Resenha: Donnie Darko

25/09/2017

Eu sou apaixonada pelo filme Donnie Darko desde a primeira vez que o assisti há uns bons 12 anos (ooooh pessoa velha essa). Isso não significa que eu entendi o filme ou que eu, hoje em dia, entendo ele cem por cento. Acho que é justamente essa graça que ele tem para mim. É bem feito, é complexo e da nervoso por ser desses filmes que deixam as coisas em aberto. Eu gosto disso, vocês sabem. Então obviamente quando a Darkside anunciou que lançaria esse livro eu fiquei louca. Demorei meses para comprar e mais meses ainda para ler e neste último caso bateu o arrependimento. Meu Deus! Que livro incrível. Quer dizer, ter a chance de ler o roteiro de um dos seus filmes favoritos não é sempre que acontece, né?


Bom, claro que eu não sou uma pessoa entendida de roteiros e tudo mais então o diferencial do livro é o prefácio escrito pelo próprio Jake (inclusive leiam o post que eu fiz com os 5 filmes do ator que eu mais gosto) e uma longa entrevista com o diretor e roteirista do filme: Richard Kelly. Onde ele conta um pouco sobre o inicio da sua carreira e como foi o processo de criação de Donnie Darko e principalmente a batalha que ele teve para conseguir fazer, de fato, o filme e depois lança-lo nos cinemas.

O livro não tem nenhuma grande novidade para os fãs então acaba ficando mais como um item de colecionador com essa edição linda que a Darkside trás aos leitores. Vale a pena conferir.

Resenha: Julieta Imortal

19/09/2017

Com o objetivo de eliminar livros não lidos da minha estante resolvi pegar aleatória um e eis que o sorteado foi Julieta Imortal, lançado há alguns anos pela Novo Conceito. Sempre gostei da capa desse livro e acabei comprando os dois em uma promoção, provavelmente numa Black Friday da vida, mas deixe ele abandonado por mais de um ano na minha estante. rs Nada melhor do que um romance para tentar sair da ressaca literária que estou há algum tempo, certo?

A história  não é exatamente uma releitura do clássico Romeu e Julieta já que nesta narrativa o grande casal que muitos leitores amam são na verdade inimigos mortais. Julieta trabalha para os Embaixadores da Luz, que lutam pelo amor das almas gêmeas, e Romeu trabalha para os Mercenários que querem acabar com o amor das almas gêmeas através de assassinato. E foi exatamente isso que aconteceu com o casal cerca de 700 anos atrás: Romeu matou Julieta para vender sua alma aos Mercenários em troca do que acredita ser a vida eterna.



O livro já começa com a alma de Julieta entrando no corpo de Ariel, uma menina que sofreu um acidente com óleo quente quando criança e desde então tem dificuldade para se relacionar com as pessoas, sua própria mãe e, claro, não tem amor próprio; e Romeu no corpo de Dylan, um menino razoavelmente popular na escola que havia feito uma aposta com um colega de que conseguiria ficar com Ariel. Os corpos já são inimigos, assim como agora as almas. É difícil falar sobre a personalidade de Julieta. Ela é construída sim ao longo da narrativa mas no geral as coisas no livro acontecem tão rápido que não acho conseguirei focar nas personalidades como sempre faço nas minhas resenhas. Uma reclamação recorrente sobre alguns livros é o quanto os autores deixam a história se levar para tudo se resolver tão rapidamente no final e é justamente o que não acontece nesta obra. Nunca havia lido nada da Stacey Jay mas se ela segue esse ritmo em seus outros livros, então parabéns!

A história foi se construindo com base na missão de Julieta (unir duas almas gêmeas) e em suas falhas na missão, principalmente com Romeu tentando sabota-la e com o sumiço da Enfermeira (uma especie de supervisora dos Embaixadores que sempre da instruções a ela) e o mais importante: pela própria Julieta se apaixonando pela alma gêmea que ela precisa unir. Parece que a partir daí a coisa fica medonha, mas não... Lembre-se que o livro tem apenas 237 páginas, então não há tempo para a autora focar no romance de Julieta e Ben, com floreios, cenas de romance e brigas entre os outros personagens. Tudo gira em torno exatamente da missão, mesmo que ela praticamente tenha estragado tudo, e no objetivo de Romeu de acabar de vez com essa maldição que os dois enfrentam há tantos séculos.
Os maiores mentirosos sempre contam a verdade quando querem.

Ao contrário do que parece Romeu não é um ser odiável (só um pouco). Ele passou por algumas coisas até chegar o ponto de vender sua alma os Mercenários e sacrificar seu amor proibido por Julieta ao ponto de mata-la. E mesmo ao longo desses anos sendo um Mercenário ele sofreu ao seu modo pelo que tinha que fazer e chega um ponto da história que você simplesmente torce para que as coisas se resolvam para ele no final. Eu estou curiosa para ler o segundo livro, que é narrado inteiramente por ele, para saber o que mais a autora pode dizer sobre ele para me surpreender.

Tag: Acumuladores de Livros

15/09/2017


Olá, amores <3
Acho que faz um tempo que não posto TAG por aqui e recebi uma lista de tags da Eiras, do canal Perdida na Biblioteca e adorei essa pois eu ando me sentindo muuuuito acumuladora ultimamente (a ponto de querer tirar váaaarios livros da estante e doar). Mas bora lá de tag para mudar os ares um pouco. rs

Acumulador - Qual livro que você deveria se livrar, mas por alguma razão não consegue? 
(Orgulho de ter lido? Foi presente? Ainda quer ler? Tem algum laço afetivo?)
Gente, como que eu conseguiria me livrar deste livro? Se alguém souber a resposta me da, por favor. Essa edição é simplesmente linda! Mas o ponto principal é: Eu não gosto de Instrumentos Mortais. Eu já tentei ler o primeiro mas não deu, não gostei e na verdade nem se quer terminei a leitura. Então o livro está há mais de dois anos parado na minha estante. Eu disse que ia dar para uma amiga que é suuuper fã da saga mas até hoje não consegui simplesmente pelo apego desta edição linda.

Colecionador compulsivo – Qual livro ou edição você sonha em ter?
google imagens
Se eu não me engano essa foi uma edição comemorativa da trilogia Estilhaça-Me, mas eu não sei dizer se ela chegou a ser comercializada ou se foi apenas uma arte que a autora fez e postou fotos. Independente disso eu quero muuuuito. <3

Caos confortável – Qual livro da sua estante foi o mais acolhedor? 
Eu sou extremamente apaixonada por essa história e para mim esse mundo de contos de fadas e histórias bonitinhas de princesas caiu muito bem, pois ele é praticamente uma desconstrução das histórias que nós conhecemos e crescemos ouvindo (e quem é leitor do blog sabe que eu não gosto). Então eu me senti acolhida pela Escola do Bem e do Mal.

Nostalgia – Qual a história interessante que você teve com algum livro que tem na estante?
Eu amo a trilogia Mara Dyer (ainda não aceitei muito esse tal quarto livro). Mas li tudo em e-book e queria muito ter o livro fisico, mas a grana tava sempre curta e o valor dele é bem gordinho para o meu bolso. Descobri que Nathalia do Pobre Leitora tinha os dois primeiros volumes e fiquei, pelo menos um ano, pedindo pra ela me dar os livros UHAIEHAUOHEI Até que um dia eles chegaram aqui com uma nota de agradecimento por eu ter feito o layout do blog dela. <3 

Não toca nas minhas coisas! – Qual livro você não gosta de emprestar ou tem medo de perder?
Tem vários livros na estante que eu já disse que não emprestaria mas acabei emprestando, porém minha trilogia Estilhaça-Me é intocável. E falo sem vergonha ou receio: ela esta toda marcada, rasurada e com marca texto. Eu já li tantas vezes que sempre marco alguma coisa diferente, então minha edição está toda acabada uaiheaoheuie acho que colecionadores iriam ficar putissimos.

Ansiedade – Qual livro você ficou tão animado pra ler que não quis nem sair de casa? 
Quando vi sobre esse livro a primeira vez fiquei super ansiosa para ler e como era parceira de ação da Galera eu torci muuuito para eles me mandaram esse livro. Nem preciso falar que quando chegou eu dei pulinhos e fui logo lendo, né?

Compra no impulso – Qual livro você comprou sem qualquer planejamento? 
Gente, repara nos livros que ainda estão no saquinho!! Pra voces verem a total falta de planejamento nas minhas compras. E pasmem, eu comprei essa coleção em 2012 e até agora só livro três livros. Já deu pra perceber que eu não sou fã de HP, né?

Enfim, gente... Adorei essa tag pois me motivou mais para eu dar uma olhada na minha estante e tirar alguns livros que eu não vou ler ou que li e não curti tanto. Quem sabe eu deixo em aberto doações aqui no blog ou no Instagram. E quem quiser faz a tag também. Beeeeijos. 

Resenha: Um Milhão de Mundos Com Você

12/09/2017

Leia a resenha dos livros anteriores: #1 / #2
Resenha livre de spoilers

Eu sempre deixei bem claro meu crush por essa trilogia, né? Desde a resenha do primeiro livro eu mostrei meu amorzinho e a ansiedade pelas sequencias e então eis que finalmente li o último livro da trilogia Firebird e nesse momento só posso dizer que estou triste por me sentir agora orfã desses personagens e porque a conclusão não foi como eu imaginei que seria (não que eu tivesse imaginado muita coisa).

No primeiro livro me apaixonei por uma Marguerite corajosa e até mesmo inconsequente, mas no segundo ela foi amadurecendo conforme foi entendendo as consequências de seus atos para outras pessoas além de si mesma mas no terceiro livro a protagonista chegou até ganhar minha antipatia por agora só pensar meticulosamente em tudo que deve ou não fazer. Eu entendo que a missão dela é importante, afinal ela precisa salvar outras versões de si mesma e até universos inteiros mas ela precisava mesmo ficar tão chata? Acho que não e esse caminho escolhido pela autora me deixou decepcionada. Sem mencionar o romance, que nos outros livros foi sutil e apenas motivacional neste veio com tudo principalmente depois de tudo.

O que eu mais gosto em Firebird é a infinidade de universos que o livro nos apresenta e mesmo que seja o último livro e as coisas precisam ser resolvidas logo a autora ainda nos introduz a novos mundos de maneira simples mas importante para a história. Não sei se com outros leitores aconteceram isso, mas comigo sempre que algo ruim acontecia em algum universo ou com alguma Marguerite eu ficava triste de verdade e bom, sentimentos... sentimentos. :3
Somos o centro do nosso próprio universo, e cada um de nós está também à órbita de outras pessoas. É um paradoxo, mas às vezes é nos paradoxos que a verdade reside. 

O que mais me incomodou nesse livro foram as quantidades de lamentações da protagonista pelo que estava acontecendo no multiverso e seu relacionamento com Paul, além das explicações de fisica desta vez ficaram um pouco mais complexas para minha capacidade (eu sou totalmente leiga em fisica, sempre fui péssima aluna) então em alguns momentos eu só fui entender o que os personagens haviam debatido quando já estava acontecendo. Eu, particularmente, acho isso ruim porque me sinto vulnerável na leitura, sei lá, mas talvez para quem já tem um pouco mais de noção de física a compreensão seja imediata e não tenha confusão ou surpresa desnecessária ao longo da leitura.

A conclusão do livro não me satisfez porque justamente nos dois últimos capítulos a autora correu com tudo. Veja bem, grande parte deste volume Marguerite ficou indo de universo a universo tentando ajudar suas versões e seus mundos mas em um momento ela simplesmente teve um insight e resolveu arriscar algo que poderia acabar em tragédia total e foi lá e resolveu tudo assim papum (além de outros detalhes que sucederam depois). Isso me deixa com raiva porque tudo precisa ser num ritmo constante, entende? Mas okay, isso talvez seja eu sendo muito chata uaheuoehuheuiae.
As pessoas podem perdoar quase tudo, mas não perdoam quando alguém prova que estavam erradas.

Mesmo com as coisas que me incomodaram nesse volume eu ainda continuo adorando Firebird. Foi um dos livros diferentes que li nos últimos tempos e a ideia de viagem interdimensional ainda me encanta bastante.

Resenha: A Libélula no Âmbar

09/09/2017


Não indicado para quem tem coração fraco. Brincadeira!, mas talvez não muito. O fato é que A Libélula no Âmbar deixa o leitor tenso a maior parte da leitura. Primeiro pela curiosidade de saber o que aconteceu para Claire voltar ao seu tempo e segundo (sabendo que terão outros livros) o que a fara voltar. Depois que li o primeiro livro da série fiquei muito ansiosa com o seu final, depois do que aconteceu com Jamie e a esperança de mudança e vida feliz ao casal; entretanto não teria graça ler um livro de 944 só com coisas felizes, certo? É perceptível ao leitor todo o cuidado que Diana teve ao escrever seus livros, criando situações onde os personagens precisam tomar decisões certeiras e rápidas, além de intrigas, amor e muitos detalhes seja em ambientes, vestimenta ou até mesmo cheiro. Pode-se até mesmo culpar o tamanho do livro por esses detalhes.

O principal objetivo de Claire e Jamie é tentar impedir a guerra que irá acabar com os clãs das Terras Altas, incluindo familiares e amigos do casal. Infelizmente, mesmo Claire sendo do futuro, não é de tanta ajuda com detalhes históricos já que ela nunca prestou muita atenção nisso quando Frank (seu marido do século XX) falava sobre o assunto; Mas de qualquer maneira é interessante acreditar que as coisas podem ser diferentes e ao mesmo tempo saber que não poderão ser, já que como em qualquer obra que envolve viagem ao tempo nós vemos que as consequências para as mudanças podem ser devastadoras.

O que eu senti um pouco de falta neste volume foi a presença de personagens secundários marcantes. De fato, ao meu ver, tem dois personagens que acabaram agradando-me bastante e que tiveram um certo destaque na trama, entretanto com taaaantas pessoas novas foi um pouco estranho algumas delas ficarem tão apagadas mesmo com a sua importância para a história em si. Se o livro fosse menor eu até entenderia, mas neste caso não é uma desculpa. Acho que pode até ser que a autora não quis fazer com que os leitores se apegasse aos demais personagens, já que em qualquer momento alguém pode morrer ou simplesmente deixar de aparecer na história devido a alguma mudança ou coisa do gênero.

A relação entre o casal esta cada vez melhor. Na leitura do primeiro livro fiquei bastante incomodada algumas vezes com os costumes de Jamie, que por sua vez refletem o costume da época, mas agora ele está muito melhor sabendo lidar com Claire e ela sabendo lidar com ele, ambos se respeitando acima de tudo sem impor a vontade/desejo do outro. Eu acho que nunca li um livro (e nem assisti uma série) em que o casal tem uma química tão maravilhosa quanto esses dois. Eles não são só aquele tipo de casal que você torce por eles, mas que você pode aprender com eles, entende? Ambos tem maturidade necessária e o desejo de fazer o relacionamento (e tudo aquilo que eles se propõem a fazer) dar certo. Eu acredito que são casais assim que faltam na literatura.

Apesar de ter amado o obra não darei cinco estrelas, pois em alguns momentos (são poucos) a autora ficou repetindo algumas coisas do primeiro volume (talvez isso pode ser bom para quem leu há muito tempo e não lembra dos detalhes) e depois mais próximo ao final ela repetia algumas coisas deste mesmo volume (alguns detalhes que poderiam ser perdidos por alguém mais desatento). E com um livro tão longo as descrições em alguns momentos passam a ser mais chatas, dando uma leve vontade de deixar o livro por uns três dias de lado e ir fazer outras coisas (eu acabei fazendo isso quando cheguei na metade do volume).

Leitura mais do que obrigatório para os fãs da série (de tv também). ♥

Resenha: Comportamento Altamente Ilógico

05/09/2017



Eu conheci esse livro muito tempo antes dele ser lançado aqui no Brasil, eu adoro o Goodreads, e sempre estou passeando procurando novas possíveis futuras leituras e esse foi um dos casos, quando li a sinopse do livro fiquei interessado, mas como não sabia quando/se seria lançado no Brasil apenas marquei como "quero ler", eis que a Rocco comprou os direitos e lançou o livro a aqui no Brasil e a Sil que é maravilhosa demais, solicitou o livro para que eu pudesse ler e resenhar aqui para vocês!! Obrigado Sil pelo amor XOXO

Lisa é determinada, ela não para um segundo, ela já tem todo o seu dia planejado para que não perca nem um minuto do seu precioso tempo, ela está mais do que decidida a se forçar e trabalhar o máximo possível para conseguir sair de sua cidade natal. Ela está decidida a entrar na Woodlawn a segunda melhor faculdade de psicologia de todo o país, e para isso ela precisava escrever uma redação sobre sua experiência pessoal com doenças mentais, e a sorte parece ter batido a sua porta pois ela encontrou o contado de Valerie Reed a mãe de um garoto que ela conheceu no ensino fundamental e que seria a pessoa perfeita para falar em sua redação, mas para isso ela teria primeiro de se aproximar de dele.
A vida as vezes simplesmente lhe entrega a limonada pronta, num copo geladinho com uma rodela de limão na borda. Para Lisa Praytor, uma aluna do penúltimo ano do ensino médio que só tirava A na Upland High, conhecer a mãe de Solomon Reed foi esse copo de limonada. E isso mudaria sua vida.

Solomon sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros) e desde que teve uma grave crise pânico no último ano do ensino fundamental, em que tirou toda a sua roupa e se jogou na fonte da escola, ele não sai mais de casa, já fazem três anos que Solomon não põe o pé para fora de casa e nem pretende, ele é completamente feliz da forma em que vive, mesmo sabendo que não é exatamente a vida que seus pais desejam para ele, as vezes ele até pensa em como seria sair, para que seus pais possam ter a vida deles de volta, mas logo ele desiste da ideia.
Solomon não precisava sair de casa para nada, afinal. Tinha comida. Tinha água. Podia ver as montanhas da janela do quarto, e seus pais estavam sempre tão ocupados que ele atuava, a maior parte do tempo, como o chefe da casa.

Lisa determinada que é consegue manter contato com Solomon com o intuito de escrever sua redação e se possível cura-lo, em troca de uma piscina que ele não faz a miníma ideia se irá usar Solomon permite que Lisa entre em sua vida, logo os dois vão se tornando amigo e estreitando os seus laços, até que Lisa apresenta Clark, seu namorado, a Solomon, os dois que adoram basicamente estreitam a amizade e Lisa logo se vê num impasse entre a sua carreira e a amizade de Solomon e o amor de Clark.
— Clark Robbins, a seu dispor..
— Rolou — disse ela.
— O quê?
— Solomon aceitou me receber. Vou lá na quarta-feira. 

Mas que livro encantador, ele é dividido entre o ponto de vista de Lisa e Solomon, mostrando assim o comportamento e características dos personagens e claro suas mudanças. O livro é bem fluído e gostoso de ler, e o autor soube trabalhar com delicadeza o tema delicado que o livro traz, além dos personagens serem bem construídos. Além do tema explicito o livro também te faz pensar sobre como é fácil se tornar invisível quando não há ninguém para se importar com você, ninguém para te fazer sentir necessário, e em como é nossa função não deixar isso com as pessoas ao nosso redor, pois elas podem estar passando por problemas que a nós nem imaginemos.

Comportamento Altamente Ilógico foi uma ótima leitura, principalmente por ter alcançado as minhas expectativas, além claro, pelo fato dela ter acrescentado um pouco mais sobre um tema que sabia pouco que é a agorafobia. Gosto da capa do livro, mas sinceramente ela não faz sentido nenhum para mim, a diagramação do livro é boa com destaque para as páginas de abertura de capítulo, não encontrei nenhum problema de revisão e a fonte tem um tamanho agradável a leitura.

Resenha: Marlena

01/09/2017

Marlena é um livro de memórias baseado, até certo ponto, na vida da própria autora. Nele temos Cat, uma menina de 15 anos que teve sua vida drasticamente alterada por causa da separação dos pais. Sai de sua escola perfeitinha para ir morar em uma cidade de interior no Michigan onde conhece então Marlena, uma menina de 17 anos que faz parte daquele padrão fodido de adolescente problema com uma família problemática. A história tem um paralelo entre a vida atual de Cat, com 36 anos, e a adolescente e as lembranças voltam mais fortes (porque ela nunca esqueceu, de fato, esse período da sua vida) com o irmão da Marlena (que na época tinha uns 6 anos) querendo reencontrar Cat para conversar e até mesmo relembrar algumas coisas sobre o passado. E sinceramente foi ai que fiquei realmente incomodada com a história, pois esperei muito desse encontro conforme todas as coisas que ela foi contando sobre Marlena e todas as coisas que elas passaram juntas, mas ele foi tão simples e breve que não deu nem para entender de verdade qual foi o sentido dele.

Cat era a menina perfeitinha, sempre tirava notas boas e estudava na melhor escola mas isso mudou quando ela se mudou e isso nem se quer se da ao fato de ela conhecer Marlena, apesar de ter ajudado para o começo de todo o problema. Com o inicio da amizade ela passou a cabular aulas para beber e fumar com sua nova amiga e ao conhecer os amigos dela viu que um era traficante e os outros viciados. À partir daí da para imaginar as coisas que podem vir a acontecer na vida de Cat, ainda mais com a amizade entre as duas ficando tão intensa ao longo dos meses. Mas o foco não é exatamente na Cat e sim na própria Marlena, que é viciada em drogas e faz de tudo para manter seu vicio. O problema é que Cat é uma menina muuuito inocente e sem atitude. Ela demorou para perceber os verdadeiros problemas de Marlena e mesmo quando estes estavam na sua cara ela nunca fez nada para ajudar a amiga, nunca tentou de verdade fazer com que Marlena largasse o vicio ou que parasse de se relacionar com um homem mais de vinte anos mais velho para conseguir as drogas e isso realmente me incomodou na menina. Era como se, de certa maneira, ela colocasse suas frustrações familiares nessa amizade e em como essa amizade era conduzida com coisas tão diferentes das quais ela era acostumada. Mas o pior é que após sua vida adulta ainda parecia que ela culpava Marlena por todas essas coisas e as consequências que isso teve em sua própria vida.

silviane casemiro @kzmirosil
Marlena é um reflexo de uma vida precária, de pessoas pobres e que acabam fazendo coisas porque não acham que existe opção, que acreditam que aquele é seu único destino e é por isso que eu não consigo odiar essa personagem mesmo com todos seus problemas. Não digo que cabia a Cat ajudar a amiga a se livrar dos problemas, afinal ela era tão nova quanto Marlena, mas ela sabia mais sobre as coisas e ela poderia ter buscado auxilio com pessoas adultas que ajudaria de fato antes das coisas começarem a dar errado. Mas sua única preocupação de verdade era ser a garota diferente do que ela havia sido nos últimos 15 anos de sua vida.

De todo o mais o livro é lento. Eu acho que demorei um mês para ler ele e falo isso sem exagero. Eu pegava e lia umas dez páginas e já me cansava pois era sempre a mesma lenga lenga sem algo realmente significativo acontecendo. É uma ficção com aspecto de não-ficção, já que se trata das memórias de alguém (que pode ou não ser a autora). Talvez para quem gosta de biografias seja uma excelente leitura, mas para mim não funcionou muito bem.