura

fevereiro 07, 2020


Desde que passei a me reconhecer como uma leitura na sociedade muitas vezes vi pessoas incrédulas em como tenho coragem de ler um livro, ou em como eu sou inteligente por ler livros, e outras frases que provavelmente todas as leitoras que lêem esse blog já devem ter ouvido. O que essas pessoas, infelizmente, não sabem é que a leitura não é só um sinônimo de coragem e inteligente, mas é um prazer e que nós fazemos isso para ter essa sensação tão gostosa que é a de ler e conhecer diferentes lugares, pessoas, culturas, e até mesmo para conhecer histórias reais, pessoas reais, e etc.

Nem sempre eu fui uma leitora, apesar de gostar de livros desde a pré-adolescência. Eu nunca tive incentivo dentro de casa, pois a minha família via os livros como algo caro — o que não deixa de ser verdade quando você deve escolher entre gastar R$50,00 em um livro para uma criança da casa ou R$50,00 em mantimentos para alimentar quatro ou cinco pessoas. Então quando descobri a biblioteca da escola tudo mudou, pois passei a ler e gostar de ler, mas o processo não foi muito rápido mesmo nessa idade. Hoje em dia eu sei que preciso ler nas horas que estou mais desperta, sei que posso estabelecer uma meta diária de leitura para manter um ritmo e ler tudo (ou quase tudo) que quero, mas nessa época eu não podia nem pensar em fazer isso pois mais seria uma obrigação que outra coisa. Por isso que, apesar de achar eficiente, acho problemático querer estabelecer metas para as pessoas que estão começando a gostar da leitura na vida adulta.

Hoje gosto de estabelecer metas diárias de leitura, que vão de segunda a sexta. A minha ideia principal é ler um livro por semana, portanto sempre que pego um livro novo divido o número de páginas pelo número de dias em que pretendo finalizar a leitura para ter uma ideia do que tenho que ler diariamente. Não coloco os finais de semana na contagem pois, geralmente, são dias que gosto de pensar em vida social e dormir, então nem sempre consigo ler e se leio conto como um extra. Para controlar o prazo eu estou usando uma agenda, onde todos os dias marco o quanto li para saber se bati a meta ou passei dela. Quando passo da meta não significa que no dia seguinte eu irei ler menos, a quantidade é sempre a mesma independente do dia anterior, e a vantagem é que posso acabar o livro mais cedo do que esperava e poder ler mais coisas depois.

Atualmente estou tentando usar um bujo para marcar todo o inicio de mês o que irei ler, pois como tenho leituras coletivas e livros de parceria preciso conseguir focar na meta para dar conta de tudo no prazo correto. Claro que nada disso é certeiro, pois não é uma ciência exata. Às vezes uma leitura flui tão bem que termino em três dias e às vezes é tão denso que acaba se estendendo um pouco mais, nem sempre vai dar certo mas a ideia é somente conseguir controlar para as coisas não saírem tão fora de controle, sabe?

Minha meta esse ano é ler 50 livros, em Janeiro já consegui ler 5. Sim, se eu conseguir manter esse número mensal vou conseguir bater a meta com tranquilidade, mas eu sei que terão meses que não conseguirei ler tantos títulos, então não vou aumentar a meta e sim focar no que preciso ler de urgente por causa de compromissos que firmei, seja com as LCs ou com os parceiros. A única obrigação que tenho é de não parar de ler, nem que seja alguns minutos por dia (mesmo sem bater a meta de páginas, a de tempo também pode ser uma opção).

Opinião: Leave best-sellers alone

janeiro 22, 2020
a sutil arte de ligar o foda-se


Recentemente divulgaram uma lista com os 15 livros mais vendidos no Brasil no ano de 2019 (você pode ver a materia no site do Estadão) e houveram algumas reações negativas por parte dos leitores e, obviamente, não leitores a respeito desta lista. Com base nisso resolvi dar a minha opinião sobre o assunto, já que estou aqui para falar de livros e dar opiniões que ninguém pediu.

Antes de tudo segue a lista:
  • A Sutil Arte De Ligar O F*da-Se, de Mark Manson (Intrínseca)
  • O Milagre da Manhã, de Hal Elrod (Best Seller)
  • Do Mil Ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho, de Thiago Nigro (HarperCollins Brasil)
  • Seja Foda!, de Caio Carneiro (Buzz)
  • Brincando com Luccas Neto, de Luccas Neto (Pixel)
  • As Aventuras na Netoland com Luccas Neto, de Luccas Neto (Nova Fronteira)
  • O Poder da Autorresponsabilidade, de Paulo Viera (Gente)
  • Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker (Sextante)
  • Me Poupe!, de Nathalia Arcuri (Sextante)
  • O Poder da Ação: Faça sua Vida Ideal Sair do Papel, de Paulo Vieira (Gente)
  • Pai Rico, Pai Pobre - Edição de 20 Anos: Atualizado e Ampliado de Robert Kiyosaki (Alta Books)
  • Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie (Nacional)
  • Mindset, de Carol S. Dweck (Objetiva)
  • O Poder do Hábito, de Charles Duhigg (Objetiva)
  • Mais Esperto Que o Diabo, de Napoleon Hill (CDG)

De cara esta lista pode parecer estranha, já que não há nenhum livro de ficção/literatura e muito menos livros sobre história/sociologia, visando nosso cenário politico atual. Mas o que, infelizmente, não percebemos e relacionamos é que indiretamente esta lista reflete cem por cento o nosso cenário atual, já que mais e mais as pessoas estão buscando: 1) enriquecer; 2) a felicidade plena e 3) mudanças interpessoais. 

Longe de mim defender essas leituras, quem acompanha o blog sabe que eu não gosto de autoajuda e quando resenhei um só falei mal e recentemente fiz um desafio pessoal para colocar um autoajuda na minha lista de leituras de 2020; Só que onde esses livros vai levar, de fato, as pessoas que o lêem? Quer dizer: você realmente conhece alguém que leu esses livros sobre dinheiro e conseguiram, de fato, enriquecer com facilidade como eles podem propor? Ou que alguém tenha mesmo ligado o foda-se para as coisas sem a ajuda de uma terapia? Qual é!! Claro que a critica não são as pessoas que consomem esse tipo de material, apesar de pessoalmente eu achar que grande parte dessas pessoas são todas iludidas. Mas sim uma critica ao que o nosso sistema nos obriga a acreditar e seguir.

Vamos analisar juntos: se houvessem mais mobilizações para que as pessoas entendessem a importância de uma terapia, você acha que alguns desses títulos seriam best-seller? Eu trabalho em uma livraria e vi ao longo dos dois anos em que estou lá pessoas buscando ajuda real nesses livros, sendo que é claro que todos eles estão longe de fazer isso. Não da para negar que o livro pode vir a ser uma ferramenta para algo que um terapeuta irá falar ao seu paciente, mas ele nunca deve ser visto como a ajuda que aquela pessoa precisa. 

Mas Silviane, achei que você iria defender os livros pelo título da postagem. Bom, o problema em si não são os livros, né? Muito menos o livro arbítrio de quem os consomem. Já vi gente que nunca pegou um livro na vida decidindo que irá começar a ler e acaba começando com algum desses da lista. E é isso que eu defendo. O que pode ser um lixo para nós pode ser a oportunidade de surgir novos leitores, por mais que venha a ser um processo longo até essa pessoa ler algo de qualidade. Sem falar que se os leitores que se acham cult pode ler ficção e livros de qualidade de fato comprassem esses livros poderíamos ter uma lista bem diferente. Uma pessoa que consome os livros da lista, pela minha experiencia em atendimento em livraria, não tem habito de procurar livros grátis na internet, ao contrário de nós que baixamos muita coisa e compramos em uma escala menor. 

Há necessidade de consciência de que, apesar de o brasileiro estar lendo errado pelo menos ele está lendo alguma coisa e o que ele deve entender que apesar da sua leitura ter uma proposta milagrosa ela é somente uma ideia que pode ou não dar certo, assim como algum ou outro argumento ali pode ser utilizado outros devem ser descartados. 

A virgindade supervalorizada em YA e NA

novembro 06, 2019

Eu tenho certeza que se você é uma leitora (ou leitor) de romances já se deparou com aquela personagem que mal beijou alguém na boca e, obviamente, é virgem. Mas por qual motivos essas garotas são tão valorizadas na literatura young adult e new adult?

Vamos deixar claro, antes de qualquer coisa, que esta não é uma critica a pessoas e até mesmo personagens que escolhem ser virgem, independente da idade. Em casos de livro young adult se a personagem tem 14 anos é óbvio que é normal ela ser virgem, mas convenhamos que personagens de 16, 17, 18 anos é muito mais fora do comum, pois sabemos que a realidade não é bem assim. O problema em si não é a personagem ser virgem, longe disso, mas sim o que as autoras fazem com essa virgindade: Bota um rapazinho fofo que vai lá desflorar a garota. Vamos combinar: Isso é legal?

Eu li Crepúsculo quando tinha 15 anos, 16 no máximo, e quando li o primeiro livro não era mais virgem e em certos aspectos me sentia incomodada por ver o medo do Edward em transar com Bella, uma coisa que ela claramente queria e demonstrou em vários momentos. Vocês conhecem a história e sabem que eles transaram só após o casamento. Eu me perguntava o porque daquilo ser tão importante, mesmo que a Bella não mudasse aos olhos dele, entende? E pelo amor de Deus, não vai me falar que ele tinha medo por eles serem diferentes, ok? Vamos nos poupar.

Já na minha fase adulta passei a ler Estilhaça-Me, e alguns outros romances, como da autora Colleen Hoover, Obsidiana, Divergente, e Para Todos os Garotos que Já Amei. Sim, há uma mistura de livros de romance e fantasia, mas todos tem um casal que estão ali querendo transar e que não transam porque a personagem é virgem e existe toda uma responsabilidade a respeito disso. Ok, a autora se preocupar em fazer disso algo positivo para a personagem é ótimo, mas vamos ser realistas? Perder a virgindade é ruim, uma das piores experiencias que uma garota pode ter na vida e porque os livros não podem mostrar isso de uma forma mais realística? Eu nunca fui enganada pela literatura a respeito disso, mas e as jovens que estão ali lendo esses livros e imaginando que sua primeira vez vai ser tão linda assim?

Não vamos esquecer do ponto principal deste texto: O motivo de as personagens que são virgem sempre serem tratadas como fofas e garotas de família, e quando a amiga dela que já transou com metade da escola/faculdade é retratada como a safada, para não dizer vadia? Como uma mulher bem entendida de mim mesma e que crê que as mulheres tem o direito de fazer o que bem entender sem serem julgadas isso é extremamente incomodo, entende? Não acho que a personagem adolescente tem que sair transando com todo mundo sem responsabilidade, mas vamos encarar a realidade: meninas de 16, 17, 18 anos transam e muitas transaram com mais de um cara e tudo bem desde que ela esteja fazendo isso porque quer e com responsabilidade. O nosso papel social é de ensina-las o que é certo e o que é errado, o nosso papel é conscientiza-las de que ela não deve aceitar ser tratada mal por um homem, que ela deve descobrir antes de tudo o que ela quer, gosta e deseja, para não acabar caindo nas mãos de macho lixo por aí, entende? E porque os livros não podem nos passar essa mensagem sem uma romantização do sexo? Vamos tentar refletir sobre isso por algum momento.

Vamos falar sobre parcerias?

outubro 30, 2019

Meu blog nasceu há anos, tinha outro nome, mas a mesma proposta: Falar sobre livros, no geral resenhas. Antes disso eu participei de outros dois blogs, apenas como colunista e nunca havia me preocupado em fazer esses blogs crescer, assim como há algum tempo quis fazer com o meu próprio. Nesses anos houveram muitas parcerias, seja com escritores independentes , editoras pequenas e até editoras grandes e que as pessoas sonham em ter parceria (algumas delas foram só de ação, mas muito boa para mim) e é claro que, como blogueiras literária e amante de livros, eu gostaria sim de ter parcerias ainda hoje, mas a questão principal é: Como filtrar essas parcerias?

Pensa comigo: Você gostaria de ter uma parceria só fizesse exigências? Não descaradas, mas há algumas que só te pedem divulgação e mais divulgação e não te dão nada em trocar, sabe? É uma parceria, como o próprio nome diz, da mesma forma que você faz o seu trabalho de blogueira o escritor ou a editora precisa ter dar algo em troca, e em alguma casos até te divulgar. Eu não vou citar nomes aqui, certo? Mas eu vi algumas coisas no Instagram recentemente que me deixaram passada e foi isso que me fez querer compartilhar esse texto com vocês.

Tá lá uma página X, pode ser de autor ou editora, e faz um post escrito lindamente: Seleção de parcerias para o mês e nas regras consta que a pessoa que está concorrendo a essa parceria precisa compartilhar essa seleção em seus stories, pois assim sua inscrição não é contabilizada. Tipo assim, gente, vamos combinar que você tá ali fazendo a divulgação de graça! Não que a gente tenha que fazer as coisas só por interesse, mas convenhamos que na seleção final só fica quem tem +20k de seguidores, no minimo. Nesses anos todos acompanhando blogs o que mais vejo é em época de resultado de parceria a galera reclamando que a editora selecionou apenas os blogs que tem muitos seguidores. Então gente, vamos acordar, ou você faz o blog e/ou instagram por amor ou vai continuar lutando para ter parcerias e muitas vezes sem conseguir e se frustrando mais e mais.

Sim, receber um livro novo, lançamento do mês, na sua casa todos os meses é a coisa mais gostosa do mundo. Falo por experiencia orópria, mas vamos lembrar que existe um mudo gigante de livros que já foram lançados e que você, provavelmente tem na sua prateleira, e ainda não conseguiu ler e nunca vai conseguir quando tiver um monte de parcerias. Convenhamos, se vocês acreditam que vai conseguir ler os lançamentos do mês de umas três editoras que tenham parceria "trabalhando" sozinha você está bem enganada, mocinha.


A queima de livros moderna

setembro 27, 2019

Em teoria somos seres evoluídos. Nós temos a tecnologia ao nosso favor, a literatura está cada vez mais em ascensão (mesmo que o consumo de livros possa ser menor, devido a tantas outras opções de entretenimento).; Porém temos tantos outros problemas sociais que as distopias clássicas parecem estar cada vez mais próximas de acontecer e, em alguns casos, até parece já estar acontecendo.

É de conhecimento de qualquer leitor o livro Fahrenheit 451, onde o protagonista é um bombeiro que queima livros. Uma sociedade totalmente alienada pela tecnologia — o livro foi publicado pela primeira vez em 1953 e nesta época as pessoas não faziam ideia de onde a tecnologia chegaria, portanto é bom frisar que para nós ver as cenas onde a esposa do bombeiro conversa com os parentes em algo que parece ser uma televisão é banal, mas para eles era uma grande novidade — e que vê os livros como uma ameaça. Em uma época pós 2ª Guerra Mundial não é muito difícil imaginar o porque do autor ter cogitado esse tema para seu livro, já que é bom relembrar que lá em 1933, na Alemanha Nazista, houve uma grande queima de livros que eram considerados fora dos padrões da ideologia nazista. Grandes autores e pensadores fazem parte da lista, dentre eles Thomas Mann, Freud, Einstein, Marx e Nietzche (não vamos esquecer que essas pessoas ainda são odiadas por algumas ideologias politicas). O pior de tudo é que a opinião pública e até a mídia ignoraram isso. No entanto é difícil dizer com certeza se foi por medo ou concordância. Então qual o motivo de tanta surpresa ao saber que um livro foi censurado e/ou proibido?

Vivemos em uma ilusão de liberdade. Nós passamos acreditar que podemos fazer o que queremos, que podemos ter autonomia com nosso próprio corpo e a liberdade de escolher quem iremos amar ou simplesmente transar. Nós chegamos em um ponto em que estamos alienados ao refletir sobre todas as consequências que a vigilância das mídias sociais nos dá (e ai já vamos entrar em 1984, que não é o assunto deste post). Nós simplesmente ignoramos o fato de que não temos controle de nada em nossas vidas. Muito menos dos livros que lemos.

Um bom exemplo disso foi o que houve na Bienal Internacional do livro que, este ano, aconteceu no Rio de Janeiro. Não vou estender a noticia, mas todos sabem que diz respeito do Crivella criticando um livro que contém um beijo gay e querendo, assim, censura-lo como conteúdo pornográfico. O tiro saiu pela culatra, pois além do livro esgotar em 40 minutos certo ytuber distribuiu cerca de 10k livros lgbtq+ no evento.

O que poucas pessoas perceberam é que não se trata apenas de uma censura a um livro lgbtq+ e sim a toda arte que temos disponível nos dias atuais. O que começou com um livro vai a todos os conteúdos que gostamos de ver na internet, visitar em uma galeria, conversar com os amigos. A ditadura, às vezes, não é colocada nas nossas vidas do dia para a noite e sim devagar. A queima de um livro não precisa ser literal em uma praça publica, mas sim sua retaliação na internet ou o boca a boca dentro de uma igreja. O que o tal prefeito fez foi sim uma queimação de livro, assim como tal governador do estado de SP fez na mesma semana com livros didáticos.

Como seres humanos, e passiveis de erros, temos uma grande responsabilidade de nos "vigiar" e como leitores devemos nos impor — assim como feito no caso da Bienal, mas fazem em todos os casos de censura — para que seja evidente que não somos idiotas, e que acima de tudo todo esse conhecimento que os livros nos trouxe é uma recompensa maravilhosa. Além do mais há a responsabilidade social de nos reconhecer como seres imperfeitos e em constante aprendizado. Mais do nunca é hora de se juntar.

OBS História:
Também houve uma queima de livros brasileira. Em 1937 Getúlio Vargas censurou algumas coisas por se tratar, segundo ele, de apologia ao comunismo.

Sobre A Parte que Falta

março 26, 2018


Que alguns ytubers tem capacidade de influenciar as pessoas isso todo mundo sabe, certo? Mas eu mesma confesso que nunca tinha entendido a dimensão disso até ver pessoas chegando na livraria em que eu trabalho pedindo A Parte que Falta, de Shel Silverstein.

A querida ytuber Jout Jout indicou esta obra no dia 20 de Fevereiro em seu canal. Aliás, não apenas indicou como fez uma leitura e mostrou o livro em seu vídeo onde ao final ela até se emociona com o destino da bolinha que é a personagem da história. De fato, sim, a história é interessante e pode causar certa emoção no leitor, principalmente os leitores adultos que muitas vezes na vida já passou por situação semelhante ou igual aquela personagem; Mas a questão é que A Parte que Falta não é um livro para adultos e sim para crianças. A obra fazia parte da Cosac Naify que fechou as portas há algum tempo e foi relançada pela Cia das Letras, pelo selo Cia das Letrinhas. Como uma adulta e chata, com 26 anos, realmente não sei definir ou adivinhar qual a mensagem que uma criança pode pegar deste livro, a não ser ter um certo encantamento pelos traços simples dos desenhos (que pode até mesmo ser imitando pelas crianças).

Mas o que realmente me intriga é: Porque a obra é tão atrativa para os adultos? Será mesmo sua mensagem? Ou será que o principal motivo é a influencia e carinho de uma ytube famosa?

Ocorreu uma situação que achei bem engraçada sobre uma cliente que pediu este livro na loja e veio com diversos elogios e dizendo que é uma das melhores coisas que ela já viu na vida... rs. Eu, um pouco sincera demais, já soltei um "não vi nada demais" e ela ficou totalmente embarbascada, mas ao ser questionada do porque esta obra ser tão maravilhosa quanto ela queria exaltar sua resposta foi somente um "porque é muito top". Claro que a interpretação e carinho com a obra pode ser diferente nos diversos tipos de leitores, e digo os adultos obviamente, mas que ao menos a pessoa saiba dizer o porque gosta da obra e não apenas siga a influencia de alguém famoso. Enfim... eu sou chata mesmo com essas coisas e só quis expor um pouco da minha opinião.

Pra quem não viu então acesse esse link para ver o vídeo da Jout Jout e entenda (ou não) o porque de hoje ele estar em primeiro lugar na lista dos mais vendidos da Veja*.

*(post escrito no dia 24/03/2018)

Relacionamento abusivo nos livros

março 24, 2017


Hoje resolvi falar de algo que tem me incomodado um pouco em algumas leituras que eu faço: relacionamento abusivo. Tenho certeza que você já leu algum livro onde esse tipo de relacionamento esta presente de uma forma ou de outra e em uma época em que tanto é discutido sobre o assunto porque não questionar o porque de algumas autoras ainda colocarem esse tipo de relacionamento nas suas obras.

O primeiro livro que passa na minha cabeça quando o assunto é relacionamento abusivo é Belo Desastre. Eu sei que já estou começando aqui dando um tiro no pé, pois esta é uma obra muito adorada pelas leituras de new adult e eu confesso que até certo ponto eu também gostei, pois tem uma parte de mim que tenta entender Travis e aceitar ele daquela forma. Mas simplesmente quando penso mais a fundo e até mesmo relembro um antigo namorado que tive na adolescência eu paro e penso não. Para quem não leu vou explicar para ficar mais fácil ilustrar meu ponto de vista: Travis é o tipo cara machão, lindo e que sabe que consegue tudo o que quer. A autora usa da desculpa por ele ter sofrido a falta da mãe muito cedo e ser criado com um monte de homens ao longo da vida para as suas atitudes mas isso simplesmente não desce. Alias, uma desculpa muito usada para justificar as atitudes desses homens é algum trauma de infância, alguma perda muito grande etc etc. E não estou discordando aqui da possibilidade de isso ser verdade, até porque eu não entendo nada de psicologia, mas que acaba sendo a desculpa perfeita para justificar homem abusivo nos livros isso é.

Mais um dos meus lidos que também me irritou nesse aspecto foi Louca por Você, da autora A.C. Meyer. Inclusive mais um queridinho de muitas leitoras, né? Nesta obra o principal é um cara que foge de relacionamento igual vampiro foge do sol, trata a mocinha como irma mas ainda quer controlar a vida dela, o que ela faz ou deixa de fazer. Obviamente essa característica é sempre mascarada com a desculpa de que ele esta, na verdade, cuidando dela e prezando pelo seu melhor quando na verdade ele quer somente manter o controle da situação e da pessoa tendo assim aquela segurança de que a outra sempre ira depender dele.

A verdade é que existem diversos livros de relacionamento abusivo camuflado em romance, seja new adult ou young adult e as leitoras sempre tendem a se apaixonar pelos personagens de uma forma ou de outra. E não quero generalizar aqui e dizer que o foco do problema são os homens, até porque quem leu Rock Star (ou Intenso Demais) pode perceber que Kiera é assim com suas atitudes possessivas em relação aos dois homens da história. Mas o verdadeiro problema esta na interpretação das pessoas e na vontade de realmente debater sobre isso nos blogs ou comentários, até mesmo nas redes sociais. Eu nao quero dizer que seja uma obrigação problematizar o assunto, mas é importante debater para poder identificar esses aspectos até mesmo para não aceitar isso na sua própria vida.

Marina Barbieri já disse em seu livro "Fique com alguém que nao tenha pressa":  A Disney nos ensinou que nao importa o que os homens façam com a gente, eles sempre tem boas intenções por trás de seus atos horrendos. Lembrando que eu sou de uma geração onde dificilmente uma personagem feminina da Disney tomava partido de alguma coisa, iria contra algum homem e etc, então obviamente isso não se encaixa nessa nova geração. Mas enfim, faz todo o sentido, não? E por mais que até as animações da Disney tem mudado seu foco ainda assim algumas autoras insistem em colocar homens nessa posição com as mocinhas. Enquanto as leitoras consomem esse produto e somente exaltam o personagem por ele ser descrito como lindo e gostoso ao invés de ao menos debater com amigas sobre os personagens esses livros continuarão sendo publicados e as pessoas não terão consciência do verdadeiro problema.

Eu não li muitos livros que tenham relacionamento abusivo, então pedi opinião para as coleguinhas Nath (Pobre Leitora) e Ana Clara (Roendo Livros) e elas citaram livros como DUFF, 50 Tons de Cinza, Trilogia Devoção e O Papel de Parede Amarelo como livros que se encaixam nessas características, além de livros da autora Bella Andre. Se voce sabe mais algum livro cite ai nos comentários.

Vamos falar sobre nacionais

maio 16, 2016
Olá, leitorxs. Tudo bem com vocês?
Hoje vou fazer um post que, talvez, possa ser considerado polemico. Talvez eu passe a ser odiada por alguns - principalmente autores(as) nacionais. Só que não vou me importar realmente com isso. Simplesmente me deu vontade de escrever e é isso que vou fazer. De qualquer forma eu já quero pedir desculpas para quem se sentir ofendidx de alguma forma com meu desabafo, mas é que é algo que eu tenho visto por ai e precisava conversar sobre.


Eu já comentei por aqui, ou pelo Cantar em Verso, que eu nunca fui muito leitora de nacionais e que essa condição acabou mudando quando eu passei a escrever para um blog e ter umas parcerias, além de ler resenhas de livros nacionais e ficar com curiosa com algumas obras e/ou autorxs do Brasil. Aos poucos vou lendo mais e mais livros da minha terra natal e mesmo que ainda não seja um número grande eu sinto um certo orgulho por ter deixado esse preconceito de lado e sempre que ter alguma indicação que realmente me interessa eu pegar o livro para ler independente da nacionalidade do autor(a). 

Mas o que, de fato, me incomoda nisso tudo é que eu sinto que os blogueiros tem uma obrigação de gostar do que leu, simplesmente porque aquele livro é nacional e nós temos que valorizar os livros nacionais. Bom, eu concordo sim com essa afirmação. Nós temos que valorizar os livros nacionais, até porque tem muitos autores e autoras por aí que escrevem muito bem e sabem prender o leitor com suas histórias; Mas vamos combinar que tem autores que não são tão bons assim ou que não escrevem histórias tão legais. E nesse caso você pode me falar que é uma questão de gosto e irei concordar com você nesse aspecto; Mas também não se da para negar que se você tem um blog e se comprometeu a resenhar um livro nacional também tem que ter compromisso com a verdade e só porque a história não te agradou ou algo do tipo e você não falou muito bem do livro na resenha que os outros tem o direito de te achar erradx sobre isso. Discordar sim, afinal cada um tem sua própria opinião, né? Mas quantas vezes você não viu por ai autor(a) reclamando de uma resenha negativa? Ou que os leitores não dão valor para a literatura nacional e por isso que não gostou do seu livro? Mas desconsidera que o livro tem uma história fraca e/ou é cheio de erros gramaticais. Aaaah! e Deus te ajude se você falar da edição da obra, dos erros, ou algo do tipo. Não pode, kirida.

Vamos combinar, né? Blogueiro que se preze vai falar bem ou mal de um livro sendo ele de onde for. Algumas vezes passei pela situação chata de ter lido um livro de parceria que não achei tão bacana assim e falei da obra de forma negativa nas resenhas e bom posso dizer que até o momento tive a sorte de ter encontrado bons parceiros, pois ninguém deu chilique pela forma que eu resenhei suas obras e por mais que eu sei que o autor(a) tenha ficado até chateado/triste (afinal, o livro é o bebezinho dele(a)) ele(a) também compreendeu a forma como eu me senti lendo a obra e que infelizmente o livro não irá agradar todo mundo, né?

O que eu quero concluir disso tudo é que se você é blogueirx não deveria puxar saco de autor só por ele ser nacional. Se você gostou do livro fale bem do livro, se você não gostou explique os motivos sem ofender e xingar ninguém. E mais importante, se você é autor(a) tenha na cabecinha que seu livro pode não agradar tudo mundo e que pelo menos uma pessoa no mundo irá fazer uma resenha negativa da sua obra. Não se sinta ofendido se a pessoa explicou seus motivos de forma educada, reflita sobre aquilo e pense se tem algum fundo de verdade ou não e se isso irá te ajudar a melhorar ao escrever seus próximos livros. Toda critica deve ser bem vinda, desde que seja feita de forma coesa e educada. E uma dica para os dois lados: Não vale ficar falando do outro nas redes sociais. Nós devemos ter consciência de que um depende do outro, de certa forma. Blogueiro não gosta de ver autor falando mal de algum colega, assim como tenho certeza que autor(a) nenhum(a) gosta de ver blogueiro falando de forma má educada de algum colega também. Acredito sim que nós devemos nos respeitar e apoiar a literatura nacional, dando chance para novos livros e autores, mas também prezando pela honestidade em suas impressões. 


 
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