Resenha: O Timbre



Não é segredo que eu estava muito ansiosa para a conclusão da trilogia O Ceifador, então quando vi ele disponível na Amazon fui logo comprando para fazer essa leitura. O Timbre foi para mim um livro de conclusão sem defeitos, com mensagens e história que provavelmente irá agradar aos fãs da obra. Sim, fiquei muito triste por ter que me despedir desses personagens, principalmente da Nimbo-Cumulo, mas a felicidade de ter a oportunidade de ler uma história como essa me deixa muito, mas muito feliz mesmo.

Essa postagem será livre de spoilers, porém irei usar algumas referencias dos livros anteriores.

Não podemos negar que nenhuma pista foi dada do que poderia acontecer após a Nimbo-Cumulo tomar uma decisão tão radical em relação aos seres humanos e no que diz respeito a Ceifa tudo parecia perdido após o "terrorismo" cometido por Goddard, entretanto já nas primeiras páginas o autor mostrou que sabia exatamente qual rumo a história tomaria, já que todos os personagens estavam onde ele bem queria.

Citra e Rowan mais uma vez foram separados e eu amo que mesmo eles não se vendo, nem se comunicando, ainda assim eles tem o mesmo objetivo e parecem funcionar em sintonia total. É claro que Citra continua sendo o centro das atenções, principalmente agora que se tornou uma lenda, entretanto suas duvidas em relação a Ceifa e a integridade dela coloca em risco todas as crenças que  ela aprendeu com os honoráveis que a treinaram. Eu acredito que já comentei nas resenhas anteriores sobre a grandiosidade que a Ceifa é tratada, quase comparada como uma religião, e os questionamentos de Citra são semelhantes com os meus próprios a respeito da religião, sobre seus luxos, objetivos, e pessoas que ali estão envolvidas. Rowan, que por sua vez já tinha percebido isso há muito tempo, continua sofrendo as consequências de todos os seus atos como Ceifador Lúcifer, continua sendo odiado, mesmo que temido, e é uma grande ameaça aquelas que andam por caminhos tortos. O que me deixa mais triste é que todas as vezes que ele tentou se provar, tentou fazer o certo só foi visto negativamente, seja pela Ceifa, quando pelas pessoas, em um ponto que até mesmo sua família acha que ele é uma pessoa ruim, uma vergonha; Isso sem levar em consideração o peso que ele carrega pela perda de um amigo próximo por causa desse jogo de poder.

Deu para perceber que eu amo Rowan, né? De fato sim, acredito que ele é um personagem com grande desenvolvimento durante os três livros e comparando com Citra, que acabou sendo reconhecida de forma positiva e teve uma vida até que feliz sendo Ceifadora, ele acabou lutando sozinho por aquilo que ambos acreditam. E voltando a Citra não que ela tenha se encantado pelo mundo e a ideia de ser Ceifadora, mas por ela ter conseguido oficialmente se tornar uma e ter vivido algo que foi roubado de Rowan e por mais que ela tenha uma visão negacionista do "glamour" que alguns atribuem a Ceifa ela ainda faz parte daquilo, como se em comparativo com o que temos hoje ela é a privilegiada que critica os privilegiados sem perceber que ela faz parte daquilo, entende?

Deixando um pouco de lado os jovens eu quero falar da Nimbo-Cumulo, que mais uma vez provou ser a protagonista da coisa toda. Sério, eu acho que nunca imaginei que amaria tanto uma IA quanto eu amo ela, pois ela é tudo aquilo que uma IA deve ser: resiliente. Ela tem um amor infinito pela raça humana e tantas vezes eu senti pena dela por causa desse amor, pois o ser humano esta longe de merecer o amor de algo como a Nimbo-Cumulo. Ela acabou com todos os nosso problemas, ela ainda encontra soluções eficientes para problemas que podemos ter, inventar, e ainda assim conseguimos estragar tudo. Claro que ela sabe que pode confiar em uns, até mesmo em alguns que estão na Ceifa (onde ela é proibida de interferir) e outra coisa que amo nela é o jeito de ela conseguir com que tudo seja feito de forma correta até quando envolve a Ceifa. Eu falei um pouco mais sobre ela na postagem especial, então leia pois tem outras coisas interessantes sobre ela.

Mesmo que os 3 sejam os protagonistas da história o autor não deixou de mostrar o que acontecia com outros personagens relevantes. Um deles é Greyson que acabou ganhando destaque notável ao se tornar alguém importante na salvação da humanidade. Eu não vou me estender nele, pois acho que a respeito dele poderia escapar alguns spoilers, mas adianto que ele é muito querido e que se faz de besta, apesar de se aproveitar um pouco do poder que tem. E sim, muitos outros personagens são mostrados na trama, incluindo os antagonistas e coadjuvantes, mas como suas aparições estão ligadas ao desenvolvimento da trama e não como algum desenvolvimento de personagem eu não vou falar sobre eles nesse post.

Agora a história e conclusão em si: Não há nada que eu deva reclamar desse livro já que minhas expectativas foram atendidas. Ao contrário de algumas conclusões de saga/trilogias que li O Timbre não foi corrido, tudo aconteceu no seu devido tempo, mesmo que eu ficava me perguntando o tempo todo o que ia acontecer, já que demorou muuito tempo para o grande reencontro de todos os personagens. Mais do que isso o final não foi previsível, o final não foi digno de novela das oito. O Timbre teve o melhor final que poderia ter e eu não esperava menos do autor.

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Título: O Timbre (The Toll) - Scythe #3 • Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte • Tradução: Guilherme Miranda
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1 Comentários

  1. Só li o primeiro volume mas a leitura foi incrível. Ansiosa para ler mais desses livros.

    Abraço

    Imersão Literária

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