A Fazenda dos Bichos, por George Orwell


Recentemente a convite da Editora Madrepérola eu fiz a releitura do livro A Fazenda dos Bichos (ou A Revolução dos Bichos) para rememorar essa fábula e apreciar a nova tradução da premiada autora Maria Valéria Rezende. Claro que aproveite esse momento para também resenhar o livro, já que da primeira vez que fiz a leitura estava um pouco offline do blog.

Tem coisas sobre A Fazenda dos Bichos que todos sabem, ou pelo menos já ouviram falar. Todo o seu teor politico e a forma alegórica de recontar a história da Revolução Russa através de uma fabula onde cada animal representa algo ou alguém. Particularmente não pretendo focar o post nesse aspecto, mesmo que facilmente consigamos transpor toda ou parte da trama para a politica brasileira. Vai dizer que o porco Napoleão não se assemelha muito ao inominável presidente? Que as ovelhas que repetem o lema “Quatro pernas é bom, duas pernas é ruim.” até o momento que são conduzidas a repetir um novo lema não são como os minions? Ainda que originalmente essa história seja uma forma de falar contra o autoritarismo Russo, ela pode se encaixar em qualquer governo que seja manipulador e autoritário.

O Homem jamais serve aos interesses de nenhuma outra criatura, senão dele mesmo.

Particularmente gosto muito desse livro por ser uma leitura simples em qualquer idade e que provoca diferentes pensamentos, opiniões e criticas. Nesta segunda leitura eu não estava preocupada em entender exatamente o que cada personagem ou cada classe de animal representava na critica do autor. Acabei curtindo mais a história pelo que ela é e fazendo paralelos com a minha realidade, aqui no Brasil do século XXI. Acredito que um leitor, ou uma leitora, sem preocupações politicas pode só ver essa como uma história de animais com características humanas e nada mais.

A editora está com o financiamento coletivo de sua edição aberto até o dia 5 de Janeiro com diversas recompensas. Eu, particularmente, amei o card dos bichos. As ilustrações do livro estão lindas ♥ e, com a palavra da Madrepérola: "Pela primeira vez na história desse livro, o corpo editorial é composto majoritariamente por mulheres, Cassia Leslie, Rosana Rios e Marcia Paganini fizeram parte dessa edição, que trás prefácio de Débora Reis Tavares e posfácio de Ana Rüsche." Além da tradução de Maria Valéria Rezende, finalista do prêmio Jabuti em 2020 com o romance "Cartas a Rainha Louca", e projeto gráfico por Roberta Asse.

Clique na imagem para apoiar - catarse.me/afazendadosbichos


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3 Comentários

  1. Olá,

    A edição está muito bonita mesmo.
    Eu ainda não li esse livro, mas o tanto de indicação que já tive me fez colocá-lo na lista de leitura.


    Bjs
    https://diariodoslivrosblog.blogspot.com/

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  2. Eu tentei ler esse livro há alguns anos, porém não consegui engatar, pois não tinha "entendido a mensagem". Mas era aquele livro que quero dar uma segunda chance em algum momento. Tomara que essa edição possa ser publicada, pois gostaria de ler essa versão, que está bem linda, por sinal. =)
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  3. Olá,
    Ficou um arraso essa edição, torço para que a editora consiga todo o planejado.
    Eu preciso tomar vergonha na cara e ler. Sei que parte das críticas também vão me pegar assim. Livros de narrativas atemporais sempre me deixam impactada por semanas.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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