Resenha: Resistência

29/05/2017



Primeiro de tudo acho que preciso dizer que sou uma grande fã de livros e filmes sobre a Segunda Guerra. Sempre tento ler e assistir a tudo que posso, alguma coisa nesse período me fascina. Talvez seja a crueldade humana, que foi tão escancarada mundialmente não só no ato de guerrear mas nas perversidades que ocorreram nos campos de concentração (foco do meu interesse). É difícil acreditar e entender que tantas pessoas tenham realizado atos inimagináveis a outros seres humanos, e talvez essa busca por tentar entender que me atraia pra esse tipo de literatura.
O livro Resistência retrata um pouco dessa crueldade, causada pela mão de Joseph Mengele, o Anjo da Morte, e retratada pelas irmãs gêmeas Stasha e Pearl.

Em 1944 as irmãs de 12 anos são levadas para o campo de Auschwitz, onde tem um mínimo de regalias que só os judeus gêmeos e com outras diferenciações poderiam ter. Sua condição lhes dão pão a mais, roupas a mais, atenção a mais. Mas quem dera essas regalias pudessem ser trocadas pelos infortúnios comuns, já que as irmãs gêmeas são centro de atenção do Dr. Mengele, um nazista que aproveita de sua formação para fazer os mais terríveis experimentos com os prisioneiros.

O livro é narrado em primeira pessoa pelas irmãs, alternando os capítulos entre as duas. É um relato infantil e fantasioso, mas ainda assim cruel e frio, desprovido de toda alegria, beleza e bondade que só o relato de um prisioneiro em Auschwitz pode trazer. Apesar de gêmeas identicas, Stasha e Pearl são bem diferentes. Stasha nutre um amor sem fronteiras por sua irmã, uma admiração com ares de loucura as vezes. Ela é extremamente fantasiosa e mentirosa por conta disso, tendo uma determinação incrível para uma criança. Pearl é mais delicada e reservada, mais realista. Essas características me fizeram gostar muito mais dos capítulos narrados por Pear, que me passavam uma sensação de mais fidedignidade com o ocorrido. As partes narradas por Stasha me pareciam inventadas demais, confusas demais, e por vezes fiquei perdida em saber o que era realidade ou invenção da cabeça dela.

Por ser narrado pelas gêmeas, o livro não traz tantos detalhes sobre os experimentos (coisa que eu queria ler) mas mostra o suficiente para imaginarmos. As próprias irmãs sofrem coisas horríveis e saem com marca irreversíveis. Aliás, Stasha e Pearl foram inspiradas nas gêmeas Miriam e Eva Mozes, irmãs que realmente passaram por tudo isso na mão de Mengele (que também é real, aconselho uma pesquisa sobre ele) e sobreviveram aos experimentos. Assim como Eva, Stasha foi a "escolhida" do Dr.

A história é bem triste, não só pelas gêmeas mas por tudo o que acontece com os personagens ao redor delas. Temos alguns atos de bravura e vemos a esperança permanecer em alguns. Acompanhamos as gêmeas não só no campo mas também na queda dele em 1945, e no que elas enfrentam após isso. Essa foi uma parte que se destacou pra mim, não só por elas mas por todos os sobreviventes. Mesmo livres dos campos de concentração, os prisioneiros não sabiam lidar com o futuro a frente deles. Foram tratados como objetos indignos por tanto tempo que a quando se viram livre não sabiam mais o que fazer. Isso de certa forma me deu um aperto no peito muito grande.

Apesar de atender minhas expectativas no geral, Resistência se mostrou um livro muito difícil, não por ser teor mas por ser um livro extremamente cansativo. Demorei 3 semanas ou mais para conseguir finalizar a leitura porque nunca conseguia ler muitas páginas seguidas. Por ser uma narrativa bem detalhada nos sentimentos e observações das meninas e ainda por cima bem crua, ela se torna arrastada e fica difícil engatar. De resto, é um livro que recomendo para fãs do gênero e quem deseja se aventurar. Não acho que seja um livro pesado para os mais sensíveis, mas talvez, só requeira algum cuidado.

Resenha: Inesquecível

26/05/2017


Título: Inesquecível
Autor(a): Jessica Brody
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 336
Livro cedido em parceria com a editora Rocco
Após um acidente aéreo, uma garota é encontrada ilesa e sem memória em meio aos destroços em pleno oceano Pacífico. Ela não estava na lista de passageiros da aeronave e seu DNA e suas impressões digitais não são reconhecidos em nenhum lugar do mundo. Sua única esperança é um garoto estranho e sedutor que afirma conhecê-la. E que eles eram apaixonados um pelo outro. Mas será que ela pode confiar nele para recuperar seu passado e descobrir quem ela realmente é?
Inesquecível é o primeiro volume de uma trilogia romântica com tintas sci-fi.


Fazia um tempo que eu não li um YA que me deixava tão ansiosa pelo próximo volume; Isso porque Inesquecível é aquele tipo de livro onde cada capitulo a autora faz o leitor acreditar em algo para depois mostrar outra verdade. E não quero dizer que o livro seja confuso, muito pelo contrário. Ao final as coisas vão se encaixando até que ela termina o volume me deixando como eu disse ali em cima.

Resenha: A cor de Coraline

22/05/2017


Quando eu era criança usava aquela caixa de lápis da Faber com cerca de 24 cores e adorava pintar as coisas de vários jeitos diferentes, porque eu sempre fui estranha mesmo. Mas sempre que um colega me pedia a "cor de pele" emprestada eu sempre dava aquele meio rosinha/branco (sei lá realmente qual o nome daquela cor) porque sempre identifiquei aquela cor como sendo a cor da minha pele. Mas e ai se meu colega era negro? Ou sabe quando você tem aquela colega tão branca, mas tão branca que sua pele chega a ser vermelha? É mais ou menos esses questionamentos que Coraline tem no livro.


O livro trás de uma forma bem simples as inúmeras possibilidades de cores que as pessoas os seres podem ter pela visão da própria Coraline. Por mais que seja um livro voltado para o publico jovem ele deveria também ser uma leitura obrigatória para os adultos que ainda hoje definem cor da pele como algo importante, quando na verdade é só um detalhe que faz parte da pessoa como um todo. Para mim o mais legal não foi apenas essa duvida da personagem em relação a cor da pele mas sim as descrições que ela foi dando aos seres que poderiam ter pele verde, rosa, ou vermelha.

Além da história em si o livro contém ilustrações bem legais e coloridas com as doze cores que Coraline tem no seu estojo. Vale a pena dar uma conferida e, claro, dar de presente para alguma criança.

Promoção Box Biblioteca de Hogwarts

17/05/2017



Eu não sei vocês, mas sempre que surge alguma coisa nova do universo de Harry Potter, fico louca querendo. Pensando em vocês que também são fãs, o Roendo Livros e o Gettub resolveram sortear, em parceria com vários blogs amigos, o box da Biblioteca de Hogwarts, lançamento bafo e maravilhoso da Editora Rocco.

Blogs participantes

Regras
1. O vencedor precisa residir, ou ter endereço de entrega, em território nacional;

2. O período de inscrição será do dia 17/05/2017 ao dia 30/06/2017;

3. O Roendo Livros será responsável pelo envio dos prêmios. O prazo de envio é de até 30 dias úteis, e o Roendo Livros não se responsabiliza por danos, extravios ou retornos das encomendas;

4. O vencedor terá um prazo de 48 horas, após o resultado, para entrar em contato com o Roendo Livros. Caso contrário, o sorteio será refeito;

5. O contato com o vencedor será feito por e-mail, apenas. Então, é muito importante que ele esteja correto ao preencher o formulário;

6. O resultado da promoção será divulgado até uma semana após o seu término;

7. Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita;

8. Os blogs Roendo Livros e Gettub se reservam o direito de dirimir questões não previstas nestas regras.

As quatro primeiras entradas são obrigatórias e valem um ponto. Todas as outras entradas são opcionais, mas valem três pontos cada. Como bônus, a entrada "tweet about de giveaway" vale cinco pontos, mas só será aceita se o participante estiver seguindo os perfis do Twitter que estão na promoção.




Boa sorte.

Resenha: O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias

15/05/2017


Então após longas duas semanas eu, finalmente, terminei a leitura de O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias. Ainda não sei definir exatamente o que foi, para mim, essa leitura. São os cinco livros da saga em um único volume que quando foi chegando ao final eu já não aguentava mais ouvir falar sobre a vida, o universo e tudo mais. Há que diga que ficção cientifica não é um gênero literário muito legal, e mais ainda: que não se pode misturar ficção cientifica com comédia. Certamente quem faz tal afirmação nunca leu O Guia do Mochileiro das Galaxias. Eu mesma nunca fui muito fã desse gênero no que diz respeito a livros, sempre preferindo os filmes, entretanto agora posso dizer que estou mudando de ideia e que a leitura de sci-fi pode sim ser engraçada (as vezes). Além de um toque de comédia o livro também tem aventura, então para quem gosta desse elemento pode acabar gostando desta trilogia de cinco. Dos cinco livros o que se tornou meu favorito foi o segundo (O Restaurante no Fim do Universo) e senti grande simpatia pelo quarto volume (Até mais, e Obrigado pelos peixes!) pela personagem inserida neste volume (e infelizmente somente neste).

A obra é narrada por um narrador onisciente que, algumas vezes, gosta de esconder alguns detalhes do leitor mas que outra nos conta coisas que parecem ser bem inúteis e sem sentido mas que em algum momento irá se revelar importante. O meu maior problema com a narrativa do livro foi em alguns momentos que é bem descritiva, mesmo que rápida. Talvez por eu não ser uma leitora de ficção cientifica tenha estranhado. No início achei que seria apenas no primeiro volume e que logo me acostumaria mas infelizmente não foi assim. No que a leitura ficou chatinha com as descrições ela acertou nos diálogos, que além de dar o toque de comédia também é o mais ajuda o leitor a se conectar com os personagens de alguma forma.


O livro tem quatro personagens principais: Arthur Dent, Ford Prefect, Zaphod Bbeeblebrox e Trillian Mcmillan. Ao longo dos livros alguns personagens somem e reaparecem, mas Arthur sempre acaba sendo o foco principal. Apesar de gostar muuuito de Zaphod me senti muito mais empatica com Arthur, principalmente por ele ser terrestre (assim como Trillian) e leigo em todos os assuntos no que diz respeito a galaxia, universo, viagem no tempo e tudo mais. Mesmo depois de tanta coisa que ele passou ainda tinha coisas que ele não compreendia e acho que eu me senti da mesma forma mesmo após ler os cinco volumes. Entretanto, o personagem que mais gostei foi o robô depressivo Marvin. É uma pena que o autor não usou ele mais nos livros, fazendo dele somente o quebra galho.

Apesar de algumas ressalvas acho que vale a pena ler o livro, mas acho que os leitores não deveriam fazer de uma única vez. Dê um tempo entre um volume e outro, caso contrário a leitura pode ser tornar um pouco massante e enjoativa.

— Ah, a vida — disse Marvin, lúgubre. — Pode-se odiá-la ou ignora-la, mas é impossível gostar dela.  

Resenha: Um Cartão

12/05/2017

Vamos falar sobre amor? Tipo o amor que eu senti por esse livro? Porque nossa ♥ Esse livro é tão lindo e fofo e com umas mensagens que tu pega e papum era pra mim que nem sei como resenha-lo sem dizer "lindo, fofo, maravilhoso" e etc. Mas ok, vamos tentar.

Como já diz a sinopse Um Cartão começou no Instagram (inclusive sigam por lá que sempre tem mensagem nova) e ai foi tomando proporções maiores até que a Rocco resolveu lançar em livro. Mas o melhor de tudo é que as páginas são destacáveis. Ai você deve pensar: que horror, "rasgar" o livro, mas eu particularmente achei a ideia maravilhosa. Com certeza vai ter uma mensagem ali que você pensaria em dar para um amigo(a), familiar ou até mesmo namorado e porque não fazer isso? O importante é compartilhar com alguém especial.



Mas ok, se você não considera essa possibilidade então pegue uma mensagem por dia para ir lendo. Talvez algo irá te motivar, ou te fazer pensar e até mesmo te fazer resgatar alguma lembrança muito antiga. É um livro para todas as horas, não importa o seu humor. ;)

Rocco: Novidades de Maio

02/05/2017

Sei que dei uma sumida aqui, vocês já perceberam que os últimos meses foram conturbados né? Maaaas, as leituras continuam e em breve terá resenha dos livros de Março da Rocco ♥. Enquanto isso fiquem com as novidades que a editora preparou para o mês de Maio.

Doze bandas, três jovens, uma competição que pode mudar suas vidas para sempre. Ambientado no subúrbio de Londres, Guerra do rock é um romance original e emocionante sobre música, sonhos e a difícil passagem para a vida adulta, protagonizado por três jovens de personalidades e origens diferentes, cujos destinos se cruzam numa batalha de bandas. Jay toca guitarra e sempre sonhou em ser músico; Summer cuida da avó e tem uma voz maravilhosa; Dylan estuda numa escola de elite e não liga muito para nada, mas acaba obrigado a se juntar a uma banda por um de seus professores. Com referências musicais que vão de Led Zeppelin e Beatles a Metallica e Coldplay, entre muitas outras, o livro acompanha a trajetória dos três personagens ao longo do eletrizante reality show Guerra do rock, uma espécie de The Voice de bandas de rock, e aborda temas como relações familiares, drogas, delinquência juvenil, conflitos raciais e distúrbios psicológicos.


O bom do amor é aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.

O bom do amor é gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.
O bom do amor é apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.

O bom do amor reúne tirinhas de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, e aquarelas de Laís Soares que retratam, de forma delicada, sincera e bem-humorada, os pequenos gestos que dão real significado a palavras como companheirismo e cumplicidade na vida de um casal. A cada página, o leitor encontra uma tirinha mostrando uma situação do dia a dia que comprova que o amor – e a felicidade – está nos pequenos prazeres do cotidiano.

Outros lançamentos


Resenha: Depois da Fotografia

01/05/2017




Não sei se já mencionei aqui, mas titia Sil é fotografa por formação (atualmente não-praticante) e então acabo sempre me interessando por livros que tenham um assunto relacionado a fotografia. Já faz um tempo que eu estava de olho neste livro da Rocco, pois juntar fotografia + literatura é algo que parece tão diferente mas que é bem comum nas nossas vidas atualmente. O problema maior é que eu não estou tão habituada a ler livros de não-ficção e menos ainda um que seja como critica e analise de obras que eu não conheço (mas agora tenho a chance de tentar conhecer), então por mais que o livro seja curto e eu tenha lido em um dia ainda assim tive algumas dificuldades no entendimento (o que irá me fazer reler ele em algum momento, de preferencia apos eu dar uma conferida nos livros e autores citados pela autora neste livro).

A autora nos mostra uma relação entre a fotografia e a literatura principalmente após os anos 50. No quanto as imagens podem passar uma impressão abstrata sobre a obra ou que elas possam ser, de fato, documental. Bom, a fotografia em si lá no seu inicio era vista como algo documental, estando muito longe da arte como foi sendo inserida ao longo dos anos; mesmo durante meus anos na faculdade eu nunca compreendi (ou talvez a melhor palavra seja percebi) como que a fotografia foi passando a ser considerada como arte, mas como dificilmente uma manifestação artística vem sozinha conseguir ver ajuda que a literatura dei para a fotografia e que ao após o passar do tempo até mesmo a fotografia foi ajudando a literatura.
A fotografia não "redime" a realidade, mas inventa realidade.

Achei interessante a ideia desses autores (dos livros citados) usarem fotografias para ilustrar suas historias de forma... abstrata. A autora conta com detalhes como as imagens são usadas em cada livro, mas faz uma grande diferença não ter esses livros em mãos para poder ler e ver (mesmo usando o Google nunca é a mesma coisa) e ver se eu concordo com o que ela disse ou não (porque são assuntos que podem gerar um bom debate).

Outro ponto de que gostei bastante do livro é a forma como a autora coloca a fotografia como sendo algo real e irreal ao mesmo tempo. Exemplificando: a fotografia pode ser aquilo que se vê ou pode significar algo mais. Não é exatamente abstrato, mas mais uma coisa de interpretação. Ela é o que é, mas pode ser mais, entende? E por isso que os autores dos livros citados usam fotografias para ilustrar suas obras, mas não somente fotografias como elas são e sim uma forma representativa dela não deixando tão obvio sua relação com a obra mas sim fazendo seus leitores interpretarem o que ela é ou pode ser.
Toda fotografia é, sempre, ambas as coisas. Um passado e um presente.