Resenha: O bom do Amor

30/06/2017

Qual é o bom do amor para você? Pergunte a uma criança e ela poderá te dizer que é ganhar um sorvete num dia de calor. Pergunte ao seu namorado e ele poderá dizer que é passar um dia assistindo Netflix e comendo batata frita. Pergunte a sua mãe e ela irá dizer que é todos os dias poder olhar para essa sua carinha linda. Haha! Não importa a resposta, sempre será algo fofo e que fara alguém dizer oun. E foi bem assim que eu fiz quando li esse pequeno livro e vi as ilustrações.

Muitas vezes tentamos encontrar significados e motivos para o amor e maneiras de demonstrar, mas esquecemos que o amor é um sentimento que deve ser vivido no dia a dia, nas pequenas atitudes, palavras e gestos. O amor não algo para ser exibido, mesmo que algumas demonstrações possam nos fazer acreditar mais neste sentimento. E é isso que o livro trás ao leitor. O casal super fofo da capa estão em todas as paginas com uma frase que nos mostra que o amor esta nas coisas que achamos mais bobas.

O livro não conta uma história, então não tem muita coisa que eu possa falar. Ele é mais visual do que outra coisa, então para você entender o significado dele só olhando as lindas ilustrações e vendo as frases super fofas. ♥


Resenha: Guerra do Rock

28/06/2017

alguns já perceberam aqui em postagens anteriores eu adoro um bom e velho rock, então claro que quando chegou A Guerra do Rock eu fui logo querendo ler — mesmo que eu tenha feito o pedido para a Nathalia. Hehehe! Mas como resistir à alguns adolescentes indo participar de uma batalha de bandas? Esse não é o tipo comum de coisas que eu eu vejo na minha cidade, então nada como ver isso no mundo fictício.

O livro tem três personagens principais: Jay, Summer e Dylan. Os três vivem realidades bem diferentes, mas que acabam levando-os a um mesmo caminho: a música. Jay tem um amor pela música desde que se conhece por gente e leva muito a sério essa coisa de ter uma banda, então grande parte de seu propósito no livro é poder ter a banda perfeita para um dia ser um grande rock star. É de se admirar isso nele, já que eu sei que muitas bandas que eu gosto e admiro começaram quando seus idealizadores eram apenas adolescentes. Então o principal motivo de eu ter gostado de Jay foi esse. Obviamente ele também é um clichê desses caras do mundo da música: sofre bullying e tem uma família fora dos padrões. Claro que são coisas que apenas o motiva mais a seguir seu sonho. Summer já é uma personagem mais... sofrida, digamos assim. Ela vive somente com a avó que tem sérios problemas de saúde e depende da menina o tempo inteiro. Ela não tem nenhuma aspiração a ser rock star, mas a oportunidade bate a sua porta. Ela acaba entrando nisso para se sentir como parte de algo e acaba gostando de verdade da ideia toda. E por fim Dylan, que é o garoto rico que tem pouco reconhecimento da família. Ele tem uma paixão pela música semelhante ao de Jay mas suas motivações são diferentes de um jeito somente dele. Dylan não é de levar as coisas muito a sério até que se vê obrigado a isso e percebe que o que deve ser feito para poder se sentir bem principalmente consigo mesmo.



Confesso que mesmo achando legal a história ser de adolescentes algumas coisas também me incomodaram. É que sinceramente achei a mentalidade deles muito avançada, sabe? Eu não consigo comprar a ideia de que adolescentes consigam ser tão maduros e passar por situações que muitas vezes um adulto reagiria mal tão bem. Ok, é por volta dessa idade que toda a coisa com música começa e os problemas citados pela sinopse do livro também, mas as reações não são exatamente as mais esperadas. E existem alguns altos e baixos em relação a isso. Em certo momento eles agem como adultos e outros como crianças que são e fica aquela pequena confusão para o leitor compreender de verdade o personagem.

Bom, o livro tem continuação (eu não esperava por isso, não tinha prestado atenção nesse detalhe quando li a sinopse) e não sei o que esperar da sequencia. Neste o foco foi mostrar a realidade dos três jovens e suas relações com amigos, família e escola. E claro na formação das bandas para poderem ir na competição que se seguira. Dois dos protagonistas acabam se conhecendo em um determinado momento e uma amizade legal eu acho que vai surgir dai. Na verdade eu acho que os três podem se dar muito bem por mesmo tendo realidades diferentes existe alguma conexão além da música. A segunda metade do livro decorre de uma forma mais fluída do que a primeira, ainda mais com uma determinada aventura que Summer acaba tendo com suas amigas e toda a tensão da primeira batalha de bandas que elas participam.

O maior ponto negativo do livro é que ele é musical e existem referencias musicais nele que talvez quem não gosta do gênero (rock) não entenda ou não goste. Eu realmente gostaria de ter escutado de verdade Christine ou Ursos, Motos, Morcegos e Sexo (mesmo achando a letra das duas musicas bem chata, as vezes a sonoridade pode ser boa). Como eu não conhecia todas as bandas citadas no livro eu também fiz questão de acabar ouvindo uma ou duas musicas enquanto lia somente para tentar compreender melhor o que eles queriam dizer quando pedia algo especifico para ser feito nas composições. Então mesmo que você não goste com um pouco de esforço da para entender sobre a verdadeira sonoridade das bandas do livro.

Resenha: Antes que eu Vá

23/06/2017


Estou acreditando que terei muito dificuldade em fazer essa resenha. Passei dois dias lendo esse livro vivendo e revivendo com Sam o dia 12 de Fevereiro e por não ter lido a sinopse acreditei que ela ao menos conseguiria sobreviver no final das contas. Não foi fácil acompanhar a jornada de Sam ao longo do livro. Sinto a extrema necessidade de soltar para fora tudo o que eu senti por essa protagonista: ódio profundo e amor profundo. Eu posso explicar.

Odiei Sam por tudo o que ela é: Uma garota insegura de si, mesmo que seja da turma mais popular do colégio; Além de ser uma garota fácil de ser manipulada. Ela leva a vida que acredita ser perfeita mas o que descobrimos ao longo do livro é que ela não se da muito bem com a própria mãe, namora com um cara que ela nem ao menos gosta de verdade, sua melhor amiga (a líder do grupo) a manipula descaradamente. Inclusive esse grupo de amigas muito me lembrou as pretty little liars, de tanto que elas são manipuladas por Lindsay (que é praticamente uma Alison nessa história). Amei Sam por quem ela descobriu ser capaz de ser ao longo das suas sete chances e de fazer diferente; Ela foi se dando conta de tudo que esta errado em sua vida e tentou arrumar aos poucos. Amei Sam pela capacidade que ela teve de perdoar alguém que nem se quer era a sua obrigação de perdoar.

A melhor amiga de Sam, Lindsay é uma bully compulsiva. Sabe quando você assiste esses filmes americanos em que uma das garotas gosta de tirar sarro de todo mundo – inclusive das próprias amigas? Pois bem, conheça Lindsay. Essa garota é extremamente irritante e manipuladora, geralmente tem as “piadinhas” na ponta da língua mas ao ser confrontada fica sem reação SEMPRE. Apesar de ser a pior personagem do livro ela é também extremamente importante para o desenvolvimento de Sam, pois é através de suas maldades é que a protagonista se da conta do que está errado e passa, inclusive, a perceber o que leva a sua amiga e ser uma pessoa tão má. Lembram do post anterior onde citei “violência é um circulo vicioso”? Isso não acontece apenas com a violência (física) propriamente dita, mas também as verbais. Existe realmente algo muito errado com ela e por não ter uma ajuda ela acaba descontando nos outros.

Durante a leitura fiz várias anotações no kobo para citar como exemplo de como Sam justifica suas ações, já que eu li esse livro especialmente para a semana Fale! Contra o Abuso; mas foram tantas marcações que vou citar apenas as do começo do livro.
Não que Vicky tenha ficado traumatizada, nada disso. As crianças fazem esse tipo de coisa umas com as outras. Não é nada demais. Sempre vai haver uma pessoa rindo e outra sendo motivo de graça. Acontece todos os dias, em todas as escolas, em todas as cidades dos Estados Unidos — provavelmente, de todo o mundo, até onde sei.
Acho que o que estou tentando dizer é que não adianta analisar. Se você desenhar um círculo, sempre haverá um lado de dentro e um lado de fora e, a não ser que você seja completamente idiota, é bem fácil perceber qual é qual. É simplesmente assim que funciona.

Uma das garotas do colégio que mais sofre abuso por Sam e as amigas é Juliet Sykes. Infelizmente pouco nos é informado sobre essa personagem até praticamente o final do livro. O que se sabe inicialmente é que ela é uma aluna quieta, não tem amigos, isolada e segundo a própria Sam é estranha. O apelido que as meninas deram para ela é Psicótica e sempre que ela passa as amigas encenam a famosa cena do filme Psicose.

Em determinado momento da história, cansada do que esta lhe acontecendo, Sam solta a seguinte frase:
O que fiz foi realmente tão pior do que o que todo mundo faz? É realmente muito pior do que o que você faz? Pense a respeito.

Achei interessante essa colocação no livro, pois muitas vezes apenas levantamos a bandeira anti-bullying nas redes sociais e não nos demos conta de que em algum momento da nossa vida – seja no passado ou no presente – já cometemos tal atitude com algum colega de escola ou trabalho. Ninguém santo no mundo, e claro que existem casos e casos (mesmo que todas possam ser classificados como bullying). Realmente é algo para se pensar a respeito e até se policiar. Claro que Sam não merecia a morte por conta de suas atitudes no passado, ninguém merece – muito menos quem sofre o abuso.
— Izzy?
— Oi?
— As… as outras crianças tiram sarro de você? Por causa do jeito como você fala?
Sinto-a enrijecer sob todas aquelas camadas.
— Às vezes.
— Então, por que você não faz alguma coisa a respeito? — pergunto. — Você podia aprender a falar de outro jeito, sabia?
— Mas esta é a minha voz — ela diz, calma, mas com insistência. — Como você saberia quando eu estivesse falando?

Gosto muito dessa passagem onde Sam questiona sua irmã e a garotinha decidida lhe da essa resposta. Ao mesmo tempo que é tocante, por uma garota tão nova não se importar com que os outros pensem também é interessante quando Sam se questiona por quanto tempo mais sua irmã será assim. Crianças não tem maldade e acabam se transformando com a chegada da adolescência, será que Izzy será como Sam ou terá sua própria identidade na escola? São muitos questionamentos que o livro trás, pois além desses casos citados ainda temos Kent e Anna, outros que aparecem bem rápido ao longo das sete chances.

De todo o mais Antes Que Eu Vá é um livro emocionante com a leitura bem leve. Tem alguns momentos de comédia, pois ao longo dos dias Sam passa de revolta, para “foda-se tudo” até enfim resolver de fato suas pendencias. É cansativo o dia sendo narrado com praticamente todos os acontecimentos iguais, mas a autora soube quando parar e fazer algo diferente para quebrar o gelo. Procurando algo relacionado ao bullying ou não a leitura vale a pena.

Resenha: O prisioneiro de Azkaban

20/06/2017


Do nada me bateu uma vontade de ler Harry Potter (e ainda tô com vontade, mas tenho umas parcerias para ler) então resolvi dar continuidade naquele projeto de ler a saga mais querida por vocês. Eu sei que deveria ter feito isso no ano passado mas quando a leitura é obrigatória fica chata, né? E se vocês bem se lembram eu não falei muito bem de A Câmara Secreta.

Minha opinião sobre Harry Potter está começando a mudar. Sim, eu vou acabar me tornando vocês no final de tudo. Hehe! Mas a questão é que O Prisioneiro de Azakbam é um livro muito bom pela sua história. O tempo inteiro o leitor acredita que Sirius é o grande vilão do livro não só por ele ser um fugitivo mas pelos comentários que rolam a respeito dele, todos os avisos que Harry recebeu e histórias sobre o dia da morte dos Potter que então a hora que ficamos sabendo da verdade da um gosto de quero mais. Aliás, tenho achado esse um pequeno problema nos livros da saga que li até o momento. Eu sei que a leitura voltada para crianças e pré-adolescentes é diferente que a leitura voltada para adultos então tento relevar esses detalhes, mas me incomoda o fato da J.K. "cozinhar" toda a história e quando chega no final tudo se resolve tão rápido.

Não que ela não conduza a história pontos relevantes, pois as aulas, as brigas, os sumiços de Hermione tudo acabam levando para os dois últimos atos da história (a revelação de Sirius e quando Hermione e Harry voltam no tempo) de uma forma que o leitor se surpreende mas ainda aceita tranquilamente aquilo pois tudo se encaixa na história.


O que mais gostei desse livro? Talvez aquilo que muitos odiaram: os Dementadores. Eu li em algum lugar há algum tempo que eles são a forma metafórica que a autora teve para falar sobre depressão e após ler sobre eles realmente entendi o que essa matéria quis dizer. Eu não sei se é verdade, mas independente disso se encaixa perfeitamente e só de ler sobre essas criaturas já causam sensações ruins e fico imaginando que se causou isso em mim, uma tia quase-idosa, o que será que não causou em crianças? Em questão de medo e tal.

Enfim, até o momento o melhor livro da saga e, claramente, também uma adaptação linda com a atuação do Comissário Gordon (sempre esqueço o nome desse ator kkk).

Resenha: Quando tudo Faz Sentido

16/06/2017



Não é de se surpreender que depois do sucesso de 13 Reasons Why as editoras comecem a lançar mais livros sobre suicídio e bullying no Brasil. Longe de mim falar que isso é novidade, mas que obviamente o interesse dos leitores por obras assim aumentou não da para negar. Então a Rocco lançou Quando Tudo Faz Sentido que tinha tudo para ser agradável mas que, para mim, causou muita raiva.

Liz Emerson é uma adolescente que decidiu que é infeliz demais para continuar vivendo e então planeja se matar causando um acidente de carro. A história se passa com flashbacks de sua vida e de seus amigos próximos e no tempo atual, com ela internada em estado grave e todos sofrendo no hospital. O que me causou raiva não foi isso, porque com isso a história teria uma base para ser legal sim. Mas Liz é o pior tipo de adolescente que pode existir. Ela é aquele clichê americano que nós odiamos, sabe? Ela é garota popular que faz mal para os outros para se sentir melhor? Ela é a causa de que muitos adolescentes poderiam decidir tirar a própria vida. Ela é tão bully que tem pessoas nessa história que acabaram se envolvendo com drogas, que acabaram deixando de fazer algo que gostam, e que até perderam a oportunidade de ter um bom futuro acadêmico por causa de coisas que ela disse ou fez. Deu para entender o que eu quis dizer?

Claro que não estou dizendo que ela merecia isso, cruzes! Mas ela causou a si mesma grande parte de suas agonias. Tirando o seu relacionamento familiar, que é algo que não estava sob seu controle e que mesmo assim a afeta; as amizades ou possíveis amizades ela estragou por livre e espontânea vontade e diversas vezes tendo consciência de que estava fazendo isso. E ela tem justificativa para suas atitudes. Basicamente para ela ou você sofre bullying ou você é quem faz o bullying e dentre as duas opções ela escolheu a segunda.

Sei que passei raiva com a personagem mas acho que compreendi o que a autora quis passar. Mesmo as pessoas mais populares tem seus problemas e arrependimentos. E na adolescência é muito difícil demonstrar isso mesmo para seus amigos mais próximos. E é nessa fase que muitos erros são cometidos sem noção das consequências. Quando Liz começou a perceber o quanto suas atitudes e palavras afetavam os outros negativamente ela passou a acreditar que o mundo seria melhor sem ela e nem ao pedir ajudar a um orientador conseguiu faze-la mudar de ideia, porque na verdade outro ser humano não consegue se quer entender como o outro se sente quando este passa a ter pensamentos suicidas.

A leitura é bem leve, tipica de um YA. Só o tema que acaba sendo mais polêmico mas acredito que possa agradar aos leitores que gostam de livros com essa temática.

Liz Emerson guardava tanta escuridão dentro de si, que fechar os olhos não fazia muita diferença.

Algumas pessoas morriam porque o mundo não as merecia. Liz Emerson, por outro lado, não merecia o mundo.

Resenha: O Ceifador

13/06/2017

Essa não será uma resenha imparcial. Eu já demonstrei muitas vezes o quanto é difícil eu ser imparcial na minha opinião, então já deixo bem claro que eu amei esse livro e se pudesse daria muitos corações para ele. Claro que eu estava com a expectativa super alta e nem é por causa de resenhas que eu tenha lido por ai, já que eu acabei vendo posteriormente comentários sobre ele. Eu vi a primeira vez um tweet de alguém que marcou como lido no Skoob e gostei do nome. Depois vi a capa no Instagram e achei maravilhosa. Por último eu vi o nome do autor. Pronto, já quis ler o livro. Ao contrário de algumas pessoas eu gosto do autor — ok, só li dois livros dele até hoje (os dois da série Fragmentados) e gostei muito, então eu estava esperando que este também fosse muito bom. Obviamente pelos comentários acima eu achei o livro ótimo. Então sem mais delongas vou explicar para vocês o que eu curti tanto.


Bom, gostei muito da ideia de uma distopia onde a morte vem por mãos especializadas nisso. Pessoas que em algum momento da vida são chamadas para serem aprendiz de ceifador, podendo ou não se tornar um ceifador ao final do treinamento. Em um mundo perfeito a gente sempre pensa em vida eterna e é isso que o livro nos trás. Mesmo que tenha os ceifadores as chances de você ser coletado são minimas pelo menos em uma centena de anos. Ao contrário do que eu pensei inicialmente esse mundo é governado por uma evolução da nuvem (essa mesma que conhecemos hoje) que se chama Nimbo-Cumulo. Ela tem o controle total sobre a saúde, moradia, escolas, construções, saneamento básico, a fome do mundo e tudo mais o que você possa imaginar com exceção da Ceifa (a instituição que controla os ceifadores).

Como meu foco sempre fica por conta dos personagens então vamos à eles. O livro é narrado em terceira pessoa mostrando-nos principalmente a perspectiva de Citra e Rowan, dois adolescentes que são convocados para ser aprendiz do Ceifador Faraday. Citra é uma garota atrevida, que não tem medo dos Ceifadores ao contrário de algumas pessoas e que acaba decidindo aceitar a proposta para garantir imunidade a sua família caso seja, de fato, uma ceifadora. Ela mostra muita coragem durante todo o livro, nunca temendo demonstrar o que pensa mesmo que seja nas horas erradas mas isso não significa que ela não irá aprender a se controlar já que nem tudo o que se deixa o publico ver é o que é verdadeiro. Rowan é de uma família grande e que pouco se importa com ele. Ele sempre se sentiu como aquele tipo de pessoa que estando ou não em casa nada faria diferença para sua família, entende? Ele não tem esteriótipo de garoto ruim ou mal, apenas solitário e sem muitas perspectiva para sua vida. Então para ele tudo muda com a proposta de Faraday, apesar de ele não querer realmente ser um ceifador. Ao longo do livro ele passa por algumas situações em que eu fiquei apreensiva temendo para o que o autor estava reservando para ele, já que um certo excesso de atenção poderia acabar estragando ele mas fiquei bem contente com o que ele acabou fazendo no penúltimo ato do livro. E bom... Faraday. O que falar de Faraday? No inicio eu o via como um tipo de vilão, que de alguma forma estava roubando os jovens para o seu mundo mas com ele eu aprendi que o ato de coletar não é o mesmo que assassinato e que mesmo um ceifador pode chorar a morte das pessoas coletadas. É um dos personagens que mais gostei de conhecer, pois também gosto das coisas que diz.
Passou pela sua mente a ideia de que ser uma ceifadora era como ser uma morta-viva. Estaria no mundo, mas a parte dele. Apenas uma testemunha das idas e vindas dos outros. 

Assim como qualquer outra instituição que deve controlar outra é claro que a Ceifa não é perfeita e incorruptível. Como eu disse a Nimbo-Cumulo não se mete nos assuntos que diz respeito a Ceifa e por isso ela não tem como acabar com a corrupção que possa existir ali. É um pouco frustrante, mas ao longo da obra eu fui compreendendo o porque de eles não poderem ter esse contato e em partes é até bom. Outra coisa que me frustou foi saber justamente isso, já que pelo que vi do Ceifador Faraday eu tive uma imagem dos ceifadores que foi se provando errada ao longo do livro. Nem todos são bons, nem todos sentem as coletas que fazem e nem todos se importam com a família dos coletados. Ok, eu sei que é um paralelo igual as mortes que temos nos dias de hoje. Algumas vem misericordiosas e outras não, mas mesmo assim é triste.

Bom, já fiz um textão e nem falei tudo que eu queria falar. Mas vou parar por aqui. Só terminando com um; Você precisa ler esse livro. Se você gosta de distopia vai ler ele agora\. Se você gosta de livros que te surpreendem: Leia esse livro. Porque sim, em todos os atos do livro eu fiquei surpresa. Seja com alguma morte, com alguma coisa que os aprendizes fizeram, com algum algum personagem que demonstrou ser diferente do que era no inicio. Mais uma vez Neal me deixo ansiosa para um segundo volume e estou aqui aguardando. ♥
— Você sente um pouco... mas é apenas uma sombra do que poderia sentir. Sem a ameça do sofrimento, não temos como sentir a verdadeira alegria. O que melhor que podemos conseguir é uma vida agradavel.