Resenha: Outsider

30/07/2018

Como trabalhar numa livraria e resistir quando chega um King novo por la? A resposta certa é: não dá. Claro que que quando recebemos esse lançamentão por lá eu tive que dar meus pulos para conseguir ler e digo com propriedade que assim que peguei esse livro foi impossível parar. Admito que dei uma enrolada porque estava amando tanto a história que queria que ela durasse o máximo possível.

Li poucos King na vida então não posso falar muito sobre esse livro ser diferente ou não das outras obras, mas pelo que conheço de algumas eu acredito que tem elementos diferentes. O que mais gostei em Outsider, por exemplo, foi a dose de horror que ele usou... Nada exagerado, mas fazendo que o leitor se sinta naquele ambiente com as mesmas sensações dos personagens, que de modo geral era medo, agonia e até desespero. E claro que gostei da forma como ele conduziu a história. Quando você começa a ler não parece um livro de terror ou horror e sim um livro de investigação policial (e confesso que eu não sou muito fã desses livros) e do nada (eu juro que eu não estava esperando) ele coloca um plot twist antes mesmo da metade do livro. Claro que depois disso a leitura fica mais frenética porque a vontade de saber quem é o tal assassino é enorme.


Claro que sendo um livro do King você pode esperar algo bizarro no meio e isso, inclusive, foi motivo de conversa com uma outra colega blogueirinha. A forma como ele termina a história, de um jeito meio bobo até acaba causando uma impressão estranha em alguns leitores. Ela, super fã de King, achou que ele poderia ter feito mais, eu que já me decepcionei com outros finais dele pensei ah tá bom, bacana auehaoehauehi e acho que isso é uma das graças desse livro.

Independente de qualquer coisa é uma história maravilhosa, com referencias de outros autores e cultura pop e claro que sendo Stephen King sempre é uma ótima leitura. Seja para ficar com medo ou não (juro que até sonhei com a criatura da capa do livro).

Resenha: Todo Dia

25/07/2018

Tive o prazer de ler recentemente o meu primeiro David Levithan da vida e passei a entender essa veneração que os leitores tem por ele. Não sei se comecei com o melhor livro dele, ou com o que o publico mais gosta, mas acho que não comecei muito bem apesar de ter gostado muito da escrita e do desenvolvimento da história que ele criou.

Sou um pouco chata, essa é a verdade. Diante da trama eu estava esperando qualquer final, menos aquele que o autor deu para o livro. E foi justamente isso que me deixou um pouco decepcionada com esta obra. Mas desconsiderando o final neste texto vamos falar a verdade: o que é esse livro? Ele gerou alguns pequenos debates onde trabalho e até mesmo entre meu namorado e eu. Porque imagina essa situação de você amar uma pessoa mas ela ter um corpo diferente todos os dias? Por mais que eu queira negar é impossível dizer que eu me sentiria da mesma forma com meu namorado, por exemplo. É acredito que foi justamente esse tipo de debate que o autor quis colocar com o enredo. Porque nos importamos tanto com as aparências e gênero das pessoas? É algo a se pensar e conversar com outros.

Bom, para quem ainda não conhece essa trama e ficou um pouco confuso com o que eu disse acima eu explico: Na história A é uma pessoa que não tem um corpo único. Cada dia ele "usa" (é algo involuntário, para deixar claro) o corpo de outra pessoa. Sempre por 24hs e nunca repete o mesmo corpo. A vida é assim desde que ele se conhece por gente. E em um desses saltos ele conhece Rhiannon, uma garota por quem se apaixonada instantaneamente (vamos ignorar isso, ok?). E a partir dai ele tenta reencontra-la todos os dias até o momento em que conta a verdade a ela e então esse pequeno debate sobre corpos, amor, aparências, começa vir a tona entre eles. E ai é só acompanhar o desenrolar da história com a leitura, rs.

Claro que teve algumas coisas que me incomodaram que, imagino eu, sejam resolvidas no segundo livro (eu não sei ainda se é uma continuação ou a mesma história pelos olhos de Rhiannon). Não gostei do fato de ela ficar nesse embate enquanto ainda namorava o outro garotos e não gostei do fato do autor não se aprofundar mais naquilo que seria o mistério do livro (para quem leu a parte do tal pastor). Mas isso não tirou o melhor que a história trás.

Ainda acho que preciso ler mais livros do David Levithan, pois sei que ele tem ótimas histórias e ai quem sabe viro também uma dessas fanáticas pelo autor? hehe

Sobre Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes

16/07/2018

O que eu posso desse livro maravilhoso? Durante toda nossa vida nunca ficamos sabendo na escola, nos estudos superficial que temos que fazer para passar de ano, sobre mulheres incríveis. Geralmente o que nos mostram são os aspectos negativos, seja nos livros de história ou nas adaptações. E por isso crescemos com esse pensamento de quem quem fez o mundo foi o homem e sua grande sabedoria. Até que chegamos na fase adulta e descobrimos que existem coisas ocultados dos livros de histórias, de todas as formas, e uma delas é da grande participação de mulheres em coisas que mudaram o mundo. E é justamente isso que esse livro quer mostrar as crianças. Porque não precisa ser lido apenas para meninas, afinal é certo mostrar para meninos e meninas que tanto homens quanto mulheres fizeram coisas relevantes e importantes para hoje vivermos nessa sociedade e que juntos podemos melhora-la.


Nesta obra temos 100 mulheres incríveis. Algumas são cientistas, outras são rainhas, tem pirata, pintores, cantoras... enfim, mulheres que atuaram, ou atuam, em diversas áreas. Todas tem uma história de superação, seja de sua época, de seu sexo, ou simplesmente de vida. E todas essas histórias merecem ser contadas para as pessoas (eu, por exemplo, não conhecia a maioria delas).

Sei que, infelizmente, não é comum esse tipo de leitura para as crianças mas é um ótimo livro justamente para sair do padrão. Nada de princesas para as meninas ou cavaleiros para os meninos. Conte histórias de pessoas que fizeram história na sua época (conte sobre homens e mulheres, conte coisas incríveis que o ser humano fez). Mostre as crianças que é importante dar valor independente do gênero.

Resenha: Vozes Transcendentes

12/07/2018

Vi por um acaso a Universo divulgando esse livro no Facebook e logo na mesma semana vi o Alisson do blog Re.View falando também sobre essa obra o quanto ele gostaria de ler. Ali sempre foi um cara ligado na música LGBT e também do movimento negro então com o entusiasmo que ele demonstrou para ler este livro eu acabei ficando interessada também e por isso acabei pedindo.

Não preciso falar que não conhecia nem metade dos artistas citados nesta obra, né? Quem acompanha o blog sabe o tipo de música que eu escuto e que esses artistas são bem diferentes do que geralmente esta na minha playlist, mas pelo pouco que conheci sobre eles no livro fiquei com aquela ponta de curiosidade apenas para saber e entender nas letras sobre o que eles realmente falam, a forma de expressar e principalmente suas militâncias.

Sei que o livro é da Larissa Moreira, mas na realidade é bem melhor dizer que ele é desses artistas citados pois a forma como é escrito parece realmente que eles estão falando comigo, como se estivesse digitando um texto pelo facebook ou escrevendo um e-mail. Gostei dessa narrativa pois é como se você estivesse na mesma realidade que eles, mesmo que nunca tenha passado por aquelas situações descritas. Situações, obviamente, nem sempre boas. É extremamente triste pensar no que essas pessoas sofreram por ser quem são, pela luta de ser quem são. E ao mesmo tempo é lindo ver que sua luta agora é também pelas pessoas que ainda não podem ou não conseguem se expressar com a liberdade que eles tem/sentem.


Acho legal a indicação deste livro para as pessoas que gostam de música brasileira, para conhecerem novas vozes e claro para todos que se interessam por assuntos relacionados a comunidade LGBT. É uma obra linda e que poderia ter outras edições com outros tantos artistas deste Brasil.