Resenha: O Diário de Jack, O Estripador

31/10/2019


Eu não sou a pessoa mais ligada na história do famoso serial killer Jack, O Estripador, mas quando vi esse livro fiquei muito curiosa por se tratar de um diário, ou seja, eu teria a oportunidade de ler as palavras do próprio. É claro que a identidade do assassino mais famoso da história ainda é um mistério, e provavelmente continuará sendo por muito tempo, mas um dos suspeitos tem uma história bem louca e uma mente perturbada.

Ao contrário do que eu achei o livro não é somente o diário de um dos suspeitos de ser Jack, o comerciante de algodão James Maybrick. Ele conta com toda uma história a respeito de Jim, de sua família, e principalmente sobre os vários estudos que foram feitos no diário desde que ele foi entregue a Shirley Harrison. Confesso que eu demorei um pouco mais do que gostaria para ler este livro, pois o texto em si é bem denso e com diversas informações sobre as analises laboratoriais, depoimentos de pessoas, analise do próprio James e detalhes sobre os assassinatos (que muitas vezes nos deixa horrorizadas, mesmo nos dias atuais.


Independente da minha dificuldade de leitura eu gostei muito da obra. Mesmo acreditando fielmente de que o diário não é uma farsa a autora colocou todos os pontos de vista possíveis com os resultados e comentários feito a respeito do livro e do relógio, que teoricamente, pertenceu a James.

Deixando de lado a ideia de que James pode ou não ser Jack e o diário sendo real ou não a história da Família Maybrick é extremamente conturbada. E uma pessoa me chamou muito atenção nessa história toda: Florie, a esposa de James. Ela era anos e anos mais nova do que ele, mas aceitou se casar com este homem para acabar vivendo uma vida infeliz. Sim, era uma outra época, mas mesmo nesses tempos Florie se mostrou ser um pouco além de seu tempo. Ela queria se separar, mas não podia por causa dos filhos; Florie tinha um amante e segundo relatos do diário James se excitava com a ideia de outro homem transando com sua esposa; No final de tudo Florie foi acusada de matar James envenenado (segundo o diário ele era viciado em arsênico) e ela sofreu tanto, por tantos anos na prisão. Perdeu o afeto de seus filhos e só teve próxima de si sua mãe. É impossível não ler este livro e não se sentir triste por esta mulher.


Se você gosta de livros de história, investigação e biografia então pega essa dica. O livro tem essa mistura de gêneros e tenho certeza que para quem adora o tema serial killer é uma leitura obrigatória, afinal esse é um dos mais famosos e mais antigos que temos conhecimento. Acho que a leitura será prazerosa, mas é bom alternar com outras coisas mais leves pois ele é bem tenso em alguns pontos.


Título: O Diário de Jack, O Estripador (The Diary of Jack the Ripper - The Chilling Confessions of James Maybrick) Autora: Shirley Harrison • Editora: Universo dos Livros • Tradução: Felipe CF Vieira
Livro cedido em parceria com a editora
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Vamos falar sobre parcerias?

30/10/2019


Meu blog nasceu há anos, tinha outro nome, mas a mesma proposta: Falar sobre livros, no geral resenhas. Antes disso eu participei de outros dois blogs, apenas como colunista e nunca havia me preocupado em fazer esses blogs crescer, assim como há algum tempo quis fazer com o meu próprio. Nesses anos houveram muitas parcerias, seja com escritores independentes , editoras pequenas e até editoras grandes e que as pessoas sonham em ter parceria (algumas delas foram só de ação, mas muito boa para mim) e é claro que, como blogueiras literária e amante de livros, eu gostaria sim de ter parcerias ainda hoje, mas a questão principal é: Como filtrar essas parcerias?

Pensa comigo: Você gostaria de ter uma parceria só fizesse exigências? Não descaradas, mas há algumas que só te pedem divulgação e mais divulgação e não te dão nada em trocar, sabe? É uma parceria, como o próprio nome diz, da mesma forma que você faz o seu trabalho de blogueira o escritor ou a editora precisa ter dar algo em troca, e em alguma casos até te divulgar. Eu não vou citar nomes aqui, certo? Mas eu vi algumas coisas no Instagram recentemente que me deixaram passada e foi isso que me fez querer compartilhar esse texto com vocês.

Tá lá uma página X, pode ser de autor ou editora, e faz um post escrito lindamente: Seleção de parcerias para o mês e nas regras consta que a pessoa que está concorrendo a essa parceria precisa compartilhar essa seleção em seus stories, pois assim sua inscrição não é contabilizada. Tipo assim, gente, vamos combinar que você tá ali fazendo a divulgação de graça! Não que a gente tenha que fazer as coisas só por interesse, mas convenhamos que na seleção final só fica quem tem +20k de seguidores, no minimo. Nesses anos todos acompanhando blogs o que mais vejo é em época de resultado de parceria a galera reclamando que a editora selecionou apenas os blogs que tem muitos seguidores. Então gente, vamos acordar, ou você faz o blog e/ou instagram por amor ou vai continuar lutando para ter parcerias e muitas vezes sem conseguir e se frustrando mais e mais.

Sim, receber um livro novo, lançamento do mês, na sua casa todos os meses é a coisa mais gostosa do mundo. Falo por experiencia orópria, mas vamos lembrar que existe um mudo gigante de livros que já foram lançados e que você, provavelmente tem na sua prateleira, e ainda não conseguiu ler e nunca vai conseguir quando tiver um monte de parcerias. Convenhamos, se vocês acreditam que vai conseguir ler os lançamentos do mês de umas três editoras que tenham parceria "trabalhando" sozinha você está bem enganada, mocinha.


Resenha: O Jardim Secreto

29/10/2019


Passei muitas tardes no inicio dos anos 2000 assistindo Sessão da Tarde e muitos filmes marcaram minha memória e um deles foi a adaptação do livro O Jardim Secreto. Por muitos anos eu não tinha ideia de que era uma adaptação e quando descobri depois de adulta tive que comprar o livro para ler. Já tinha esquecido completamente de como era o filme, então a leitura foi sem influencia negativa ou positiva. Claro que amei a leitura desta obra e fico indicando para todas as crianças que já lêem livros mais complexos.

Mary é uma criança mimada que viveu a vida inteira na Ìndia, apesar de ser inglesa. Sua família era rica e por isso ela sempre teve tudo, exceto a atenção e afeto de seus país. Mary vida sua mãe de vez em nunca e foi criada por babás que nunca contestavam suas ordens. Até que todos em sua casa morreram após um surto de cólera e Mary permanece viva somente porque mal tinha contato com as pessoas dali. Ela é enviada então para a Inglaterra para viver com seu tio, que não passa de um homem rico e triste após a morte prematura de sua esposa. Naquele local, onde Mary além de não conhecer ninguém tem criados que não a obedecem ela passa a ficar entediada e muito curiosa com histórias que sua babá conta e uma dessas histórias envolve seu irmão mais novo, que é "encantador de animais" e um jardim que supostamente existe escondido na mansão. O Jardim é um mistério que Mary decide resolver. Ela começa a passear por toda a extensão do quintal até encontra-lo, muitas vezes em vão, e em outras ocasiões ela passa a explorar a casa e é quando encontra um primo tão mimado quanto ela e que é muito doente. A história cerca essas três crianças que se tornam amigos inseparáveis atrás de um objetivo.

Este livro é incrivel. Eu não sou uma fã de livros infantis, mas além de esta obra ser saudosista para mim ela é tão encantadora com sua lição de vida. É muito estranho quando um livro tão bobinho, com crianças que só querem brincar nos ensina tanto.

Mary aprendeu através do afeto de pessoas desconhecidas que nem tudo na vida é como ela quer, que nem tudo na vida é ter alguém a servindo, mas que também há todo um mundo a ser explorado e tantas pessoas diferentes vivendo nele. Mary passa dar valor para seus novos amigos e ensinando e aprendendo com eles. Dickson, o encantador de animais, é um menino muito pobre e irmão da babá de Mary; Ele é um garoto simplista mas inteligente, que mostra a Mary tantas coisas que ela não conhecia sobre animais e família e isso a vai mudando aos poucos e quando ela conhece Colin, seu primo, o trio está completo. Colin é um menino tão doente e tão fraco que nunca sai de sua cama, mas com todas as histórias que Mary e Dickson conta a ele o menino desperta para uma nova vida, onde vai recuperando a sua saúde aos poucos.

Gente, vocês conseguem imaginar um trio tão peculiar assim? É um livro que nos mostra o poder de amizade e o quanto ela pode nos mudar, o quanto ter alguém que se preocupa conosco pode mudar a forma como lidamos com as dificuldades da vida. O Jardim é um mero detalhe diante da trama toda, pois o livro trata muito mais desses relacionamentos do que o jardim propriamente dito e é demais. Apenas um único objetivo despertou essas crianças para algo diferente em suas vidas.

Se você tem irmãos, primos ou crianças próximas que lêem bastante e conseguem pegar um romance então dê O Jardim Secreto. É muito maravilhoso, a leitura é fácil e gostosa e tem tantas passagens divertidas que até o riso é garantido.

Título: O Jardim Secreto (The Secret Garden) • Autora: Frances Hodgson Burnett
Editora: Ciranda Cultural • Tradução: João Sette Camara
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Resenha TBT: O Poder

24/10/2019




Você já imaginou como o mundo seria se fosse totalmente dominado por mulheres? Bom, Naomi Alderman imaginou e nos presenteou com esse livro incrível.

Em O Poder a autora nos da um vislumbre de uma sociedade onde as mulheres desenvolvem uma "trama" relacionada a eletricidade e com consciência desse poder, literalmente, nas mãos, elas passam a dominar o mundo de uma forma que nem nos nossos melhores sonhos imaginamos. É obvio que a obra é feminista, mas mais do que isso ela é um deboche a nossa sociedade patriarcal atual. E porque isso? Bom, vou explicar: Ao iniciar a leitura e com o decorrer dos acontecimentos eu passei a julgar a obra como femista, mas como toda leitura requer uma grande reflexão por parte do leitor, algum tempo depois eu percebi que ela usa de todos os exemplos que temos nos dias atuais em mãos para colocar nas mão das mulheres. Mulheres são estupradas? Lá estão mulheres estuprando homens com sua trama. Mulheres são proibidas de dirigir? Agora nós dominamos, vamos proibir os homens. E olha que esses dois exemplos são os mais óbvios.  

O livro é narrado em terceira pessoa e nos mostra diversos lados desse novo mundo. Mulheres que se tornam lideres, lideres que descobrem o quanto a liderança realmente é valida com o poder em mãos, homem que está no centro dos acontecimentos do lado das mulheres mas que depois temem a presença dela e crianças que junto com seu medo e coragem (sim, os dois juntos) vão descobrir como dominar as pessoas ao seu redor. Sério, é um livro incrível pra caralho que vale a leitura. 

Nem tudo são flores. Apesar de eu ter amado demais o livro eu achei a passagem de tempo dele confusa. Mas não atrapalhou, necessariamente, a minha leitura e entendimento. Foi só algumas momentos que me senti perdida com os acontecimentos mas logo tudo se acertava após alguns diálogos que acontecimentos. 

Você, mulher, que quer ler obras feministas não pode deixar de ler O Poder e refletir sobre como seria caso nós dominássemos o mundo.

Título: O Poder (The Power) • Autora: Naomi Alderman
Editora: Planeta de Livros • Tradução: Rogério Galindo
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Resenha originalmente publicada por mim no blog Pobre Leitora

Conheça a Obra: O Médico e o Monstro

23/10/2019


O conto de Dr. Jekyll e Mr. Hyde é, desde seu lançamento em 1886, uma referencia em ficção cientifica e transtornos psicológicos. Justamente por causa desses referencias eu conhecia a história muito e muito tempo antes de ler e se tem uma coisa que acho perfeita em clássicos é que, mesmo sabendo o final, a história ainda é cheia de surpresas ao longo da obra.

A obra é narrada em terceira pessoa e nos insere na era vitoriana, onde os homens andam com bengala e aqueles chapéu bacana, além do famigerado mustache e é com essas caracteristicas bem marcantes é que eu imagino o Dr. Jekyll, um médico muito bem reconhecido pela sociedade, de grande influencia e com amigos de todas as áreas da cidade e um deles é o estranho Mr. Hyde, um homem resguardado que, segundo as fofocas, está envolvido em um caso de agressão e assassinato. É justamente isso que o advogado Utterson decide investigar por conta própria, sendo À partir daí que a história se torna uma grande perseguição que nos lembra os filmes do inicio do século XX. 

Eu sei que a história é considerado uma obra de terror e ficção cientifica, mas eu não consigo deixar de considerar também uma obra cômica e não de um jeito ruim. É sempre bom, ao ler clássicos, fazer o comparativo cultural em relação ao período em que a obra foi a escrita e que está sendo lida e essa é a graça maior. Como eu disse, lembra aqueles filmes do início do século XX pois Utterson fazer uma corrida para tentar descobrir o que esta acontecendo com seu amigo Jekyll e na tentativa de descobrir quem é Hyde que, ignora, o que está embaixo de seu nariz. Em uma época em que toda a comunicação era feito por cartas são justamente elas que nos revelam o grande plot twist da obra e que o pobre advogado deixou passar por sua sede de ódio. 

Falando especificamente sobre o seu legado foi o ponto inicial para nos dar a referencia completa de bem e mal em obras de ficção, seja na literatura, teatro e posteriormente cinema e televisão; Basta lembrar de personagens icônicos como Duas Caras e Hulk, e o mais querido desde os anos 2000: Gollum. O mundo literário como vemos hoje seria muito diferente sem esta obra, que em sua época causou duvidas sobre a mensagem real em que ela queria passar as pessoas e até hoje pode ser analisada de várias formas, bastando um pouco de atenção aos detalhes que o autor coloca no conto. 

Atualmente a obra está em domínio publico e pode ser lida em qualquer lugar, inclusive na Amazon para quem tem Prime Reading e Kindle Unlimited, além do mais a Darkside está lançando uma versão de luxo deste conto e outros do autor que está lindona demais, então se você é colecionador desta editora aproveita que agora é a hora. 

Resenha: Todas as suas (im)perfeições

22/10/2019


É um fato que, pelo menos, uma vez ao ano preciso ler algo da CoHo. Ela é uma autora que tem a capacidade de me tirar de qualquer zona de conforto literária que eu esteja, qualquer ressaca literária, e sempre, sempre, sempre me faz sofrer com suas personagens. Muito me surpreende eu ficar assim com Quinn, que tem o desejo de engravidar, que todos os meses sofre quando sua menstruação desce. Eu nunca penso em filhos e definitivamente maternidade não é algo que eu quero para mim, então eu tinha tudo para não sentir empatia nenhuma por essa mulher que estava usando o seu marido para apenas um fim. Mas como não se solidarizar com ela? Quinn esta representando neste livro todas as mulheres que sonham em ter filhos e não podem, todas as mulheres que estão sofrendo neste momento pois sabem que nunca irão poder gerar uma criança sua e mesmo eu não querendo ter filhos, tipo nunca, eu sofri com ela em todos os momentos, pois eu tenho opção e ela nunca terá.


O livro é narrado em duas linhas do tempo: Antes, onde temos Quinn noiva de um cara muito rico, mas alheia as suas traições até conhecer Graham no corredor do apto de seu noivo e o Agora, onde Quinn já esta casada com Graham há 7 anos e sabe, há pelo menos uns 5, que sua chance de ter uma família com sua alma gêmea é nula. Não é a primeira vez que CoHo nos mostra situações diferentes de uma mesma personagem e ela sempre consegue faze isso tão bem que, mesmo quem pode estar lendo distraidamente e não perceber que são duas linhas do tempo no livro percebe a mudança drástica de comportamento, atitudes, e até nas próprias falas. Quinn, mesmo após descobrir a traição do tal ex-noivo lá, ainda tinha uma coisa dentro de si que não a abalava; Seus diálogos eram alegres e sempre havia o lado positivo de tudo. A Quinn do Agora é amarga, ressentida consigo mesma, e não demonstra mais nenhum sentimento pelo seu esposo, mesmo que o ame muito. É muito fácil odiar ela quando não nos colocamos em seu lugar, pois ela é uma personagem que nos incomoda ao ler, que nos faz querer deixar o livro de lado e ler algo mais feliz, mas sabemos que não podemos abandona-la naquele estado, sabe?

Graham é aquele personagem perfeito (eu amo os homens perfeitos que a CoHo cria). Quando descobriu a traição de sua namorada com o ex-noivo de Quinn tudo que conseguiu fazer foi ser gentil com ela, foi ajuda-la a passar por aquilo como se ele mesmo não estivesse sofrendo. Graham é tão altruísta que eu sentia raiva me perguntando o porque de ele não ser um cuzão como tantos homens que vemos por ai, mas como ele seria amando tanto Quinn? Ele sempre acreditou, desde o Antes, que eles são alma gêmeas, que todas as coisas fizeram com que ele se encontrasse exatamente naquele momento no corredor e depois de alguns meses em um restaurante. É tudo tão lindo que eu até renovo minha fé nessas coincidências. Tudo o que ele quer é fazer Quinn feliz e se sente arrasado ao vê-la nesta situação. Suas tentativas de agrada-la, de demonstrar seu amor acabam comigo todas as vezes, pois é impossível ele fazer algo para amenizar a dor dela quando só há um objetivo. Mesmo no momento em que ele vacilou eu não consegui odia-lo, pois existem causas e consequências para tudo e naquela situação toda ninguém é culpado de nada a não ser a própria natureza.


Este livro é tão sensível ao mostrar o relacionamento deles antes do casamento e como tudo era tão lindo e perfeito, mas ao ver como tudo ficou ao passado essa leitura mexeu muito comigo e nunca vou deixar de gostar desses personagens que tanto me ensinaram em poucas páginas. Prometi a mim mesma, como leitora, de que nunca deixarei de me colocar no lugar das personagens antes de julga-las por suas atitudes, pois tem coisas que só quem tá na pele sabe como é, só quem ta na pele pode explicar seus rancores.

Título: Todas as suas (im)Perfeições (All Your Perfects) • Autora: Collen Hoover
Editora: Galera Record • Tradução: Adriana Fidalgo

Série: Slasher — 3ª Temporada: O Solstício

18/10/2019


Leia meus comentários sobre a 1ª temporada e 2ª temporada de Slasher

Eu sou uma pessoa que assiste séries para sofrer. Às vezes com os personagens, às vezes porque a série é muito boa, ou às vezes porque a série é tão ruim que quero me torturar assistindo suas temporadas. Então sim, mesmo não tendo gostado tanto das temporadas anteriores de Slasher eu acabei dando uma chance para a terceira temporada, que leva o subtítulo de O Solstício, pois o primeiro assassinato da trama se passa no dia de solstício no hemisfério norte.

A série foca em um condomínio simples, onde existem vários tipos de pessoa. A mocinha boazinha, mas que não se envolve com as pessoas ali pois é muçulmana e sofre preconceito; Tem a menina com esteriótipo de "puta" e que faz bullying com a mocinha; Há a família que sofreu um trauma, onde há um relacionamento lésbico e os filhos são negros; E etc, etc, deu para entender que a série pega todos os esteriótipos de pessoas e coloca ali e, no caso de alguns personagens, até nos da a impressão de visibilidade, mas ao longo dos episódios percebemos que é uma forma deliberada de tentar atingir um novo publico, porém é muito forçado e acaba sendo, mais uma vez, estereotipado. 


Verdade seja dita, a questão da violência tem melhorado na série. Quer dizer, se eu estou indo assistir um série de assassinato/serial killer, então eu quero sim ver as cenas correspondentes aos assassinados, e as temporadas anteriores haviam pecado um pouco com isso. Desta vez acertaram a mão e tiveram algumas cenas que me deram muita aflição só pelo que estava ocorrendo ali. Misturava isso e as reações das pessoas que estavam vendo aquilo, os gritos de desespero de algumas e as reações absurdas de outras que pensam primeiro em pegar o celular. 

Slasher diminuiu a quantidade de referencias a filmes clássicos do gênero e aumentou a critica social mesmo não sendo algo muito obvio. É um diálogo, é um olhar, uma atitude. Nisso eles acertam bem para compensar as atuações medianas. Se você quer assistir algo para passar o tempo enquanto faz a unha esta é uma boa série e vai te entreter um pouco, ajudar a passar o tempo, mas não espere algo muito surpreendente.

Resenha: Romance Tóxico

17/10/2019

Sabe quando você lê um livro que te faz sofrer com a personagem ao mesmo tempo que você tem vontade de dar um chacoalhão nela? Bom, isso resume Romance Tóxico. Grace sempre foi apaixonada pelo perfeito Gavin e após saber de sua tentativa de suicídio ela lhe escreve uma carta. A partir desse momento o garoto a enxerga e eles acabam se tornando amigos que vão nutrindo sentimentos um pelo outro. Poderia ser sim uma bela história de amor se não fosse pelo fato de Gavin ser extremamente abusivo. Ele estabelece regras sobre como ela deve se comportar com amigos, em diversos momentos ele a ofende ou a culpa por coisas que ela nem se quer tem controle e logo depois demonstra ser o garoto perfeito, dizendo que a ama e tudo mais. É uma relação que te faz pensar o tempo inteiro como essa menina aguentou tanta coisa e ao mesmo tempo te obriga a pensar em meninas e mulheres que vivem esse tipo de relacionamento e não conseguem sair, seja por medo, insegurança, ou qualquer motivo que não importa. A cada capitulo a angustia vai ficando cada vez maior.


O relacionamento familiar de Grace é horrível. Sua mãe não chega a ser abusiva, talvez, mas ela é uma mulher amargurada e que acredita que Grace é um ser humano desprezível. Seu padrasto nem preciso falar que é outro lixo de pessoa; Então parece que Grace, por mais talentosa e inteligente que é, nunca terá o carinho e admiração dessas pessoas que deveriam cuidar e ama-la. Grace acabou vendo em Gavin a chance de ser amada e admirada e quando ele age abusivamente ela justifica essas atitudes com o famoso ele me ama e se preocupa comigo.

Quanto a Gavin, sim, eu o odeio e é obvio que ele precisa de um tratamento psicológico. Ele tentou suicídio pois teve um termino de namoro, onde a menina acaba ficando mal falada na escola e sendo a vilã da história; E quando  Grace tem atitudes que dão a entender que ela terminaria o namoro com ele essa personalidade suicida volta novamente. Ninguém enxergava isso pois ele é um verdadeiro sociopata.

A própria autora escreve ao final que passou por um relacionamento assim na adolescência e acredito que seja justamente por isso que ela conseguiu passar para o leitor a forma exata como a personagem se sente. Desde o início da paixão, a sensação de que ama a pessoa, as tristezas pelas ofensas, a raiva, negação e tudo mais. É uma carga emocional muitas mulheres compreendem fácil e é por isso que eu acho este livro tão importante nos debates atuais sobre feminismo, e principalmente por relacionamentos na adolescência.

Título: Romance Tóxico (Bad Romance) • Autora: Heather Demetrios
Editora: Seguinte • Tradução: Flávia Souto Maior
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Essa resenha foi publicada originalmente por mim no blog Pobre Leitora

O que ler no Prime Reading?

16/10/2019


Oi, oi gente! Há mais de um mês eu assinei Amazon Prime e com ele incluso o Prime Reading. Quando vi a noticia do serviço no Brasil fiquei animada pois achei que seria tipo um Kindle Unlimited, com váaaarios títulos. Mas infelizmente não AINDA. Apesar de não ter tantos títulos quanto ao outro serviço, que atualmente esta custando R$1,99 nos 3 primeiros meses, o Prime Reading tem algumas boas opções para os leitores e hoje vou te mostrar algumas delas.

Clássicos
A plataforma oferece a chance de ler vários clássicos mundiais e que são ótimos e fáceis de ler.Sendo eles:


Romances
Essa eu sei que vocês gostam: Livros de romance e romance hot, então aqui uma listinha pequena (mas tem outros lá disponíveis):

Sempre tem alguma série que queremos ler mas rola aquela tensão de comprar e não gostar, né? Agora da para ler e ter uma opinião.


Eu ainda espero o crescimento da plataforma e que em breve tenhas títulos novos e lançamentos. Tem muitos que peguei e pretendo ler o quanto antes, então para mim tá sendo vantajoso usar. Eu fiz um post no blog Blogueiras Cansadas falando sobre Amazon Prime e você pode acessar esse conteúdo clicando AQUI. Aproveite e assina Amazon Prime, que está somente R$9,90 por mês.

Resenha: Sidarta

15/10/2019

Clássico de 1922

Sidarta foi publicado pela primeira vez em 1922 e ainda hoje sua história é atual. Isso porque o tema é atemporal e muitos religiosos ou interessados em religiões podem ler esta obra, principalmente os budistas e quem se interessa pela religião.

Devo dizer que esse foi um ponto que me deixou, um pouco, perdida na obra. Eu não sou uma pessoa religiosa e nem pesquiso a respeito da religiões e este livro tem, o tempo todo, referencias em sua história do budismo. Claro que esta foi uma porta para eu poder saber um pouco sobre, mas ainda não é algo que eu possa dizer que estou entendida, é claro.

Sidarta é o nome do personagem principal, que nasceu em uma família rica na Índia e tinha toda a sua vida escrita conforme os costumes, porém ele não queria nada disso. Na verdade Sidarta queria algo mais. Então quando teve idade suficiente foi embora de casa com seu melhor amigo da vila onde morava e então foram morar com algo que, podemos dizer, que são monges na nossa cultura. Ele queria viver uma vida humilde, de contemplação e que lhe proporcionasse conhecimento e satisfação espiritual e quando ele finalmente alcançou esse objetivo as coisas perderam o sentido para Sidarta. Ainda lhe havia oportunidades no local onde ele estava, mas como para ele tudo tinha perdido o sentido Sidarta resolveu ir embora, deixando seu amigo para trás e toda aquela vida. Em sua próxima jornada Sidarta passou a conhecer a luxuria e a vida rica de um comerciante (que passou a ajudar nos negócios e assim ganhando muito dinheiro). Mesmo não parecendo possível Sidarta aprendeu muitas coisas levando essa vida e uma delas foi que nada valia a pena. Sidarta então entra em uma terceira jornada, que prefiro deixar sem detalhes pois é umas das minhas partes favoritas do livro e mostra a Sidarta que todos os esforços que ele teve na vida tiveram sim seu objetivo, mas que não existe a completa plenitude da alma.

A obra que Hermann Hesse nos apresenta é bem simples e pode ser lido de duas forma: Como um romance, o que ele é; Ou como algo filosófico e religioso, que ele não deixa de ser. Essa é uma característica do autor que gosto bastante e que me proporciona reflexões durante a leitura. O que Sidarta me mostra é que, por mais que buscamos em diversos caminhos uma felicidade completa, algo que nos preenche a alma, sempre queremos muito mais. Não é porque não estamos satisfeitos, mas porque é uma característica do ser humano sempre precisar de mais e mais.

É uma leitura muito boa e fácil, mas que pode exigir um pouco de dedicação para entendimento, principalmente para pessoas como eu que são leigas em assuntos religiosos. De qualquer maneira acho que é uma leitura excelente para amantes de clássicos.

Título: Sidarta • Autor: Hermann Hesse • Editora: Record
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Resenha: Os Imortalistas

10/10/2019

Resenha do livro Os Imortalistas da editora Harper Collins
Havia muito tempo que eu não lia um livro assim... Um drama familiar com uma pegada de fantasia e romance. E quando comecei a ler Os Imortalistas eu não esperava nada disso. Na verdade estava imaginando só uma fantasia em que os 4 irmãos passam a fazer coisas incríveis e mirabolantes. Hoje fico contente por estar muito enganada. Este é um livro que mexe com o leitor de um jeito sutil, mas profundo. As reflexões que passamos a fazer após concluir a leitura ficam por dias e a vontade de debater com outros leitores é insaciável.

Neste livro temos 4 irmãos que quando crianças vão na casa de uma vidente. Eles ficaram sabendo que ela conta o dia da morte das pessoas. Simplesmente isso. Claro que essa data não nos é revelada de cara, pois existe um mistério com o que esta se passando ali com as crianças, mas logo na primeira parte quando os irmãos conversam sobre o episódio, já adultos e no enterro de seu pai, alguns compartilham da visão da mulher. E é com eles adultos que a história passa a acontecer.

Mas o que tem de tão legal no livro assim? Bom, a jornada desses personagens até a morte. Os questionamentos que ficam é, de fato, se viveríamos diferente sabendo que dia morreríamos? O que seria diferente? Ou questionando as escolhas dos personagens: será que eles realmente teriam morrido na data que a vidente disse se não tivesse tomado atitude x ou atitude y? A vida que eles escolheram no livro os levou direto para o final trágico e para alguns alguns havia até a possibilidade de escolher se seria aquilo ou não.

Um outro ponto legal na trama são os questionamentos religiosos que a autora coloca, como forma de questionamentos até pessoais das personagens. O pai deles era muito religioso, praticava rituais de sua crença e gostaria que os filhos tivessem o mesmo rumo; e eles acabam falando sempre sobre as diferenças que tem com o pai, o que acreditam ou não daquela religião e até mesmo de outras e o quanto aquilo influencia sua vida, seja de forma positiva ou negativa. Apesar de eu não ter religião formada eu gosto muito desses questionamentos em livros, pois muitas vezes são meus próprios questionamentos refletidos na obra. Os Imortalista é um livro maravilhoso que deve ser lido por todos.

Título: Os Imortalistas (The Immortalists) • Autora: Chloe Benjamin
Editora: Harper Collins • Tradução: Santiago Nazarian
Está resenha foi publicada originalmente no blog Pobre Leitora

Resenha: O Instituto

08/10/2019


O Instituto é o mais novo livro do Stephen King lançado no Brasil... E que livro!!! Sim, mais um vez o mestre mostrou o motivo de ter título de mestre e nos entrega uma obra de arte literária. É um livro emocionante, mas que causa repulsa. É uma ficção científica e fantasia, mas ao mesmo tempo tão real nas atitudes dos seres humanos.

O livro inicia com um homem em um avião, onde o comissario de bordo pede que alguém ceda o lugar para uma oficial federal — claro que com uma bonificação e passagem garantida no próximo vôo — mas o negócio é que ninguém quer ceder, até que Jim pensa foda-se e vai. Ao contrário do combinando ele não embarca no próximo vôo e sim decide ir para NY de carona, bem mochileiro mesmo. Neste percurso ele acaba parando em uma minuscula cidade, que por acaso, tem uma vaga de emprego disponível e ele aceita. Neste ponto eu já estava achando a história boa, mas com falta daquela ação, por assim dizer, daquela sensação que os livros do SK causam nos leitores (e eu não tinha lido nem a sinopse dele). Não fiquei irritada com isso, na verdade eu sabia que algo iria acontecer em breve, mas o que eu não sabia é que aconteceriam coisas tão ruins para os personagens.

Na próxima parte do livro é onde entra Luke, um menino super dotado que tem a chance de entrar em duas universidades com apenas 12 anos. Seus pais se preocupam muito com ele e querem seu melhor, mas Luke acredita ser este o seu sonho e convence eles a deixarem. Quando tudo está indo nos conformes, com exceção de alguns pratos vazios saindo do lugar as vezes, Luke é sequestrado e seus pais são mortos. E é ai que entra o verdadeiro Stephen King e é ai que Luke vai parar no Instituto.
— Você sabe o que dizem sobre o abismo, não sabe? (...) Quando você olha pra ele, ele olha pra você.

Não queria dar tantos detalhes a partir daqui, mas resumindo tem outras crianças lá e são feitos muitos testes com elas (vamos dizer que é tortura mesmo). O livro passa a nos dar um horror extremo, principalmente por saber que os personagens são crianças, algumas até mais novas do que Luke, e até o final da história nem sabemos direito o motivo daquilo ser feito. Muitas coisas são reveladas aos poucos, mas existem sim alguns mistérios que o autor deixa para o final. Além de termos esses absurdos acontecendo o livro nos mostra coisas boas, como a inocência infantil, o espirito brincalhão, amizade e confiança que acontece entre jovens. Por mais que muitas cosas ruins estivessem acontecendo ali eles estavam juntos e a força do quer que eles tenham vai aumentando cada vez mais e tudo pode ser solucionado ao final graças a essa união tão linda. Isso me marcou demais neste livro e eu, obviamente, já sinto um carinho gigante por ele.
No escuro, todas as sombras desaparecem

Stephen King é muito conhecido por suas histórias de terror e horror, mas é a primeira vez que eu vejo algo até poético em sua obra. Não li tantos livros dele quanto eu gostaria, mas fazendo uma comparação bem por cima com IT, a obra prima dele, é clara uma mudança no tom do autor, é clara a ideia de criar uma fantasia que no fundo, no fundo, é muito bonita pelos seus personagens tão carismáticos e inclusivos. Isso me faz adorar mais o homem, por conseguir criar coisas tão diferentes durante a sua carreira e ainda assim coisas maravilhosas. Se você puder leia este livro, aprecie esta obra, pois eu garanto que ela irá te mudar de alguma forma.

Título: O Instituto (The Institute) • Autor: Stephen King 
Editora: Suma de Letras • Tradução: Regiane Winarski

Sorteio de Halloween

07/10/2019


Outubro chegou e com ele uma das datas comemorativas mais legais do ano, o Halloween! Como gostamos muito dessa festa temática, a Cássia do Procurei em Sonhos e a Ana do Roendo Livros convidaram vários blogs amigos para sortear alguns livros bem legais para vocês: são 14 livros + um vale de R$30,00 na Amazon para escolher a obra que quiser!

O sorteio funcionará da seguinte forma: serão dois sorteados, e o primeiro poderá escolher oito dentre as 15 opções. O segundo sorteado receberá os sete prêmios que restarem. Saquem só quantas opções bacanas para vocês escolherem — e nem todos são de terror, dá pra agradar todo mundo SIM!

Uma Casa no Fundo de Um Lago — Um Livro e Nada Mais
Herdeiro Caído — Ler Para Divertir
A Garota do Casaco Azul — Alegria de Viver e Amar o Que é Bom
Good Omens — Roendo Livros
Mil Palavras — Conduta Literária
Garota Interrompida — Ei Nati
Condenada — Parágrafo Cult 
Violent Cases — Seja Cult
A Mulher Entre Nós — Coisas de Mineira
O Homem de Giz — Procurei em Sonhos
A Última Chance — Doces Letras
A Corrente — Resenhando Sonhos
Pegasus e a Rebelião dos Titãs — Escuta Essa
Extraordinário (Ed. Econômica) — Interrupted Dreamer
Vale-Compras na Amazon — Memento Mori

Regras
- A promoção vai do dia 07/10/2019 ao dia 31/10/2019;

- As opções obrigatórias valem 5 pontos cada, enquanto as opcionais valem 4 pontos cada;

- Após o término da promoção, o Roendo Livros tem até quinze dias úteis para divulgar o resultado;

- O ganhador tem 48h para responder o e-mail de contato, caso contrário o sorteio será refeito;

- Após feito o contato, o prêmio será enviado dentro de até 65 dias úteis;

- É obrigatório residir em território nacional ou ter endereço de entrega no Brasil;

- Para os livros serem enviados, é necessário que o ganhador passe o número
do CPF para a Ana, já que agora os Correios solicitam uma declaração de
conteúdo (saiba mais aqui). Só participe do sorteio se estiver de acordo;

- O Roendo Livros e os parceiros não se responsabilizam por extravio ou atraso na
entrega dos Correios, bem como danos causados nos livros. Assim como não
se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço
incorreto, fornecido pelo próprio ganhador, e/ou ausência de recebedor. Os
livros não serão enviados novamente;

- Roendo Livros se reserva o direito de dirimir questões não previstas neste regulamento;

- Este concurso é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71
e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está
vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a
participação é gratuita.

Resenha: Stalker

01/10/2019


OI GENTE!!
Eu sei que estava super sumida, mas tô aqui ainda vivona e vamos lá para uma resenha...

Recentemente estava em uma onda de ler suspense/Thriller e me deparei com Stalker, que havia sido publicado pela TAG e chamou minha atenção desde então. É um livro que contém três arcos, cada um narrado por um personagem diferente e que nos surpreende em todos.

No primeiro arco temos Fig. Uma mulher que quer ser mãe e não consegue e isso acaba abalando muito seu casamento ao longo dos anos. Ela observa pessoas com crianças na rua e fica imaginando suas vidas perfeitas, e julgando aqueles mulheres que, segundo ela, não merecem as crianças que tem. Fig chega no ápice quando encontra uma família e decide segui-las, decide se mudar para casa ao lado, decide se tornar amiga dessas pessoas. E quando a história foi me levando para esse ponto eu já estava entrando em uma vibe "A Mão que Balança o Berço" (um clássico dos anos 90, assista) e ficando ansiosa com o que poderia acontecer, mas absoluta nada do que pensei aconteceu. Poderia ser uma surpresa agradavel, para mim, mas não foi. A Fig, que dava a impressão de que só queria a filha daquela familia, passou a querer tudo. Se tornou a melhor amiga da mãe (Jolene, falaremos dela mais tarde), a imitava em tudo, e Mercy (a filha) ficou totalmente em segundo plano da história.

O segundo arco trata de Darius, o pai de Mercy e esposo de Jolene. Enquanto a história estava sendo contada por Fig tínhamos a impressão de que Darius era um homem comum que não estava tão feliz em seu casamento e estava indo para o caminho do adultério com a suposta amiga de sua esposa. O buraco é extremamente mais em baixo e eu senti muita raiva da autora. Não pelo personagem ser um homem escroto, mas sim pelo que ela estava fazendo com a história. Minha impressão era de que estava tudo desmoronando na história.

Terceiro arco temos então Jolene, em um ponto da história onde não há mais segredos e ela já sabe o quanto foi inocente durante todo seu casamento e sua amizade com Fig. Jolene é a unica personagem decente da trama e a única coisa que me faz ter essa conclusão é por ela ser inspirada na autora do livro (em vi uma entrevista da Tarryn falando sobre ela ter passado por algo semelhante e que isso a inspirou a escrever o livro).

Não posso deixar de mencionar que os personagens são rasos, sem personalidade marcante ou com um momento que nos deixem realmente aflitos como acontece com livros desse gênero e foi por esses motivos que não gostei muito da obra.

Título: Stalker • Autora: Tarryn Fisher
Editora: Faro Editorial • Tradução: Elenice Barbosa de Araujo