Resenha: A Mais Pura Verdade

31/01/2018

Mark é um garoto doente que cansou de ser doente. Cansou de sua vida, cansou de ver seus pais sofrerem e cansou de ter esperanças. Por isso decide fugir em busca de algo, que aparentemente é a própria morte. O destino? O topo do Monte Rainier – 423 km longe de casa. Parece uma grande aventura sem considerar todos os poréns, dificuldades. Minha identificação com o personagem foi imediata, mesmo com a nossa grande diferença de idade e o fato de eu não estar doente. Apesar da pouca idade ele conhece a dor, sofrimento e injustiças do mundo. Nenhuma criança deveria entender desse assunto tão bem. Crianças devem ser felizes, devem brincar sem se preocupar com as coisas ruins a sua volta. Porém a vida não é justa e nós sabemos disso.

Durante a leitura fiquei me perguntando o que ele realmente estava procurando ao iniciar essa viagem sem volta. Apesar de suas pequenas dicas indicarem um caminho eu sempre acreditei em algo mais, algo que nem ele ainda havia percebido. Mark procurava a morte, mas será que ele não vai encontrar a si mesmo? Será que ele não vai encontrar um sentido para a sua vida? Não desistir mesmo quando ela está tirando tudo dele. Ao longo de sua viagem, através das pessoas que ele conhece e suas histórias sua perspectiva da vida vai mudando até ele tomar uma decisão que decidira de vez o rumo de sua viagem.


Mark levou consigo na viagem seu fiel cachorro Beau, que com certeza dispensa comentários. Beau é a prova de que o cão é o melhor amigo do homem e se essa fosse uma história real Beau seria aquele cachorro onde os programas de tv mais sensacionalistas, que adoram colocar todos os assuntos em pauta, iriam falar por um programa inteiro. Os capítulos do livro são dividos entre Mark e narração em terceira pessoa nos colocando a par da situação em sua casa, principalmente com sua melhor amiga Jessie – a única que sabe para onde Mark está indo e enfrenta um dilema entre guardar o segredo do amigo ou contar o que sabe para seus pais.
Mesmo a muitos quilômetros de distancia,
um amigo ainda pode segurar a sua mão
e estar ao seu lado.

Dan soube criar uma história emocionante com seus momentos de aventura e altos e baixos emocional do protagonista – sempre na medida certa. Apesar do tema parecer ser pesado a leitura é leve e o leitor pode conclui-la em um dia.


TAG: Tudo menos livros

29/01/2018

google imagens
Alô vocês! Faz muito tempo que não faço uma tag e como tô fraca nas leituras chegou o momento, npe?! ;)

Hoje a tag é Tudo Menos Livros e quem me passou foi a Eiras do Perdida na Biblioteca e achei a ideia legal, então vai ela mesmo.


Qual sua música favorita no momento?
Faz alguns meses (tipo uns dois) que eu estou viciada na música Feel Nothing da banda The Plot in You. Na época ela fazia mais sentido para mim, mas agora é só porque eu realmente acho a música muito boa.

Qual seu desenho animado favorito?
Eu só assistia desenho quando era criança e tinha alguns que eu gostava muito, como O Pequeno Urso e O Fantástico Mundo de Bobby, mas hoje em dia não tem nenhum que eu realmente assista com exceção de F is for Family da Netflix (que na verdade nem é tão bom).


O que você faz no seu tempo livre?
Antes eu lia bastante e tinha muuuito tempo livre. Hoje em dia no meu tempo livre eu fico com meu boy e vejo alguma série ou filme.

Fale algo que as pessoas vão se surpreender.
A Terra não é plana.

Qual a coisa desnecessariamente específica que você gostaria de saber fazer?
Eu sou a louca do gostaria de saber fazer, sabe? Gostaria de saber cozinhar, costurar, e trabalhos mecânicos (automóveis). Provavelmente tem mais um milhão de coisas.

Qual coisa bizarra ou secreta você sabe fazer? 
Eu sei cantar uns funk ai mas finjo que não sei porque sou headbanger.

Conte uma coisa que você fez ou criou no passado.
Eita, eu não consigo pensar em nada para responder essa questão.

Qual o seu projeto pessoal mais recente?
Eu estou numa pira para fazer fotos de livros para postar no Instagram, mas obviamente esta flopando porque a fotografa aqui tem preguiça de montar cenário para os livros.

Diga algo que você pensa com frequência.
Comida, obviamente.

Diga uma coisa favorita sua que seja muito específica.
Eu gosto de dormir no escuro, tipo muuuito escuro mesmo e geralmente se tem uma luzinha no ambiente eu acabo tendo uma péssima noite de sono.

Qual a primeira coisa que vem a sua mente?



Aaaaah, então foi isso! Um post aleatório que a gente curte.

Filme: Lady Bird - A Hora de Voar

26/01/2018


Lady Bird (Saoirse Roman) é sobre uma garota adolescente, estudante do último ano do ensino médio. Ela vem de uma família de classe média baixa, e estuda em uma escola católica, na qual ela ignora todos os restritos costumes da instituição. Seu verdadeiro nome é Christine McPherson, mas ela rejeita ser chamada assim, pois se autonomia por Lady Bird, um nome dado para ela por ela mesma, e isso já diz muito sobre a personalidade da nossa protagonista, Lady Bird é uma garota que sonha em "voar" por ai, e descobrir sobre o mundo e sobre si mesma.

Lady Bird não é um filme totalmente original, já vimos diversas vezes filmes que mostram as descobertas e o amadurecimento sobre a vida, que ocorre no período da adolescência. Mas o que mais diferencia o longa para os famosos clichês do gênero é a estrutura familiar McPherson, a parte matriarcal é Marion (Laurie Metcalf) que controla tudo o que acontece na casa, sendo responsável por todos, até mesmo pelo marido, Larry (Tracy Letts) que sofre com o desemprego e com a depressão e é o grande responsável por trazer a parte emocional do relacionamento.


A relação entre mãe e filha em Lady Bird é o que torna o longa mais verdadeiro, nos transporta para dentro do filme e nos faz refletir sobre os dois lados, sendo o primeiro de uma mãe extremamente dura e preocupada com o futuro de sua filha, e sempre querendo-a por perto em todos os momentos, dando-a atenção que ela mesma não teve quando era mais jovem. E o segundo, é o de uma menina que sonha em ser aquilo que ela ainda não é, e em sair de sua cidade do interior para ir cursar uma faculdade em Nova York.

Falando em cidade, Sacramento é um personagem a parte no filme, sempre nos acompanhando ao fundo por toda essa jornada. Lady Bird anda pela cidade inteira com sua amiga Julie (Beanie Feldstein), admirando tanto as grandes casas, quanto os lindos lagos que preenchem a cidade.
Lady Bird é um filme que de começo pode parecer clichê, mas aos poucos vai nos deixando com uma sensação de familiaridade, sem cair no artificialismo, um filme aconchegante sobre seres humanos reais que estão constantemente à procura de si mesmos, e que nos ensina que todo passarinho que voa, um dia sente saudades de voltar para a casa.
"Não acha que talvez sejam a mesma coisa? Amor e atenção?"

Título original: Lady Bird
Dirigido e escrito por Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Roman, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein, Lais Smith, Stephen Henderson, Odeya Rush, Jordan Rodrigues, Marielle Scott, John Karma, Jake McDorman, Bayne Gibby, Laura Marano 

Resenha: Coração Artificial

24/01/2018


Li Coração Artificial há alguns anos, logo quando comecei a ser resenhista no Cantar em Verso. Viviane foi uma das primeiras parcerias que tive na época e quem acompanha aqui sabe que ela já escreveu várias resenhas sobre livros e séries. Então resolvi ressuscitar essa resenha do antigo Cantar em Verso, porque primeiro: me deu saudade dos personagens; segundo: descobri que ela alterou a capa; e terceiro: acho que todo mundo deveria conhecer esse livro. 

Como já nos explica a sinopse Gabriel é filho de um magnata; O que a sinopse não nos diz é que esse magnata é um homem frio e manipulador, que usa de chantagem para ter o que quer do filho. Acredito que pela forma como Gabriel foi criado tudo está errado na sua vida e até em sua personalidade. Ele faz uma faculdade que odeia, não tem muitos amigos e admite que não se importa com isso, é antipático em alguns momentos e extremamente orgulhoso o tempo inteiro. Em algum ponto da história ele se compara com esses badboy dos livros, mas eu acho que ele é apenas um garoto insensível. Ele conhece Alicia na faculdade em um raro ato de bondade de sua parte. Nos dias que se seguem ele passa a ignora-la até o dia que a viu cantando em uma barzinho da cidade. Ele se encantou com a coragem de Alicia em se apresentar diante de um publico, coisa que ele nunca teve e acredita que nunca terá coragem de fazer. Gabriel faz engenharia por pressão do pai (aquela velha história de seguir tradição da família, coisa de gente rica) mas seu sonho é ser músico e nunca teve coragem suficiente de enfrentar seu pai ou de cantar em um palco.

É partir daí que eles se aproximam de uma forma bem inocente. O relacionamento entre eles não é nada arrebatador ou desesperado, pelo contrário. Mesmo sendo evidente o interesse de Gabriel por Alicia, e vice-versa, eles pouco agem como um casal apaixonado. Como eu disse Gabriel e insensível e em diversos momentos fiquei extremamente incomodada com o modo como ele tratava Alicia, mas ao mesmo tempo eu o entendia bem de onde aquilo vinha, pois com a sua narração é fácil entende-lo e não odia-lo por suas atitudes. Alicia, ao contrário do que pode parecer, não é o tipo de garota livre. E eu uso esse adjetivo pois é bem clichê em alguns livros/filmes onde o personagem é manipulado pela sua família que seu interesse amoroso esteja em uma situação contrária. Os pais de Alicia são super protetores a ponto de se mudaram de cidade com ela para o período de faculdade. O que me agradou na personagem foi a forma como ela encara o mundo, sua família e Gabriel. É uma garota bem humorada e que aprecia as coisas mais bobas da vida (tipo um quintal com gramado verde). Porém não gostei de vê-la aceitando em diversos momentos o jeito como Gabriel fala com ela, sem nem ao menos fingir que se incomoda. Mesmo após o fim do livro tentei entender os motivos dela mas não obtive sucesso, entretanto isso não deixou a leitura menos agradável.
Estar vivo é como assistir a um filme de terror sem saber o que encontrará a seguir.

Em alguns momentos durante a narrativa senti falta de reviravoltas. É muito agradável ler um livro onde a cada final de capítulo o leitor fica sem ar ou surpreso e durante alguns momentos senti que a autora pecou nesse aspecto. Assim como também não me senti totalmente emocionada (ou confusa ou irritada) com a maior revelação do livro. Aconteceu tudo tão rápido e nesse momento temos apenas Gabriel querendo entender o que está acontecendo e exigindo respostas, porém não me senti como ele. Pensando sobre o momento agora acho que ele foi muito paciente em procurar pelas respostas e não se permitindo sentir raiva e isso chega a ser frustrante como leitora. Talvez esse seja um comportamento tipico masculino – já que às vezes mulheres sentem tanta raiva que acabam apenas falando besteira, gritando e batendo portas.

Coração Artificial tem vários personagens secundários mas o que eu mais adorei foi Vitor, irmão de Alicia. Apesar de ter certeza que todos devem odia-lo eu senti que ele deveria ser melhor desenvolvido na história. Fiquei curiosa para conhece-lo melhor e entender seus sentimentos em relação as coisas que acontecem com sua família. No fundo eu acho que ele é o tipo de pessoa incompreendida e que não mede consequências dos seus atos.
— Você é uma otimista mesmo, para depois de ouvir o que ouviu ainda dizer isso — e voltei os olhos para ela, encontrando seus olhos que já olhavam para mim.
— É uma característica do otimismo acreditar no lado bom das coisas, não é? — ela disse, em resposta. Ou realmente não absorveu o que foi dito atrás daquela parede ou fingia muito bem.

O livro parece ser longo mas é uma leitura rápida. Viviane escreve muito bem e tem uma delicadeza que, acho eu, característica da pessoa. Você pode ler a resenha de Senhora de Dois Mundos, também da autora, aqui no blog.



Resenha: O Maravilhoso Agora

22/01/2018

Há alguns anos assisti a adaptação deste livro pois estava em uma fase de assistir tudo o que Miles Teller já tinha feito na vida e gostei bastante da história em si. Desde então fiquei curiosa para ler o livro mas nunca havia dado de verdade até uma chance até entrar na biblioteca da minha cidade e ver ele ali perdido. E li a maior parte do tempo resgatando as lembranças que eu tinha do filme (que eram poucas, na verdade) porque, como eu disse, foi um filme que eu gostei mas o livro não me conquistou de jeito logo de cara.


O Maravilhoso Agora não é um livro que já pega o leitor nas primeiras páginas. Talvez porque temos um narrador masculino, adolescente e que se acha um pouco demais. Não acho que Sutter seja um cara chato, ele tem seus pontos positivos que ficam escondidos logo de inicio; ele meio que coloca a culpa de sua personalidade nas pessoas ao seu redor, seus problemas familiares e não sabe viver sem 7up e whisky. Sutter acredita de verdade que ele é um cara bacana, que as pessoas o amam e que nada pode para-lo em sua melhor fase da vida. Inclusive ele não faz nenhum plano para o futuro, nunca levou a sério a namorada que teve dentre outras e outras coisas que vão até irritando o leitor durante algum tempo. Então para Sutter conhecer Aimee, uma das meninas menos popular da escola e que tem outros problemas familiares e de auto-confiança ele acaba achando que precisa ser o salvador da menina.

O negócio é que Aimee precisava de um certo empurrão para acordar para a vida em alguns aspectos, mas o problema é que ela se torna dependente de Sutter e extremamente apegada e ele mesmo não percebe isso até certo momento crucial da história e é justamente quando as coisas começam a desmoronar, pois o próprio Sutter percebe que todo esse tempo em que ele agiu sendo ele mesmo ele magoava as pessoas e magoou a garota que ele percebeu amar um pouco tarde demais.


O que mais gostei do livro foi a maneira que o autor moldou as situações para que chegasse o ponto em que Sutter percebesse o tipo de pessoa que ele é e o tipo de pessoa que ele mostra para o mundo que é. Acho que todo mundo em algum momento da vida mostra algo para as pessoas diferente do que é, diz que sente coisas que na verdade não sente, e faz coisas que não deveria ter feito e com ele é a mesma coisa, mas na adolescência — que é um período ruim e vulnerável na vida de qualquer pessoa. É um livro curto mas com um ritmo lento e as vezes é um pouco tedioso, então eu acabava parando e fazendo outras coisas e ficava um bom tempo sem ler até pegar o ritmo da obra de verdade, mas ao final a leitura vale a pena e da uma reflexão de como nós somos, como nos mostramos ao mundo e como isso influencia as pessoas ao nosso redor.

Reassisti a adaptação e claro que ela está diferente da obra original, mas com Milles Teller e Shailene Woodley no elenco vale a pena dar uma chance e ver as diferenças de ambos.

Resenha: Winter

19/01/2018


Fiquei tão ansioso para ler esse livro depois de ter lido os três outros livros das Crônicas Lunares, precisava saber o que iria acontecer com todos os personagem que tanto amei conhecer durante as outras leituras e claro estava louco para conhecer um pouco mais de Winter, e a Sil maravilhosa solicitou o livro para que eu pudesse resenhar aqui para o blog dela.

Levana continua levando a frente seu plano de guerra contra a terra, ela ficou furiosa pelos planos de Cinder terem dando certo e assim frustrando os planos dela e como vingança ela acaba por atacar a Terra, mas, as coisas não vai ficar assim por muito tempo, pois, Cinder está planejando acabar com essa guerra de todas as formas.

Winter não suporta ter que conviver com a corte da  rainha Levana, todos debocham dela a acham ridícula, acreditam que ela está ficando cada dia que passa mais louca a única pessoa que a entende, a única que sempre a entendeu, não está lá para estar ao lado dela e isso acaba por tornar tudo ainda mais difícil para Winter.
Ela levantou a cabeça quando um servo começou a lavar o sangue no piso. Aimery, limpando a faca com um tecido, olhou nos olhos de Winter. O sorriso  dele queimava.
— Lamento dizer que a princesa não tem estômago para esses procedimentos.
Os nobres na audiência riram. A repulsa de Winter era fonte de diversão para boa parte da corte de Levana.

Mas as coisas começam a mudar quando finalmente Jacin retorna, ele que é um simples guarda é o único amigo que Winter teve, mas além disso é o homem por quem ela é apaixonada, Jacin tenta de todas as formas evitar os sentimentos da princesa e claro os sentimentos dele por ela, mas fica cada vez mais difícil resistir, principalmente quando ele passa a fazer parte da guarda pessoal dela.

Minha Deusa o que foi esse livro? Quando peguei ele em minhas mãos eu pensei que bíblia é essa?? Mas tenho que dizer a escrita da Marissa continua afiada e fluída então você acaba lendo o livro e nem percebe o tamanho dele nem faz diferença, a forma como a história se desenvolve é de tirar o fôlego e o final? Gente ainda bem que tem uns contos a serem lançados e espero que a Rocco os lancem pois, já estou me sentindo muito órfão. Assim como nos outros livros da série o leitor acaba por descobrir o que vai acontecer antes dos personagens, mas, isso não atrapalha muito no andar da história.

Ahhhh como Winter é maravilhosa acredito que de todas as releituras ela é uma das mais parecidas com a personagem que lhe deu origem, que no caso foi a Branca de Neve, ela é sempre bondosa, meiga e alegre, sinceramente impossível não amá-la. Jacin é aquele personagem tipo cebola, ele possui várias camada e a gente tem que ir descobrindo ele aos poucos e gente como ele é maravilhoso!!

Winter foi um livro delicioso de ler, e uma finalização perfeita para uma serie tão maravilhosa como essa, a Marissa se tornou uma das minhas top autoras com esses livros, que merecem muito ser enaltecidos e divulgados pois, eles são maravilhosos. De todos os livros das crônicas que eu li essa para mim é a capa mais linda com sua referência clara a Branca de Neve, com alto-relevo e detalhe prata no título do livro e a imagem central do livro envernizada. Não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação é boa destacando a parte interna da capa na cor preta. Eu gosto bastante da fonte usada no livro e a mesma possui um bom tamanho para leitura.

Resenha: Crave a Marca

18/01/2018

Após seu sucesso distópico Divergente a autora Veronica Roth está então se "aventura" em um novo gênero literário: fantasia. Não uma fantasia fantástica, porque como diz na própria sinopse a história tem um Q de Star Wars, ficção cientifica. Uma boa forma que vermos a capacidade dela de criar histórias que cativam seus leitores.
Temos dois protagonistas que de inicio parece que estão em lados opostos, mas não é bem assim que acontece. Cyra, aquela que parece estar do lado errado, não é uma menina ruim e esta sendo usada pela sua própria família em guerra por causa de seu dom. Akos é um garoto de outro planeta que acaba sendo sequestrado pelo povo de Cyra por causa de sua fortuna (que não tem nada a ver com dinheiro) e por conta de seu dom acaba sendo usado pela família da menina com o intuito de controla-la.

Eu já gostava da escrita da Veronica em Divergente e estava esperando me surpreender com esta nova obra, mesmo sem muitas expectativas por conta de algumas criticas que já havia lido, e não me decepcionei. Ela criou toda uma história em mitologia, envolvendo planetas e civilizações diferentes que se odeiam e estão em guerra de uma forma excepcional. Assim como o relacionamento dos protagonistas que vai se desenvolvendo de forma gradativa, conforme a história vai correndo e nada de imediato.

O que me incomoda um pouco, mas só um pouco mesmo, é essa insistência de alguns autores em usar a "fórmula x-men/vampira" para dar poderes em seus personagens. Eu sei que gosto de uma certa trilogia ai que usa muito disso, mas acho que de tanto ler sobre isso acabei cansando um pouco. Claro que isso é algo pessoal, mas não interferiu no que eu gostei nessa história.

É uma leitura que recomendo para quem gosta da autora e quer consumir seus trabalhos, mas também para quem não conhece e quer ler algo melhor do que Divergente (porque por mais que eu goste, até o momento Crave a Marca me agradou mais do que toda a trilogia anterior).

Resenha: A Fogueira

17/01/2018


Conhecida (e até adorada) mundialmente por interpretar Jéssica Jones na série original da Netflix, Krysten Ritter resolveu dar mais um passo em sua carreira e lançou seu primeiro romance: A Fogueira. Um thriller psicológico narrado pela advogada Abby Williams que retorna a sua cidade natal depois de 10 anos longe.

Abby praticamente fugiu da cidade quando completou 18 anos. Foi fazer sua faculdade, construir sua vida e sua carreira mas sempre viveu a sombra de Barrens, seu pai que justificava seus atos com religião, e colegas de escola que nunca a respeitaram. Por anos ela tentou esquecer suas origens mas seu passado sempre a perseguia, principalmente por ela não saber o que levou a desaparecimento de Kaycee Mitchell, a líder do grupo de garotas populares da escola. Em meio a tudo isso ela precisa trabalhar no caso contra uma empresa que, possivelmente, está poluindo a água da pequena cidade.

A escrita de Krysten Ritter me surpreendeu muito. Eu já imaginava que este seria um bom livro e que me agradaria, mas eu não poderia prever que ela seria uma ótima autora (até porque eu não sou muito fã dela como atriz). É uma história que mescla entre passado e presente e os flashbacks da personagem foram escritos de uma forma que não da a impressão de ser apenas uma narração de seu passado e das coisas que ela mais temia, mas sim nos faz sentir as mesmas coisas que ela sentia anos antes... É quase como quando nós lembramos coisas de nosso próprio passado, entende? Poucos autores conseguem isso, ou pelo menos causam essa sensação em mim durante as leituras que eu tenho, e para mim foi um dos pontos altos nesta obra.
Barrens tem raízes em mim. Se eu quiser que desapareça para sempre, precisarei arranca-las. 
 Abby é uma personagem feminina que as mulheres deveriam conhecer, mesmo que não goste muito do gênero que o livro apresenta ou do tipo de narração. Mas ela é uma personagem forte, que mesmo com suas lembranças do passado e coisas que ela ainda odeia em si mesma, segue em frente e sempre procura se superar mesmo que inconscientemente. Seus medos lhe dá mais força, assim como seus objetivos. Poucas protagonistas são como ela. E eu, particularmente, ficava imaginando o tempo todo que ela é uma "extensão" ou que foi, pelo menos em algum ponto, inspirada na própria Jessica Jones. Enfim, uma comparação boba mas que pode fazer um certo sentido para quem viu a série.

Resenha: O Sol Também é Uma Estrela

12/01/2018



Desde que Tudo e Todas as Coisas foi lançado no Brasil pela primeira vez a autora Nicola Yoon se tornou uma das queridas das leitoras de literatura jovem adulta. Levada pela curiosidade resolvi ler O Sol Também é uma Estrela, uma obra que fala sobre destino, universo e, claro, o amor de dois adolescentes. Até iniciar a leitura eu não fazia ideia do que se tratava a obra, tinha pulado sinopse e me deixei levar apenas pelo titulo e capa (que inclusive gosto muito). Mas infelizmente qualquer apreço pela obra acaba ai. A história não me cativou tanto quanto eu gostaria mesmo com seu tema.

Para mim o problema da obra foi a necessidade da autora em mostrar o quanto as coincidências são importantes para o desenvolvimento da história. Histórias paralelas de personagens que cruzaram o caminho de Natasha e Daniel ou que influenciaram para que eles se encontrassem ou reencontrassem em alguns casos. Entendo que essa é uma parte diferente do livro e não é de todo ruim, até porque faz parte do plot da história, mas para mim não funcionou muito bem e desviou a atenção de outros pontos da história que eu estava achando interessante, como por exemplo as perguntas da pesquisa Fórmula do Amor. Eu não me recordo de ter lido alguma resenha anterior desta obra, mas conversando com colegas blogueiros as opiniões ficaram dividas em relação a este aspecto do livro, então varia de leitor para leitor mesmo.

A história se passa toda em um período de um dia, na verdade se for contar mesmo chega a ser no máximo 12 horas e por se tratar de um romance até parece pouco tempo mas neste caso funciona bem. Apesar da critica anterior eu gostei da forma como a autora conduziu o romance do casal, a química entre eles, as brincadeiras. Tudo o que levou ao momento em que os dois admitem estar apaixonados um pelo outro.
Há uma expressão japonesa da qual eu gosto: koi no yokan. Não significa exatamente amor a primeira vista. É mais parecido com amor a segunda vista. É a sensação que a gente tem quando conhece uma pessoa por quem vai se apaixonar. Talvez você ame imediatamente, mas é inevitável que acabe amando. 

Gostei muito dos personagens e as diferenças que eles tem entre si. Natasha é ateia, acredita na ciência e é cética sobre o amor. Seu relacionamento familiar não é bom principalmente por causa de seu pai, que pensa somente em si e sempre deixou a família de lado. Ela sente raiva por ser obrigada a ir embora do país por causa de um erro dele, sente raiva porque seus sonhos estão se desfazendo com essa mudança repentina, sente raiva porque não acha justo os outros pagarem pelo erro de um. Já Daniel tem questões familiares diferentes. Apesar de nunca ter se dado bem com o irmão mais velho tem um bom relacionamento com os pais, gosta e respeita sua cultura (sua família é sul coreana), mas não quer seguir os sonhos que seus pais tem para ele. Seus problemas familiares é uma grande influencia no relacionamento deles, seja por questões da mudança, estudos, e até mesmo racismo.

O Sol também é uma Estrela é um livro rápido e objetivo. Para quem gosta de YA vale a leitura principalmente para conhecer a autora. Mesmo com o problema que tive com a leitura ainda quero ler Tudo e Todas as Coisas pois a forma como ela escrever acaba cativando e deixando com um gosto de quero mais.

Camila B. Monteiro indica: Hannibal

10/01/2018



Olá, gente! Esse é o segundo A Autora Indica do blog e espero fazer muitas outras. Desta vez a autora é a Camila B. Monteiro, de quem eu gosto bastante.
E antes de colocar a indicação dela um pequeno pedido: Você é autora ou autor ou conhece alguma que queira participar entra em contato comigo que eu vou adorar colocar por aqui. ;)



Tipo: Série
Título: Hannibal
Ano: 2013 — 2015
Emissora: NBC
Indicado por: Camila B. Monteiro
Opinião da autora

"Achei a ideia desse projeto muito interessante e gostaria de aproveitar a oportunidade para provar que nem sempre o livro é melhor do que o filme. Aqui quem superou o escritor mestre foi uma série e estou falando do gênio Thomas Harris.

Você não ligou o nome à obra? Pois Mr. Harris foi apenas o criador de um dos personagens mais icônicos da literatura e televisão: Hannibal Lecter.

Os livros são magníficos e possuem fatos que nem mesmo Anthony Hopkins conseguiu transferir para o cinema, mas nem tudo foi perdido, pois Bryan Fuller resolveu que esse personagem merecia mais e criou a melhor série do planeta com um elenco de peso, superando até mesmo o criador dessa história.

O que quase ninguém sabe é que a série conta a história do que aconteceu antes dos livros que conhecemos, antes mesmo de "Dragão Vermelho", e trás uma profundidade nunca antes vista para todos os personagens e não só para Hannibal.

A série foi cancelada em sua terceira temporada, justamente quando a história se aproximava dos livros (termina com o Dragão Francis Dolaryde) e nem foi possível conhecer Clarice Starling nessa produção, mas os próprios atores estão em campanha para o retorno do show e me parece que o apelo deu certo. Em breve teremos mais de Hannibal Lecter, mas enquanto isso não acontece, você tem aí quase 40 episódios friamente criados e mergulhados na mente do maior psicopata da ficção. Só a fotografia da série já vale cada minuto."


Eu nunca assisti essa série e até ler o texto da Camila eu nunca tive se quer curiosidade. Até gosto dos filmes, mas também nunca ali aos livros. Mas com ela dizendo que gostou muito da série e que ela superou o original bateu vontade de assistir, então vou tentar acompanhar o quanto antes. Haha!

Sobre Camila B. Monteiro: Escritora nas horas vagas e leitora em tempo integral. Formada em Ciências Biológicas, acabou deixando de lado seu amor pelas serpentes (sua especialidade na faculdade) e dedicou-se à literatura de forma informal. Já possui dois livros publicados: “Acumulador de Troféus” lançado de forma independente e “Kamaleon”, lançado pela Editora Cata-Vento. Além disso publica constantemente contos na Amazon.
Todos os livros da autora na Amazon!

Leia a resenha do livro Kamaleon da autora. 

Filme: A Ghost Story

08/01/2018


A Ghost Story é um filme que fala sobre o tempo, como diz a própria capa do filme “It’s all about time.”

Escrito e dirigido por David Lowery o filme nos apresenta ao casal formado por C. e M. (Casey Affleck e Rooney Mara), que vivem em uma velha casa afastada da cidade, na qual levam uma vida tranquila, mesmo que marcada por desentendimentos ocasionais.

Rodado em um formado reduzido, remetendo ao 8mm, sugere um filme caseiro, intimo. A Ghost Story ainda provoca no espectador uma sensação angustiante ressaltada pelos longos planos estáticos, que de começo podem parecer longos demais, mas logo você percebe que é proposital, uma maneira que o diretor encontra de transmitir os sentimentos que tal personagem está sentindo naquele momento. A música de Daniel Hart é fantástica, encaixa em todas as cenas e combina com o ritmo contemplativo da montagem feita pelo próprio David Lowery, que adota duas estratégias impecáveis para demonstrar a passagem do tempo real e a maneira particular com que esta é experimentada pelo protagonista, fica claro como estamos testemunhando a passagem de anos (e mesmo décadas) ao passo que outras elipses mais súbitas demonstram como, para C. o tempo flui de forma diferente, saltando dias, meses ou anos em um único corte.

O design do fantasma é algo essencial do filme, a decisão de retrata-lo de forma clássica, como uma pessoa coberta por um lenço branco com buracos rasgados no lugar dos olhos trás ao público a tranquilidade de projetar-se no personagem, aumentando a identificação com a sua situação. É importante ressaltar a performance de Rooney Mara que dá ao filme uma sensibilidade ímpar, o filme traz uma das melhores cenas do ano ao acompanhar M. em uma longa cena que inclui um único corte, enquanto devora uma torta deixada por uma amiga preocupada com seu bem-estar, transformando a cena em um retrato puro de dor, raiva, frustração e desespero de uma mulher que perde o seu companheiro de maneira brutal.


No terceiro ato do filme, Will Oldham dá uma aula de atuação ao fazer um monologo incrível, que nos da a entender que o filme iria se acovardar e iria começar a explicar cada detalhe ao espectador, mas o que ele faz é apenas nos mostrar a direção, um caminho a ser seguido, um caminho ainda recheado de muitas perguntas.

A Ghost Story é um filme que exige paciência, já aviso que não é um filme para qualquer um, no começo o diretor já deixa explicito, ou você desencana logo, ou embarque nessa viagem que eu quero te dizer algo. É uma das obras mais originais do ano, um ensaio existencialista, com camadas extremamente complexas trabalhadas de maneira surpreendentemente acessível.
“A eternidade pode ser algo aterrorizante”

Dirigido e roteirizado por David Lowery
Elenco: Casey Affleck, Rooney Mara, Sonia Acevedo, Carlos Bermudez,
Yasmina Gutierrez, Kesha, Will Oldham, Rob Zabrecky
Critica por Gabriel Macedo

Sobre layouts

05/01/2018


Oi, gente!
Hoje resolvi fazer um post um pouquiiinho diferente aqui no blog. É para dar umas diquinhas de layout, seja para quem tá começando ou para quem já tem blog há bastante tempo mas ainda não conseguiu ter uma grana para personalizar seu layout com um especialista e que usa os recursos do próprio blogger para deixar o blog mais bonito.

É claro que o blog tem que ter a cara do blogueiro, pois ele irá refletir a sua personalidade e seu gosto. Mas também não podemos esquecer que quem vai passar minutos lendo a matéria de seu blog é o leitor e para isso é importante que seu blog tenha um visual agradavel aos olhos. Pensa assim: Você iria gostar de entrar em um blog onde a fonte é toda colorida durante todo o texto? Provavelmente não. Isso faz com que a leitura seja um pouco cansativa, principalmente se o texto for grande. Enfim, neste post reuni algumas dicas simples que qualquer pessoa pode personalizar e no final dicas mais avançadas para quem quer meter a cara e tentar personalizar com algo mais pro.

Cor

A cor é um dos principais aspectos do blog. É importante escolher uma cor neutra para o background (fundo). Imagine um livro. Leitores odeiam livros com folhas brancas, certo? Gostamos daquelas mais amareladas, pois não cansam a vista. Com um blog é a mesma coisa, mas neste caso o branco pode funcionar. Caso você odeie branco uma escala de cinza também é ótimo.

Quanto ao texto é importante deixar um preto ou cinza. Eu já entrei em muuuitos blogs que deixam o corpo do texto com azul, roxo e até vermelho. É importante pensar no que as cores querem dizer. Então imagina você ler um texto inteiro em vermelho? Não parece que a pessoa quem o escreveu esta querendo chamar a atenção? Ou uma sensação de desespero? Por isso é bom apostar em uma cor bem neutra.

Já escolheu cores mais neutras para o background e texto? Com certeza neste ponto você deve estar achando que o layout vai ficar ridiculo, certo? Pois saiba que na hora de personalizar os widgets pode abusar das cores. Claro, não vai fazer uma mistura de cores e deixar cada um com uma cor diferente, porque ai também vira bagunça. Mas duas ou três cores deixa o aspecto bem legal conforme a personalização.

Fontes

O blogger naquela aba de personalização oferece várias fontes para serem usadas e a grande maioria são ótimas. Mas você chegar lá e escolher Craft Girls para usar no corpo do texto é loucura, certo? (vide imagem)

É sempre importante escolher uma fonte que seja confortável para leitura, podendo ser com ou sem serifa e em um tamanho adequado. Ninguém vai aguentar ler seu post inteiro se for uma fonte do tipo escrita a mão ou com floreios como a usada no exemplo acima. Deixe essas fontes para títulos de widget, título do blog, personalização de banners e etc.

Imagens

É verdade que imagens tornam o blog mais atrativo. Seja nos widgets ou nas postagens. Mas sempre tenha um equilíbrio e procure manter o tamanho padrão. No que diz respeito ao layout evite usar gifs. Quem é que nunca entrou em um site onde o ponteiro do mouse era um gifs? Ou onde uma imagem aleatória seguia o mouse para onde quer que ele fosse? Eles distraem o leitor para o que realmente importa.

Já no seu texto procure sempre usar as imagens do mesmo tamanho. A dica é: Se você for pesquisar uma imagem no Google filtre sempre sua pesquisa para que ele te dê imagens grandes, assim você pode utilizar a aba de personalização de tamanho do blog depois e adapta-lo ao seu layout da seguinte forma: 
ai a pessoa da a dica para usar sempre do mesmo tamanho e quando printa a tela a imagem fica pequena no blog, mas vocês entenderam o ponto né amores? kk

Bom, eu acho que eu falei o básico de que eu queria falar, que no geral são coisas que incomodam em layouts por ai de blogs de váaarios assuntos. Como eu falei pouca coisa, quem ainda tiver interesse no assunto eu indico dois posts do blog Da Imaginação a Escrita:

básico para personalizar seu blog; trata também de cores, fontes, imagens mas com mais detalhes

tutoriais básicos para começar seu layout do zero com direcionamento para outras blogueiras que dão tutoriais de cada aspecto que pode deixar seu blog mais atrativo
Enfim, gente! É isso!
Eu não sou especialista em layout, mas são dicas simples que podem deixar seu blog mais interessante aos leitores. O Meu layout eu quem personalizei, desde a primeira vez que criei o blog e tenho amigas que gostam do que eu faço e me pedem ajuda, então se você lê o Pobre Leitora por exemplo eu que fiz (e tô trabalhando no próximo). 

Me digam ai quais outras dicas você teria para dar? 

Resenha: Tash e Tolstói

03/01/2018


Eu não conhecia este livro até abrir o pacote da Seguinte com ele. Amei as cores da capa, apesar de imediato não ter gostado muito da arte. E então fui ler a sinopse, para saber do que ele se trata e quando li a frase ela se interessa romanticamente por garotos, mas não sente atração sexual por eles eu fique louca. Tem uns anos que eu comecei a me interessar por assuntos relacionamentos a sexualidade, identidade de gênero e tudo mais e li alguns livros do assunto, mas no geral eu gosto de acompanhar alguns canais mesmo. E até então eu nunca tinha visto um livro com uma protagonista assexual e obviamente esse livro furou a minha fila de leitura.

Mas não se engane, Tash e Tolstói não aborda somente a sexualidade de sua protagonista. Apesar de isso ser um fator importante na obra não é o mais importante. A autora deu muito mais valor as questões familiares e amizades de Tash e isso que deixou a obra tão legal. Ela é uma adolescente que sonha em ser diretora de cinema e com seus dezessete anos filma com sua melhor amiga, Jack, uma websérie para Youtube chamada Familias Infelizes baseada na obra Anna Karenina de Tolstói. O canal não é muito visitado, mas da noite para o dia da um boom de views e eles ficam famosinhos e são indicados pare um prêmio super importante com vários outras webséries e youtubers. É tão bem moderninho, da forma como nós vemos hoje em dia nas redes sociais com esses youtubers e outros tipos de canais que ficam famosos na plataforma. Mas por trás de tudo isso tem sua família, que são de imigrantes e sentem saudade de casa. Sua irmã que está prestes a ir para a faculdade em outro estado e acaba se afastando da família nas ultimas semanas que ela ainda tem em casa. Seus amigos que não entendem muito bem a sexualidade de Tash, mas que querem apoia-la de qualquer maneira. Entre outras e outras questões que vão aparecendo.

Eu amei Tash, sério. Ela tem sonhos que está disposta a ir para qualquer lugar alcançar, mesmo que isso custe seu próprio futuro. O único problema é que aos poucos ela foi se perdendo de si mesma por causa da "fama" repentina do canal, mas chega um ponto em que ela percebe que mesmo que seja seu sonho nem tudo deve ser sacrificado em nome dele. Chega o momento em que ela sabe escolher o que é importante no presente e não no futuro, porque sim tem diferenças e nem sempre devemos pensar somente no dia de amanhã.

Eu sofri um pouco com ela quando suas questões sobre assexualidade surgiam, mesmo que eu não me identifique com nenhuma delas. Mas era o medo dela de contar para as pessoas sobre isso, o medo de ser mal compreendida e no que diz respeito aos garotos o que eles pensariam dela, como seriam seus relacionamentos. O livro não tem um romance, como a sinopse pode sugerir. O tal garoto youtuber é alguém que mora longe e ela tem uma certa paixão pela ilusão de que criou dele, mesmo que a amizade seja bonitinha inicialmente. Mas como a coisa vai caminhando para que eles se conheçam em algum momento ela se vê pensando mais e mais sobre sua sexualidade até o momento em que tem que sair do armário, como ela chama, para o menino. É uma cena que me deixou bastante apreensiva mas Tash teve a melhor atitude possível diante da situação e depois disso ela só melhorou mais e mais (mesmo parecendo que não tinha o que melhorar).
Então, tipo, você não deve ter medo de mudanças, porque elas nos lembram de que estamos vivos e de que algo está acontecendo conosco.

Este é, com certeza, um dos melhores yound adult que já tive a chance de ler. Ele trás todas as questões importantes da idade, além das citadas acima, também fala sobre faculdade, emprego, sonhos e coisas que realmente importam na nossa vida. É uma leitura divertida, pois acompanhamos um pouco do processo de gravação da série de Tash, e também emocionante na dose certa.


6 Clássicos para ler em 2018

01/01/2018


Olá!
Já quero começar a preparar minhas leituras para 2018 e decidi que vou tentar ler 6 clássicos nesse ano. Separei 3 de literatura portuguesa e 3 de literatura estrangeira, para não fazer nenhuma distinção :3 Então e você já leu algum da lista só dar sua opinião e incentivo (to precisando).

Dom Casmurro — Machado de Assis
Eu nunca li esse livro na época da escola porque morria de preguiça de qualquer clássico (na verdade naquela época tinha um pouco de preguiça até dos livros rs) e agora quero tentar saber se a Capitu traiu ou não o tal do Bentinho. rs

Macunaíma — Mário de Andrade
Esse foi escolhido de forma aleatória, confesso. Já tinha ouvido falar, mas para escolher na leitura acabei riscando dentre as opções principalmente pelo nome do autor. Vamos ver o que da.

Ensaio sobre a cegueira — José Saramago
Desde que eu vi o filme pela primeira vez fiquei curiosa sobre o livro. Passaram-se anos e anos e até agora só procrastinei, então quem sabe não tô na fase certa para ler este clássico? 

Orgulho e Preconceito — Jane Austen
Boatos dizem que agora vai.


Alice no País das Maravilhas — Lewis Carroll
Pois é, por incrível que pareça eu nunca li Alice e sempre evitei, mas nunca é tarde para dar o braço a torcer. rs

O apanhador no campo de centeio — Salinger
Esse também escolhi aleatoriamente. O nome é legal e espero que o livro seja, hehehe.

Sei que to correndo alguns riscos com esses seis livros mas acho que da para dividir bem as leituras, dois meses pra cada caso se torne muito chata/cansativa, né? Me desejem sorte.