Resenha: A cor de Coraline


Quando eu era criança usava aquela caixa de lápis da Faber com cerca de 24 cores e adorava pintar as coisas de vários jeitos diferentes, porque eu sempre fui estranha mesmo. Mas sempre que um colega me pedia a "cor de pele" emprestada eu sempre dava aquele meio rosinha/branco (sei lá realmente qual o nome daquela cor) porque sempre identifiquei aquela cor como sendo a cor da minha pele. Mas e ai se meu colega era negro? Ou sabe quando você tem aquela colega tão branca, mas tão branca que sua pele chega a ser vermelha? É mais ou menos esses questionamentos que Coraline tem no livro.


O livro trás de uma forma bem simples as inúmeras possibilidades de cores que as pessoas os seres podem ter pela visão da própria Coraline. Por mais que seja um livro voltado para o publico jovem ele deveria também ser uma leitura obrigatória para os adultos que ainda hoje definem cor da pele como algo importante, quando na verdade é só um detalhe que faz parte da pessoa como um todo. Para mim o mais legal não foi apenas essa duvida da personagem em relação a cor da pele mas sim as descrições que ela foi dando aos seres que poderiam ter pele verde, rosa, ou vermelha.

Além da história em si o livro contém ilustrações bem legais e coloridas com as doze cores que Coraline tem no seu estojo. Vale a pena dar uma conferida e, claro, dar de presente para alguma criança.

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