Resenha: Garotas em Chamas

 


Quando eu vejo qualquer anuncio de livro da C J Tudor já fico ansiosa para o lançamento, pois sei que vem coisa boa. E eu falo isso bem pé no chão, já que "O que aconteceu com Annie" e "As Outras Pessoas" não foram meus livros mais queridos em comparação com "O Homem de Giz" e, agora, Garotas em Chamas. Então assim, já aviso que essa resenha será uma pessoa que adora um bom suspense com um pézinho no terror e que, por sorte (ou azar) leu esse livro de madrugada e ficou com medo em vários momentos.

A reverenda Jack Brooks precisa ir para uma nova paróquia com sua filha Flo. Mudanças sempre são complicadas, mas com uma menina de 15 anos é mais complicada, e ficamos sabendo através de qualquer filme de terror com mudanças que algo sempre dá errado. Aqui não é diferente, já que a cidade de Chapel Croft há milênios homenageiam pessoas que foram queimadas em uma perseguição religiosa, que se assemelha bem os princípios de caça as bruxas. Para a coisa ficar um pouco mais sinistra duas adolescentes desaparecem no inicio dos anos 90 e o último reverendo cometeu suicídio há poucas semanas. Então acho que já da para ter uma ideia do que poderá ser encontrado no livro, né? 

Gosto muito como mãe e filha se relacionam aqui, pois apesar de parecer que Jack é uma chata por ser reverenda ela, na verdade, é muito amiga de Flo e essa amizade faz com que a filha confie muito nela. Mas ao chegar nessa cidade e ver coisas estranhas acontecendo desde o primeiro dia seu instinto materno acaba falando mais alto e ela se torna muito protetora com a filha e isso acaba afastando as duas. Então em um relacionamento em que deveria haver confiança para as coisas se resolverem rapidamente acaba que só gera mais conflitos para a trama, o que na história é ótimo e só agrega muito mais, já que vemos um pouco da visão de cada uma nos capítulos e ficamos quase falando com as personagens, tentando instrui-las a irem onde nós queremos para descobrir o que está acontecendo.
Elas assombram a capela. Se você vir as garotas em chamas, é porque uma coisa ruim te aguarda.
Além da trama ligada a cidade de Chapel Croft, que não é pouca coisa, a reverenda tem algumas coisas em seu passado que não a deixam em paz. Um homem misterioso que a procura e escândalo relacionado a sua posição na igreja. Tudo isso a deixa apreensiva principalmente por acreditar que prejudica sua filha. Para mim, como leitora, por algumas páginas fiquei sem entender esses casos paralelos para a personagem e quase senti que não seriam resolvidos, entretanto ao fazer novas descobertas eu só consigo pensar que C. J. Tudor é realmente uma autora completa, pois não deixa pontas soltas para todos os mistérios do livro. Inclusive eu devo elogiar ela (e muito) por esse livro. Apesar de usar algo que ela é basicamente uma especialista — pessoas desaparecidas — ela ainda conseguiu ambientar a história muito bem coma religião, a ideia de possessão demoníaca, caça as bruxas, e como todas essas coisas acabam afetando uma cidade pequena. Ali todos se conhecem, então é quase impossível manter segredos, mas ainda assim ninguém realmente sabe a história do outro. Como se não bastasse o livro tem pessoas poderosas, que basicamente mandam na cidade, e outras que são psicopatas para dizer o mínimo. 
A fé, até certo ponto, é um placebo. Se você acredita que funciona, funciona.
Em Garotas em Chamas a autora conseguiu usar mais do terror em um suspense que nos outros livros, para mim, não deram muito certo (principalmente Annie). Então é claro que vou esperar os próximos livros dela para poder ficar escondida embaixo das cobertas no calor da minha cidade com medo de fantasmas e demônios (e pior ainda, seres humanos). Quem gosta desse gênero é claro que esse livro eu super indico.
📚

Título: Garotas em Chamas (The Burning Girls) • Autora: C. . Tudor
Tradução: Regiane Winarski  • Editora: Intrínseca

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CONVERSATION

1 Comments:

  1. Olá,
    Eu preciso ler algo da autora, sempre lendo opiniões diferentes... mas quero dar uma chance pq adoro o gênero.
    E já super fique curiosa com esse e a conexão do reverendo anterior e tals.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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