Qual sua melhor leitura de 2020?

16/12/2020

 

Imagem de Freepik

Eu amo quando chega final de ano e todos comentam as suas melhores leituras do ano. <3

Esse ano, para mim, foi bastante atipico, pois consegui ler várias coisas fora da minha zona de conforto e agora cheguei em um momento  que me questiono qual o meu gênero literário favorito. Antes eu amava uma distopia com um pé nas fantasias e hoje eu me vejo lendo livros de sociologia e biografias, que há alguns anos eu virava até o nariz. Os romances praticamente abandonei e, infelizmente, são poucos YA que me deixam feliz, sabe? Então eu posso ficar feliz em pensar que minhas leituras tem coisas diversas.

Então hoje eu vou listar 5 das minhas leituras favoritas e depois quero saber o seu top 5, ok? Eu não vou listar por ordem de favorito pois cada livro teve um impacto diferente, além de serem de generos diferentes. Então vai ser basicamente por ordem de leitura.


ELA DISSE

Esse foi o primeiro livro que finalizei em 2020 e eu acho que graças a ele eu passei a ver esse ano como uma forma de conhecer o mundo real através da leitura. A resenha dele eu publiquei no Roendo Livros e você pode ler clicando aqui.


A COR PÚRPURA

Esse livro é tão incrivel que eu acho que todos deveriam ler. Ele é triste pois machuca o leitor como qualquer outro livro é incapaz de ler e é lindo pois mostra o amor de duas irmãs separadas e a esperança de se reencontrarem. Leia a resenha aqui.

NÃO ME ABANDONE JAMAIS

Mais um livro que mexeu com as minhas estruturas de leitora. Eu já havia assistindo a adaptação desta obra anos antes de ler e foi incrível como consegui me conectar muito com esses personagens e sentir suas agonias durante a leitura. Leia a resenha aqui.


O TIMBRE

Minha ansiedade para finalizar essa trilogia estava lá nas alturas e eu me sinto muito satisfeita ao saber que as minhas expectativas foram superadas. Resenha de O Timbre aqui.


OS SETE MARIDOS DE EVELYN HUGO

Esse chega até ser previsível com tantas pessoas que já favoritaram, né? Favoritei pela surpresa e toda a representatividade que o livro tem. Leia a resenha aqui.

E ai, quais seus favoritos?

Resenha: Nosso Lugar (Tabata Amaral)

14/12/2020

 


Hoje, pela primeira vez, a resenha será em vídeo. Então relevem minha timidez e falta de dicção kk

Aqui irei falar sobre o livro Nosso Lugar da deputada Tabata Amaral. Na presente obra ela conta sua jornada desde a infância até a universidade e em como isso a fez indo para a politica lutar pela educação. Deixando de lado todo o viés politico da autora (ela) e da blogueira (eu) o debate da educação é extremamente importante para a nossa sociedade e nunca será um assunto ultrapassado. Pouco conheço sobre as coisas que ela tem feito na politica mas após a leitura irei acompanhar um pouco mais de perto pois acredito que muito pode ser feito para melhorar o nosso sistema educacional.

Sem mais delongas assistam a resenha no IGTV.


Vamos conversar por aqui sobre o que você acha da jornada na Tabata.

Titulo: Nosso Lugar • Autora: Tabata Amaral • Editora: Companhia das Letras

Compre o livro aqui 

Presenteando com desconto

11/12/2020

 


O Natal é a época perfeita para presentear alguém com livros, concordam? Seja no amigo secreto da firma ou aquele em família um livro é sempre um presente maravilhoso e o mais valioso que alguém pode ganhar. Sabemos que esse ano foi difícil, então nada melhor do que dar o melhor presente com o melhor desconto, não é mesmo? Então aqui vai umas dicas de site que você pode conseguir alguns descontinhos com alguns cupons.

CUPOM VÁLIDO

Eu descobri esse site recentemente e já adorei. Tem cupons para Amazon, Submarino, Americanas e a loja oficial da Todolivro. Então da para presentear os amigos e até mesmo as crianças. Além desses sites que podemos comprar livros ainda há cupons para lojas como Dafiti, Marisa, 99, Aliexpress e muito mais. Clique na imagem para ser redirecionada direito ao site e conferir todos.

E claro, para ver direto os cupons disponíveis nas lojas em que amamos comprar livros só clicar nos links abaixo:






Agora me conta ai quais sites vocês mais usam para procurar cupons de desconto? 

 


Em uma live realizada para os parceiros da editora ontem, 10, a Paralela confirmou que o romance de estreia da autora canadense Ashley Audrain será lançado em Janeiro pelo selo da Companhia das Letras. Segundo a própria autora o livro é um "drama psicológico contado através das lentes da maternidade".

Primeiro livro da canadense Ashley Audrain, O impulso bateu recordes em sua apresentação em 2019, ao ter os direitos comprados por mais de 25 países em duas semanas, tornando-se a estreia mais aguardada de 2021. Até o momento, a obra já foi vendida em mais de 30 territórios e os direitos para cinema e televisão foram adquiridos pela mesma produtora de filmes como Era uma vez em Hollywood, História de um casamento e a franquia Harry Potter. O título chega ao Brasil no fim de janeiro pela Paralela, selo do Grupo Companhia das Letras.

O drama psicológico gira em torno de Blythe Connor, uma jovem que vem de uma família com maus exemplos maternos, algo que ela está determinada a mudar. Quando sua experiência com a primeira filha, Violet, se mostra muito mais cansativa do que havia imaginado, ela começa a achar que o bebê tem algum problema. Ou a preocupação seria fruto da imaginação da mulher? Seu marido, Fox, diz que ela está imaginando coisas e quanto mais ele descarta seus medos, mais ela começa a questionara própria sanidade. Ao leitor, pairam dúvidas até a última página. Quando Sam nasce, a protagonista sente a tão esperada conexão feliz com o filho. Até o momento em que um terrível acidente transforma e desfaz essa jovem família de uma maneira perturbadora. À história central, intercalam-se capítulos que traçam a história da mãe e da avó de Blythe. Com duras experiências de maternidade, entre os anos 60 e 80, as narrativas são marcadas por relações de culpa, rejeição e uma série de questões ligadas à saúde mental das personagens.

Alguns temas abordados na obra


Como dito no inicio do post a pré-venda do livro já está disponível e você adquiri-lo pelo link abaixo. O lançamento está previsto para 22 de Janeiro de 2021.

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O que eu espero?

Eu já havia ficado bastante interessada na imagem que a editora estava postando nas redes sociais para criar um mistério com a obra e agora por saber os temas abordados nela passei do interesse para o surto de ansiedade para aguardar chegar a prévia antecipada que os parceiros da editora poderão conferir.

Gosto muito de suspense e um thriller psicológico e envolvendo uma mulher, mãe, e todas questões de maternidade que são consideradas tabu eu fiquei muito hypada. 

Me acompanhe no Instagram pois eu ainda vou falar muito desse livro por lá.

TBR para 2021: 30 antes dos 30

09/12/2020


Todos os anos eu venho nesse blog e faço uma pequena lista de leitura que pretendo cumprir, entretanto todos os anos eu falho nessa missão e acabo não lendo nem metade do que planejei. As vezes é preguiça de sair da zona de conforto, as vezes é simplesmente a vontade de ler outras coisas urgentes primeiro.

Em 2021 eu irei entrar na casa dos 30 e vi alguns desafios por ai do 30 livros antes dos 30 e acabei gostando da ideia. Como a minha meta de leitura anual é sempre 50 livros bater os 30 parece fácil (e eu preciso torcer para não acontecer nenhum problema que me faça atrasar as leituras).

Optei por alguns clássicos pois eu sinto certa necessidade em ler clássicos, livros que tantas vezes são atemporais. E alguns de literatura moderna pois viver de clássicos é difícil, né? 

Eu já sei que não vou conseguir cumprir todos, mas eu gosto de me iludir. Segue a lista (que eu vou atualizando conforme for fazendo a leitura com as resenhas).

  1. 1984
  2. Amada
  3. Caim
  4. Casa dos Espíritos, A
  5. Contato
  6. Corcunda de Notre-Dame, O
  7. Drácula
  8. Enigma de Andrômeda, O
  9. Eu, Robô
  10. Evangelho Segundo Jesus Cristo, O
  11. Ilha do Dr. Moreau, A
  12. Iluminado, O
  13. Laranja Mecânica
  14. Letra Escarlate, A
  15. Lobo da Estepe, O
  16. Máquina do Tempo, A
  17. Middlesex
  18. Moby Dick
  19. Morro dos Ventos Uivantes, O
  20. Mrs. Dalloway
  21. Pequeno Príncipe, O
  22. Peste, A
  23. Reparação
  24. S
  25. Senhor das Moscas, O
  26. Sol é para Todos, O
  27. Trilogia de NY, A
  28. Vermelho e o Negro, O
  29. Vidas Secas
Os livros em verde são os que eu já tenho na minha estante, então estou priorizando esses por questões óbvias.

E ai, qual a sua tbr para 2021?



Resenha: Segure Minha Mão

07/12/2020

 


Com um plano de fundo da guerra polaco-soviética o autor Guille Thomazi conduz um romance épico que não é para poucos. Digo isso pois a obra segue uma narrativa em terceira pessoa alternando com parágrafos curtos e acontecimentos rápidos, além de repetições que pode cansar alguns leitores que não estão habituados (inclusive eu). Acima disso o livro Segure Minha Mão nos força a ler mais, torcer e sofrer junto com o personagem, e por fim sentir raiva do autor.

A premissa da obra é a busca de Olek por sua esposa em meio a guerra pois acredita que somente ela tem como salvar sua filha nascida prematuramente e que sofre de nanismo primordial. Ekaterina sai de casa após o parto, onde acredita que deu a luz somente a uma criança já morta. Em um território tomado pela guerra e miséria nós acompanhamos esse homem que não desiste nem por um momento de salvar sua filha e mais do que isso um personagem que mesmo diante de todas as tragédias que presencia, desde sua infância, não perde a sua dignidade e caráter. Talvez seja por isso que o personagem seja tão cativante, mesmo quando a obra em si não parece querer deixa-lo assim. Minha impressão principal da história é que ela está sendo nos contada em uma noite ao redor da fogueira, sabe? Então dessa forma não há a intenção de fazer com que nos apeguemos a Olek e sim somente acompanhar sua jornada. 

Eu tive algumas dificuldades em lidar com alguns acontecimentos durante a leitura. A maioria das coisas que envolvem os lobos cria um aspecto misterioso e até fantasioso que eu não esperava encontrar em uma obra como essa e todos os acontecimentos de guerra que Olek presencia ou, em alguns momentos, participa, são difíceis de ler pela velocidade em que as coisas passam a acontecer.. Talvez o motivo seja minha falta de habito a ler livros escritos dessa forma ou talvez por isso ser algo que realmente me incomoda como leitora em um livro. Sobre ser incomodo acho muito bom, afinal é importante como leitora, e alguém que fala de livros na internet, sair da zona de conforto de vez em quando e poder conhecer novas narrativas.

Título: Segure Minha Mão • Autor: Guillhe Thomazi
Editora: Patúa • Recebido em parceria com Oasys Cultural

Compra o livro aqui

Para os participantes do Top Comentarista de Dezembro: Comentar na postagem do Instagram. Os comentários do blog não serão computados para o tc do mês. Os textos são iguais. Obrigada.

Você REALMENTE lê tudo que compra?

04/12/2020



Nos últimos dois meses rolaram promoções gigantes na Amazon, e a tradicional feira da USP esse ano foi online, então os leitores estavam com opções e mais opções para gastar. Mas quando eu vejo todos os reels sobre gastos com livros, ou sobre se enfiar em divida por causa dessas promoções eu me pergunto o quando foi que a comunidade literária deixou de se importar com o conteúdo dos livros para se importar com a estética que ele trás ao ambiente e principalmente ao feed.

Eu falo isso pois já tive a minha fase de gastar tudo em livros e a maioria dessas livros eu nunca nem li e hoje estão na biblioteca da minha cidade, talvez pegando poeira ou talvez sendo lidos por alguém. Será que era só uma fase e hoje não gosto mais tanto assim dos livros? Pelo contrário, continuo amando eles, mas esse consumo desenfreado me fez perceber que eu não estava valorizando aquilo que o livro deve me trazer de melhor, aquilo que ele serve para fazer. O que adianta eu ter muuuuitos livros na estante que eu não li e por consequência não absorvi nada do que ele poderia me ensinar? 

Claro que não da para deixar de lado o fato de que muitos livros na estante deixa a estante bonita e isso vira cenário para os fotos do feed ou que juntar pilhas de caixas e postar reels, stories e fazer igtv com o unboxing pode gerar um ótimo engajamento pois o jovem consumidor de livro da Amazon está acostumado a necessitar de aprovação dos outros nas redes sociais. 

Se as pessoas não estivessem tão preocupadas com a quantidade de livros que irão comprar e sim com a qualidade dos mesmos, ou com o que aquela história vai de fato te proporcionar no momento em que você a lê, então muitos poderiam valorizar um pouco mais as livrarias que tem pessoas ali realmente engajadas na representação do livro na sociedade e na sua formação.

Enfim, um pequeno desabafo sobre o consumo exagerado de livros que nunca serão lidos. E bom, antes que alguém se dê ao trabalho de falar: eu sei, o dinheiro é seu e você tem todo o direito de gastar com coisas que nunca vai usar/ler.

O famoso "recebidos do mês"

03/12/2020

 



Se tem uma coisa que blogueiro ama é mostrar o que andou recebendo, né? Então como Novembro foi um mês bem cheio de livros na cabine do porteiro resolvi ostentar um pouco. Se gostar de algum livro e quiser comprar só clicar na capa deles. <3

Eu recebi três livros referentes a parcerias


Segure Minha Mão - Guille Thomazi


Segure minha mão é uma história de violência e afeto, desespero e conforto, mas sobretudo de bravura e dignidade. Em uma região estrangeira (no início do século XX) devastada por guerras e invasões de exércitos inimigos, o protagonista Olek, gago e epilético, procura pela esposa desaparecida. Deixa a filha pequena, de corpo frágil e saúde instável, isolada, no meio da estepe, além do alcance de qualquer mal. Mas a chave para a salvação da criança se encontra com a mãe, que pode estar viva ou morta. Olek segue sua jornada como um herói clássico, resiliente, cujas virtudes nunca são dobradas pelas circunstâncias. Enfim, uma ode à decência em meio à deterioração humana.

Recebido em parceria com Oasys Cultural


Yelessar - Roberta F. F.


Nesta obra você conhecerá a trajetória de um guardião e seus irmãos em busca de ativar e solidificar a Oitava e a Nona Hierarquia Divina. Em outra esfera e distante de sua pátria original, Yelessar, um ser divinizado, reencarna afim de redescobrir todas as suas faculdades espirituais e concluir uma luta milenar. Treinamentos, iniciações, obstáculos e tentações fazem parte do caminho desses irmãos, que além de usarem todo seu conhecimento, precisarão também saber lidar com suas emoções e sentimentos para não caírem dentro de suas próprias trevas. A luta dolorosa pela manifestação da Unificação Divina, que exigirá Sacrifícios em nome do amor, está prestes a iniciar.

Recebido em parceria de ação com Madrepérola

Stephen Hawking: Histórias de fisica e de uma amizade - Leonard Mlodinow 

Recordando quase duas décadas como colaborador e amigo de Stephen Hawking, o físico e autor best-seller Leonard Mlodinow retrata aqui, de uma forma singular e profundamente pessoal, um ser humano fora de qualquer expectativa.
É através das memórias de Mlodinow -- já consagrado como um dos melhores escritores de ciência da atualidade -- que nos encontraremos com Hawking, o icônico cientista que formulou uma teoria pioneira sobre os buracos negros, abrindo um novo caminho para a física investigar as origens do universo. Conheceremos também Stephen na vida privada, o homem e o amigo, acometido por uma doença que limitava sua capacidade de comunicação a seis palavras por minuto, mas que ainda assim conseguia pontuar suas conversas com humor.
Exímio contador de histórias, Mlodinow revive os anos de parceria entre os dois e tudo o que essa grande amizade lhe trouxe -- aprendizados sobre a natureza e a prática da física e um fabuloso exemplo de superação. Uma perspectiva íntima e inspiradora da vida e da obra de uma das mentes mais brilhantes do nosso tempo.

Recebido em parceria com Companhia das Letras


Na mesma proporção que recebi de parceiros eu também comprei, pois ninguém é de ferro.


O Timbre - Neal Shusterman

Eu já li, mas eu preciso ter ele na coleção com os outros dois da trilogia.

A humanidade alcançou um mundo ideal em que não há fome, doenças, guerras, miséria... nem morte. Mas, mesmo com todo o esforço da inteligência artificial da Nimbo-Cúmulo, parece que alguns problemas humanos, como a corrupção e a sede de poder, também são imortais. Desde que o ceifador Goddard começou a ganhar seguidores da nova ordem, entusiastas do prazer de matar, a Nimbo-Cúmulo decidiu se silenciar, deixando o mundo cada vez mais de volta às mãos dos humanos.
Depois de três anos que Citra e Rowan desapareceram e Perdura afundou, parece que não existe mais nada no caminho de Goddard rumo à dominação absoluta da Ceifa -- e do mundo. Mas reverberações das mudanças na Ceifa e da Grande Ressonância ainda estremecem o planeta, e uma pergunta permanece: será que sobrou alguém capaz de detê-lo?
A resposta talvez esteja na nova e misteriosa tríade de tonistas: o Tom, o Timbre e a Trovoada.



Flores para Algernon - Daniel Keys

Esse eu comprei no impulso e como tenho lido elogios a ele desde 2019 então fiquei com vontade de ler.

Delicado, profundo e comovente, Flores para Algernon é um clássico da literatura norte-americana. A obra venceu o prêmio Nebula e inspirou o filme Os Dois Mundos de Charlie, ganhador do Oscar de Melhor Ator, um musical na Broadway e homenagens e referências em diversas mídias.


História da Sociedade da Informação - Armand Mattelart 

Esse livro eu tive que comprar por causa da faculdade e no fim acabei achando interessante.

Para compreender a história da sociedade da informação, esta obra cruza o tempo longo e a perspectiva geopolítica. Atento às relações de forças, às continuidades e rupturas, o autor mostra o leitor a lenta gestação de uma promessa e de um projeto de reorganização do mundo. A originalidade deste livro está em avançar para além dos mtos, pelo questionamento dos axiomas que legitimam a noção de "sociedade da informação". Uma noção que, levada ao ápice pela internet, perdeu em seu meteórico trajeto a memória de suas origens.


Resenha: Eu, Tituba — Bruxa Negra de Salem (Romance)

26/11/2020

 


Tituba foi uma mulher escravizada que viveu em um dos períodos mais conturbados da história para uma mulher: A Queima das Bruxas de Salem. Ela era escrava de um pastor e pouco tempo após eles se instalarem em Salem as crianças começaram a sofrer de algo que era considerado por todos algo do diabo. Naturalmente, por Tituba ser negra toda a culpa foi para ela primeiro e posteriormente para outras mulheres (e alguns homens). Essa é uma parte da História que todos já ouviram falar em algum momento, mas não conhecemos todos os detalhes a fundo, seja porque não havia tantos registros daquela época suficientes para essa história ser contada ou pelo racismo que escondeu Tituba disso. O fato é que Maryse Condé se inspirou na história de Tituba, a Bruxa Negra de Salem e transformou em um romance~biografico dele e eu só posso dizer que essa história é incrível, triste, e tão real quanto você ler esse texto agora.

A partir de agora quando eu citar Tituba será referente a personagem do livro, então algumas coisas podem não ser reais pois a autora quis dar uma história para ela.

Tituba nasceu em Barbados fruto de um estupro, por isso sempre sentiu que sua mãe nunca lhe amou como deveria e ao mesmo tempo se questionava como uma mulher escravizada poderia amar sua filha, fruto de um estupro de um branco, e mais do que isso o questionado de como essa mulher poderia se apagar correndo o risco de perder a filha a qualquer momento. Foi criada por seu padrasto, que a batizou e deu todo o afeto que ela poderia desejar na primeira infância, só que logo uma tragédia fez com que Tituba perdesse os dois e se visse sozinha. Uma mulher acabou acolhendo-a e ensinou a Tituba todos os conhecimentos que tinha da natureza, como a cura com ervas. Após ficar sozinha mais uma vez Tituba percebeu que deveria levar a vida sozinha, continuando seus estudos e ajudando os seus; Entretanto ao conhecer um homem e se apaixonar ela acabou deixando tudo para trás para poder ficar com quem, acreditou, ser o seu amor.


Infelizmente a vida de Tituba mudou para pior após se juntar com John, um escravizado que viveu a vida inteira na casa dos brancos e que não conhecia a realidade dos seus. Esse relacionado foi, de longe, a pior coisa do livro e o que me deixou mais ódio. Eu tinha vontade de gritar para Tituba deixar esse homem e voltar para o cantinho dele, onde ninguém a incomodada e ela era livre, só que por esse relacionado foi obrigada a "aceitar deus", a se converter ao cristianismo, além das humilhações. Para pior após um período ambos foram vendidos a um pastor que estava indo para a "América" e Tituba passou a ser responsável com os cuidados da casa.

Ela acabou se apegando as filhas do pastor e tentava cuidar delas da melhor forma, principalmente da mais jovem, que era facilmente influenciada pelas outras meninas da vila e aos poucos foi vendo em Tituba uma figura maldosa, a acusando de fazer com que o maligno atormentasse a criança. Por isso não tardou muito ela ser acusada de bruxaria, já que acima de tudo era o alvo mais fácil para isso. Ela passou meses em uma prisão, sofreu diversas torturas e mesmo assim não deixou de ter esperança de que poderia sair dali com vida, de que um dia voltaria a sua amada Barbados.

Para uma escravizada , a maternidade não é uma alegria. Ela vem para expelirmos, em um mundo de servidão e abjeção, um pequeno inocente, cujo o destino será impossível de mudar.

A história é extremamente triste, não por ser um livro, mas é justamente saber o que ela sofreu ali dentro e, sem deixar de refletir, todas as mulheres que foram acusadas de bruxaria inocentemente. Mas Tituba foi uma das primeiras a sair livre pois acabou confessando que estava envolvida em bruxaria e com o maligno com a justificativa de que como uma escravizada a única coisa que sabe fazer é obedecer, pois nasceu para servir não importa a quem.

Maryse Condé deu a Tituba uma história que os historiadores ignoraram por puro racismo, afinal quem queria contar história de uma escravizada preta, né? O final foi sim romantizado, já que ninguém sabe ao certo o que aconteceu a ela após ser liberta da prisão. Só que eu, particularmente, acho que ela merecia mais, merecia ser feliz e livre, merecia viver em paz consigo mesma e não acabar caindo em novas armadilhas. Talvez eu não tenha entendido, de fato, o que o final significa por eu não ser parte dela, se é que vocês entendem, de qualquer forma o livro é emocionante, trás reflexões, e mais um pedaço de dor da história dos escravizados.

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Título: Eu, Tituba — Bruxa Negra de Salem (romance) (Moi, Tituba, Sorcière... noire de Salem)
Autora: Maryse Condé • Editora: Rosa dos Tempos • Tradução: Natalia Borges Polesso

Então eu resolvi fazer um BUJO

23/11/2020

 


Esse negócio de BUJO virou moda de uns tempos pra cá, né? E após ver várias postagens, perfis específicos para isso (tanto no Instagram quanto no Tiktok) e até livro sobre o assunto resolvi fazer um para organizar as minhas leituras.

Vou te falar que eu não sigo o método bujo propriamente dito (e eu também não o conheço), então eu faço só umas anotações do que estou lendo, progresso e planejamento de leituras para o mês seguinte. Comecei em Setembro deste ano, mas para o próximo ano já quero colocar minhas metas de leitura e fazer algumas analises de temas, autores, e etc. Não planejei ainda como vou colocar isso nas páginas, mas já é um começo ter a ideia, né? 


Uma das coisas que mais me impediam de começar um bujo era a falta de criatividade. Eu via minhas criações feias perto das meninas que postam no Instagram. Minha letra e/ou lettering não é muito bom, não tenho técnica para fazer desenhos e não tenho nada diferente para enfeitar. Pois então eu deixei isso de lado e passei a tentar com o que tinha aqui. Primeiro foram os lápis de cor e marca-texto, aí entrei no Shopee e comprei alguns adesivos e washi tapes (tipo, tem coisinhas de R$1,00 e frete grátis se você pesquisar bem) e fui usando livros velhos que peguei em sebo, corto marcadores de livros com desenhos bonitinhos, uso restos de papel do dia a dia, e por ai vai. Acabei descobrindo que não tenho taaanta falta de criatividade quanto achava e principalmente que todo o processo é divertido.

Outra coisa que me ajuda demais é o Pinterest, onde eu pesquiso tutoriais de desenhos, como fazer um doodle, até mesmo capas, e ideias para novas páginas. Lá é o mesmo lugar para pegar ideias, seja de qualquer coisa e tentar reproduzir (uma das ideias da rede é justamente essa).


Claro que o Instagram não pode ficar de fora, afinal com o reels tem muitas meninas postando vídeos rápidos de BUJO, com dicas, tutoriais, formas de fazer calendário, capa, os trackers da vida e por ai vai. Eu não sigo pessoas que falam de bujo, mas sempre to de olho nas hashtags (clique nas imagens para ser direcionada)



o Tiktok eu acompanho bem menos, mas tem algumas coisinhas legais. A maioria que eu vi são meninas gringas e usam materiais mais sofisticados, eu ainda não cheguei nesse patamar. kk

 


Se tem um livro que o bookstan não larga do osso é Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, e eu como gosto de ser contrária a tudo levei um ano para resolver ler e tirar minhas próprias conclusões. Não gosto muito de hypes, então acho que essa é a minha defesa para ter fugido por meses. Algumas fugas não duram para sempre, então juntando a minha ressaca literária e preguiça de ler qualquer livro de não ficção fora da faculdade decidi ler esse e, claramente, foi a melhor decisão que tomei nos últimos meses. Então pode me chamar de presunçosa quando eu falo que esse é o livro mais importante que você terá a oportunidade de ler, mas acredito mesmo que Evelyn Hugo é um livro que nos fará refletir sobre o machismo, lgbtqi+, fama, dinheiro e família como nunca pensamos antes (pelo menos não com todos esses elementos juntos). Isso desconsiderando o fato de termos uma personagem latina como protagonista, e que obviamente deixa todas as suas origens de lado em busca de um sonho. 

Evelyn Hugo é uma famosa atriz de Hollywood, que ganhou fama em meados dos anos 50 com alguns papeis pequenos e na adaptação do clássico Mulherzinhas. Ela sonhava com a fama desde pequena, então na primeira oportunidade, ainda com 16 anos, casou com um homem e partiu para Flórida em busca do que queria sem tardar a conquistar, já que mesmo adolescente ela era determinada e persuasiva, sem falar que era dedicada em aprender tudo sobre atuação e principalmente sobre o meio hollywoodiano. 

Quando surge uma oportunidade para mudar sua vida, esteja pronta para fazer o que for preciso.

Uma das coisas mais notórias a respeito de Evelyn Hugo é sobre os seus 7 casamentos e os motivos que a levaram a ter tantos maridos, tantos relacionamentos fracassados ao longo de sua vida, e o motivo é justamente uma das melhores coisas do livro e de sua história. Eu acho que a essa altura todos já devem ter lido algum spoiler ou outro sobre o livro, então não vou considerar isso como uma grande novidade: Evelyn Hugo é bissexual que passou a vida inteira apaixonada por uma mulher (que também é atriz) e nunca pode revelar ao mundo e seus fãs esse amor. Ambas, de certa forma, viveram por esse amor, mas como havia tanto a perder sempre foi tudo escondido. Evelyn usava os homens a seu favor, seja para esconder seu segredo, ou para subir na escala de fama, e por esse amor ela nunca amou de verdade nenhum de seus maridos (com exceção de Cameron, que era seu melhor amigo e que, inclusive, tem um plot muito bom dele). A história é contata pelo ponto de vista de Monique, uma jornalista que foi convidada por Evelyn a entrevista-la e escrever sua biografia (a única autorizada pela própria Evelyn e que terá toda a verdade a respeito da estrela).


Eu nunca li um livro onde a protagonista é latina (eu acho) e mesmo que a autora tenha escrito Evelyn envergonhada de suas origens, tentando esconder quem é e de onde veio, ainda assim é interessante ver por esse aspecto. Acho que a autora não tem, de fato, lugar de falar em respeito as pessoas latinas que vivem nos EUA, por exemplo, mas ela soube como colocar essa pessoa num lugar importante na história sem estereótipos e retratando algo que é comum a essas pessoas: O sonho americano. 

O ponto alto fica na pauta lgbtqi+, já que como dito Evelyn é bi e se apaixona por outra mulher, que é lésbica. As duas precisam esconder isso, pela fama acima de tudo, e pelo medo do que pode acontecer se revelarem sua sexualidade ao mundo. Lembrando que no século passado haviam "experiências" de reversão de "opção sexual", e até poderia ser considerada uma "pratica" criminosa (e infelizmente ainda é em alguns países em pleno século XXI). Eu queria dizer que amo esse romance do livro, mas ele é sofrimento atrás de sofrimento. Quero dizer que eu amo as duas, entretanto me dói ver como elas sofreram ao longo dos anos até conseguirem ficar juntas, e mesmo assim vivendo uma mentira e isoladas do mundo por anos. Ninguém deveria ter que esconder quem é e quem ama, mas como bem sabemos isso ainda é comum e tem pessoas que nunca vão ser plenamente felizes (como foi com elas). Então foi bom ler essa perspectiva em um ambiente hollywoodiano, ainda mais com todos os podres que a indústria cinematografia carrega de longos e longos anos. 

Sobre Monique: Para mim é uma personagem indiferente dentro do livro. A autora tentou dar um arco para ela, principalmente no que diz respeito a seu pai, entretanto para mim não foi o suficiente para a personagem ser realmente relevante dentro da proposta do livro. Acho que se a narrativa tivesse dado a ideia de que era uma biografia tudo teria sido muito mais interessante, até porque ainda sendo vendido como um livro de ficção eu vejo algumas pessoas ainda achando que Evelyn Hugo foi real, então a ideia de enganar os leitores é boa.

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Título: Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (The Seven Husbands of Evelyn Hugo) • Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela • Tradução: Alexandre Boide

"Notas sobre a pandemia" e o futuro da humanidade

13/11/2020

 

Yuval Noah Harari  ficou mundialmente famoso após as publicações de Sapiens e, posteriormente, Homo Deus, além de sempre dar entrevistas falando sobre a humanidade (inclusive no Roda Viva em 2019), além de ter um currículo extenso, portanto o historiador tem culhões para falar e opinar sobre o assunto tão delicado quanto a pandemia do Corona Vírus que vivemos durante esse ano (e sabe-se lá até quando, né). Infelizmente o único "livro" do autor que li até o momento foi essa pequena coletânea de entrevistas e textos publicados durante esse ano onde ele faz analises interessantes e, digo até, severas sobre a humanidade (principalmente os líderes) a respeito da pandemia.

O verdadeiro antídoto para epidemias não é a segregação, mas a cooperação.

Nessas entrevistas o historiador explica como nós podemos vencer a pandemia antes que houvesse uma vacina para a doença e aborda as questões politicas que sugiram após a propagação da doença pelo mundo, explicando que a melhor forma não é fechar fronteiras, ignorar os problemas dos países vizinhos e os mais pobres, é necessário todos se ajudarem não apenas financeiramente, mas com profissionais capacitados para a linha de frente em países carentes destes, ou contribuindo com estudos que possam beneficiar vários lugares e pessoas, além de tudo em todos os textos ele fala sobre a falta de comprometimento que a maior potência mundial teve em relação ao vírus,  minimizando os riscos e colocando assim em risco a vida de milhões de pessoas (e hoje nós sabemos que essas milhões de pessoas não estão apenas nos EUA, mas até mesmo no Brasil onde o presidente segue uma politica semelhante ao de Trump).

(...) a melhor defesa que os humanos têm contra os patógenos não é o isolamento, mas a informação. A humanidade tem vencido a guerra contras as epidemias porque, na corrida armamentista, entre patógenos e médicos, os patógenos dependem de mutações cegas, ao passo que as médicos se apoiam na análise cientifica da informação.

É estranho pensando nós (a sociedade universal de modo geral), demos vários passos para trás quando a questão é a ciência, e não porque a ciência não está evoluindo, e sim porque passamos a desacreditar nele e voltar com valores arcaicos de que a ciência não é exata, que a ciência não é benéfica. É bizarro quando eu estou trabalhando e um mulher de uns 60 anos entra na loja sem máscara e ainda fala em alto e bom som que a doença não existe e que nunca vai tomar a vacina porque a vacina é um meio para controlar a população, saca? E isso realmente aconteceu há menos de uma semana, então quando foi que nós deixamos de apreciar as descobertas da ciência para acreditar em coisas que pessoas sem embasamento anda falando na internet? A era de atribuir as desgraças do mundo a fúria dos deuses acabou há séculos e essas pessoas ainda não se deram conta. 

Particularmente gostaria de saber quais são as perspectivas de Harari agora que terá uma mudança na politica estadunidense com a eleição de Biden e como ele acha isso que isso interfira na parte da história em que o Corona Vírus está inserido. 

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Título: Notas Sobre a Pandemia • Autor: Yuval Noah Harari
Editora: Companhia das Letras • Tradução: Odorico Leal

LEIA UM ARTIGO DE GRAÇA

Resenha: O Timbre

09/11/2020



Não é segredo que eu estava muito ansiosa para a conclusão da trilogia O Ceifador, então quando vi ele disponível na Amazon fui logo comprando para fazer essa leitura. O Timbre foi para mim um livro de conclusão sem defeitos, com mensagens e história que provavelmente irá agradar aos fãs da obra. Sim, fiquei muito triste por ter que me despedir desses personagens, principalmente da Nimbo-Cumulo, mas a felicidade de ter a oportunidade de ler uma história como essa me deixa muito, mas muito feliz mesmo.

Essa postagem será livre de spoilers, porém irei usar algumas referencias dos livros anteriores.

Não podemos negar que nenhuma pista foi dada do que poderia acontecer após a Nimbo-Cumulo tomar uma decisão tão radical em relação aos seres humanos e no que diz respeito a Ceifa tudo parecia perdido após o "terrorismo" cometido por Goddard, entretanto já nas primeiras páginas o autor mostrou que sabia exatamente qual rumo a história tomaria, já que todos os personagens estavam onde ele bem queria.

Citra e Rowan mais uma vez foram separados e eu amo que mesmo eles não se vendo, nem se comunicando, ainda assim eles tem o mesmo objetivo e parecem funcionar em sintonia total. É claro que Citra continua sendo o centro das atenções, principalmente agora que se tornou uma lenda, entretanto suas duvidas em relação a Ceifa e a integridade dela coloca em risco todas as crenças que  ela aprendeu com os honoráveis que a treinaram. Eu acredito que já comentei nas resenhas anteriores sobre a grandiosidade que a Ceifa é tratada, quase comparada como uma religião, e os questionamentos de Citra são semelhantes com os meus próprios a respeito da religião, sobre seus luxos, objetivos, e pessoas que ali estão envolvidas. Rowan, que por sua vez já tinha percebido isso há muito tempo, continua sofrendo as consequências de todos os seus atos como Ceifador Lúcifer, continua sendo odiado, mesmo que temido, e é uma grande ameaça aquelas que andam por caminhos tortos. O que me deixa mais triste é que todas as vezes que ele tentou se provar, tentou fazer o certo só foi visto negativamente, seja pela Ceifa, quando pelas pessoas, em um ponto que até mesmo sua família acha que ele é uma pessoa ruim, uma vergonha; Isso sem levar em consideração o peso que ele carrega pela perda de um amigo próximo por causa desse jogo de poder.

Deu para perceber que eu amo Rowan, né? De fato sim, acredito que ele é um personagem com grande desenvolvimento durante os três livros e comparando com Citra, que acabou sendo reconhecida de forma positiva e teve uma vida até que feliz sendo Ceifadora, ele acabou lutando sozinho por aquilo que ambos acreditam. E voltando a Citra não que ela tenha se encantado pelo mundo e a ideia de ser Ceifadora, mas por ela ter conseguido oficialmente se tornar uma e ter vivido algo que foi roubado de Rowan e por mais que ela tenha uma visão negacionista do "glamour" que alguns atribuem a Ceifa ela ainda faz parte daquilo, como se em comparativo com o que temos hoje ela é a privilegiada que critica os privilegiados sem perceber que ela faz parte daquilo, entende?

Deixando um pouco de lado os jovens eu quero falar da Nimbo-Cumulo, que mais uma vez provou ser a protagonista da coisa toda. Sério, eu acho que nunca imaginei que amaria tanto uma IA quanto eu amo ela, pois ela é tudo aquilo que uma IA deve ser: resiliente. Ela tem um amor infinito pela raça humana e tantas vezes eu senti pena dela por causa desse amor, pois o ser humano esta longe de merecer o amor de algo como a Nimbo-Cumulo. Ela acabou com todos os nosso problemas, ela ainda encontra soluções eficientes para problemas que podemos ter, inventar, e ainda assim conseguimos estragar tudo. Claro que ela sabe que pode confiar em uns, até mesmo em alguns que estão na Ceifa (onde ela é proibida de interferir) e outra coisa que amo nela é o jeito de ela conseguir com que tudo seja feito de forma correta até quando envolve a Ceifa. Eu falei um pouco mais sobre ela na postagem especial, então leia pois tem outras coisas interessantes sobre ela.

Mesmo que os 3 sejam os protagonistas da história o autor não deixou de mostrar o que acontecia com outros personagens relevantes. Um deles é Greyson que acabou ganhando destaque notável ao se tornar alguém importante na salvação da humanidade. Eu não vou me estender nele, pois acho que a respeito dele poderia escapar alguns spoilers, mas adianto que ele é muito querido e que se faz de besta, apesar de se aproveitar um pouco do poder que tem. E sim, muitos outros personagens são mostrados na trama, incluindo os antagonistas e coadjuvantes, mas como suas aparições estão ligadas ao desenvolvimento da trama e não como algum desenvolvimento de personagem eu não vou falar sobre eles nesse post.

Agora a história e conclusão em si: Não há nada que eu deva reclamar desse livro já que minhas expectativas foram atendidas. Ao contrário de algumas conclusões de saga/trilogias que li O Timbre não foi corrido, tudo aconteceu no seu devido tempo, mesmo que eu ficava me perguntando o tempo todo o que ia acontecer, já que demorou muuito tempo para o grande reencontro de todos os personagens. Mais do que isso o final não foi previsível, o final não foi digno de novela das oito. O Timbre teve o melhor final que poderia ter e eu não esperava menos do autor.

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Título: O Timbre (The Toll) - Scythe #3 • Autor: Neal Shusterman
Editora: Seguinte • Tradução: Guilherme Miranda
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O Coração Assombrado de Stephen King, por Lisa Rogak

06/11/2020

Não é nenhum segredo que eu sou uma admiradora da obra de Stephen King, né? Acho ele um autor completo, com obras que falam sobre o terror do ser humano e dos monstros que nos assombram. Há algum tempo comprei a biografia não autorizada, lançada no Brasil pela Darkside Books, e achei que Setembro/Outubro seria conveniente ler, pois tivemos o aniversário do autor no dia 21/09 e o Mês do Halloween.

É de conhecimento publico que King teve problemas com drogas no inicio de sua carreira, o maior exemplo é a respeito de Cujo que ele nem se lembra de ter escrito a obra, e o próprio IT que tem passagens tão bizarras que é impossível pensar que uma pessoa sóbria escreveria aquilo. Nesta obra é possível ver as causas desse vício e suas consequências, já que por muitos anos o autor precisou lidar com o abandono de seu pai ainda na infância e a convivência com a mãe que viu batalhando para criar seus dois filhos sozinha. Na infância ele tem uma vida muito difícil e pobre, e na escola não era um dos mais populares também, então por isso acabou enfiando as caras nos livros logo cedo e escrevendo coisas infantis, que sua própria mãe incentivava e pagava umas moedinhas por cada "livro" que ele escrevia. É uma pena saber que ela não pode ver o sucesso de seu filho, já que morreu pouco tempo depois de ele lançar seus primeiros livros, mas com certeza grande parte do seu sucesso é graças ao incentivo dela.

Eu sei que ele tem alguns livros falando sobre escrita, escrita criativa e todo esse processo e pelo seu modo de trabalhar, como é retratado aqui, eu penso que esse homem deveria  falar mais sobre isso, principalmente por ser uma grande inspiração para seus fãs, autores de terror e horror e aspirantes. Só a forma como ele pega uma única ideia e transforma em algo grandioso e, em certos momentos, aterrorizante, o cara já merece muito mais prêmios do que tem, já que poucos autores conseguem sempre sair de sua zona de conforto (vamos combinar que ele consegue se aventurar em praticamente qualquer gênero).

Você leva o seu lugar de origem para onde quer que vá.

Com certeza o que mais gostei de saber foi sobre sua família, já que eu não sou o tipo que fica pesquisando muito sobre isso no Google foi curioso ver seu relacionamento do Tabitha e como ela sempre o apoiou, desde que eles quase não tinham onde cair morto, até todo o uso do dinheiro da venda de um conto para comprar remédios para o filho doente e principalmente os anos que aguentou esse homem viciado em drogas. E o mais bonito de tudo é como os filhos o admiram, mesmo tendo lembranças desagradáveis dele na infância, ainda assim os três sentem um amor pelo pai e isso é evidente quando dois de seus três filhos também se tornaram escritores.

O livro é de 2016, então me deixou curiosa com algumas coisas dos últimos anos da carreira dele, principalmente com tantas novas produções relacionadas ao autor e seus novos livros que tem uma pegada um pouco diferente do que ele costumava ser antes. Quem sabe um dia ele nos presenteie com uma autobiografia, né?

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Título: Stephen King - A Biografia: Coração Assombrado: Longa vida ao rei • Autora Lisa Rogak
Editora: DarksideBooks • Tradução: Claudia Guimarães

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Resenha: As Outras Pessoas

03/11/2020

Livro As Outras Pessoas

Eu já me assumi fã de C. J. Tudor desde a primeira vez que li uma obra(O Homem de Giz), então quando vi esse livro lá no Intrínsecos já fiquei com bastante vontade de ler, claramente logo que foi lançado tive que comprar e como meta para Outubro encaixei essa leitura. Só tenho a agradecer, pois acho que eu precisava de uma obra assim para tentar sair da minha ressaca literária (que eu culpo a faculdade).

Em modo gerais acho que a especialidade dela é colocar alguma pessoa (ou coisa) desaparecida em seus livros e por mais que possa parecer batido para nós que gostamos de ler livros de suspense e thrillers (e até mesmo os livros dela), ainda assim houveram algumas surpresas ao longo da história. Gabe é um homem ausente com sua família, por mais que a ame, por causa do trabalho e um segredo mantêa, sua esposa lhe cobra isso sempre e um dia que ele tenta chegar em casa mais cedo para passar um tempo com elas acaba vendo a sua filha pedindo por socorro em um carro velho na rodovia, então ao chegar em casa descobre que sua família está morta. Isso é só o primeiro capítulo, então não tem spoilers aqui.

A imagem da garota pedindo por socorro ficou em sua mente e ele acaba decidido a procurar por sua filha, naquela mesma rodovia, vagando ali anos e anos na esperança de encontrar aquele carro. Claro que ele se torna um homem amargo, com problemas psicológicos, e o sentimento de culpa pelo que houve, entretanto ele é um personagem que me cativou, talvez por todo o desenvolvimento que ele teve na trama que só me fizeram ter empatia com sua perda e incansável busca.

Todos somos capazes de praticar o bem e o mal. Poucos mostramos nossas verdadeira face para o mundo. Por medo de que o mundo a veja e comece a gritar.

O livro é narrado em terceira pessoa, portanto outros personagens importantes nos são apresentados para complementar a história e no meio do caminho conhecemos duas irmãos que perderam o pai em um assalto há alguns anos. Isso destruiu a família e acabou fazendo com que uma fugisse e passasse a viver de forma paranoica com medo de ser encontrada. Essas histórias acabam se conectando e gosto como a autora fez essa conexão, tão sutil e tão importante.

As Outras Pessoas é um livro sobre perda, mas que vai acabar atiçando a curiosidade dos leitores para o desconhecido que envolve esse título, vai brincar com o maior submundo da internet da pior forma, afinal todos temos medo de perder alguém, todos em algum momento já desejamos vingança por alguma coisa que nos aconteceu e esse livro mostra até onde alguém pode ir para conseguir essa vingança.

Uma das únicas coisas que não me agradou foi o desejo da autora de colocar algo sobrenatural na obra. Eu amo livros que mexem com o ser humano e o pior que ele pode ser, mas acho que isso não combina com algumas coisas sobrenaturais que podem ficar desconexas na história e assim como aconteceu com O Que Aconteceu com Annie eu senti que aconteceu aqui também. Nada que me faça odiar o livro, só me deixa um pouco incomodada mesmo.

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Título: As Outras Pessoas (The Other People) • Autora: C. J. Tudor
Editora: Intrínseca • Tradução: Giu Alonso


Especial O Ceifador: A Nimbo-Cumulo

28/09/2020


O Ceifador está incluso na categoria distopia nos livros, mas muito facilmente poderia ser confundido com uma utopia graças a Nimbo-Cumulo, a nuvem mais perfeita já criada. Sim, eu falo perfeita pois, apesar de não ser uma pessoa, é a melhor personagem dessa história e ouso dizer que a trilogia em si é muito mais sobre ela do que os personagens principais que compõe essa trama.

A Nimbo-Cumulo foi criada ainda na Era Mortal a fim de auxiliar os seres humanos a viver no planeta, entretanto ela foi se mostrando ser essencial para a sobrevivência dos humanos (literalmente). Graças a todas as tecnologias que envolvem a nuvem ela foi importante para acabar com todas as doenças, por acabar com a fome e mesmo não podendo controlar o meio ambiente ela consegue controlar como a sociedade lida com ele. Acho que quando lemos ficção-cientifica e vemos alguma inteligência artificial sempre esperamos o pior dela em algum momento, um ponto em que o objetivo da IA é mais importante do que os meios e eu fiquei esperando isso durante a minha leitura, entretanto com uma boa surpresa eu percebi que a Nimbo-Cumulo obedece sem pestanejar todas as leis da robótica criadas por Isaac Asimov.

Particularmente amo todos os pensamentos dela que são nos passado, principalmente em A Nuvem onde podemos conhece-la de forma intima e muitas vezes sofrer como ela sofre com o que o ser humano é capaz de fazer, como mesmo vivendo em um mundo perfeito o ser humano ainda encontra o seu caminho para a maldade. Em O Timbre podemos ver novamente a Nimbo-Cumulo fazendo de tudo para salvar a humanidade, mesmo quando ela não pode agir diretamente na questão central da coisa. 

Vejo a Nimbo-Cumulo como uma metáfora para Deus enquanto a Ceifa é a religião, em como Deus é um ser perfeito e a religião corrompe as pessoas, enquanto ela tenta consertar os erros sem se envolver diretamente. E ainda há o fato de as pessoas ali conversarem com ela (basicamente um paralelo com as orações), ela poder curar doentes e ressuscitar os mortos, ela sabe de tudo e vê tudo e só está com as pessoas que aceitam sua presença. Eu não sou uma pessoa religiosa, mas fico imaginando como seria poder ter deus tão perto quanto é a Nimbo-Cumulo.

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Especial O Ceifador: Referencias de personagens

25/09/2020

 


Acredito que quem leu O Ceifador, e suas sequencias, percebeu algumas referencias a outros livros de ficção cientifica e até distopias, né? Hoje vou listar algumas, principalmente as referencias dos nomes dos ceifadores que acho que são escolhas maravilhosas.

Ceifadora Anastásia

— Escolho ser conhecida como a ceifadora Anastásia — ela disse. — Em homenagem à pessoa mais jovem da família Romanov.
Os ceifadores se voltaram uns para os outros, discutindo entre si aquela escolha.
— Srta. Terranova — disse o Alto Punhal Xenócrates, claramente descontente —, não acredito que seja uma escolha apropriada. Os czares da Rússia foram mais famosos por seus excessos do que por suas contribuições à civilização. E Anastásia Romanov não fez nada de extraordinário em sua curta vida.
— É exatamente por isso que a escolhi, excelência — Citra disse, sem tirar os olhos dele. — Ela era fruto de um sistema corrupto e, por isso, teve a própria vida negada, como eu quase tive.
Xenócrates se eriçou um pouco. Citra continuou.
— Se continuasse viva, quem sabe o que ela poderia ter feito? Talvez pudesse ter mudado o mundo e redimido o nome da família. Eu escolho ser a ceifadora Anastásia. Prometo encarnar a mudança que poderia ter sido feita. O Alto Punhal a encarou, ainda em silêncio. Então, uma ceifadora se levantou e começou a aplaudir. A ceifadora Curie. Depois outro se juntou a ela, e mais outro e, em pouco tempo, toda a Ceifa estava de pé, em ovação à recém-ordenada ceifadora Anastásia.


O nome tem vários significados, sendo dentre eles "aquela que se liberta das correntes" ou "ela reerguer-se-á", o que de fato combina muito com a jornada de Citra em toda a história. Um outro significado do nome Anastásia é ressurreição. A grã-duquesa morreu jovem, mas tinha uma personalidade bem característica e que se diferenciava de todas as suas irmãs.

Ceifador Faraday

A inspiração para o nome de um dos ceifadores mais queridos do livro é Michael Faraday, um cientista que teve trabalhos relacionados a eletricidade, magnetismo e eletroquímica. Suas contribuições são de extrema importância para a ciência e o entendimento do mundo natural. A escolha desse nome para o ceifador que, ao meu ver, é o mais importante da trama foi bem curioso levando em conta os feitos do cientista.

— Gosto de pensar que escolhi um patrono histórico bem adequado. Como muitos cientistas, Michael Faraday foi subestimado durante a vida, mas nosso mundo não seria o mesmo sem ele.

Ceifadora Curie

Marie Curie é um dos nomes femininos mais importantes da ciência. Foi a primeira mulher a receber um Nobel de Física e a responsável pelas descobertas de radioatividade. Em uma época em que somente homens eram premiados e somente homens atuavam na ciência ela mostrou que mulheres também são cientistas e até hoje é inspiração para muitas mulheres que desejam seguir essa carreira. A Ceifadora Curie fez muito bem ao escolher sua Patrona e com sua fama dentro (e fora) da Ceifa não é de se admirar que há certas semelhanças entre elas.

Ceifador Robert Goddard

Goddard foi um importante físico experimental e, por assim dizer, o inventor dos foguetes. Através de suas experiências com os foguetes foi possível os estudos sobre tecnologia espacial. Ele é tão importante nesse campo que muitos consideram que graças a suas descobertas o homem foi para o espaço. Apesar de não parecer ter nenhuma relação com o vilão da trama o patrono do Ceifador Goddard muito tem a ver com o físico que conhecemos. Eu acabei percebendo, de fato, essa relação somente no último livro, mas para quem ama teorias pode até usar esse nome para teorizar sobre o personagem mais odiado.

Ceifadora Ayn Rand

Ayn Rand foi uma escrita e filósofa em certos aspectos polêmica. Ela foi a grande criadora do objetivismo e, como em alguns sites falam por ai, ela basicamente apoia o egoísmo. A obra dela é tão importante que seu livro é considerado o segundo mais influente dos EUA, ficando atrás somente da Bíblia. Lendo sobre a autora eu percebi o motivo de ela ser tão importante para os estadunidenses, mas deixando de lado esse aspecto mais politico da coisa a escolha desse nome para a Ceifadora Rand foi muito peculiar, já que ela é uma mulher muito egoísta e que só pensa em seu próprio sucesso. Apesar de ser uma das seguidoras do Ceifador Goddard ela se coloca na essa posição pois acredita que é a mais benéfica a ela.

Ceifadores brasileiros?


Durante a leitura alguns nomes são relacionados aos ceifadores que vivem na região amazônica (que eu entendi como sendo Brasil num geral) e como os nomes dos ceifadores dessa região poderiam ser de brasileiros eu deduzi que seriam as seguintes pessoas:

TARSILA DO AMARAL

Ela foi uma pintora e desenhista, muito importante na primeira fase do movimento modernista aqui no Brasil. Tarsila acabou se tornando uma grande influencia mundial na arte e uma das artistas mais conhecidas do Brasil. No livro quando citam a Ceifadora Tarsila em nenhum momento falam sobre sua patrona ou o sobrenome e é compreensível por ela ser uma personagem, mas de qualquer forma se Neal escolheu ela foi uma escolha linda.

SYDNEY POSSUELO

Sydney Possuelo está longe de ser uma figura nacional conhecida pelo povo e se Neal realmente usou ele como patrono fez um grande trabalho pesquisa sobre o assunto. Possuelo é um indigenista e ativista brasileiro que foi presidente da Funai e ainda hoje, aos 80 anos, luta a favor do povo indígena e em defesa da Amazônia. Uma escolha muito justa para um personagem que teve uma participação importante na obra.

É claro que existem outras tantas referencias aos nomes dos ceifadores em toda a trilogia, mas selecionei os que acho que mais se destacam. E também há outras referencias na própria história, nas nomeações dos anos e a própria Nimbo-Cumulo. Por essas e outras que essa é minha trilogia favorita do momento.

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Especial O Ceifador: Minhas frases favoritas

24/09/2020

 



Apesar do livro já estar disponível em e-book eu vou dizer que Setembro é o mês oficial do lançamento de O TIMBRE no Brasil, pois sua versão física tem previsão para sair no dia 30/09. E como uma leitora apaixonada por essa trilogia que eu sou resolvi fazer umas postagens especiais sobre esse livro para panfletar mesmo e fazer mais pessoas conhecerem. Então hoje vocês irão ler minhas frases favoritas do primeiro livro: O Ceifador.


A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo.


— Por que vamos competir por algo que nenhum de nós quer? — Citra perguntou.
— Aí está o paradoxo da profissão — Faraday disse. — A função não deve ser concedida aos que a desejam. São aqueles que mais se recusam a matar que devem exercê-la.


O Ceifador é uma distopia onde não há mais governos, fome, miséria, tristeza e morte. Tudo é controlado pela Nimbo-Cumulo que tem o único propósito de servir ao ser humano. Para manter o controle populacional o único modo de as pessoas morrerem é serem coletadas pelos ceifadores.

A Nimbo-Cúmulo sabia tudo. Quando e onde construir pontes; como eliminar o desperdício de alimentos e, assim, acabar com a fome; como proteger o meio ambiente da população humana crescente. Ela gerou empregos, vestiu os pobres e criou o Código Mundial. Agora, pela primeira vez na história, a lei não era mais uma sombra da justiça, mas era a justiça. A Nimbo-Cúmulo nos proporcionou um mundo perfeito. A utopia com que nossos ancestrais sonhavam é a nossa realidade.

A Ceifa, assim como é chamada, é a única "instituição" em que a Nimbo-Cumulo não interfere. Qualquer pessoa que for coletada pelos ceifadores não podem ser revividas pela Nimbo-Cumulo, assim como ela não interfere em suas leis e ética.

No meio disso temos Citra e Rowan, dois jovens que foram recrutados para serem aprendizes de um ceifador muito famoso e respeitado, entretanto eles não podem pertencer ao mesmo ceifador e é ai que os segredos de alguns ceifadores e da Ceifa começam a ser revelados.

Jogos de poder podiam ser coisa do passado em outros âmbitos, mas ainda estavam muito vivos na Ceifa.

 

O que mais desejo para a humanidade não é a paz, o consolo ou a alegria. É que ainda morramos um pouco por dentro toda vez que testemunhemos a morte de outra pessoa. Pois só a dor da empatia nos manterá humanos. Nenhum Deus vai poder nos ajudar se algum dia perdermos isso.

Bom, então essa foi uma seleção das minhas frases favoritas do primeiro livro. Ainda vou fazer do segundo livro, pois também há frases pertinentes. E um bônus: Enquanto estava preparando esse post encontrei o seguinte post-it marcando uma das páginas finais com uma cena que me deixou muito surpresa.


Se você ainda não conhecia o livro e agora quer ler, então aproveite e compre seu exemplar usando o meu link de compra da Amazon. Basta CLICAR AQUI.

Resenha: As Mil Partes do Meu Coração

18/09/2020


É sempre muito prazeroso ler algo da Colleen Hoover e via os leitores comentado deste livro antes de ele ser lançado no Brasil (e seu título original eu adoro), dai quando saiu aqui eu fui logo lendo, mas a resenha demorou para sair no meu blog pois acabei colocando outras coisas na frente (tipo mais de um ano). De todo modo eu estava esperando um romance mas ela me proporcionou um drama, uma história de auto-reconhecimento, uma família, que eu nunca imaginei que leria nesses últimos tempos.

Merit é uma adolescente que se sente completamente excluída da sua família e até mesmo da sociedade. Um dia ela decide simplesmente abandonar a escola e não se surpreende quando se da conta que ninguém em sua casa (no caso os adultos) notou essa decisão. No meio de tudo isso ela conhece Sagan, que é o suposto novo namorado de sua irmã (gêmea) e Luck, o irmão da sua madrasta — que por acaso se chama Victoria, assim como a mãe de Merit (que mesmo sendo divorciada do pai ainda mora sob o mesmo teto). Sério, lendo assim parece uma confusão daquelas de sessão da tarde mas garanto que o buraco é muito mais em baixo.

E eu amo a Colleen Hoover por fazer esses dramas que confundem nossa cabeça de inicio mas que tudo vai se encaixando ao longo da história. Ela é a autora que sabe como prender um leitor até mesmo no tipo de história que esse leitor não está tão interessado (na época eu nem curtia drama familiar). O desenvolvimento que os personagens tem nessa obra é excelente, principalmente Merit, que ao longo do livro vai descobrindo coisas sobre si mesma que antes negava completamente e dessa forma ela percebe que parte do problema de sua família também é ela e sua personalidade e, claro, tenta reverter um pouco dessa situação, mas como as coisas não acontecem por um milagre é claro que no final envolve ajuda de profissional nisso tudo.

Eu não gostei muito da tradução do livro para o português. Pode-se ver que o nome original tem o nome da protagonista que também há uma tradução literal para nosso idioma (assim como a irmã dela, que se chama Honor). E combina muito mais com a história. Mesmo que houvesse uma tradução literal e que alguns iriam reclamar iria ficar perfeito com os acontecimentos do livro. Enfim, um assunto polemico de tradução e que não faz diferença no prazer da leitura.

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Título: As Mil Partes do Meu Coração (Without Merit) • Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record • Tradução: Ryta Vinagre
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Resenha: Longe de Casa

14/09/2020


Eu não escondo de ninguém que admiro muito a Malala e quero ler tudo que ela publica, então claro que quando vi esse livro lá na época de seu lançamento fiquei ansiosa para tê-lo em mãos. O que eu não esperava era a tamanha tristeza que sentiria com essa leitura.

Em Longe de Casa temos histórias reais de meninas que são refugiadas. Elas saíram de países do Oriente Médio e Africa (somente um caso é da América do Sul) fugindo de uma guerra, milicia, ou parentes abusivos. São histórias tão tristes, mas ao mesmo tempo nos inspiram a ser melhores.

Eu não esperava uma personagem que se separa da irmã e fica sem vê-la por anos, uma personagem que se sente culpada por ter tido melhores oportunidades do que a irmã, que quase morreu para fugir de seu país. Eu nunca poderia nem pensar em me preparar para uma menina que viu a mãe ser morta a tiros na sua frente por pessoas de religiões extremistas, e claro que nem imagino a falta que essa mãe faz na vida dos filhos.

São histórias chocantes e que me fizeram refletir a respeito da minha realidade. Vivemos em um país que está dividido entre lado politico, mas que apesar dessa tensão ainda tem paz na maior parte dele. Eu posso sair na rua sem medo de um grupo extremista religioso atacar as pessoas, posso sair de casa e trabalhar e estudar, e enfim, tantas coisas que essas meninas não tiveram por muito tempo de suas vidas e coisas que eu nunca nem pensei em dar valor. Pode parecer até absurdo quando pensamos na realidade atual do Brasil, mas ainda assim aqui temos a liberdade que esses lugar nunca sonharam em ter.

É horrível parar e pensar que o que aconteceu com elas está acontecendo com outras pessoas nesse exato momento e o restante do mundo não se importa, e que mesmo as pessoas que param para refletir sobre isso (como eu agora) vão continuar vivendo suas vidas normalmente. É uma realidade que ficam alheia a nós, mas que nem por isso deixam de existir.

Apesar do assunto ser triste a leitura é tranquila. Então ela pode ser indicada para qualquer idade em que a leitora se interesse por esse assunto.


Título: Longe de Casa — Minha jornada e histórias de refugiadas pelo mundo (We Are Displaced: My Journey e Stories from Refugee Girls Around the World) • Autora: Malala Yousafzai
Editora: Seguinte • Tradução: Lígia Azevedo

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Uma graphic novel sangrenta: Lady Killer

10/09/2020

Editora darkside, Darkside books

Apesar de não ser uma leitora de graphic novels é impossível não querer ler essa edição de Lady Killer lançada pela Darkside. As ilustrações estão maravilhosas e as cores super chamativas, é basicamente tudo que um bom encadernado precisa ter para, no minimo, chamar a atenção.

Nesta obra temos Josie, uma dona de casa bem sessentista que é o tempo todo vigiada pela mãe de seu esposo, uma velha alemã rabugenta. Nada do que Josie faz está certo ou bom. O que a velha não sabe é que além de dona de casa Josie é uma assassina de aluguel há mais de quinze anos e ama essa profissão que esconde de todos.

No inicio eu achei que a história seria de uma serial killer que vive se escondendo na fachada de uma família perfeita, mas fico feliz por estar enganada. A trama segue muito mais a questão de profissão x família que, até hoje, temos nas pautas femininas e é super bem abordado na obra. Como disse anteriormente há a sogra chata que julga o tempo inteiro as habilidades de mãe e esposa de Josie, assim como temos um companheiro de trabalho "garanhão" que acha que tem liberdade com a moça, fazendo algumas insinuações sexuais e, claro, aquele chefe machista que acredita que uma mulher não pode fazer o seu trabalho corretamente simplesmente porque tem uma família e filhos. Essas abordagens são sutis na obra e não é o foco, porém se continuar essa abordagem nos próximos volumes irei gostar bastante.

Além do background tem a história de Josie, que começa com uma bela moça se passando por vendedora de Avon e matando uma senhora em sua cozinha. À partir dai acompanhamos a missão que Josie terá de matar uma criança, cujo os pais já foram assassinados, e sua luta interior em decidir se irá ou não cumprir essa ordem. Neste ponto fiquei curiosa para saber o motivo dos pais do garoto terem morrido e a necessidade de a própria criança ter que morrer. Talvez seja explorado, ou talvez não seja um ponto tão importante, já que tudo diz respeito as atitudes de Josie com sua missão.

Existe uma grande quantidade de sangue, obviamente, e nessas horas eu fiquei muito maravilhada com as ilustrações. É tudo muito bem feito e as cores são incríveis. Adoro ilustrações bem contrastadas quando devem ser e claro que Lady Killer pede esse tipo de pintura pela história que nos dá. A edição é linda e vale por si só; no final temos alguns esboços da autora e capas alternativas. Vale a leitura.

Título: Lady Killer (Lady Killer) • Autores: Joëlle Jones e Jamie S. Rich
Editora: Darkside Books • Tradução: Raquel Moritz