As blogueiras indicam: Livros de Terror/Horror

30/10/2017


Fiz minha listinha recentemente de livros de terror/horror que quero ler e ai também resolvi pedir indicação de umas migas blogueirinhas também. Porque é sempre bom saber o que a galera leu e curtiu, certo?

Amaldiçoado — Joe Hill (antigo O Pacto)
Natalia, blog Ei Nati
Gosto de O Pacto pois ele parece que será um livro aterrorizante mas ele muda totalmente o clima quando traz piadas ácidas e momentos de uma ironia afiada. Ele mostra o que as pessoas são capazes e o que o poder exercido sobre elas, pode revelar. Além da escrita do Joe Hill ser envolvente.

A Estrada da Noite — Joe Hill 
Jessica Bett, blog Roendo Livros
Apesar de ser um terror que em suma é previsivel consegue te deixar ligado até a ultima linha. Seja pelo Jude, o roqueiro canalha que pisou feio na bola com uma garota que agora está morta, seja pelo fantasma que o persegue ou pelo background do personagem (que não é tão durão assim).

O Escravo da Capela — Marcos Debrito
Nathalia, do blog Pobre Leitora
É um terror nacional baseado no nosso folclore e história. Se passa na época da escravatura e usa disso pra criar o mito do Saci Perere e Mula sem Cabeça. Além de ser criativo tem umas cenas bem pesadas que fazem ele ir do terror ao horror.

É isso, gente. Obrigada as meninas que indicaram os livros.
Você já leu algum ou quer ler?

Resenha: Cinder

27/10/2017



Depois de muito protelar comecei a ler a a série das Crônicas Lunares, muitas pessoas me indicavam o livro e eu amei a sinopse dos livros da série, mas os livros são muito caros, e agora que enfim consegui comprar o terceiro livro decidi começar a enfim conhecer a história de Cinder e descobrir porque tanta gente fala tão bem dessa série.

Cinder vive com sua madrasta e suas duas meias-irmãs, mas a vida não é fácil, desde que seu padrasto faleceu devido a uma praga que vem assolando várias comunidades, Cinder é a pessoa que provem o sustento de toda a casa através de seu trabalho como mecânica, porém, mesmo provendo o sustento da casa Cinder não é vista com bons olhos por sua madrasta, pois, ela é uma ciborgue.

Para a sociedade em que Cinder vive ser ciborgue é ser uma segunda classe, é dessa forma que a maioria das integrantes de sua casa a vêm, como uma aberração, Cinder sabe que sua madrasta só a matem porque é ela quem provem todo o sustento da casa se não fosse por isso ela já teria se livrado dela. E foi em mais um de seus dias de trabalho que a vida de Cinder começou a mudar.

O príncipe Kai em pessoa apareceu em sua tenda para que ela consertasse seu androide ou amo menos descobrisse por que ele não liga, logo que sua irmã mais nova adoece, sua madrasta a acusa de ter infectado a garota, é a partir desse momento que a vida de Cinder começa a virar de cabeça para baixo, ela começa a fazer grandes descobertas sobre seu passado misterioso.

Ao terminar o livro a primeira coisa que pensei foi: POR QUE EU NÃO LI ESSE LIVRO ANTES? Eu simplesmente adorei a leitura, a narrativa do livro é clara e direta e assim a história acaba nos envolvendo e encantando, por ser uma releitura certos aspectos da história já estavam na cara, é uma releitura não dá pra reclamar disso né? Outra coisa que preciso falar é que a história é um pouco previsível, você consegue descobrir as coisas com facilidade e muito antes dos personagens, porém, isso nunca motivo de desagrado para mim.

Cinder é uma personagem encantadora, forte e obstinada, é impossível você não gostar dela de imediato, Kai é inteligente, justo, é um personagem que brilha todas as vezes que aparece por ele ser muito carismático, não podia deixar de falar Iko, uma androide, melhor amiga de Cinder ela te fará dar boas risadas. 

Cinder foi uma leitura tão gostosa quanto eu já esperava que ela fosse ser, um livro de leitura fácil e rápida com uma história que sem duvidas prende o leitor. A capa do livro é dispensável de comentário porque ela é maravilhosa, não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação do livro é boa, com destaque para o ótimo espaçamento do texto e para a parte interna da capa em cor preta, pessoalmente eu gosto bastante da fonte usada no livro e seu tamanho é ótimo para leitura.

Resenha: Garotos de Lugar Nenhum

23/10/2017

Eu não me lembro de uma única vez que tenha lido um livro que foi inspirado em uma série de tv (ou filme), então a curiosidade foi genuína quando solicitei Garotos de Lugar Nenhum para ver se o livro, então, será fiel a série (que eu ainda estou assistindo).

Garotos de Lugar Nenhum é um livro infanto-juvenil onde quatro garotos acabam indo para um universo paralelo depois que algo da muito errado em um passeio escolar. Os quatro são total apostos um dos outro. Sendo Felix o garoto gótico e estranho, Andy o nerd, Jake o valentão, Sam o popular com a namorada bonita. Claro que nenhum deles são amigos e quando são designados para fazer o trabalho em grupo juntos algo tinha que dar errado. Neste universo eles não existem e como se não bastasse isso todo o núcleo familiar que eles conhecem também esta diferente. A história é narrada em terceira pessoa pelo ponto de vista dos quatro personagens. Algo maravilhoso que achei nesse livro foi seu ritmo, que não deu nenhum descanso para o leitor. Ele é uma aventura onde as coisas acontecem e não com momentos que ficam nos enrolando dando a impressão de que não irá nos levar a lugar nenhum. Inclusive, às vezes, acho que isso falta em livros Young Adult.


Dos personagens os que mais se destacam, ao meu ver, é Felix e Andy. Os dois são inteligentes e procuram resolver o problema, de fato. Felix acredita em magia e Andy na ciência, então é até legal ver os dois personagens tentando chegar a um acordo sobre o que aconteceu com eles realmente. A família original de Felix é um pouco desestruturada por conta da deficiência de Oscar (seu irmão mais novo) e ele por sua vez se sente culpado pelo que aconteceu e procura reverter o que houve através de um encanto que encontra num livro em uma loja de ocultismo. Andy vem de uma família super unida e super protetora, então para ele essa mudança significa uma grande aventura mesmo que sinta falta de como sua vida era.

Claro que como se não bastasse esse infortúnio de eles estarem em uma realidade alternativa existe também um tipo de demônio querendo de todas as formas acabar com a existência dos meninos nessa realidade e eles acabam contando com ajuda de Phoebe (a dona da loja de ocultismo) para tentar, ao menos, espantar o demônio e ganhar tempo até conseguirem voltar a sua própria realidade.

Como disse inicialmente o livro é inspirado em uma série australiana chamada Nowhere Boys e ela esta disponível na Netflix.

Livros de Terror/Horror para ler

19/10/2017


Eu não preparei nada para o mês do terror/horror e ando com umas leituras acumuladas que tô igual uma tartaruga para colocar em dia. Maas, tem alguns livros desse gênero maravilhoso que quero ler e então para não deixar o mês passar totalmente em branco resolvi fazer uma listinha. Quem sabe até o dia 31 eu não vejo um ou dois filmes de terror e fale sobre eles por aqui, né?

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Claro que tem que ter Stephen King nessa lista. E O Iluminado é o livro dele que eu mais tenho vontade de ler desde criança quando vi a versão para televisão da adaptação (somente na vida adulta que vi a versão do Kubrick).

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Quando criança eu tive um trauma e medo real de cachorro por causa do filme Cujo. E depois quando descobri que tem livro fiquei pensando em como será que o King faz as pessoas terem medo de cachorro apenas com palavras. E sim, mais um dele, né mores.

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E deixando as coisas em família, vamos a Joe Hill. Eu gosto bastante do trabalho dele e estou super curiosa para ler Mestre das Chamas, lançado no Brasil pela Arqueiro. Ainda to reservando uma grana para conseguir comprar, haha.



Eu me apaixonei pela escrita de Josh Malerman já com Caixa de Pássaros (que muitos odiaram). E então, obviamente, estou com vontade de ler Piano Vermelho do autor que foi lançado há alguns meses no Brasil. E se for no mesmo ritmo que Caixa de Pássaros tenho certeza que vou gostar.


E um cláaaassico que tá vindo ai pela Darkside que eu não poderia deixar de fora da lista. Okay! Eu sei que A Hora do Pesadelo (livro) não se trata de um romance de terror ou uma adaptação literária do filme, mas eu não me importo okay? Freddy é um dos meus vilões favoritos de todos os tempos e obviamente quero esse livrinho com informações sobre os filmes.

Bom, não fiz uma lista muito grande até porque nem ando com ânimo para ler tantos livros assim. Mas animei para ver uns filminhos e vou tentar ver durante essa semana para fazer uns posts. Se o medo deixar, claro.

Resenha: A Estrela da Meia-Noite

14/10/2017


Resenha livre de spoilers
Leia a resenha de Jovens de Elite e Sociedade da Rosa

Uma das melhores coisas como leitora quando leio uma série ou trilogia é o seu tão esperado final, já que ficamos páginas e páginas durante todos os livros indo para um caminho do qual não sabemos o que esperar (na grande maioria das vezes). E sendo uma leitora até que fã da escrita da Marie Lu e como ela deixa o leitor no escuro durante a leitura, sendo imprevisível e dando ao leitor a sensação de não saber o que esperar da conclusão dessa trilogia.

Adelina continua sendo a vilã (ou pode ser anti-herói, mas eu sempre a vi como uma vilã mesmo) que mostrou ser desde o primeiro volume, mas agora ela está muito mais poderosa (afinal se tornou rainha) e a única coisa (ou melhor: pessoa) capaz de "amolecer" seu coração é Magiano. Como eu disse em resenha anterior o amor que ela acha sentir por Violetta, sua irmã, não é amor e sim mais uma obrigação por ela ser sangue de seu sangue. Mesmo com a menina morrendo Adelina ainda não parece se importar com ela e sim com seus próprios interesses e poder. Eu tinha gostado muito de Adelina no inicio da trama, mas ao longo dos livros ela foi perdendo meu afeto. Gosto de personagens fortes e que marcam, como ela fez, mas gosto mais quando eles mudam para melhor ao longo dos livros e no caso de Adelina ela somente agia com egoismo e desejo de vingança por tudo o que ela passou e os malfetos passaram ao longo dos anos.


Neste volume a autora encontrou um bom pretexto para reunir todos os personagens dos volumes anterior mas também, ao meu ver, fez algumas escolhas um tanto estranhas com aqueles personagens que voltaram do Submundo (não cito os nomes nesta resenha assim como não citei nas outras). Quer dizer, porque trazer um personagem de volta sendo que depois ele vai ter um fim tão horrível quanto o anterior? Até entendo a necessidade mas ainda não faz muito sentido para mim o que ela realmente quis mostrar com isso. De qualquer maneira a reunião dos personagens demora um pouco para acontecer, com capítulos de viagens que eram um pouco chatos, já que com a narração de Adelina víamos o quanto ela está alucinando por causa de seu próprio poder. O que realmente me aliviava desses momentos mais chatinhos era o relacionamento de Adelina com Magiano — e acho importante ressaltar que não é um romance com cenas lindas, beijos e tudo mais... é somente um romance mas o foco ainda está na missão que eles precisam cumprir.

E sim, até certo ponto a trama foi um pouco lenta e isso é sempre um problema principalmente por se tratar do último volume. Eu sempre fico com esse receio de que as coisas serão resolvidas rápidas demais e que será, então, sem graça. E apesar de eu ter achado que foi rápido demais não achei sem graça pelo simples motivo de que a autora não fez um grande fuzuê na conclusão. Ele foi calmo, com diálogos, e até emocionante. O que mais me alegra é o fato de que achei Marie Lu mais corajosa com esse final do que com Legend, mesmo que ela deu seu jeito de deixar tudo um pouco mais "feliz".
Esse foi meu objetivo desde o começo, me salvar sob o pretexto de salvar o mundo. Passei a vida inteira lutando pelo meu bem-estar e meu poder, destruindo para ter isso. Eu queria viver. Ainda quero viver.

Bom, de todo mais acho valido ressaltar que mais um vez Marie Lu entregou aos seus leitores uma ótima trilogia e que vai agradar muito quem gosta de histórias que se passam na era medieval. Para quem gosta de personagens fortes sem definição real de mocinho ou vilão (apesar de eu sempre definir Adelina como vilã provavelmente ela pode ser interpretada de forma diferente por outros leitores) e sim personagens somente humanizados, com erros e acertos, que amam e odeiam.

Cadê meu Fone? #9

10/10/2017


Faz muitos meses que não faço um post de Cadê meu Fone por aqui, né? Ainda ando ouvindo praticamente as mesmas coisas do post anterior, então hoje vou fazer uma edição nostalgica.

Semana passado o Spotify lançou uma playlist que chama Sua Máquina do Tempo e provavelmente é baseada no que você ouve atualmente e ai pega as músicas antigas (pelo menos uns dez anos) e coloca lá achando que quando você era mais novo ouvia. No meu caso eles acertaram muito pois muitas músicas e bandas que estão na playlist eu realmente ouvia e via vídeos na antiga MTV (rip </3) e então vou colocar uns do que mais gosto ou sinto falta nesse post lindo (não necessariamente em ordem de preferencia).










Resenha: As Perfeccionistas

04/10/2017

Fazia um tempo que não lia um livro leve e com essa ambientação adolescente que eu tanto gosto. Então quando vi essa duologia da mesma autora de Pretty Little Liars, uma série que eu amo, quis logo solicitar tanto para conhecer a autora (só acompanhei a série de tv) quanto a história que eu também curti bastante a sinopse (e inclusive, parece que vai virar série também). E até falo que gostei da história em si, porém (sempre tem um porém) parecia que eu estava vendo uma versão diferente de PLL, onde a pessoa que morre é um garoto e sem as mensagens estranhas em celular.

Acho que esse julgamento pode ser muito superficial mas foi o que mais me marcou durante a leitura. Não sei se é porque a autora é a mesma ou porque ela simplesmente viu que uma fórmula deu tão certo e quis usar novamente para garantir o sucesso. O fato é que As Perfeccionistas por mais que seja uma leitura legal com uma dose de mistério é mais do mesmo que as fãs de PLL (pelo menos da série) vão ver.


Para mim a trama demorou um pouco para se desenvolver, principalmente porque a autora levou quase cem páginas para apresentar as cinco meninas e após a apresentação das personagens a história segue uma "linha do tempo" onde mostra o dia das cinco meninas e os motivos que as levariam a matar Nolan e até mesmo o relacionamento familiar delas. Tem alguns flashbacks mas que geralmente só tem um ou dois parágrafos. O problema mesmo para mim foi que nenhuma das cinco personagens geram empatia no leitor. Apesar de ser obvio que elas tem algo a mais para mostrar parece que a autora aborda elas muito superficialmente, não sendo possível sentir ou entender o que elas querem e pensam. As cinco meninas são também estereotipadas, tendo a popular que todos amam, a desajustada que ninguém nem se quer olha na cara, a garota que participa de esportes, a musicista que sofre de amor por um boy que não tá nem ai com ela e outra que parece ter a vida perfeita. Claro que até a vitima é estereotipada: o garoto popular que faz bullying com todos. E bom, o que mais gosto nessas histórias é a diversidade dos personagens, mesmo que sejam todos estereotipados eles ainda tem reações a certos eventos que eu acabo sendo surpreendida (não muito, mas as vezes parece que são todos previsíveis e não é bem assim que acontece).

Por se tratar de uma duologia quando a coisa estava realmente ficando frenética o livro acabou. Então mesmo não tendo me apaixonaaaado pelo livro eu com certeza quero ler a sequencia pois estou curiosa para saber o que houve de verdade com Nolan e como a vida das meninas irão se resolver, torcendo para que os maus entendidos sejam desfeitos e que o culpado seja punido (que alias, parece ser a unica coisa difícil de saber nessa história).