Uma graphic novel sangrenta: Lady Killer

Editora darkside, Darkside books

Apesar de não ser uma leitora de graphic novels é impossível não querer ler essa edição de Lady Killer lançada pela Darkside. As ilustrações estão maravilhosas e as cores super chamativas, é basicamente tudo que um bom encadernado precisa ter para, no minimo, chamar a atenção.

Nesta obra temos Josie, uma dona de casa bem sessentista que é o tempo todo vigiada pela mãe de seu esposo, uma velha alemã rabugenta. Nada do que Josie faz está certo ou bom. O que a velha não sabe é que além de dona de casa Josie é uma assassina de aluguel há mais de quinze anos e ama essa profissão que esconde de todos.

No inicio eu achei que a história seria de uma serial killer que vive se escondendo na fachada de uma família perfeita, mas fico feliz por estar enganada. A trama segue muito mais a questão de profissão x família que, até hoje, temos nas pautas femininas e é super bem abordado na obra. Como disse anteriormente há a sogra chata que julga o tempo inteiro as habilidades de mãe e esposa de Josie, assim como temos um companheiro de trabalho "garanhão" que acha que tem liberdade com a moça, fazendo algumas insinuações sexuais e, claro, aquele chefe machista que acredita que uma mulher não pode fazer o seu trabalho corretamente simplesmente porque tem uma família e filhos. Essas abordagens são sutis na obra e não é o foco, porém se continuar essa abordagem nos próximos volumes irei gostar bastante.

Além do background tem a história de Josie, que começa com uma bela moça se passando por vendedora de Avon e matando uma senhora em sua cozinha. À partir dai acompanhamos a missão que Josie terá de matar uma criança, cujo os pais já foram assassinados, e sua luta interior em decidir se irá ou não cumprir essa ordem. Neste ponto fiquei curiosa para saber o motivo dos pais do garoto terem morrido e a necessidade de a própria criança ter que morrer. Talvez seja explorado, ou talvez não seja um ponto tão importante, já que tudo diz respeito as atitudes de Josie com sua missão.

Existe uma grande quantidade de sangue, obviamente, e nessas horas eu fiquei muito maravilhada com as ilustrações. É tudo muito bem feito e as cores são incríveis. Adoro ilustrações bem contrastadas quando devem ser e claro que Lady Killer pede esse tipo de pintura pela história que nos dá. A edição é linda e vale por si só; no final temos alguns esboços da autora e capas alternativas. Vale a leitura.

Título: Lady Killer (Lady Killer) • Autores: Joëlle Jones e Jamie S. Rich
Editora: Darkside Books • Tradução: Raquel Moritz 

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10 Comentários

  1. Concordo que as graphic novels da DarkSide são bem bonitas, nossa. Também amo essa composição de cores!
    Eu também achei que a história seria sobre uma serial killer que obviamente se esconde e gostei demais desse lance de assassina de aluguel, deve ter sido o máximo acompanhar! Eu bem imaginei que abordaria temas feministas mesmo que sutilmente.

    Beijo!
    https://www.roendolivros.com.br/

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  2. A darkside sempre arrasa né? Apesar de não curtir o gênero a história parece ser bem interessante, e essa edição chamativa deixa a leitura ainda melhor e mais interativa.

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  3. Sou doida para ter os dois volumes dessa Graphic! Dexter de saias rs
    Eu acabei lendo Lady Killers no começo desse ano e fiquei com vontade demais de conhecer esse universo das mulheres assassinas.
    A DarkSide é impecável e nas Graphic's, as ilustrações e jogo de cores é espetacular.
    Espero ter ambas!!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  4. Eu fico de cara como as edições da DarkSide são sensacionais!! Eu sou louco pra ler essa HQ, mas ainda não tive a oportunidade de lê-la. Lendo sua resenha sobre ela, fiquei ainda mais interessado ao ver que aborda temas importantes!!

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  5. Silviane!
    Adoro os livros da Darkside. São sempre edições luxuosas.
    Vários casos de mulheres assassinas, uauu! Parece uma série que tem na A&E que gosto de assistir...kkkk
    É verdade, o gênero nada tem haver com os psicopatas e olha que acho ainda pior quando são as mulheres, porque elas são bem mais espertas que os homens.
    Adoro quando os livros trazem ilustrações.
    Nossa!
    Primeira mulher serial killers... deve ser bem do mal mesmo. Bem maquiavélica, credo!
    Bom que venha contando o que aconteceu com essas mulheres assassinas.
    Vovó sorriso é um pseudônimo cruel, né não? Matadoras de marido, nossa!
    Decada de 90 é bem mais recente que as anteriores. Credo! Faz os maridos de adubo para suas flores, que horror!
    Parece um livro muito bom mesmo.
    cheirinhos
    Rudy

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  6. Confesso que tenho pouco conhecimento sobre graphic novels e pelo jeito não li nenhum livro ainda. Mas achei incrível a abordagem de Lady Killer, não foquei na questão serial killer, mas pensei na conciliação de ser esposa, trabalhar, aguentar a sogra chata e ser assassina de aluguel, achei bem típico de nòs mulheres que fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e com perfeição. Quero muito ler esse livro, fiquei muito curiosa para saber como termina.

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  7. Também não sou muito fã de graphic novels, mas essa edição parece ser bem linda. Acho tudo da Darkside muito bem feito e até surpreendente, mas infelizmente não tenho nenhum livro deles. Adoro tudo que se passa nos anos 60 e também não esperava que a história fosse tomar esse rumo.
    Beijos

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  8. ola
    não li nada nesse tipo de ediçao ,seria o que esse termo ? seria o que e mesmo que estoria em quadrinho ?
    a ediçao da darkiside está linda .acho que leria porque se trata de um tema intrigante .fica a pergunta o que leca uma pessoa a se tornar matadora ?

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  9. Oi!
    Tenho que concordar com você, a Darkside sempre arrasa na edições uma mais linda que a outra. Adoro as cores da capa.
    Li algumas resenhas dessa HQ mas nunca vi falar da sogra rabugenta, eita será que Josie sente vontade de matar a sogra? Será que ela consegue ser tão fria e matar a criança?
    Quero muito poder ler, beijos.

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  10. Oi, Silviane!
    Igual a você também não sou uma leitora de graphic novels, aliás, nunca li um livro desse... é gênero que se chama?
    Enfim, confesso que não me interessei em conhecer a história de Josie, nem acompanhar o seu dilema em matar ou não a criança que teve os pais assassinados... Abraços!

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