Colocando séries em dia!

28/08/2017



Oi, oi seres humanos que tem séries atrasadas, tudo bem com você? :P
Agora que estou oficialmente desempregada e tirando umas férinhas vou tentar colocar o maior núnero de séries em dia até começar uma nova. Eu sei que é uma missão quase impossível, ainda mais com a Netflix sempre colocando algo novo por lá maaas tem muitas que da para colocar em dia sim e vou listar aqui as 5 principais séries que preciso colocar em dia o quanto antes.

Supernatural
Eu sei que essa série deu desgosto pra muita gente, e confesso que por um tempo me deu desgosto também. Mas eu me sinto fiel a SPN porque foi a segunda série que acompanhei na minha vida, logo que descolei computador e internet eu ficava horas baixando um episódio e isso tem cerca de onze anos. Não vou conseguir abandonar eles, então vou colocar em dia a 11ª e 12ª temporada o quanto antes.
American Gods
Essa série é nova e eu não deveria trata-la como prioridade, porém como eu gostei bastante do que vi até agora (apesar de ser uma loser quando o assunto é mitologia) eu coloquei ela no topo da lista.

American Horror Story
Eu acho que eu perdi duas temporadas de AHS, e como eu gostei de algumas coisas que li sobre a nova temporada que estreia em setembro eu vou colocar em dia as outras né.

The Strain

Eu até comecei assistir a 3ª temporada de The Strain, mas eu estava achando ela muito ZzZZz e dei uma abandonada. Ai anunciaram que a 4ª temporada será a última e como falta tão pouco para a conclusão da para fazer um esforço, né.

The Mentalist

Essa é antiiiiga e eu até já vi spoiler do final, mas como eu acompanhei ela por muito tempo eu preciso terminar de ver e faltam poucos episódios.

Para saber o que eu ando assistindo me segue no TV ShowTime.

Resenha: Os Impostores (A Garota do Cemitério #1)

15/08/2017

Recentemente a Valentina lançou a sua primeira HQ, chamada A Garota do Cemitério. Conta a história de Calexa, uma menina que sabe que morreu — pelo menos por um minuto — mas não sabe como foi parar naquele cemitério em uma noite chuvosa. Ela nada lembra de seu passado e por isso acredita que a melhor maneira de continuar viva é fingindo que esta morta para que seu assassino não a encontre.

Bom, o que mais chama a minha atenção quando se trata de HQ são as ilustrações e eu fiquei muito apaixonada com as ilustrações dessa HQ pois é rica em detalhes, principalmente nas expressões da personagem. A forma como os autores conseguiram expressar o que acontecia com ela pelos desenhos é maravilhosa. O texto acabou sendo muito mais um complemento do que qualquer coisa.

a bagunça do sorvete 
Eu gostei bastante da história, apesar de achar que a personagem ficava se repetindo bastante. Ela esta, até então, cerca de dois meses no cemitério e nesse período houve pouca evolução na questão de ela tentar descobrir quem ela é e como foi parar nessa situação. Em alguns raros momentos até houve uns flashback de seu passado mas nada que pudesse auxilia-la ou auxiliar o leitor. Pelo menos nesse primeiro volume o foco ficou mais em seu abandono, as pessoas que ela conhece e em Marla. Não sei sobre o que será o próximo volume, mas com o título Herança talvez dê para imaginar algumas coisas.


Resenha: Eu te Odeio!

08/08/2017

Nunca escondi de ninguém que amo Corey desde que tinha, praticamente, uns 15 anos e sempre que posso acompanho o andar de sua carreira, seja no Slipknot ou no Stone Sour, que são duas bandas que eu amo. Então fiquei extremamente feliz com a oportunidade de ler seu novo livro, que eu nem tinha esperança que seria lançado um dia no Brasil (Obrigada, editora Planeta). ♥

Ao contrário de sua primeira obra, Sete Pecados Capitais, Eu Te Odeio! tem um tom mais engraçado, visando mais para o humor negro e sarcástico da coisa toda. Neste obra Corey fala sobre tudo e todas as coisas que ele odeia no mundo e nas pessoas (principalmente as pessoas, no caso). E cara, é tão bom ler algo e pensar "caramba, eu super concordo com isso". rs Corey fala sobre realitys shows (que não são reais coisa nenhuma), pessoas que só olham para seu próprio umbigo e acham que o mundo gira em torno de si mesma, as músicas que são hits, família, amigos e crianças.


Eu gosto como ele expressa sua opinião, sem realmente se importar com o que os leitores vão pensar dele — sendo seus fãs ou não. Por mais que, em poucos momentos, eu tenha achado algumas ações loucas ou exageradas eu ainda conseguia entender seu ponto de vista através de seus argumentos. Ele não exala apenas ódio nessa obra, ele simplesmente fala algumas verdades que as pessoas (provavelmente) não estão preparadas para ouvir dos outros. Provavelmente muitos de vocês já se depararam com situações semelhantes das quais ele usou no livro e com certeza se identificariam com muitas delas. Um dos capítulos que mais gostei foi do que ele fala sobre as músicas que as gerações mais novas estão escutando e como elas são feitas e o que fala sobre moda. De certa forma esses dois capítulos podem estar conectados mesmo que indiretamente.

O livro não é uma biografia do autor, mas tem muitas passagens que ele comenta sobre sua própria vida; Acho que pode ser classificado como um livro de memórias e neste caso, como já devem ter notado, não é um livro de ficção. Mas independente disso a leitura é recomendada para fãs e não fãs deles, principalmente por conta de seu senso de humor e opinião, que pode acabar gerando diversos tipos de comentários por meio dos leitores. Eu sou muito suspeita para falar, mas sim: leia este livro se quiserem repensar um pouco sobre o mundo em que vivemos de uma forma não filosófica.

Resenha: A Geografia de Nós Dois

04/08/2017

Nesse meus tempos de leituras alternadas e praticamente obrigatórias eu estava com ressaca literária direto e mal conseguia pegar um livro na mão que já me dava um treco. Então resolvi ler algo que eu queria há algum tempo e young adult com romancezinho porque eu adoro, como vocês bem sabem. Ai lembrei desse livro, que eu sempre curti o titulo e parece ser super fofo. Bom, claro que não me arrependi, né? Ele tem tudo que eu gosto. :3
Não era só pelo fato de estar em um local totalmente diferente. Era porque também tinha a oportunidade de se tornar alguém diferente. 

Geralmente eu reclamaria dos desencontros que os personagens tem ao longo da trama, mas poxa! não é que ficou perfeito nesse livro? Todo o processo foi importante para o amadurecimento dos personagens e eu nem me refiro em relação ao romance e sim a eles mesmos, a vida e prioridades. Adolescentes não tem como ter suas escolhas aceitas, porque né... São adolescentes, e eles tem que seguir os pais até então ter idade para trilhar seu próprio rumo e o livro mostra um pouco disso sem ser chato, com brigas ou revoltas bobas. Na verdade Lucy e Owen abraçam a escolha dos pais de bom grado.

Bom, Lucy é uma garota que tem praticamente tudo. Pelo menos no que diz respeito a questão financeira. Não que ela não tenha o amor dos pais, pelo contrário; mas eles viajam muito a trabalho e ela quase não fica com eles. A relação familiar é bem escassa, mesmo que exista o amor. E é em um desses dias em que ela está sozinha que conhece Owen, no elevador do edifício em que mora em Nova York. Ela já havia visto ele anteriormente no prédio e até mesmo nas redondezas, mas nunca tinham conversado até esse apagão que ocorreu na cidade em uma tarde de verão. Owen é o oposto de Lucy, sendo assim ele é de uma família pobre mas que cresceu com os pais sempre por perto, cheio de amor e memórias de família que agora causam dor por causa da morte repentina da mãe. Lucy ama NY e Owen odeia. Ela é otimista e ele é realista. Ela procura se conectar e ele é antiquado. Existem muitas diferenças entre eles mas mesmo assim a conexão foi imediata. Tudo era natural mesmo que por apenas um dia. Ai o negócio é que o romance não pode desenrolar a partir dai porque ela teve que se mudar com os pais para a Europa e ele precisou praticamente se tornar um nômade com seu pai pela costa leste dos EUA.
Mas não existe começo que seja totalmente novo. Toda novidade chega no encalço de algo velho, e todo inicio vem a custa de um fim. 

Os dois aproveitam bastante essa nova fase e se correspondem periodicamente através de cartão-postal (parece estranho, mas no conceito do livro é super fofo, ok?). Ambos vivem suas próprias vidas onde estão, conhecendo novas pessoas, fazendo amigos e até namorando; mas aquele sentimento de saudade e de algo inacabado fica ali o tempo todo. Em tudo que Lucy faz ou vê ela imagina como seria para Owen, o que ele pensaria ou o que falaria; assim como Owen se sente da mesma forma em relação a ausência dela.  Apesar desse aspecto o livro não é nostálgico e monótono. A autora soube colocar bem esse aspecto de forma sutil, com apenas algumas palavras ou pequena atitude dos personagens (um exemplo simples é de um momento que Owen simplesmente entra em uma loja para comprar um cartão postal para mandar para Lucy).

O livro não é aquele que super emociona o leitor, pelo menos comigo não foi assim. Ele é fofo, a história é fofa e mostra que por mais que histórias de amor são lindas as vezes elas simplesmente não acontece daquele jeito perfeito. Existem muitas coisas na vida de duas pessoas que as impede de ser um casal, ou que dificulta isso. E foi exatamente assim com eles. Mesmo depois do final que pode não ser perfeito para algumas eu continuei adorando porque ele é um final que beira ao real. Uma leitura que vale a pena.
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