Maratona Oscar: 1980 - 1982

 


Então eu resolvi me meter em mais uma enrascada. Sim, pois não basta um monte de livro que eu tenho que ler ainda resolvi assistir os filmes que venceram o Oscar desde 1980 até 2020. Pode rir, eu sei que você quer. Mas vamos lá, né? Acho que não será uma tarefa tão ruim.

"Regras"

Eu estabeleci algumas regras para essa maratona pensando na minha saúde mental kkkk. É coisa básica: a) Tenho a liberdade de escolher se quero ou não ver o filme de acordo com a sinopse e trailler; b) Filmes que concorreram, mas não ganharam pode também podem entrar na brincadeira; c) não terá post para cada filme, e sim para cada ano, ou quantidade de filmes assistidos. E hoje eu já começo com algumas opiniões.

Oscar 1980

  • Kramer vs. Kramer
  • O Show deve Continuar
  • Apocalypse Now
  • Breaking Away
  • Norma Rae


O grande vencedor do ano foi o drama familiar Kramer vs. Kramer, que conta a história de um homem (Dustin Hoffman) abandonado pela sua esposa (Maryl Streep) junto de seu filho. O filme mostra como ele precisou deixar sua carreira em segundo plano para cuidar da criança e como isso fez com que ele amadurecesse como homem e pai. O ponto alto da trama é quando após 18 meses a mãe volta querendo a guarda da criança e decide recorrer a justiça para conseguir.

O filme tem um plot interessante, mas considerando a época é de se esperar que há muitos diálogos bem errados ali. Entretanto é um bom ponto de reflexão sobre a nossa própria época, desconsiderando a época em que ele foi lançado. Hoje em dia ainda é incomum ver homens cuidando de seus filhos, seja dentro ou fora do casamento. A desculpa é que o trabalho atrapalha, há uma escassez de tempo, e por ai vai. Assim como naquela época o homem que faz sua obrigação paternal é visto como um herói, ao invés de todos pensar que aquilo é somente a sua obrigação. Não me leve a mal, eu gosto de ver histórias em que o personagem amadurece e até entendo o ponto que o filme queria provar naquela época, mas a ideia não envelheceu muito bem, já que o filme poderia passar uma impressão de que "os tempos estão mudados" e ao ver essa perspectiva hoje tudo continua igual.

Enquanto o homem deixava sua carreira para se dedicar ao filho a mulher acabou fazendo o que não pôde em seus anos de casamento: ter uma carreira. Ela conta em determinado momento em que abandonou o emprego após se casar e que o marido nunca a incentivou a voltar a sua vida profissional, inclusive sendo bastante pessimista sobre isso, já que eles tinham um filho pequeno. A ideia é mostrar a mulher como um monstro e não como alguém que tinha seus sonhos e desejos. A mulher abandonou o filho, então ela não presta e é uma péssima mãe. Inclusive o próprio advogado dele faz questão disso em seus vários discursos em pinta-la como alguém indigna de ter a guarda do menino.

Além do Oscar de Melhor filme em 1980 a produção também ganhou: Melhor Ator (Dustin Hoffman), Melhor Atriz Coadjuvante (Meryl Streep) e Melhor Roteiro Adaptado, além de concorrer em outras categorias. Não vou julgar se foi merecido ou não a estatueta para o elenco. Claro, as atuações foram boas, mas a justifica do filme não é válida. Como eu não assisti aos outros da lista não vou entrar em detalhes dos meus motivos, mas ainda assim eu acredito que a Maryl, por exemplo, teve trabalhos melhores na carreira que poderia ter ganho o prêmio.

Oscar 1981

  • Gente como a Gente
  • Touro Indomável
  • O Homem Elefante
  • Tess
  • O Destino Mudou Sua Vida


A produção dirigida pelo ator Robert Redford conta a história de um jovem chamado Conrad que é depressivo e suicida. O problema começou após a morte acidental de seu irmão mais velho e ele se sente culpado pelo que houve, além de estar lutando para ter o amor e empatia de sua mãe. Apesar de o plot ser bem interessante o drama parece que não sai do lugar muitas vezes. Como eles são uma família de classe média alta há a enorme necessidade de manter as aparências, principalmente pela mãe que não quer que seu circulo de amigos saiba do estado psicológico de seu filho.

Esse filme me fez ficar pensando como Hollywood trata de jovens depressivos atualmente, com um grande abuso de drogas, sexo e a ideia de que o mundo é uma merda. Aqui tem uma abordagem completamente diferente, pois Conrad apesar de estar doente ele quer fazer acompanhamento psicológico e ainda quer que as coisas voltem ao normal na família, ainda que saiba que é um longo caminho. É uma forma silenciosa de sofrimento, mas também muito mais realista e fácil de acreditar.

Não tenho uma opinião formada sobre ter gostado ou não do filme, já que ele não me prendeu em nenhum momento e eu passei grande parte do tempo torcendo para ele acabar logo (e infelizmente ele é longo). A obra ganhou o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção (Robert Redford), Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton) e Melhor Roteiro Adaptado

Oscar 1982

  • Carruagens de Fogo
  • Num Lago Dourado
  • Reds
  • Atlantic City
  • Caçadores da Arca Perdida
    Eu não assisti nenhum filme desse ano. Carruagens de Fogo conta sobre dois jovens que querem provar seu valor e entrar equipe de corrida do Reino Unido e sua preparação para as Olimpíadas. Não me chamou muito atenção, então acabei pulando.

    Durante o processo de escrita desse post eu fiquei sabendo que por pouco o filme brasileiro PIXOTE não entrou na lista e fiquei muito triste. É um filme que assisti muito na escola e ele é muito bom, acho que ficaria muito bem nessa lista.

    No próximo post irei falar sobre 1983.

    🎬

    O blog utiliza de Google Ads. Caso você queira ajudar o blog a crescer basta clicar em alguma propaganda.

    Postar um comentário

    3 Comentários

    1. Oii, Tudo Bom? Adorei saber mais um pouco sobre os Oscar dos anos 80 e 82. Confesso que não conhecia nem um desses filme, mas depois vou dar uma conferida😊.
      Beijos!
      https://deliriosdeumaliteraria.blogspot.com/?m=1

      ResponderExcluir
    2. Oi, Sil!
      Quero dizer que AMEI sua maratona!!!!!
      Eu todos os anos, já faz bem uns 10, que tento assistir a todos do ano na Categoria Melhor Filme e o que mais conseguir.
      Só esse ano que não rolou por motivos de gêmeos pequenos, hehe.
      Vou adorar acompanhar suas resenhas.

      Todo mundo fala muito de Kramer vs. Kramer, mas eu nem sabia o enredo, só que era a Meryl maravilhosa Streep e o Dustin Hoffman.
      Adorei conhecer.
      O Gente Como a Gente me chamaria ZERO a atenção, mas o Carruagem de Fogo sim.

      Beijoooos

      Teca Machado
      Casos, Acasos e Livros

      ResponderExcluir
    3. Silviane!
      Pude assistir todos os filmes na época que foram lançados.
      Entendo que hoje KrammerxKrammer seja totalmente inaceitável, porém posso falar que na minha adolescência o tema era aceitável, infelizmente.
      Gente como a gente foi um 'escândalo', digamos assim, na época, porque não se falava tão abertamente sobre o tema depressão e suicídio.
      E Assisti no cinema Carruagens de fogo, várias vezes, um cenário lindo e uma mensagem sensacional de ostinação e força de vontade, sem contar com a trilha sonora sensacional.
      Corajosa você de mais essa empreitada, sucesso!
      cheirinhos
      Rudy

      ResponderExcluir

    Obrigada pela sua visita! ♥ Se gostou do post deixe seu comentário com suas impressões sobre o texto.

    Caso você tenha um blog não esqueça de deixar seu link que eu irei retribuir sua visita.

    IMPORTANTE
    Os comentários publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores e não refletem a opinião da blogueira.

    Contato: silvianecasemiro@gmail.com