Resenha: A Magia do Inverno

26/04/2018

A Magia do Inverno é o segundo livro de fantasia infanto-juvenil da Tahereh Mafi, dando continuidade a série (ou trilogia, eu realmente não sei) Futhermore — o que particularmente eu achei estranho, já que em nenhum momento os personagens vão a Futhermore, mas enfim... :3 Neste segundo livro a protagonista é Laylee, que assim como Alice e Oliver (os personagens do primeiro livro) é uma criança com um tipo peculiar de magia. Ela pode ver e conversar com os mortos e mais do que isso ela é a última de uma linhagem de mordeshors (pessoas responsáveis para "levar" os mortos a Otherwhere, o que pode equivaler ao nosso céu).

Laylee vem trabalhando sozinha nesta função ingrata há cerca de três anos, pois após a morte da mãe seu pai perdeu as faculdades mentais e saiu de casa para encontrar a morte e poder ir com sua esposa. Assim como na história de Alice vemos nesta obra uma ausência familiar que afeta a personagem e neste caso muito mais forte pois é bem claro em todos os momentos que o pai de Laylee não se importa realmente com ela, até mesmo nunca tendo demonstrado seu amor pela filha após a ausência da esposa.


É claro que Alice e Oliver não ficaria de fora desse livro. Os dois personagens queridos voltam agora com, finalmente, a missão de Alice após a sua Entrega (e Oliver na bagagem, pois ele estava cansado de sua terra natal). É claro que a missão de Alice tem relação direta com Laylee, mas é um detalhe que não irei contar por aqui. O que posso dizer sobre essa missão é que terá muitos acertos e falhas que afetarão toda a história. Todos os personagens tem seus extremos e personalidades e Alice e Laylee não irão se dar bem logo de cara devido ao grande sofrimento que Laylee vem carregando ao longo dos anos como mordershor.


Mais uma vez ressalto aqui meu amor pela Tahereh e acho mesmo que ela melhorou mais sua forma de escrever fantasia do primeiro para o segundo livro de Futhermore. Toda a história prende o leitor para mais e quando os personagens fazem algo que considero errado o narrador da obra consegue reverter a situação com sua própria opinião. Aliás, esse narrador com certeza é meu personagem favorito dessas duas obras, pois com ele (ou ela?) me sinto como se realmente estivesse ouvindo essa história da boca de alguém e isso da uma sensação de proximidade com todos os fatos. O único ponto negativo, para mim, é o mesmo do livro anterior: O resolução rápida do final. Tahereh faz tantas coisas acontecer ao longo do livro  para no final tudo se resolver em 11 páginas (sim, eu contei). Fiquei pensando se isso seria por causa do publico-alvo do livro, mas  acredito que não até porque o restante da obra tem algumas partes bem pesadas para o publico juvenil; Então é provável que realmente seja uma escolha da Tahereh fazer isso e ok, não é algo que estragou o resto da história.

Cadê meu Fone? #12

09/04/2018



Hoje o Cadê meu Fone vai ser simples, rápido e direto. Porque? Bom, eu não vou precisar montar a playlist porque ela já veio lindinha do Spotify.

Há alguns meses eu li Talvez um Dia, da querida Colleen Hoover, e como o livro tem a música como o tema principal em parceria com um cantor e compositor a autora criou a trilha sonora do livro. E é essa trilha super lindinha que eu quero que vocês ouçam hoje. :3

Resenha: Para Educar Crianças Feministas

05/04/2018

Após a leitura de Sejamos Todos Feministas eu logo fui lendo outro texto da Chimamanda: Para Educar Crianças Feministas. Confesso que eu achava esse titulo um pouco bobo e até mesmo apelativo, porém ao ler a introdução do texto entendi o porque desse titulo e acabei adorando. Uma amiga da autora teve uma filha e pediu conselhos para cria-la como uma feminista e é isso que o livro trás: pequenos conselhos para fazer uma criança entender sobre respeito ao próximo e a si mesma — no caso se for uma mulher.



O livro é curto e objetivo. A autora coloca na obra pontos muito simples, porém importantes sobre ser mulher e como mães (e até mesmo familiares) deveriam lidar com a criação de uma menina. Coisas como cabelo, roupas, amizades, linguajar, brinquedos e aspirações são abordadas em tópicos diversos durante as 96 páginas.

É uma leitura que me fez pensar no que eu teria feito de diferente na minha vida se alguém tivesse me dito ou feito certas coisas na minha infância ou se até mesmo eu tivesse lido esse texto quando tinha cerca de 10 ou 12 anos, onde as coisas foram tomando formas diferentes em relação a minha visão de mim e, claro, de mim mesma. Vale a pena a leitura que pode ser concluída em um dia (ou uma hora, se você tiver um tempo livre no almoço).