Resenha: Os Crimes da Rua Morgue

29/11/2017



Por diversas vezes eu me vi curiosa para ler algo de Edgar Allan Poe. Um autor pioneiro na literatura policial, influenciados de outros gêneros e claro, querido por muitos. Eu sempre tive um certo com receio com autores e livros clássicos, além de contos, mas as vezes é bom sair da zona de conforto e ler algo novo. E juntei tudo isso para ler, pela primeiras vez, uma obra dele. A experiencia como um todo foi bacana, mas não me vi apaixonada por sua escrita como muitos colegas são na blogosfera.

O livro tem diversos contos que misturam fantasia, suspense e terror. Todos eles tem aquele elemento oculto que faz o leitor ficar curioso com o seu final, que por diversas vezes, me decepcionou não apenas por eu ter achado um final bobo e sem sentido mas também porque depois de uns três ou quatro contos eu já estava até começando a adivinhar qual seria o possível final daquilo. Inclusive tem dois contos que eu considerei o final praticamente idênticos, salvo por alguns detalhes. Se eu lesse esses contos de forma aleatória ao longo da vida eu poderia ter gostado bastante, mas lendo em sequencia a experiencia foi um pouco ruim.


O conto que da título ao livro com certeza deve ser mencionado. Ele é simplesmente genial. Toda a forma como o autor conduziu o autor em poucas páginas até o final me deixou bastante surpresa. Ele nos apresentou aos personagens, ao crime, aos fatos e a solução sem enrolar, sem acrescentar coisas para confundir o leitor. Foi bem direto, detalhado no que tem que ser.

Além deste tive dois contos favoritos: O Gato Preto e Enterro Prematuro. Em O Gato Preto temos um personagem que se vê assombrado por seus erros do passado e em Enterro Prematuro um homem que tem catalepsia.
As fronteiras entre a vida e a morte são vagas e imprecisas. Ninguém pode dizer, com certeza, onde começa uma e termina a outra.
Enterro Prematuro

No geral é uma leitura que vale a pena principalmente para conhecer o autor e, como leitores, conseguirmos perceber referencias de suas obras e seu estilo em livros da literatura moderna.

Top 5: Sandra Bullock

27/11/2017


Oi, amores.
Faz um tempo que não faço um top aqui com atores (neste caso uma atriz) que eu curti e etc, então dessa vez resolvi fazer para matar a saudades e ficar triste com os filmes que preciso me atualizar auheuiohuehuaie rindo de nervoso.

A escolhida foi a maravilhosa Sandra Bullock que já deu show de atuação em diversos papeis nos mais variados gêneros. Ela é uma das primeiras atrizes que eu tenho recordação de ver filmes na infância e desde então tenho um grande respeito por ela. Ela já ganhou um Oscar, um Globo de Ouro e tem outros prêmios (vários People Choice, afinal a voz do povo é a voz de Deus).


Gravidade (2013)
Eu tenho uma coisa com filmes que se passam no espaço. Não sou muito fã, mesmo tendo assistido vários e até ter gostado de alguns. Gravidade não é um filme maravilhoso, ao meu ver, mas neste filme os atores tem que mostrar que são bons. Tem cenas de silencio total, cenas de desespero, cenas em que ela precisa se recompor e tentar se salvar. Então, claro, que admirando essa atriz eu preciso colocar esse filme na lista.

A Casa do Lago (2006)
Amo um filme de romance e adoro Keanu Reeves. Juntou os três, pronto, um filme lindo. <3 E a química entre os dois não foi perdida, mesmo doze anos depois de Velocidade Máxima.


Calculo Mortal (2002)
Esse já é um suspense e mostra um outro lado da atriz. Neste filme ela interpreta uma policial que investiga um assassinato. A trama é bem legal e o elenco conta também com Ryan Gosling (novinho de tudo).


Um Sonho Possível (2009)
Simplesmente o filme que rendeu um Oscar para a triz. Gosto desse filme pela emoção que ela causa do expectador; a lição de vida e humildade. É aquele filme de domingo com a família.

Maluca Paixão (2009)
Com tantos filmes bons na lista da atriz eu tinha que escolher um, inclusive um em que ela ganhou o Framboesa de Ouro. Mas gente, Maluca Paixão é um filme bem bobo e engraçado. Sempre que eu assisto eu me divirto bastante e adoro as caras que ela faz, as corridinhas. <3

Se quiser sugerir um ator, atriz ou até mesmo diretor ou roteirista fiquem a vontade.

Resenha: 10 Coisas Que Nós Fizemos

24/11/2017



Tem algumas histórias que são absurdas e outras que vão ado absurdo para o muito absurdo em poucas páginas. E é praticamente o que aconteceu com este livro. Não que eu tenha odiado ele, afinal até avaliei com 3/5 estrelas no Skoob. Mas ele incomoda um pouco no final (geralmente é ao contrário, né? rs).

April tem 16 anos e já passou por alguns momentos difíceis na vida por causa da separação de seus pais, a mudança de sua mãe para a França e o novo casamento de seu pai. Parece um white people problem, né? Entendo, mas para uma menina que descobriu que a mãe estava traindo o pai quando tinha cerca de 13 anos, teve que lidar com a separação quando tinha 14 e neste mesmo período até uma depressão é algo grande sim. Então quando seu pai diz que vai se mudar de estado com sua nova esposa ela faz de tudo para ficar na cidade onde ela tem seus amigos e namorado. E aí que começa o problema, né? Entre mentiras, contas de e-mail falsa e até ligações falsas ela consegue então ficar na casa de Vi, que mora com a mãe ausente. As mentiras começam por aí, e claro que eu não vou listar todas elas.

A história é legal, não vou mentir. Mas para começo de conversa que pai deixa a filha na casa de uma "estranha" sem nem ao menos conversar pessoalmente? Falo isso porque minha mãe, por exemplo, é bem protetora com essa questão e eu sei que comigo nunca rolaria. No começo ela se sente super bem com a nova vida, mas as coisas sempre vão desmoronando aos poucos. Primeiro seu namorado, Noah, volta de uma viagem todo estranho e ela aos poucos vai se questionando o porque de ele estar assim mas vai levando a situação com a barriga pois ela se sente muito apaixonada por ele. Mas aí já tem um padrão em April, pois ela sempre se sente um pouco culpada por situações que não são sua culpa. E na questão familiar além da culpa ela sente raiva, principalmente de sua mãe.
Vi e eu tínhamos um código. Éramos garotas abandonadas.

A sinopse diz que a história tem um triangulo amoroso e eu particularmente não vi dessa forma. Tem sim um terceiro garoto na história mas ele nunca foi algo que atrapalhou seu relacionamento com Noah. April achava ele bonito e um bom amigo e só vou perceber que era afim dele mesmo quando algo ruim aconteceu entre ela e seu namorado. Claro que Hudson é um garoto super bacana, que a ajudou em diversos momentos e que nunca a julgou e sempre viu seu melhor. Os amigos de April são um complemento na história, apesar de eu ter achado Vi uma menina com problemas a ser resolvidos.

Sobre o final beirar o absurdo foi apenas uma consequência de todas as coisas que as meninas fizeram e que não deveriam ter feito, mas não deixa de ser um pouco chato principalmente pelos momentos que April agiu por impulso e parou de se culpar e começou a culpar todo mundo (mesmo que algumas pessoas tenham sim tido culpa). A história é legal, da para passar o tempo e tem seus momentos divertidos, mas dificilmente sera o young adult preferido de alguém.




Série: Slasher — 1ª Temporada: O Carrasco

22/11/2017


Se tem uma coisa que eu adoro desde criança são filmes de slasher (minha franquia favorita é Pânico). E quando ouvi falar sobre essa série, ainda em 2016, coloquei na listinha para ver quando desse. Bom, atualmente ela está disponível na querida Netflix e em uma madrugada tediosa eu resolvi maratonar para ver se é legal. Bom, é claro que a série sendo parte do subgênero de terror slasher ela não seria boa. Não estou falando isso como uma coisa ruim, entende? Mas se for analisar filmes que se encaixam nesse gênero eles não são exemplos de grandes produções e principalmente atuação.

A série se passa em uma cidade chamada Waterbury onde no halloween de 1988 um casal foi brutalmente assassinado. A mulher estava gravida da ocasião e o assassino, que já é revelado no primeiro episódio, tira o bebê da barriga da mulher. Claro, então, que a protagonista da história é este bebê, nos dias atuais. Já adulta e casada Sarah retorna para a cidade para tentar colocar uma pedra em seu passado e superar a dor de sua história. E obviamente não preciso falar que após a chegada dela na cidade uma onda de assassinatos começam a acontecer, todas baseadas no sete pecados capitais (inclusive, será isso é uma referencia ao filme de David Fincher?).

Sarah é interpretada pela atriz Katie McGrath que me faz pensar de como essa moça conseguiu ser escalada para outras séries ao longo da sua vida. Quer dizer, eu não esperava tanta coisa assim da série e tal, mas quem já viu pelo menos um filme desse gênero sabe o quanto as protagonistas choram, correm e tenta parecer duronas na sua jornada mas a atriz não convenceu um segundo. Sua expressão parecia sempre a mesma e seus choros não tinham uma lagrima. É, eu sei, é uma merda isso mas no geral todo o elenco é bem fraco.

Apesar dos clichês, cenas de beco, facadas a série ainda economizou no horror, evitando exibir mortes com muito sangue e coisas nojentas. O foco, inclusive, ficou muito mais na trama dos assassinatos do que nas mortes em si, mesmo que em todos os episódios tenham tido pelo menos uma morte (e eu amei isso, porque é justamente o que eu espero em uma série desse gênero).

É um programa que entretém o expectador, pelo menos se ele gosta de algo desse gênero. Não é uma super produção, mas acaba prendendo a atenção pela curiosidade de saber quem é que está por trás do assassinatos. Eu nunca consigo acertar e gosto de ser surpreendida.

Slasher é produzida em forma de antologia (cada temporada conta uma história), então a primeira temporada foi concluída e ela tem o titulo de O Carrasco. A segunda temporada está disponível e seu titulo é Os Culpados. Não sei se o elenco permaneceu o mesmo, mas vou assistir de qualquer maneira e esperando que tenha melhorado nos aspectos falhos da primeira.

Assista na Netflix.



Resenha: Cress

20/11/2017



É incrível como essa série deixa a gente com gostinho de quero mais, assim que terminei o segundo livro eu corri para ler este que infelizmente é o meu último livro da serie na estante, mas, sem desanimo que já me prometeram o quarto livro e logo logo o lerei e descobrirei como terminará história de Cinder.

Cinder e Thorne tem novos integrantes em sua nave, Scarlet e Lobo se uniram a eles e agora estão decididos de toda a forma impedir que Levana consiga ter exito em seus planos, mas para que isso aconteça, a primeira coisa que o grupo deve e pretende fazer é resgatar Cress, pois, além dela ser de boa ajuda, sua perda desestabilizaria um pouco os planos de Levana.

Mas as coisas não sabem bem como esperado com a tentativa de resgate de Cress e o grupo acaba se separando e envolto em muito problema, Throne e Cress se veem perdidos num deserto, lutando para sobreviver e conseguir encontrar civilização antes de perecer no deserto, enquanto isso Cinder tenta lidar com os problemas que aconteceram durante o resgate.

Em meio as adversidades o grupo tenta se reunir novamente, para que possam por em ação o plano para impedir os planos de Levana e o primeiro passo era conseguir impedir que ela conseguisse se casar com Kai, mas, isso não será uma tarefa fácil, mas o grupo está determinado a atrapalhar Levana. 

Gente é incrível como essa série fica cada melhor a cada livro que se passa, o desenvolvimento da história continua perfeito e não decepciona, os novos personagens inseridos são ótimos e bem explorados e os antigos não são esquecidos ganhando também espaço e desenvolvimento na história. Assim como seus antecessores é fácil o leitor descobrir o que vai acontecer antes dos personagens, mas como já disse não me importo com isso, dos três livros este foi o mais lento, mas isso não tirou nem um pouco do encanto do mesmo.

Thorne está presente desde o segundo livro entretanto apenas nesse terceiro livro que vemos realmente mais da personalidade dele, no segundo livro tudo o que vemos é arrogância e prepotência, mas nesse, ele mostra o que há por baixo dessa camada, um homem cuidadoso, corajoso e incentivador, eu gostei bastante de Cress, pois, ela cresceu bastante durante o decorrer da história, mas, ela é sem dúvidas bem sonhadora e as vezes bem bobinha, isso é fofo, mas as vezes é chato rsrs.

Cress cumpre com seu papel de ser um ótima continuação com um bom desenvolvimento da história e personagens, mal posso esperar para ler o último livro da série. A capa do livro é linda fazendo uma clara referência a Rapunzel e com auto-relevo e detalhe prata no título do livro. Não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação é boa destacando a parte interna da capa na cor preta. Eu gosto bastante da fonte usada no livro e a mesma possui um bom tamanho para leitura.



Tag: The Guilty Reader

17/11/2017

Oi, oi! Hoje vou fazer a tag Guilty Reader. Não sei quem criou, e pelo titulo ela não é br e então além de saber quem criou eu também não sei quem traduziu. Quem me falou dessa tag foi a Eiras do canal Perdida na Biblioteca.

Você já deu de presente um livro que ganhou de presente?
Não! Deselegante ahuehuaoheia

Você já disse que leu um livro que não leu?
Ai meu deus! Sim. A Menina da Neve. Comecei a ler mas não gostei nadinha dele e acabei abandonando, mas disse que li sim.

Você já pegou um livro emprestado e não devolveu?
Não que eu me lembre.

Você já leu uma série fora de ordem?
Não, gente! Como fazer isso? Eu sou virginiana, tem que ser tudo nos conformes senão eu surto.

Você já deu spoiler de um livro a alguém?
Com certeza eu já devo ter feito isso, mas não vou me lembrar o livro e nem a pessoa.

Você já marcou um livro (dobrou a página ou marcou o texto)?
Sim! Eu não tenho vergonha de admitir isso. Minha trilogia Estilhaça-Me, inclusive, é inteira marcada com caneta, paginas dobradas e post-its. 

Alguma vez você disse a alguém que não tinha um livro que na verdade tinha?
Não.

Alguma vez você disse que não tinha lido um livro que na verdade tinha?Não. Eu não tenho vergonha dos livros que li, até se for Crepúsculo eu tô falando que já li.

Você já pulou capítulos e seções de um livro?
Não. Se for o caso eu simplesmente abandono o livro mesmo.

Você já falou mal de um livro que na verdade gostou?
Não.

Aparentemente eu não passei vergonha com essa tag (ou só um pouco, né).

Resenha: O Coletor de Espiritos

15/11/2017

Fazia um bom tempo que não lia uma obra nacional e sempre tive curiosidade de ler algo do Draccon desde que vi Espíritos de Gelo em alguma Bienal que fui. Então claro que aproveitei a chance de ler esse lançamento da editora Rocco desse autor que é adorado por muitos leitores de literatura fantástica. E talvez o problema tenha começado ai: eu não sou uma leitora fã de literatura fantástica. Então por isso o livro não funcionou muito bem para mim.

Claro que não vou tirar o mérito da história, que é muito bem contada e conduzida pelo autor. Ele cria todo um mistério com a cidade de Véu-Vale que vai se estendendo ao longo das páginas deixando o leitor mais e mais aflito para saber o que esta acontecendo com essa cidade que faça com que as pessoas que nela habitam tenham tanto medo da chuva.

A história é narrada em terceira pessoa e apesar de Gualter ser o personagem principal o autor nos mostra também o que acontece com outras pessoas da pequena cidade (algumas são recorrentes e outras não). Quanto a Gualter ele é um homem próximo de deus trinta anos que mora na cidade grande. Ele saiu de Véu-Vale quando tinha dezoito anos pois odiava viver naquela cidade e não ter nenhuma perspectiva de vida; Ele sempre quis mais do que a vida pacata de trabalhar na roça e ter família e portanto ele foi tentar se tornar alguém. E de fato ele conseguiu. Gualter é um psicologo muito renomado no país mas acaba se sentindo vazio após um pequeno período de visita a sua cidade Natal para ver sua mãe doente. Ele volta para Véu-Vale para tentar alguns de deus conflitos pessoais e até o conflito da própria cidade.

No inicio achei o clima da cidade meio semelhante com o filme A Vila, provavelmente por conta de todo o mistério e o suspense. Já deixo claro aqui que não tem nada a ver e que foi só uma impressão dessa que escreve. rs Mas acho que foi isso que eu gostei no inicio. Mas eu tive um certo problema com a narrativa do autor, porque mesmo gostando da forma como ele conduz o mistério chegou um ponto da história que comecei a ficar irritada, se essa palavra não for tão invasiva para descrever. Eu tive a impressão que ele finalizava um capitulo com aquele mistério que depois ele acaba resolvendo em outro momento ou somente no final, e muitas vezes era só um "espere para ver". Eu não gosto muito dessas coisas e por isso que acabei me sentindo negativa com a história. O autor trabalha muito bem com a jornada do herói dividindo a história de uma forma que fica bem definida o destino do personagem.


Tenho certeza que os fãs do autor e principalmente de literatura fantástica vão amar o livro. Como eu disse não sou muito fã, mas como gosto de sair da zona de conforto com as minhas leituras e gostaria de conhecer esse autor resolvi me arriscar. É sim um bom livro e a leitura vale a pena; ainda não desistir de ler Raphael Draccon e até comprei Espíritos de Gelo para ler na primeira oportunidade pois acho que desde 2013 eu tô de olho nesta obra.

Resenha: Scarlet

13/11/2017


O primeiro livro da série se mostrou melhor do que eu imaginava que ele seria, foi nesse momento que eu agradeci de apenas t3er começado a ler a serie quando já tinha três livros na estante, claro que assim que terminei o primeiro livro e nem descansei peguei o segundo para ler.

Scarlet vive com sua avó numa fazenda produtora de legumes e hortaliças, mas as coisas não andam bem para Scarlet sua avó está sumida a mais de uma semana e não há sinal de onde ela poderia ter ido ou levada, enquanto isso ela vai mantendo a fazenda produzindo e fazendo as entregas de pedidos, mas, não esquece e nem desiste de sua avó em nenhum momento.

Em uma dessas entregas Scarlet acaba se envolvendo numa confusão e acaba sendo salva por um homem conhecido como Lobo que participa de lutas de rua, ela fica agradecida, mas, sente um misto de medo e atração pelo homem, logo ela trata de ir embora, o que ela não esperava é que Lobo era o único quem poderia ajuda-la a encontrar novamente a sua avó.

Enquanto isso Cinder com a ajuda de Throne saí em busca de respostas para o seu passado, e a única pessoa que talvez possa te dar essas respostas é Michelle Benoit, que vem a ser a avó desaparecida de Scarlet. E assim Scarlet quer sua avó de volta e Cinder quer encontrá-la para conseguir suas respostas.

Minha gente, mas que livro maravilhoso foi esse? Sabe aquele livro que é tão bom quanto o primeiro? É exatamente como Scarlet se classifica fiquei mais um vez fiquei encantado pela escrita da Marissa, a narrativa da história continua maravilhosa e envolvente, e agora com o acréscimo de mais alguns personagens, que são tão carismáticos quantos os que eu conheci no primeiro livro e isso me deixa muto feliz, pois só mostra o quão bom os próximos livros deverão ser. Assim como no primeiro livro é possível descobrir muito antes do personagens o que vai acontecer na história, mas isso não foi problema para mim.

Eu amei a Scarlet, pois, ela é uma daquelas pessoas cabeças abertas, que primeiro buscam saber a história toda antes de sair julgando as coisas e pessoas, mas em compensação ela é bem esquentadinha, já Lobo é um completo mistério, mas ele é atencioso, claramente forte, quando a gente vê já criou um crush nele hahaha.

Scarlet foi um continuação maravilhosa de se ler, satisfazendo no quesito desenvolvimento da história e na adição de novos personagens, não poderia ter fica mais satisfeito do que fiquei. A capa do livro é linda, com auto-relevo e detalhes prata no título e envernizada na imagem que faz referência a Chapeuzinho Vermelho. Não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação do livro é boa com destaque para a parte interna da capa que é preta, eu gosto bastante da fonte usada no livro e seu tamanho é ótimo para leitura.

Série: Stranger Things — 2ª Temporada

10/11/2017


Eis que a espera acabou e, finalmente, no dia 27 de outubro a segunda temporada de Stranger Things ficou disponível para os fãs que não aguentavam mais esperar. E como eu sou super apressada, louca e desocupada eu assisti tudo em um único dia. Sim, não consegui parar e maratonei mesmo. <3

Já quero deixar claro por aqui que achei a segunda temporada maravilhosa. Na primeira nós temos o inicio de tudo, com o desaparecimento de Will e o aparecimento de Eleven, esta que conquistou todos os fãs da série logo de cara. Millie Bobby Brown da um show de atuação com tão pouca idade, mesmo que na primeira temporada a personagem não tenha tido tantas falas (mas quem é bom é bom, né amores). Já na segunda temporada a personagem não tem tanto destaque, mas isso não tira a importancia da Eleven em nenhum momento e podemos ver o quanto ela esta diferente, não exatamente um amadurecimento no inicio mas após um certo episódio ela da uma baita mudada e ai sim vemos uma Eleven mais madura, sabendo balancear o que realmente é importante para si, fazendo suas próprias escolhas sem deixar que nada ou alguém a impeça de ser quem é (claro que dentro dos limites que lhe é possível).


Mas a melhor coisa desta temporada é que o destaque não ficou somente na Eleven. Afinal, a série não é somente ela, certo? Temos um elenco infantil, adolescente e adulto maravilhoso nessa série e todos devem ser aproveitados, com seus arcos. O melhor personagem que podemos ver é Will. O que não vimos dele na primeira temporada vimos agora e com uma intensidade incrível. Noah Schnapp se mostrou um excelente ator, sério... Eu fico impressionada de ver essas crianças atuando dessa forma. Ele leva o seu personagem a sério, cada cena que exige muito dele é perceptível o quanto ele se doa e até sofre com o Will (e olha que ele sofre bastante ao longo da temporada). Gostaria de falar sobre uma passagem em especifico, mas como fica bem no final da temporada seria spoiler e não quero estragar o post, mas para quem assisti provavelmente vai concordar comigo que nos dois ultimos episódios ele está incrível.

A temporada nos apresenta também alguns personagens novos. A mais querida é Max, uma menina nova na cidade que acaba despertando o interesse de Lucas e Dustin e aos poucos vai entrando no grupo. No inicio Mike não gosta muito da ideia de uma garota "substituir" Eleven, mas é evidente que as duas são totalmente diferentes em relação a personalidade. O ótimo da série é que demonstra que meninas (e até mulheres) podem ser fortes e independentes. Vi que alguns fãs não gostaram muito por Eleven ter sentido um leve ciumes de Max, mas eu não encaro aquilo como um ciumes porque ela acha que a menina pode ter algo com Mike e sim porque ela acaba ficando de fora do grupo por ter que se esconder. Ao meu ver isso é normal para qualquer pessoa. Acho que elas vão se tornar grandes amigas na terceira temporada.

Enfim, poderia falar sobre o arco de cada personagem e grupo que se formou, mas ficaria um textão muito mais do que já está. Vou terminar só querendo influenciar quem ainda não assistiu nem a primeira temporada... porque olha, essa é uma série que vale a pena e que esta tomando forma muito maior no sentido de criar sua própria identidade. Não é só mais uma produção inspirada nos anos 80 e obras dos anos 80. Agora é uma produção que sim, teve esse pontapé inicial, mas que vai acabar tomando seu próprio caminho.

Resenha: O Urso e o Rouxinol

08/11/2017

Resenha de Jéssica Amanda

A história começa com Marina Ivanovna, matriarca que tem sua vida finda ao dar a luz à protagonista, Vasilisa Petrovna: uma menina toda olhos, ossos e, principalmente, selvagem. Sua história se passa na gélida Rússia medieval, onde contos proferidos por uma bondosa ama começam a ganhar vida. Vasya — como é chamada Vasilisa — podia falar com os espíritos domésticos e também os da floresta, porém, sua madrasta via isso com maus olhos. Após a morte de sua mãe, Vasya tem de lidar com uma madrasta que não lhe detém afeto e que está certa de que seu comportamento é de uma bruxa, e pretende assim casá-la ou ainda enviá-la a um convento para se ver livre de sua estranheza. Com a chegada de um novo padre, ela é constantemente lembrada de que seus amigos espíritos são nada mais que demônios e que ela deveria agir como boa cristã e arrepender-se de seus pecados. Mal sabem todos que ela é parte crucial de algo terrível que ainda está por vir e dependerão dela para manterem-se a salvo.


O início é lento, mas nos seduz a continuar a descobrir os segredos que escondem aquela menina indomável. Ao passar das páginas, descobrimos nuances, até então pouco claras, que se tornam de grande valia para o entendimento do todo. Vasya é, acima de tudo, uma menina livre, tornando assim fácil o encantamento pela sua personagem.

O livro transcorre assim, arrastado e previsível; o que não tira a ansiedade de descobrir qual será o destino de nossa heroína.A leitura é agradável e nos transporta para um mundo mágico sem deixar de lado as questões reais. Vasya é uma protagonista simples que tem um grande poder, não só o de salvar seu povo e família do mal que se esconde nas sombras, mas de nos mostrar que mesmo em tempos como aqueles a coragem e o amor são valores que não podem ser esquecidos.

Resenha: O Conto da Aia

06/11/2017


Existem livros que você lê e pensa meu deus, eu amei esse livro e existem outros que você lê e fica meu deus do céu, o que foi que eu acabei de ler???? e acho que eu nem preciso falar que tive essa reação ao ler O Conto da Aia, o livro que deu origem a série de sucesso The Handmaid's Tale. E existem inúmeros pontos da obra que podem ser apontados em um texto se referindo à ela mas eu vou apontar os que mais me chamaram a atenção nesta primeira leitura (pois é um livro que eu pretendo ler novamente daqui há alguns anos).

O livro é uma distopia, porém ela se passa no final dos anos 80 ou inicio dos anos 90. A protagonista, que é apresentada por nós somente como Offred, é uma mulher de 33 anos que tinha um vida comum com marido e filha, um trabalho e até certa independência financeira. Até que o país sofreu um golpe de estado e as coisas foram mudando gradativamente, principalmente para as mulheres. Primeiro suas contas foram bloqueadas, então o emprego, e por mim qualquer autonomia por si mesma devendo estar sempre acompanhada de seu marido e fazendo coisas somente com a autorização dele. Para nós parece um absurdo, correto? Mas o pior de tudo é que, ainda hoje, existem sociedades que vivem dessa forma. Como se não bastasse a sociedade acaba sendo dividida com princípios religiosos e, claro, financeiro. Então a personagem acaba se tornando uma Aia, que é uma mulher enviada à uma família somente para ser a genitora da criança dessa família (para explicar melhor: a Aia precisa ter relações sexuais com o homem da casa, na presença da esposa dele, para gerar uma criança).


Parece surreal? Bom, de fato é. A premissa me deixou de queixo caido e, claro, curiosa. Eu queria saber o que essa personagem pensava, suas reações e até porque a sociedade foi sendo destruída dessa forma. A jornada de Offred não é uma jornada que faz o leitor sofrer (não tô dizendo que é boa, pelo contrário, mas ela não faz lamentações que impactam o leitor no sentido emocional). Em alguns momentos fiquei um pouco impressionada com o quanto ela foi manipulada pelos novos pensamentos da sociedade, julgando as mulheres que outrora era como ela, tinha liberdade de se vestir como queriam e fazer o que bem entendiam. Ela chegou em um ponto que seus pensamentos são confusos e que algumas de suas histórias fogem da sua própria realidade, como se fosse possível que ela contando de uma forma diferente pudesse ser então uma história diferente. Offred é filha de uma mãe feminista e protestante, uma mulher que durante toda a sua vida lutou pela liberdade feminina e de seu próprio corpo. Ela cresceu no meio de mulheres assim, mulheres fortes e independentes e vendo-a se entregar as novas normas da sociedade, não apenas por uma questão de sobrevivência, é um pouco frustrante (mas compreensível). Acho que é um pouco obvio que para mim o que mais marcou neste livro foi a protagonista e sua história, muito mais do que sua jornada propriamente dita. Neste momento foi o que mais me fez pensar sobre o quanto nós mudamos para sobreviver ou nos adaptar as novas realidades.
Tudo que silenciado clamara para ser ouvido ainda que silenciosamente

Uma grande diferença deste livro com outras distopias, talvez com as distopias que estamos acostumadas a ler nos últimos dez anos, é que a protagonista não faz parte de uma grande revolução e mudança. Na verdade ela apenas faz parte da primeira geração de mulheres que estão sendo usadas e as sociedade esta muito longe de ser uma sociedade livre, mas que haja sim grupos rebeldes que tentam ajudar.  Offred tem um pequeno deslumbre disso mas não faz nenhuma grande diferença, a não ser contando suas próprias histórias.

O Conto da Aia é um livro que vai ter impacto diferente em cada leitor, mesmo que seja um hino feminista atual.

Resenha: Lembra Aquela Vez

02/11/2017


Eu tenho quase certeza que essa vai ser a resenha mais difícil que irei fazer em 2017. Lembra Aquela Vez foi, para mim, uma grande surpresa pois de imediato eu solicitei porque achei a capa bonitinha mas quando o livro chegou eu desanimei totalmente para ler e até cheguei a oferecer para um amigo de outro blog resenhar. Mas com tantas leituras para colocar em dia em tão pouco tempo eu olhei para o livro e pensei vamos lá acabar logo com isso e foi justamente o que aconteceu: Eu li o livro em uma única noite. Ele me prendeu de uma forma que há muito tempo não ficava presa em uma leitura. Mesmo com sono, piscando duro, eu não conseguia abandona-lo pois abandonar a leitura daria a sensação de abandonar o personagem justamente nos momentos mais cruciais (afinal, quanto mais você lê mais próximo esta do fim da obra).

O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Aaron, um adolescente que vive em um conjunto habitacional na cidade de Nova York. Ele tem uma linda namorada e vários amigos, com quem também passou toda a sua infância. Mas nem tudo é perfeito em sua vida. Há alguns meses seu pai se matou na banheira da própria casa e com todo o sofrimento que essa morte causou em sua vida depois de alguns meses o próprio Aaron tentou se matar. E é nesse clima que a história vai se desenrolando com um background onde existe uma empresa que apaga algumas memórias das pessoas.
Genevieve viu alguma coisa em mim, uma vida dentro da qual ela queria se perder, e não alguém cuja vida ela queria ver jogada fora. 

Em determinado ponto da história Aaron conhece Thomas, um adolescente do bairro vizinho que acaba se tornando seu melhor amigo. Thomas não sabe muito bem o que quer da vida, não para em nenhum emprego e com namorada, e acha que precisa tentar de tudo um pouco até encontrar, de fato, o que é certo para ele. Claro que gostei muito de todos os momentos que os garotos passaram juntos, as conversas mais banais e até as mais profundas, falando sobre a tentativa de suicídio de Aaron, assim como o suicídio de seu pai e o abandono do pai de Thomas quando este tinha apenas 9 anos de idade. Essa aproximação causa em Aaron uma nova descoberta: sua atração por garotos (eles não usam a palavra pois Aaron acha estranho no inicio).

A amizade entre eles causa certo ciumes e raiva nos amigos mais antigos de Aaron e quando eles percebem que o relacionamento deles pode ser mais do que amizade então acabam encurralando o menino para uma lição e é então nesse momento que inúmeras memórias são desencadeadas. Aaron nunca acreditou no procedimento da Leteo mas descobre que ele mesmo já passou pelo procedimento e ao recuperar tudo que foi apagado ele fica em um empasse sobre ser quem ele é ou sobre tentar ser outra pessoa, viver uma vida de mentira ou lidar com os problemas como eles realmente são. Eu já estava, claro, gostando da história antes mas a partir desse momento ela me ganhou cem por cento. Eu sofri com Aaron a cada memória recuperada, eu pude sentir suas duvidas e sua impotência, sua culpa por ser quem ele é e pelo mal que ele acha que causou em outras pessoas.
Você não tem o direito de continuar ignorando o seu passado só porque não gosta dele.

Além, claro, da grande questão das amizades de Aaron existe também a questão familiar. Todos ainda sofrem pelo que aconteceu com seu pai e tentam se recuperar do que Aaron tentou fazer; Entretanto eles não conversam sobre isso. Sua mãe trabalha muito e seu irmão mais velho só pensa em jogar vídeo game nas horas livres. No inicio essa falta de contato entre eles me incomodou, ainda mais com tantos problemas que precisavam ser discutidos para eles seguirem em frente, mas com a compreensão do fatos ao longo da história é de se esperar que essa família tenha tido exatamente esse tipo de atitude.

Este é um livro em que o leitor fica completamente imerso na história, esperando por cada surpresa que o autor preparou. E de fato, para mim, o final foi uma surpresa. Eu não vou dizer se foi boa ou ruim, se eu gostei ou não, porque isso pode fazer com que vocês saibam se ele foi um final feliz ou um final triste. Mas com certeza não existiria um outro final plausível para essa história.