Resenha: Por um toque de magia

27/12/2017




Finalmente o desfecho da Trindade Leprechaun, o final do arco-íris de Emily e sua empreitada que começou em Por um toque de ouro. No entanto é desanimador concluir que infelizmente essa série não funcionou comigo e que assim como aconteceu nos primeiros livros a minha opinião acabou sendo a mesma em Por um toque de magia.

Normalmente notamos uma evolução em qualquer história que tenha mais de um livro, o autor amadurece, sua escrita fica melhor e por aí vai, mas infelizmente não foi o que não tem nesta trilogia, os mesmos problemas e ressalvas que descrevi nas outras resenhas continuam presente neste último livro, não temos um crescimento no enredo ou na escrita da autora, não sentimos um desenvolvimento ou aprofundamento na história como um todo e terminamos a trilogia com um gosto um tanto amargo...

Fico até um pouco triste por não ter tido uma leitura satisfatória com a trilogia, a ideia central da trama realmente é interessante, assim como frisei nas outras resenhas mas há tantos pontos pouco satisfatórios que deixaram a série pouco a desejar, se tornando tediosa e sem emoção. A narrativa até tem ganchos legais que atiçam a curiosidade do leitor, mas pouco consegue se sustentar para que a série realmente te cative... Os personagens continuam carecendo de simpatia e muitas ações de Emily acaba incomodando ao longo do livro, não há espaço para sentirmos empatia pela protagonista e isto se remete a todos os personagens, nem mesmo os vilões conseguem nos convencer e infelizmente o romance é tão pouco convincente que sinceramente não entendo essas súbitas relações de Emily, tudo acontece rápido, termina num instante e logo ela está com outro...

Mesmo a leitura sendo rápida, pois a escrita de Carolina Munhóz continua fluida, o que temos é narrativa simples, sem se aprofundar, além de repetitiva. Chegou em um determinado momento em que a futilidade e o egoísmo de Emily me incomodou tanto que por pouco não abandonei a leitura, fora o aspecto típico da escrita da autora em ficar repetindo os aspectos físicos dos personagens para distingui-los ao invés de seus nomes na história, algo que desde o primeiro livro é usado e que acaba cansando e deixando a leitura enfadonha, os termos socialite, ruiva, americano, britânico e até mesmo uso constante do sobrenome dos personagens era tão recorrente que a história se tornou monótona e cansativa.

Eu já esperava que Por um toque de magia não fosse diferente dos seus antecessores, pois não há uma mudança significativa no desenvolvimento do enredo, mas esperava um pouco mais. Por um toque de magia não é o melhor livro da trilogia, na verdade os três têm o mesmo aspecto que fica um pouco difícil dizer se algum se sobressai seja para melhor ou pior... Enfim, a Trindade Leprechaun é uma série com altos e baixos mas que infelizmente não se destaca ou marca o leitor, mas recomendo que cada um tire suas próprias conclusões.


Episódios de Natal das séries favoritas

25/12/2017


É um fato que as séries adoram datas comemorativas para colocar um episódio especial na lista, certo? Alguns não acrescentam nada para a trama e outros agregam muito; Mas hoje o foco não é esse. Eu vou listar por aqui alguns episódios de Natal de séries que eu assisti e/ou assisto porque esses são bem legais por algum peculiaridade ou outra.

How I Met Your Mother, 7ª temporada
Esse é um episódio triste mas que termina de um modo lindo. Robin recebe uma noticia ruim e isso acaba gerando vários questionamentos para ela. Ela acaba dando uma leve afastada dos amigos mas Ted, como sempre, demonstra que ela nunca estará sozinha e prepara essa surpresa linda que vemos na foto acima (para quem nunca assistiu as luzes ficam piscando o tempo todo, é lindo mesmo).

Pretty Little Liars, 5ª temporada
Qualquer garota iria adorar ver esse episódio, né? UHASUOHAUSI Mas se tratando de PLL nunca é um episódio feliz, mesmo com esses momentos de quebrar o gelo. Só não me pergunte qual era, realmente, a trama do episódio porque eu não lembro. O mais obvio era que envia -A e Alisson, que já tinha voltado nessa época. 
Supernatural, 3ª Temporada
É provável que Sam e Dean nunca tenham um Natal realmente bom e decente, então a nós expectadores nos resta curtir um episódio com criatura sobrenatural com clima natalino. 

Dexter, 1ª Temporada
É um pouco bizarro misturar um episódio de Natal, uma época tão cheia de paz, amor e essas coisas com uma série de serial killer como Dexter. Agora imagina botar o corpo de uma garota de programa em um local que está todo no clima natalino? Pois é exatamente o que o serial killer faz na primeira temporada de Dexter.

The Middle, 8ª Temporada
The Middle é uma série que toda temporada tem episódio especial de Natal. E todos são ótimos. Ficou difícil eu pensar e escolher algum, mas o que me ajudou foi que uns são são antigos que não lembro muito bem do enredo e etc. Então escolhi o mais recente, de 2016. Neste episódio Axl precisa contar para seus pais que se casou com sua namorada, em um ato impulsivo, enquanto Sue tem que esconder esse segredo da família. Amo The Middle e sempre me divirto assistindo. 

Feliz Natal, galerinha. <3

Resenha: Por Um Toque de Sorte

22/12/2017



Segundo livro da Trindade Leprechaun, Por um toque de Sorte começa exatamente após os acontecimentos de Por um toque de Ouro e assim como seu antecessor este livro termina com um gancho legal para atiçar a curiosidade do leitor, mas mesmo assim Por um toque de sorte continua com as mesmas ressalvas do primeiro livro. O excesso do uso das características para diferenciar os personagens para não haver excesso de seus nomes na narrativa é algo tão exagerado que atrapalha bastante a leitura, deixando bastante repetitiva e pouco agradável. 

Há uma leve melhora no enredo deste livro se compararmos com Por um toque de ouro mas não é algo significativo com que torne Por um toque de sorte melhor que seu antecessor, ambos possuem a mesma estrutura da narrativa e desenvolvimento, por isso mesmo não considero superior ao primeiro e nem pior, mas é neste ponto que percebemos que também não teve o amadurecimento no enredo e nem a correção de pontos prejudiciais que deixam a obra  tão fraca.

Claro que o livro não é apenas cercando de ressalvas,  há elementos interessantes como os próprios ganchos deixados no enredo que sem dúvidas são surpreendentes, assim como a mitologia construída acerca dos Leprechaun, isto realmente te motiva um pouco a continuar a série, mas também é desanimador notar que não houve uma melhora no aprofundamento do enredo, os personagens continuam rasos e pouco cativantes, o romance tem os mesmos defeitos de seu antecessor e Emily dificilmente se sustenta com uma boa protagonista. A leitura passa rápido mesmo com excesso nas descrições de ambiente e repetição sobre as características dos personagens como citado anteriormente, isto é algo que acaba incomodando bastante mas como a leitura fui no ritmo legal o livro acaba sendo finalizado em pouco tempo. 

Por um toque de sorte é uma leitura interessante a seu modo, mas não é um livro que marca ou que agradará a todo,s somente continuarei a série pois me comprometi a isto, mas eu esperava um pouco mais de melhora no enredo, algo que transformasse a história por completo, deixando o leitor satisfeito e sedento por mais, infelizmente não é isto que acontece, a mudança que notamos é tão pouca que Por um toque de sorte não consegue ser superior ao primeiro livro, mas também não é completamente ruim, só mais do mesmo.

Agora algo que continua ressaltando aos olhos é o trabalho da editora e a qualidade da edição do livro, não nego que a trilogia toda possui uma linda qualidade gráfica mas não é apenas disto que um livro deve ser composto.


Série: Slasher — 2ª Temporada: Guilty Party

20/12/2017


A segunda temporada de Slasher recebeu o titulo português de Os Culpados, mas eu gosto mais de Guilty Party pois combina exatamente com o que houve com os tais culpados que se refere o titulo br. E a temporada já começa com referencia: acampamento de verão. Não, nenhuma criança morreu afogada ou algo do gênero, o que aconteceu de verdade foi que um grupo de monitores de um acampamento foram pregar uma peça em outra monitora como forma de aviso e vingança por ela ser uma pessoa tão desprezível. E bom, essa brincadeira acabou em tragédia e esse grupo de amigos acabaram vivendo com esse segredo por anos até decidirem voltar ao local do acampamento para, de fato, enterrar o corpo. Hoje em dia o local é a morada de uma comunidade de pessoas que buscam a paz longe da sociedade. E ai que começa acontecer toda a m!@#$.

Eu não gostei muito dessa temporada. Tem episódios que eu vi até fazendo outras coisas para ver se passava mais rápido. Assim como a primeira temporada ela tem mortes em praticamente todos os episódios e quando não tem uma morte tem algo bem horrível acontecendo, como uma tortura e neste caso a tortura pode ou não ser do assassino serial. Sim, as pessoas acabaram enlouquecendo a torturando e matando umas as outras mesmo com um serial killer ali ameaçando a todos. Ela mostrou o limite que pode chegar as pessoas em situação de estres e trauma e esse é um bom ponto para a trama.


As atuações continuam medianas e duas pessoas do elenco da primeira temporada retornaram nesta e foi bom ver um rosto conhecido. E apesar de esse não ser um ponto forte na série foi interessante ver o quanto os produtores dispensaram alguns clichês. Acho que o maior exemplo que pode ser dado é que a mocinha fofinha, virginal que sempre é aquela que sobrevive acaba morrendo de cara no primeiro episódio. Aquela que parecia ser a mais fdp é a que no final descobrimos ser a mais amigável, sensível e que, sim, acaba sobrevivendo. São pequenas surpresas que deixaram a trama um pouco melhor.

Não sei se a série foi confirmada para uma terceira temporada e provavelmente irei assistir mesmo que essas duas não tenha sido 10/10.

Resenha: Por Um Toque de Ouro

18/12/2017




Uma das partes mais difíceis de ser blogueira literária é escrever uma resenha de um livro que não te agradou, é bem difícil vir apontar ressalvas pois a opinião é muito pessoal e reflete demais em si mesmo. Sempre é uma saga escrever uma resenha assim pois fica difícil encontrar as palavras certas e Por um toque de ouro é exatamente este caso, eu gostaria muito de ter gostado do livro e da série como um todo, principalmente pelo fato de gostar muito da Carolina Munhóz que é uma fofa e simpática, mas infelizmente a leitura não foi como eu esperava.

Por um toque de ouro traz uma nova versão para a lenda dos Leprechaun, a construção desta mitologia na série é bem legal e deixa o leitor curioso em busca de respostas, mas alguns aspectos fracos no enredo acabam prejudicando a leitura ao longo deste livro, assim como dos demais da Trindade Leprechaun. A trama possui elementos previsíveis, um romance sem emoção e instantâneo (infelizmente isto segue em Por um toque de sorte e Por um toque de magia), os personagens além de pouco cativantes despertam mais raiva do que simpatia no leitor, principalmente a protagonista. Emily é egoísta, fútil e mimada, uma personagem muito grosseira e sem uma construção adequada, infelizmente os demais personagens levam o mesmo problema ficando difícil gostar, torcer ou até se apegar ao qualquer um deles, além é claro dos diálogos rasos e frases de efeito. Há pouco que tirar de proveito da leitura mesmo que a esta passe rápido já que os capítulos são curtos e a escrita da autora é fluida e bem simples, mas peca no desenvolvimento e aprofundamento, agora outro ponto que acaba incomodando bastante é a repetição das características dos personagens para evitar o uso dos nomes  deles, isto além de ser bastante incomodativo acaba deixando o enredo bastante confuso...

Enfim, Por um toque de ouro é um livro que pode agradar alguns leitores sim e por isso recomendo que você tire suas próprias conclusões, mas se você for leitor mais exigente não vá com tanta sede ao pote pôs o final deste arco-íris pode não ser tão colorido como você espera. Em relação à edição a editora Rocco está de parabéns, a capa é aveludada, a arte bem bonita e tem efeito no título do livro, além de uma boa diagramação, ornamentos nos capítulos, ou seja é um livro muito bonito que remete bem a proposta da história.


Filme: Jogos Mortais: Jigsaw

15/12/2017

google imagens

Aaaaaaah! Fui assistir essa lindeza há alguns dias com meu amigo e que filme foi esse? Eu sempre adorei a franquia, mas tem alguns filmes que foram ficando chatos e até mesmo massantes. Então eu não estava esperando muito deste novo longa, até achava que uma nova continuação seria inutil e só faria com que a galera odiasse os filmes. Mas obviamente eu estava enganada. Jogos Mortais: Jigsaw é um dos melhores filmes da franquia (só não sei capaz de opinar pela ordem do meu preferido e do menos preferido).

Este é, de longe, o filme mais leve de toda a franquia. O horror não está tão presente, assim como aquele montarel de sangue. Claro que tem ainda, afinal isso é uma marca registrada de Jogos Mortais e das armadilhas de John. Mas a trama ficou mais focada na investigação e nos personagens que estão no jogo. Parece algo mais maduro, sem apelar para sangue e o mórbido como foi feito anteriormente.


Após ver o filme eu li algumas criticas e fiquei um pouco decepcionada com os comentários. Eles esperam gore, horror, nojeira mas quando algum filme trás isso a reclamação fica por conta de problemas em roteiro. Eu não tô dizendo que o filme é perfeito, pois está longe disso, mas ele é muito mais feito para os fãs do que outra coisa. Ele tem todos os elementos que vimos anteriormente, incluindo um plot twistão da porra!

Então recomendo assistir sim o filme, aproveitar o que ele tem de melhor e reviver essa paixãozinha por essa franquia que, com certeza, marcou os anos 2000.

Karen Alvares indica: The Babadook

11/12/2017



Oi, oi, gente! Hoje quero apresentar para vocês um novo projeto do blog que seja chama A autora indica (escolhi deixar no feminino pois grl pwr rs, brimks, é que eu conheço mais autoras do que autores mas o projeto é válido para todos os gêneros).

A ideia é mais ou menos assim: A autora convidada da vez indica um livro, filme ou série para os leitores do meu blog. Simples, né? Pode ser de qualquer gênero, qualquer nacionalidade, qualquer produção. A escolha é livre deles. Claro que se for de um gênero em que ela escreve é melhor ainda, né? É sempre bom ver o que elas estão curtindo e que possam até servir de inspiração para elas. E a primeira convidada foi Karen Alvares, uma autora nacional que faz grande sucesso na Amazon.



Tipo: Filme
Título: The Babadook
Ano: 2014
Direção: Jennifer Kent
Indicado por: Karen Alvares
Opinião da autora
"Escolhi The Babadook porque foi um filme que me impressionou muito, seja por sua atmosfera sufocante e sensibilidade de direção, ambientação e efeitos - muito simples, mas eficientes -, seja pelo fato de que foi uma obra que ficou em mim, um filme no qual pensei por muito tempo após assisti-lo e que ainda me traz ansiedade e reflexões. Acima de tudo, o roteiro deste filme é brilhante.

Ele não é um filme de terror convencional, com sangue e muitos sustos, mas foi um dos filmes que mais me colocaram medo e talvez um dos melhores que assisti nos últimos anos. 

Ele deixa para trás por completo os clichês e temas batidos do gênero e aborda um terror real, muito mais humano, que vem de dentro. É até difícil falar dele sem contar spoilers, mas ao assistir, você percebe aos poucos - e com um horror crescente - do que se trata, afinal, o monstro que dá título à película.

A história é sobre uma mulher, Amelia, viúva e mãe de um garoto com problemas para interagir na sociedade, Samuel. Amelia tem dificuldade para aceitar tanto a morte do marido - que faleceu no mesmo dia em que Samuel nasceu - quanto para amar o filho. O menino, então, encontra um livro infantil misterioso, que fala sobre este monstro no armário, Babadook e, a partir daí, aterrorizado, seu comportamento só piora, trazendo maiores dificuldades para Amelia, uma vez que o menino está convencido de que o monstro deseja matá-lo. Porém, gradualmente, Amelia começa a perceber que o monstro pode ser muito mais real e íntimo do que ela imaginava.

O que me faz amar tanto este filme é justamente o fato de ele abordar um terror tão humano. É exatamente o tipo de terror que mais gosto também de abordar em meus livros e contos. Apesar de ser escritora e amante fiel do gênero, não é muito fácil me assustar, mas The Babadook conseguiu com primor atingir níveis absurdos de medo em minha psique. Isso porque o que ele traz é assustadoramente real, mesmo que o faça de maneira fantasiosa. Isso me encanta - por mais estranho que possa parecer utilizar esta palavra para tanto -, uma vez que é algo comum e, ao mesmo tempo, aterrorizante, algo do qual nenhum de nós está imune. Assistam, porque vale muito a pena, e não apenas para quem gosta de terror, mas especialmente para os amantes do gênero."



Eu já assisti The Babadook mesmo quando diversas pessoas me falaram que não gostaram. Eu fiquei super feliz pela Karen ter indicado esse filme e ter explicado de uma forma que eu tenha concordado de todas as formas. Sério, é muito provável que você já tenha ouvido falar sobre esse filme e acredito que mal, mas dê uma chance para tirar suas próprias conclusões. É uma obra incrível.
Sobre Karen Alvares: é escritora há mais de cinco anos, autora de livros e contos de terror e suspense psicológico como Alameda dos Pesadelos (Cata-vento, 2014), Horror em Gotas (Independente, 2013) e a duologia Inverso (Draco, 2015) e Reverso (Draco, 2016). Já conquistou diversos prêmios, com destaque para Celebrando Autores Independentes, da Amazon, na Bienal do Livro São Paulo 2016, quando ganhou o 3.º lugar como autora destaque de ficção. Apaixonada por mundos fantásticos, chocolate e gatinhos, vive em Santos/SP com o marido e cria histórias enquanto pedala sua bicicleta pela cidade. Siga a autora no Twitter: @karen_alvares 

Livros resenhados da autora no blog

Resenha: O Beijo Traiçoeiro

08/12/2017



Vocês sabem que eu não sou uma leitora de romance de época, certo? Provavelmente se eu já comentei em seu blog falei justamente sobre isso e todos os problemas que eu vejo nesse gênero literário. Então quando a editora me mandou esse livro na parceria de ação eu fiquei com o pé atrás e considerei mesmo não ler esta obra; Porém essa foi a obra que ganhou para a leitura coletiva de Dezembro no grupo de leitores do blog Da Imaginação a Escrita e Pobre Leitora. Então resolvi que não me cairia os olhos dar uma chance e sair um pouco da zona de conforto.

Não vou detonar o livro, mas também não vou mentir dizendo que amei. O inicio do livro eu achei beeem lento e ficava me perguntando para que mais de 400 páginas? Acho que até, aproximadamente na página 150, eu estava considerando abandona-lo. A história obviamente trata-se de casamento, uma personagem feminina forte que vai contra esses padrões e se recusa a casar e um homem que está preocupado demais com a sua carreira para pensar nessas coisas. Em algumas resenhas de romance de época que li eu vejo descrição de homens sempre mais assanhadinhos e então a única diferença neste livro é que o homem é um cara mais tranquilo neste aspecto. De fato o relacionamento deles e construído aos poucos e como leitora fiquei torcendo muito pelo casal o tempo todo. Acho que o melhor do livro foi exatamente isso, a construção do relacionamento deles. Seja na amizade, confiança e no plot twist que da uma pequena alterada nas coisas mas mesmo assim não é capaz de mudar os sentimentos deles.

Mas o livro promete uma história com espionagem, certo? Bom, eu não acredito que a promessa é válida. Sim, o livro tem espionagem. Mas todo o foco ficou concentrado justamente no romance então se você é uma leitora que gostaria de ver mais espionagem poderá se decepcionar um pouco com a obra. O autora se concentrou tanto no romance que praticamente esqueceu os personagens secundários. A história da casamenteira poderia ser um pouquinho mais aprofundada, assim como a família e o romance de Clare. Algumas das noivas do Concordium também poderiam ter ganhado um pouco mais de destaque, já que o tempo todo era falado que elas não gostavam de Sage.

— Representamos vários papeis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira.

Tenho algumas ressalvas com esse livro que são spoilers para quem não leu e vou colocar abaixo; mas de modo geral a história é legal e se você adora romance de época não pode deixar de ler.

Série: Dark — 1ª Temporada

06/12/2017


Dark é a primeira série alemã da Netflix e teve a sua estréia no dia 1ª de Dezembro. Ela é ambientada em uma pequena cidade da Alemanha onde o o suicídio de um homem e o desaparecimento de um menino geram eventos estranhos. A série tem esse ambiente escuro (sem trocadilhos com a tradução do nome) que da a impressão de ser uma série de terror, mas asstindo ao trailer podemos perceber que ela tem muito mais relação com ficção cientifica do que terror propriamente dito. Isso não significa que ela não tenha uma grande carga de suspense, já que a maior parte de seus episódios são cheios disso e nenhum — acredite se quiser — nenhum alivio cômico.

Quando eu comecei assistir Dark não sabia muito bem do que se tratava. Até tinha assistido ao trailer, mas quando vi estava no canal da Netflix americana e por isso sem legenda e por ser uma série alemã obviamente eu não entendi nada. Mas ela me conquistou na hora. Gostei da fotografia, que da a impressão de ser uma série de terror. Dos atores, mesmo sem conhecer nenhum deles a intensidade com que eles falavam me chamou muito a atenção. Fiquei esperando sim ansiosamente até a estreia e claro que passei o final de semana maratonando. A série foi uma grande surpresa para mim que resolvi assistir nessas condições citadas anteriormente.
Não é só o passado que influencia o futuro. O futuro também influencia o passado. 

A série tem muitos personagens, então no inicio pode ser um pouco difícil conseguir lembrar de todos e relacionar seus familiares. Tem três linhas do tempo diferentes, então é preciso prestar muita atenção para não deixar passar os detalhes importantes que fazem diferença para o entendimento.  Sim, ela é uma série um pouco complicada de entender. Por uns dois ou três episódios eu fiquei completamente perdida no que estava acontecendo mas achei incrível da parte dos produtores não deixar tudo tão complicado para o expectador. Ao longo dos episódios eles começam explicar muito bem o que está acontecendo para não deixar duvidas. Claro que existem questões a serem debatidas em uma segunda temporada (que eu espero muito que tenha), mas de modo geral foi muito legal a forma como eles conduziram a série até a season finale.

Percebam que eu nem estou falando sobre personagens e enredo; mas é porque eu acho que qualquer coisa que eu digo possa ser spoiler e essa é uma série que qualquer spoiler pode estragar completamente a experiencia. É muito bom assistir aos episódios e ter aquela reação de surpresa, entende? Foi exatamente assim que eu fiquei e por isso não conseguia parar de assistir. rs



Vi alguns sites comentando que Dark é a nova Stranger Things e isso pode gerar alguma confusão e até expectativa. Na minha opinião a comparação é válida no sentido de qualidade e até mesmo gênero, já que Stranger Things também é uma ficção cientifica com mistério, né? Mas a ambientação é muito diferente, assim como a história. Acredito sim que os fãs de ST vão gostar também de Dark, mas se você for assistir esperando algo semelhante então pode desconstruir esse pensamento. As duas séries são excelentes mas são diferentes entre si.

Assista ao trailer | Assista a série

Resenha: Talvez um Dia

04/12/2017

Eu nunca escondi o crush enooorme que eu tenho pela CoHo neste blog, certo? Fazia muito tempo que eu não lia nada da autora e estava sentindo uma saudade imensa de suas histórias que, sempre, me fazer acreditar no amor e na bondade das pessoas. Ela não escreve simplesmente um romance, ela se aprofunda nos sentimentos de seus personagens nos fazendo ama-los ou odia-los. Então quando fui na biblioteca da minha cidade levar vários livros que tirei da estante para doação resolvi pegar algo emprestado e vi CoHo ali na estante dos mais queridos pelos leitores (e fiquei mega feliz de saber que a galera daqui também curte ela).

Talvez um Dia foi, dos livros que li até o momento da autora, o que eu menos gostei. A história é sim maravilhosa e a protagonista, Sydney, é uma personagem muito adorável. Ela acabou de completar 22 anos e descobriu que seu namorado e sua melhor amiga estão tendo um caso. Tudo em que ela acreditava desmoronou e então ela se vê completamente perdida em que rumo tomar; mas recebe então a ajuda de Ridge, um rapaz que ela sempre observava da varanda de sua casa tocando violão. De inicio eles tem uma amizade bem legal e como ele é compositor com sérios problemas de bloqueio criativo ela a ajuda a compor as novas canções para a banda do irmão de Ridge. Aos poucos a relação deles passa um pouco da amizade e se torna atração fisica até o ponto em que eles percebem que estão apaixonados. O problema real nisso é que Ridge tem namorada.


E foi justamente nesse ponto que as coisas viraram um problema para mim. O Ridge, que até então parecia ser um cara super bacana e sensível acabou se tornando um boy lixo pelo que eu ele estava fazendo com Maggie (a namorada) e Sydney (que estava tentando ao máximo se controlar pois ela sabia o que é ser traída). Não vou falar que Sydney e ele ficaram se pegando pelos contos pelas costas da moça, pois isso não aconteceu. Ele tentou evitar ter contato com ela, mesmo com os trabalhos de composição, mas foi difícil para ambos ainda mais com a amizade forte e sincera que eles tinham. Então claro que chega um ponto na história que tudo desmorona e essa mentira não pode ser mais sustentada. De qualquer forma eu não comprei o amor deles nem quando a história terminou.

Li algumas resenhas deste livro e algumas leitoras até concordam comigo sobre o casal. Algumas torciam para ele ficar com Maggie mesmo, mas eu queria que ele ficasse sozinho mesmo para aprender a parar de brincar com os sentimentos das pessoas mesmo que essa não seja a intenção (neste caso acredito mesmo que a CoHo quis romantizar um pouco o cara com todas as explicações do porque ele amar Maggie e como ele se sentia sobre Sydney e tudo mais).

As pessoas só decidem por quem pode continuar apaixonadas.

Já notou que eu não curti o romance, certo? Mas eu disse que gostei da história. Como isso? Bom, CoHo me surpreendeu por conseguir descrever sentimentos tão bem. Veja bem, Ridge tem deficiência auditiva e mesmo assim superou coisas na vida que nem imaginamos. Então sempre que havia um capitulo narrado por ele as descrições sobre a forma como as pessoas se comunicavam com ele, como ele fazia para compor suas musicas no violão, como fazia para interpretar as pessoas, e etc, foram tão detalhadas que me passou a sensação de que a própria autora tem essa deficiência e estava colocando no papel tudo isso para seus leitores. E é por essas e outras que eu amo CoHo. <3

Bom, o livro é narrado em capítulos alternados de Sydney e Ridge, sempre em primeira pessoa. Achei maravilhoso ela fazer isso, principalmente porque em Hopeless e Métrica temos um livro só para contar a história pela perspectiva do protagonista masculino. Alguns leitores amam isso, mas eu acho meio chato e leio mais pela obrigação na maioria das histórias. Lembro que foi feito isso também em Nunca Jamais, mas neste caso ela escreveu o livro com uma outra autora e ai o processo deve ser diferente (eu imagino).

Eeenfim, falei demais, rs. Eu indico sim a leitura para quem gosta de romance e principalmente para quem curte a autora. Se você nunca leu nada dela recomendo que comece com outro livro, pode até ser Métrica que é excelente. <3 E não deixe de ouvir a trilha sonora de Talvez um Dia.

Cadê meu Fone? #10

01/12/2017


Hoje a coluna Cadê meu Fone? vai ser especial. Como todo mundo deve saber este ano o vocalista do Linkin Park faleceu e por mais que eu não seja super fã da banda há alguns anos eu tenho um amor imenso pelos dois primeiros álbuns (eu sei, sou a chata da velha guarda). Mas vou listar aqui algumas músicas deles que me marcaram durante a adolescência e talvez até alguma da fase adulta da minha vida.Vem comigo. -q