Resenha: Sidarta

Clássico de 1922

Sidarta foi publicado pela primeira vez em 1922 e ainda hoje sua história é atual. Isso porque o tema é atemporal e muitos religiosos ou interessados em religiões podem ler esta obra, principalmente os budistas e quem se interessa pela religião.

Devo dizer que esse foi um ponto que me deixou, um pouco, perdida na obra. Eu não sou uma pessoa religiosa e nem pesquiso a respeito da religiões e este livro tem, o tempo todo, referencias em sua história do budismo. Claro que esta foi uma porta para eu poder saber um pouco sobre, mas ainda não é algo que eu possa dizer que estou entendida, é claro.

Sidarta é o nome do personagem principal, que nasceu em uma família rica na Índia e tinha toda a sua vida escrita conforme os costumes, porém ele não queria nada disso. Na verdade Sidarta queria algo mais. Então quando teve idade suficiente foi embora de casa com seu melhor amigo da vila onde morava e então foram morar com algo que, podemos dizer, que são monges na nossa cultura. Ele queria viver uma vida humilde, de contemplação e que lhe proporcionasse conhecimento e satisfação espiritual e quando ele finalmente alcançou esse objetivo as coisas perderam o sentido para Sidarta. Ainda lhe havia oportunidades no local onde ele estava, mas como para ele tudo tinha perdido o sentido Sidarta resolveu ir embora, deixando seu amigo para trás e toda aquela vida. Em sua próxima jornada Sidarta passou a conhecer a luxuria e a vida rica de um comerciante (que passou a ajudar nos negócios e assim ganhando muito dinheiro). Mesmo não parecendo possível Sidarta aprendeu muitas coisas levando essa vida e uma delas foi que nada valia a pena. Sidarta então entra em uma terceira jornada, que prefiro deixar sem detalhes pois é umas das minhas partes favoritas do livro e mostra a Sidarta que todos os esforços que ele teve na vida tiveram sim seu objetivo, mas que não existe a completa plenitude da alma.

A obra que Hermann Hesse nos apresenta é bem simples e pode ser lido de duas forma: Como um romance, o que ele é; Ou como algo filosófico e religioso, que ele não deixa de ser. Essa é uma característica do autor que gosto bastante e que me proporciona reflexões durante a leitura. O que Sidarta me mostra é que, por mais que buscamos em diversos caminhos uma felicidade completa, algo que nos preenche a alma, sempre queremos muito mais. Não é porque não estamos satisfeitos, mas porque é uma característica do ser humano sempre precisar de mais e mais.

É uma leitura muito boa e fácil, mas que pode exigir um pouco de dedicação para entendimento, principalmente para pessoas como eu que são leigas em assuntos religiosos. De qualquer maneira acho que é uma leitura excelente para amantes de clássicos.

Título: Sidarta • Autor: Hermann Hesse • Editora: Record
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Um comentário :

  1. Então...já tinha associado o título ao nome mencionado em alguns estudos religiosos. Mas como sou de "outra religiao",não tenho muito entendimento sobre o budismo não. Mas sei pelo pouco que já vi e li, que é uma crença muito sossegada e seus seguidores pregam demais a paz.
    Por isso sim, se tiver oportunidade, irei conferir.
    Não é muito meu estilo de leitura,mas sempre aberta ao conhecimento!!
    Beijo

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