Resenha: (Des)Humanos

 

Foto de Livro abrindo

(Des)Humanos é um livro que eu estava namorando desde o final do ano passado, então é claro que com a oportunidade de ser parceira da Madrepérola eu não podia deixar de pedir esse livro na primeira oportunidade. Justamente por eu ter namorado tanto ele estava com altas expectativas a respeito da história, principalmente por ter acreditado que esse livro se tratava muito, muito mesmo, de ficção-cientifica e acho que a sinopse do livro no site da editora não deixa eu mentir sobre a minha ilusão. Infelizmente minhas expectativas não foram atendidas da forma que eu queria, mas ainda assim achei (Des)Humanos um livro bem interessante.

Aniel é uma guardiã e a narradora principal deste livro, entretanto a história está longe de ser dela. Na verdade a história que ela conta aqui é de sua protegida não-oficial, Anie, uma jovem muito racional e que só pensa na ciência o tempo todo. Quando eu digo o tempo todo eu não minto, pois ela vê ciência em tudo e nada que não seja cientifico faz sentido para ela, então em alguns momentos chega ser até chato ter que ficar acompanhando essa personagem mesmo essa característica dela ser tão importante para o livro. Ao mesmo tempo que gostei muito de Aniel e fiquei curiosa para conhece-la, saber um pouco sobre sua história como guardiã e o funcionamento disso tudo, eu me irritei pois a história ficou focando somente em Anie e o seu romance com Lucca, um rapaz cego que acaba contrariando todos os conhecimentos (e preconceitos) de Anie.


E é justamente nesse romance que a história me perdeu. Vocês sabem que eu gosto de um romancezinho, apesar de não achar que deva ser um dos pontos principais das histórias, mas nesse caso ele se tornou o ponto central de toda a trama. O romance, a questão de amor e sentimento tem toda relação com a pesquisa de Anie, entretanto eu senti que o romance roubou o espaço que teríamos para acompanharmos o desenvolvimento da pesquisa e saber um pouco mais sobre ela e principalmente suas consequências para justificar a necessidade de Aniel ser guardiã não-oficial de Anie. Não quero dizer que essas coisas não são abordadas no livro, mas perderam páginas para o desenvolvimento do amor entre Anie e Lucca, sabe? Que aliás é muito fofo, pois como eu disse ele é cego e Anie tinha muitos preconceitos por não entender muito bem como uma pessoa cega consegue viver em sociedade e ter sua própria autonomia e o livro conseguiu mostrar até para os leitores como isso é possível, então gostei muito desse personagem e do que ele acrescentou para a história e para mim como leitora.

Bom, sobre Anie eu queria conseguir muito elogiar essa personagem, de verdade, mas ela é muito difícil de entender e muito difícil de gostar. Como eu já disse ela é muito racional e fazer com que qualquer sentimento seja demonstrado é quase uma missão impossível. Eu odiei a forma como ela tratava sua melhor amiga, Luiza, como ela parecia que nem ligada para ela enquanto a outra estava compartilhando coisas de sua vida, suas conquistas acadêmicas e tudo mais. As duas são um perfeito equilíbrio, mas seria mais gostoso de acompanhar se Anie não fosse tão retraída e não se importasse apenas com seu próprio umbigo. Talvez alguns leitores podem defende-la e dizer que ela tem muitos motivos para ser assim, e pode até ser que sim, porém eu acho que alguns traumas não justificam certas atitudes.

Em termos gerais (Des)humanos é um livro que tem uma ótima proposta ao questionar as relações humanas e sentimentos, mas que para mim se perdeu um pouco ao focar no sentimento amoroso. É um livro bastante fácil de ler, as páginas vão passar e o leitor nem percebe até ver que já finalizou a leitura e a edição da Madrepérola está linda. O livro também está disponível no Kindle Unlimited.

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Título: (Des)Humanos • Autor(a): Thyl Guerra • Editora: Madrepérola

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CONVERSATION

2 Comments:

  1. Olá, Silviane.
    Eu não conhecia esse livro ainda e acredito que não leria. Eu sou dessas que gosta de romance em tudo mas reconheço que tem lugar que eles não cabem e podem estragar a história.

    Prefácio

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  2. Oi!
    Gosto de livros que misturam mais de um gênero (em especial fantasia + romance), mas também me desanimo muitas vezes quando o romance tomam conta de boa parte da narrativa.

    Beijão
    https://deiumjeito.blogspot.com/

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