Resenha: O Urso e o Rouxinol

Resenha de Jéssica Amanda

A história começa com Marina Ivanovna, matriarca que tem sua vida finda ao dar a luz à protagonista, Vasilisa Petrovna: uma menina toda olhos, ossos e, principalmente, selvagem. Sua história se passa na gélida Rússia medieval, onde contos proferidos por uma bondosa ama começam a ganhar vida. Vasya — como é chamada Vasilisa — podia falar com os espíritos domésticos e também os da floresta, porém, sua madrasta via isso com maus olhos. Após a morte de sua mãe, Vasya tem de lidar com uma madrasta que não lhe detém afeto e que está certa de que seu comportamento é de uma bruxa, e pretende assim casá-la ou ainda enviá-la a um convento para se ver livre de sua estranheza. Com a chegada de um novo padre, ela é constantemente lembrada de que seus amigos espíritos são nada mais que demônios e que ela deveria agir como boa cristã e arrepender-se de seus pecados. Mal sabem todos que ela é parte crucial de algo terrível que ainda está por vir e dependerão dela para manterem-se a salvo.


O início é lento, mas nos seduz a continuar a descobrir os segredos que escondem aquela menina indomável. Ao passar das páginas, descobrimos nuances, até então pouco claras, que se tornam de grande valia para o entendimento do todo. Vasya é, acima de tudo, uma menina livre, tornando assim fácil o encantamento pela sua personagem.

O livro transcorre assim, arrastado e previsível; o que não tira a ansiedade de descobrir qual será o destino de nossa heroína.A leitura é agradável e nos transporta para um mundo mágico sem deixar de lado as questões reais. Vasya é uma protagonista simples que tem um grande poder, não só o de salvar seu povo e família do mal que se esconde nas sombras, mas de nos mostrar que mesmo em tempos como aqueles a coragem e o amor são valores que não podem ser esquecidos.

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