Resenha: Um Mundo sem Príncipes

27/02/2017


Eis que depois daquele final lindo e surpreendente de A Escola do Bem e do Mal as coisas ainda não terminaram para Agatha e Sophie. O conto de fadas delas ainda está sendo escrito, porém agora com um problema muito maior do que afirmar qual garota é do bem e qual é do mal (mesmo que este ainda é um assunto abordado neste volume). Eu não achei que o autor conseguiria dar uma boa sequencia para a história mesmo tendo gostado tanto do primeiro. Como leitora não consegui imaginar que caminho ele iria tomar na história das meninas e fui surpreendida a cada capitulo deste volume. Acredito que pela primeira vez acabei amando a sequencia de uma trilogia logo de cara, já que geralmente temos a tal maldição do segundo livro, né?

Em Um Mundo Sem Príncipes não mostra apenas a mudança que a escola do bem e do mal sofreu com a atitude inesperada de Agatha no livro anterior, mas a transformação de pessoas. E neste caso eu nem me refiro as protagonistas. Antes tínhamos meninas do Bem que só se preocupavam com seus príncipes e aparências e as do Mal querendo ser bruxas grandiosas, cada uma estudando para construir a sua própria história e fazer seu lado vencedor, porém agora temos todas unidas contra os meninos. O que isso pode remeter? Bom, talvez para algumas pessoas nada, mas para mim pareceu um grande grupo de meninas com atitudes misândricas. Tudo vai de interpretação, mas conhecendo um pouquiiiinho o autor já da para perceber que ele poderia sim querer mostrar algo assim em sua obra. O papel das protagonistas acaba ficando na missão de manter o equilíbrio deste mundo. As mulheres não podem odiar os homens, assim como os homens não podem odiar as mulheres. Todos devem se respeitar e tá tudo bem se o sonho de uma menina é ter seu príncipe encantado, mas tá tudo bem também se o sonho dela é não ter, entende?

“Cale a boca”, rugiu Hester, virando-se de volta para Agatha. “Ninguém gosta de meninos! Nem mesmo mesmo as garotas que gostam de meninos conseguem suporta-los. Eles são fedorentos, falam demais, bagunçam tudo, e estão sempre com a mão dentro das calças, mas isso não significa que podemos ir a escola sem ele. É como os stymphs sem ossos! Como bruxas se verrugas! Sem meninos A VIDA NÃO FAZ SENTIDO!”

Sophie não mudou muito de um livro para outro. Suas atitudes ainda mostram uma garota mimada que esta sempre se esforçando demais para fazer o bem. Seu desejo de ser o centro das atenções é o que, inicialmente, da o desenrolar da trama mas que logo irá se transformando em algo mais. Este é um livro que visa em mostrar a ela que nem tudo pertence a ela e somente a ela, que a vida não é preto e branco. Neste volume senti Agatha um pouco mais apagada, apesar de grande parte da história ser baseada no que ela fez no final do primeiro livro. Mesmo assim a menina sempre muito altruísta visa fazer o que é o certo e consequentemente o bem para todos. A grande lição que ela tem que aprender neste volume é a confiança e principalmente seguir seus instintos.

Pode parecer que este é um livro juvenil que irá ser apenas um contos de fadas, mas abordando amizade, amor, feminismo, e até mesmo homossexualidade A Escola do Bem e do Mal mostra-se um livro muito mais voltado para os adultos do que o publico juvenil. Uma forma fácil e simples de ensinar algo aos leitores que, por algum motivo, tem convicções não tão respeitosas sobre diversos assuntos tratados nos dias atuais da sociedade. É uma obra que vale a pena ser lida e eu garanto que o autor sabe muito bem a hora de inserir um cliffhanger e um plot twist. As vezes não aguentamos nem um em um livro e este vai lá e coloca os dois, mas garanto que a leitura é prazerosa. Estou super ansiosa para ler a sequencia.


Cadê meu fone? #7

15/02/2017


Hey, leitoras e leitoras. Faz muito tempo que eu não monto um Cadê meu Fone? aqui no blog, então resolvi colocar umas musiquinhas aqui para vocês poderem dar um play enquanto comenta em blogs por ai.

O tema de hoje vai ser músicas que falam por mim. Espero que gostem.

Rise Against — The Good Left Undone

Linkin Park — Pushing Me Away

Bullet For My Valentine - The Harder the Heart (The Harder It Breaks)

Dead by April — Breaking Point

Então é isso! Dêem seus feedbacks.

Estou pensando em fazer uma edição com bandas que vocês indicarem, então quem ai tiver uma sugestão de banda fala ai que vou ouvir com a mente aberta. haha

AMIGO SECRETO DE CARNATAL, o retorno

13/02/2017


Ooi, povo. Tudo bem?
No final de 2016 jutamos, mais uma vez, umas blogueiras lindas para fazer um amigo secreto. Combinamos tudinho para tentar revelar antes do Natal, mas pensa se as enroladas conseguem? Então virou mais uma vez amigo secreto de Carnaval. AIUEHOHI

O fato é que, até o momento, não conseguimos juntar um dia para fazer a revelação então decidimos que cada uma irá fazer o post em seu blog revelando para quem mandou o presente e de quem recebeu o presente. Então, aqui vai!

O que eu ganhei
Vida e Morte — Stephenie Meyer

Jovens de Elite — Marie Lu

Mil Pedaços de Você — Claudia Gray 

De quem eu ganhei
Eu ganhei essas maravilhas do querido Alisson, do blog Re.View.

Quem eu tirei
Pelo segundo ano eu tirei a Juliana, do LiteRata.

Blogs participantes
Para saber o que a Ju ganhou, e o quem as outras blogueiras tiraram basta acessar os blogs nos links. ;)

Eeenfim, foi isso galera. Não deixem de conferir o post dos outros blogs. ♥

Rocco: Novidades de Fevereiro

10/02/2017


eeee, tá chegando a melhor época do ano mentira. SIM, ele: O Carnaval. Sei que muita gente ama essa época e eu também amo mas pelas folgas. Esse ano, se der tudo certo, vou viajar no carnaval e dar uma curtida mas não é muuuito o meu estilo de festa, só que às vezes é bom sair da caixinha, né mesmo?

Mas para quem realmente não quer sair da zona de conforto nessa época a editora parceira Rocco tem várias novidades maravilhosas. Então veja aqui e escolha quais livros você vai querer fazer uma maratona literária nesse carnaval (porque não, né?)

 
Uma longa viagem de carro ao interior entrecortada por pensamentos sobre encerrar um relacionamento e a angústia com uma mórbida perseguição telefônica. Alguma coisa ruim vai acontecer? O romance de estreia de Iain Reid é um murro. Baseado em uma narrativa profundamente psicológica, Eu estou pensando em acabar com tudo é uma espécie de thriller minimalista, que esconde muito bem o medo de uma tragédia iminente com alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.
Antes de se embrenhar pela ficção, o autor canadense Iain Reid vem de dois trabalhos de não-ficção elogiados pela crítica americana: One bird's choice e The Truth About Luck, relatos autobiográficos divertidos e com um profundo viés geracional, além de contribuir regularmente para veículos como o jornal National Post e a revista New Yorker. Com Eu estou pensando em acabar com tudo, Red constrói uma trama onde a tensão pode ser sentida no ar, nos movimentos e convicções, na entrelinha do texto.
No livro, o casal protagonista viaja à fazenda da família de Jake, único personagem que tem o nome citado no livro, para que a moça, que narra a trama, conheça os pais do rapaz. Tanto a viagem aparentemente banal quanto a própria fazenda carregam histórias sombrias no subtexto. A cabeça da garota está atormentada pela perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz, mas não consegue contar a Jake. A casa da fazenda também tem seus traços sinistros no porão e a história toda corre com a sensação de que estamos todos só aguardando o inevitável.
Em uma espécie de jornada cerebral que une elucubrações filosóficas e medo, o livro apresenta tanto referências de terror clássico como Stephen King, quanto suspenses menos tradicionais, sustentando sua narrativa curta e densa, para além das limitações inerentes ao gênero. São diversas camadas de acontecimentos, com o temor surgindo aos poucos nos pensamentos da narradora e nos flashes inesperados de vizinhos que conversam sobre um acontecimento macabro. A obra de Reid se sustenta como romance para além das barreiras do horror e foi recebida com entusiasmo por críticos de jornais como The New York Times e The Independent.

Um verão. Uma menina. Um plano. 65 maneiras de fazer a diferença. Neste livro romântico e cativante, Michele Weber Hurwitz, elogiada autora de livros juvenis, conta a história de Nina Ross, uma menina de 13 anos que, um pouco entediada e solitária durante as férias, resolve dar um gostinho diferente aos seus dias com um plano inusitado: fazer uma boa ação por dia, anonimamente, a alguém de sua vizinhança. A cada um dos 65 dias em que põe seu plano em prática, Nina descobre algo novo sobre seus vizinhos e sua família capaz de surpreendê-la. E aprende que as coisas podem não acontecer sempre do jeito que esperamos, mas podem ser ainda melhores. Como o verão inesquecível em que ela salvou o mundo – ou pelo menos fez uma pequena diferença nele – e as próprias férias.
Nina tinha apenas um curso de desenho artístico previsto para as férias, mas enquanto as aulas não começam observa a movimentação da vizinhança deitada na rede do quintal. Na casa ao lado, a Sra. Chung mira concentrada duas bandejas de plástico repletas de mudas de cravos. Apoiada em muletas, a vizinha resmunga alguma coisa com frustração. Como irá plantar as flores com a perna engessada?
Ao ver a cena, os pensamentos de Nina a levam de volta a uma aula com o Sr. Pontello: “Quase sempre são as coisas comuns, as que passam despercebidas, que acabam fazendo alguma diferença.” A lembrança a fez pensar na avó, que sempre tinha alguma “Simples Verdade” sobre todas as situações. De repente, Nina percebe o que deve fazer. Vai plantar os cravos para a Sra. Chung. Pela primeira vez na vida não irá esperar que alguém tome uma atitude. Ela mesma fará isso.
Foi assim que tudo começou. E se alguém pudesse mesmo influenciar os acontecimentos ao redor? Ou até mesmo alterá-los para melhor? Nina estava decidida, realizaria 65 boas ações até o primeiro dia das aulas do ensino médio. Isso iria mantê-la ocupada, pois, afinal, além do curso de verão, só tinha que ler dois livros para a futura aula de literatura.
Decidira, porém, que todas as boas ações em sua vizinhança seriam praticadas de forma anônima. Assim, à medida que os dias passam, Nina vai aumentando sua lista: brinquedos organizados no quintal da Sra. Cantaloni, biscoitos para o Sr. Dembrowski, conserto na capa do pequeno Thomas, um elogio sincero à roupa da mãe de Jorie... Mas será que tudo isso fará realmente alguma diferença no mundo? Como encarar e aceitar as reações das pessoas? Podem boas ações provocar situações equivocadas? Como Nina atesta, a vida pode mesmo ser cheia de surpresas.

Outros lançamentos


Resenha: Os Bons Segredos

07/02/2017


Eu estava louca para ler um YA depois de algum tempo lendo alguns livros de parceria. Queria algo para eu ler totalmente despreocupada, saber? E ai pedi indicação no Twitter e eis que a Sammy coloca num tweet para mim Os Bons Segredos. Eu já havia lido resenhas dele na época do lançamento mas nunca havia dado tanta importancia, mas resolvi dar uma chance e nossa como eu agradeço a Sammy pela indicação. Foi o livro mais lindinho que eu li nos últimos meses e eu estava precisando demais disso. Não conheço Sarah Dessen, como acredito que muitos leitores do gênero devem conhecer, mas entendi o porque de ela ser apelidada de a rainha do YA. A autora soube a medida certa entra aquele drama básico que todo adolescente tem com os problemas reais e que precisam da ajuda de um adulto para ser resolvido — mesmo que muitas vezes os próprios adultos são os causadores do problema.

Sydney tem passado os últimos dois anos vivendo à sombra de seu irmão mais velho, que vem causando problemas com álcool, invasão de domicilio e essas coisas todas. Nesse período a familia tentou dar total atenção a Peyton (o irmão) para tentar resolver esse problema, até que em uma noite ele acaba atropelando um adolescente que voltava para a casa durante a madrugada e este ficou paraplégico. Apesar de Peyton ter causado o acidente, e agora ele esta preso por causa disso, quem se sente culpada é Sydney pois sente que mais ninguém faz isso. Ela muda de escola pois acha que é o melhor a fazer, aquela velha história de começar do zero, e então à partir daí que realmente começa a história.
Eu acho que não tem nada de vergonhoso em tentar consertar as coisas. É melhor do que simplesmente aceitar o estrago.

Na nova escola ela acaba fazendo amizade com Layla — uma garota que nunca esquece um rosto — Mac (irmão de Layla), Eric — o carinha metido a musico — e Irv — um "gigante". É um grupo de pessoas bem... peculiar, apesar de nenhum deles ter realmente algo de fora do comum entre um grupo de adolescentes; Entretanto foi justamente esse grupo que esteve com ela nessa nova fase e que a ajudou a repensar muitas coisas sobre sua vida, família e principalmente sobre seu irmão. A amizade entre Sydney e Layla é muito linda principalmente pela forma natural com que ela aconteceu. Layla é tão espontânea que eu conseguia imagina-la perfeitamente ao falar algumas coisas ou fazer outras (tipo comer batata ♥).

Eu não passei nervo no livro, como geralmente acontece quando leio algum YA. Só teve uma coisa que me incomodou, que foi toda a situação com Ames mas por outro lado a diferença de idade entre Sydney e eu é gritante e mesmo assim situações semelhantes acontecem com muitas mulheres e é aquela velha história né: ficamos sempre caladas. Seja por qualquer motivo. Mas eu fico contente que anda realmente tenha acontecido com ela, pois eu acho que ficaria extremamente irritada se o livro me deixasse triste em algum momento.

Sobre a relação familiar de Sydney é tudo bem complexo. Ela sente raiva do irmão pelo que ele fez e sente raiva e tristeza pela forma como seus pais a tratam (principalmente a mãe). Como eu disse no inicio ela vive a sombra do irmão e das coisas que ele fez e realmente ela parece não ser notada até certo do ponto da história. Isso afetou bastante ela mas até o ponto que ela conseguiu focar em outras coisas e tentar tirar o melhor para si de toda a situação. Sydney é uma protagonista que, pelo menos para mim, não causou algum tipo de impacto ou grande amor mas ela é definitivamente a protagonista que eu sempre espero de algum YA.



E antes que vocês se perguntem: sim, tem romance no livro. Maaas ele é de longe o foco de tudo. Como eu disse ele é mais focado na amizade e família, então o romance é uma das ultimas coisas que acontecem na história. Vale muito a pena a leitura.
A tristeza faz as pessoas agirem como idiotas. 
O futuro era a única coisa que jamais poderia ser destruída, porque ainda não tivera a chance de acontecer.  

Resenha: O advogado rebelde

04/02/2017




O Advogado Rebelde conta a história de Sebastian Rudd, um advogado conhecido por defender bandidos independente de seus crimes. Sua fama o precede não só pelo tipo de gente que defende mas também pelo modo como advoga.  Sem se importar com limites éticos e morais, Rudd faz de tudo para ganhar, principalmente quando os "mocinhos" estão pegando pesado na sujeira. O livro é dividido em 6 partes e cada uma delas trata de um caso diferente, mas todas as pates e casos estão ligadas entre si. Ao fundo, a história de um divórcio e guarda do filho conturbados e infinitas ameaçar de morte, é contada. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Rudd, o que pode ser ao mesmo tempo interessante e chato. Ele com certeza é um personagem irreverente, rebelde como muitos dizem e isso o diferencia de protagonistas comuns. Apesar de ser um advogado, ele não se importa exatamente com as leis ou com a ética quando precisa fazer alguma coisa que ultrapasse essas fronteiras. Rudd luta sim contra um sistema corrupto e injusto, tem seus pontos ao tentar fazer algumas boas ações mas isso não o libera de ser uma pessoa errada. Ao mesmo tempo, a narração em primeira pessoa se torna um tanto quanto chata justamente por essa personalidade que não causa um afeiçoamento por parte do leitor.

Não vou apontar se o livro é bom ou ruim, isso depende muito do gosto pessoal de cada um, mas posso dizer que o livro não funcionou comigo. A leitura foi extremamente enfadonha e posso afirmar que muitas partes poderiam ser puladas sem prejuízo para o entendimento. Rudd narra os acontecimentos de um tribunal e de relações com a polícia de forma a deixar claro seus pensamentos e detalha bem cada passo. Para uma pessoa interessada em conhecer esse mundo, tudo isso pode ser interessante mas pra um leitor, como eu, que pega o livro sem saber tão bem assim o que encontrar e pretende ter uma leitura agradável para passar o tempo, isso se torna cansativo. 
Rudd também acaba se tornando muito repetitivo em sua narração, principalmente na primeira parte do livro onde senti que afirmações foram repetidas quase que inteiramente iguais. 

Os caso chamam a atenção e abrem uma certa curiosidade, que seria mais atiçada com uma narrativa mais ágil. Todos eles se relacionam e acontecem num período de tempo curto. Algumas são bem fantasiosas num primeiro momento mas nada que não seja aceitável. Porém, alguns acontecimentos com o advogado, sim, ultrapassam um pouquinho o que parece ser real. 

O livro pra mim acaba não merecendo todos os elogios que tem na capa. É sim um livro bem escrito apesar de se arrastar um pouco, mas nada que o torne destacável entre outros. 
O trabalho da Rocco é simples e bem feito, a capa do livro chama a atenção. 

Promoção: 2 anos de Pobre Leitora

03/02/2017



O blog Pobre Leitora está completando 2 anos de vida e estamos todos muitos felizes! Pra comemorar essa data, é claro que não podia faltar um sorteio onde você, leitor, leva vários livros pra casa!

REGRAS:

• A única regra obrigatória é deixar um e-mail válido para contato, todas as entradas são LIVRES, mas quanto mais entradas você preencher, mais chances terá de ganhar!!
• Nas entradas de curtir o Facebook é necessário que sua página de curtidas seja liberada para que se possa conferir, caso seja sorteado com essa entrada.
• Lembre-se de deixar um e-mail que você use para que a blogueira possa entrar em contato! O ganhador tem até 48 horas para responder ao e-mail, caso contrário, perde o direito ao prêmio.
• Você pode participar dos dois formulários se quiser, mas só pode ganhar uma vez.
• O envio dos prêmios será feito em até 90 dias depois de resposta do ganhador. Cada blog é responsável por um livro, não perturbe o blogueiro que não tem nada a ver com isso. Dúvidas e reclamações devem ser tratadas com o blog aniversariante.
• Os blogs não se responsabilizam por danos, extravios, roubos e devoluções.
• O sorteio tem início hoje e vai até o dia 28/02. O resultado sai em até uma semana.

Resenha: Neuromancer

01/02/2017

Tá sendo bem difícil começar essa resenha. Eu poderia fazer como tantas outras e explicar a premissa da história, mas isso foge completamente do padrão que eu sigo nas minhas resenhas e provavelmente ficaria aqui mais para encher linguiça do que outra coisa. Porque digo isso? Bom, Neuromancer com toda certeza do mundo não é um livro fácil de ler e de compreender e acredito que principalmente para uma leitora como eu que não está habituada com o gênero ficção cientifica na literatura. Digo tudo isso não para justificar que eu achei o livro ruim ou algo assim, mas talvez para justificar o porque da minha resenha ser… estranha, ou até mesmo não satisfatória.

Neuromancer é o tipo de livro não me cativou ou me deixou presa em seu universo e curiosa pelos próximos acontecimentos mas ao mesmo tempo foi um livro que despertou a minha curiosidade para o desconhecido. Eu sei, contraditório; mas mesmo que eu faça parte de uma geração sortuda com acesso a tecnologia, realidade virtual e inteligencia artificial ainda assim senti uma curiosidade para o que o autor iria mostrar no que diz respeito a realidade virtual que livro mostra ao leitor. Sei que muitos já assistiram Matrix e sim o livro se assemelha em alguns aspectos com o filme e acredito que no fim das contas foi essa relação que me ajudou a entender um pouco mais o que Gibson estava descrevendo ali, já que por muitas vezes achei a narrativa confusa, tensa e lenta chegando até mesmo à voltar algumas sentenças ou páginas para sacar o que diabos o personagem estava fazendo em tal lugar, o de onde surgiu outro personagem… Achei que eu era a unica com essa impressão mas após ler alguns comentários por ai percebi que foi a dificuldade que alguns leitores também tiveram.

Durante a leitura eu me senti desconectada da obra e principalmente de seus personagens. Por mais que algumas descrições sobre Case e Molly fossem feitas todas eram bastante superficiais e estavam ali apenas para que o leitor os conhecessem mas que não sentissem empatia, simpatia e até mesmo carinho por eles. Eu sou o tipo de leitora que gosta de se apegar aos personagens e por isso achei essa frieza que o autor impôs muito dolorida para mim. Entretanto eu não posso negar que essa característica deixa a obra também interessante, pois ela parece retratar de uma forma real o então universo criado para o livro. Por mais que Case tenha tido um relacionamento com Linda e que esse amor lhe assombre por diversos momentos da obra, ainda assim podemos perceber que não era algo realmente profundo; Assim como amizades entre outros personagens e por muitas vezes até lealdade. O clima era muito mais cada um por si, por mais que todos estivessem juntos com um mesmo proposito. Eu realmente não sei se é algo que o autor quis passar para os leitores ou se foi algo que eu acabei sentindo e não curtindo. Mas de qualquer forma eu acho que é um aspecto que combine com a obra em si de um modo geral.

O fato inegável é que o livro é um clássico e segundo o que dizem por aí o primeiro de um subgênero da ficção cientifica: cyberpunk (e entendendo um pouco mais do cyberpunk da até para compreender alguns aspectos da obra); além da obra receber três importantes prêmios da ficção científica: Nebula, Hugo e Philip K. Dick. É bom lembrar que quando se trata de literatura (assim como outras manifestações artísticas) tudo depende de pontos de vista e gosto pessoal. Para mim a primeira leitura de Neuromancer funcionou dessa forma; quem sabe quando eu reler daqui uns dois ou três anos tenha uma visão diferente e possa compartilhar novamente minhas impressões. De qualquer forma, a leitura do livro vale a pena ser feita mesmo que você não tenha costume de ler ficção cientifica.