5 livros para ler em 2017

30/01/2017

Eu sei que a temporada de posts para 2017 já acabou, mas eu sou a atrasadona e resolvi fazer só agora. ;} Quero ler muitos livros este ano, e a lista vai aumentando e aumentando. Porém quero pegar uns que já estão na lista algum tempo e, de fato, ler em 2017. Escolhi cinco livros para não dar fail, mesmo que não seja uma obrigação. Então confere ai o que de legal que eu quero ler esse ano.

A Lista Negra
Já devo ter lido várias resenhas sobre esse livro ao longo da minha jornada na blogosfera, mas ainda não tive a oportunidade de compra-lo para ler. E eu acho a premissa super legal, então por isso coloquei ele nessa lista. [skoob]


Todo Dia
Esse é um autor muito querido no Brasil, né? E eu nunca li nada dele. Pasmem. Então da maioria das resenhas que eu li Todo Dia foi o que mais me deixou com vontade de ler logo algo dele. Confesso que ontem eu quaaase comprei esse livro, porém a grana tá curta então vou esperar mais um tico. [skoob]

Infelizes para Sempre
Não é segredo que eu amo A Escola do Bem e do Mal. Ano passado, mais ou menos na época da Bienal do Livro, a Gutenberg lançou o último livro da trilogia e eu estou morrendo de vontade de ler.

Loney
Eu li (ou ouvi em algum lugar) que esse livro tem algo que lembra Caixa de Pássaro e como eu adorei então vai pra lista, né?

Ordem
E por fim e não menos importante o segundo livro da trilogia Silo ♥ (e ai depois o terceiro, ne... porque cê elimina um e aparece outro kk).

Resenha: A Arte de Ser Normal

27/01/2017

fazia um bom tempo que eu gostaria de ler um livro com a temática lgbt, porém eu não queria o comum que é um casal homossexual. E após começar a ler e entender sobre transsexualidade eu acabei ficando muito curiosa se tem algum livro que aborda o assunto, até que Alisson me indicou A Arte de Ser Normal em 2016 e eu agora tive a chance de ler. E nossa... ♥

No livro acompanhamos dois personagens: David e Leo. David é um garoto de 13 anos que sonha em ser uma garota. Simplesmente isso. Ele tem muito medo de contar isso aos seus pais e quem sabe seu segredo são seus melhores amigos — Essie e Felix (que são um casal). Eu simplesmente amei David. Apesar de seu sofrimento por ter que ser algo que ele não é de verdade ele ainda consegue fazer com que o leitor o ame por ele ser quem ele é. Eu sofri ao pensar que muitos adolescentes, e até mesmo adultos, vivem da mesma forma que ele vive e lhes faltam a coragem para ser quem é de verdade, seja por medo da reação da família ou da sociedade. Leo é o garoto novo na escola de "gente rica". Ele tem um segredo sobre seu passado que talvez alguns leitores consigam adivinhar antes da revelação e outros, como eu, fiquem apenas especulando o que pode ser. Ele é um pouco mais enigmático e até certo ponto para mim foi difícil realmente gostar dele; mas ao longo do livro ele conquista a simpatia do leitor.



Eu sou uma pessoa bastante curiosa quando o assunto se trata sobre lgbt, mesmo eu não sendo uma pessoa lgbt. Conheço poucas pessoas que são e nunca tive a oportunidade, eu acho, de conhecer um homem ou mulher trans e que essa pessoa fosse meu amigo e/ou amiga o suficiente para dividir comigo sua história e tudo mais; então eu me senti bastante próxima ao personagem e com as coisas que ele compartilhava com o leitor e realmente me senti amiga de David. Eu acho que se ele fosse alguém real próximo a mim eu acabaria não apenas sofrendo junto com ele, mas também eu apoiaria muito se houvesse período de transição e principalmente no apoio para contar a familia. Sério, gente, David é muito ♥.

O livro não trata do assunto de uma forma triste, muito pelo contrário. Claro que tem uns momentos mais sérios e tristes, mas o tempo todo ele é bem divertido e acredito que para quem tem pouca familiaridade com assunto até estranhe o quanto as pessoas trans são tão comuns pois parece que algumas pessoas simplesmente ignoram que um trans é acima de qualquer coisa um ser humano. Enfim, A Arte de Ser Normal é uma leitura muito gostosa então qualquer fã de young adult com certeza vai gostar do livro.
Viro-me de lado para ficar de frente para a parede. O que há de errado com você?, me pergunto com raiva. E então me dou conta. Eu me sinto solitário. Tão solitário que chega a doer. A percepção disso me faz sentir ainda pior. Como se eu estivesse enganando a mim mesmo ao fingir um rosto corajoso esse tempo todo.

Para bugar a cabeça: The OA

25/01/2017


Eu tava lá de boa em Dezembro sofrendo com a minha vida quando de repente papum: a Netflix lança uma série nova DO NADA e que já chega bugando a cabeça das pessoas no primeiro episódio. Sim, estou falando de The OA, que foi uma das melhores coisas que eu vi em 2016 mesmo sem entender praticamente nada. Pois é, meus leitores. Praticamente nada.

Mas nem sempre quando a gente não entende algo significa que seja ruim, certo? Porque apesar da série ter me bugado e eu ainda estar bastante confusa com o lance dos movimentos, de que é verdade ou mentira ainda assim a série me causou sensações que eu não sei realmente explicar mas que chega próximo a emoção. Então eu vou aqui tentar te dar uns motivos para assistir The OA o quanto antes.


Personagens fora do comum

As vezes é bem clichê uma série colocar personagens fora da caixa para contar algo, mas com The OA isso realmente funcionou. O enredo principal da história é sobre a garota cega que desapareceu por sete anos e quando retornou para a casa estava enxergando de novo, então se já de cara a protagonista tem algo estranho (e mais coisas sobre ela vamos descobrir durante a temporada) porque seus novos amigos deveriam ser comuns? Tem o menino trans, o garoto nerd, a professora tipica americana que vemos em filmes mas nunca sabemos a sua verdadeira história e por aí vai.

Ver para acreditar

Eu sou uma pessoa muito cética, então obviamente a todo momento eu acreditava em algo e depois desacreditava como se antes nunca tivesse acreditado. E isso durou ao longo da série, então quando chegou no último episódio eu fiquei bastante confusa pois ele tem esses altos e baixos à todo o momento. O fato é que o espectador tem que ter a cabeça bem nos eixos para assistir e conseguir se concentrar no que acreditar e no que não acreditar.

As mais variadas formas de amor

Se tem uma coisa que sempre me chama atenção em livros, séries e filmes é nesse sentimento bobo e lindo que o ser humano tem, por natureza, em si: o amor. E eu não digo no amor romântico, apesar de ser o que mais chama a atenção. Eu não vi ninguém comentando sobre isso, até porque com tantas teorias que o povo cria em cima da série isso acaba sendo só mais um tópico comum sobre ela e ok. Mas veja se não é lindo o amor incondicional que Prairie sente pelo seu pai biológico? Ou até mesmo o amor que a mãe adotiva tem pela Prairie, com a sua preocupação exagerada e seus cuidados que parecem ter sido errados mas que quando se é mãe parece ser tão compreensível. Sem falar no amor que o grupo de amigos acabam tendo um pelo outro mesmo sem perceber? Aaaah, o amor é uma coisa linda demais e é o que deu um toque especial da história.

Teorias

Se você é desse tipo de pessoa que quando assisti algo fica matutando tudo então essa série é perfeita para você. Só dar uma olhada nos grupos e foruns por ai para saber que existem diversas teorias sobre essa série e até vídeo comparando Stranger Things com ela a própria Netflix divulgou hahahaa. Então assista, tire suas conclusões e faça sua teoria e claaaro, compartilhe comigo pois eu amo teorias (mas odeio cria-las.

Resenha: Dartana

23/01/2017

Um dos primeiros livros que tive oportunidade de ler na minha vida foram do André Vianco (sim, aqueles mesmo com vampiros) e lembro-me de ter amado os que li. Então logo que vi a Rocco colocando Dartana nas news de lançamentos eu não pensei duas vezes para solicitar e a pressa foi tão grande que acabei nem olhando no número de páginas do livro. Ai deu no que deu: peguei um livro extremamente longo de um gênero literário que não é, exatamente, um dos favoritos da minha vida. Vocês já podem ter reparado pelo pouco que eu falei que demorei muito tempo para ler esta obra e de fato sim, foram uns dois meses enrolando, enrolando, tentando intercalar com outras para até chegar a minha conclusão.

De imediato é muito difícil saber, exatamente, o que o autor quer mostrar com o livro. Temos o povo de Dartana que está se preparando, cegamente, para seguir um deus em uma guerra sem volta na esperança de livrar o seu povo da "maldição" da ignorância. Essa foi uma das coisas que mais achei interessante no livro, até porque da mesma forma que as pessoas da Dartana tinham uma fé cega nesse deus da guerra o próprio ser humano tem uma fé cega em sua religião, aqui mesmo na vida real. Não sei se, de fato, a intenção do autor foi esta mas para mim passou essa impressão. A obra tem diversos personagens, então por isso ficaram complicado eu falar de cada um deles em detalhes, até porque quando eu opto por fazer isso em uma resenha é porque tal personagem me marcou tanto se torna uma necessidade falar sobre. O que não aconteceu com os personagens de Dartana.


Uma das coisas que não me surpreendeu em nada foi na quantidade de detalhes que o autor colocou nas cenas. Não apenas em relação a batalha, mas as coisas que os personagens pensam e fazem, o que eles sentem e o quanto aquilo os afeta. Como é um livro narrado em terceira pessoa então o leitor não fica "preso" somente ao que os personagens principais estão passando, mas com a inserção de novos personagens ao longo da trama ficamos sabendo de antemão o que está sendo planejado.

Dartana é o primeiro livro de uma trilogia, então para quem realmente amou o primeiro livro tenho certeza que esta ansioso para o próximo. Para mim a espera não será tão longa, pois como não foi uma obra que eu realmente tenha amado é provável que eu não leia o próximo. Quem ama o gênero e literatura nacional eu indico a obra.

Resenha: Em um bosque muito escuro

20/01/2017



Oi gente, bem legal estar aqui no Estilhaçando pra resenhar pra vocês, pena que agora eu to tímida por estar em local diferente UHSUAHS.

Em um bosque muito escuro é um suspense com pegadas de thriller e confesso que minhas expectativas estavam muito altas, tanto pela capa quanto pela sinopse. Sou fã do gênero e um novo livro é sempre bom. Só que essa história me causou um certo conflito, ao mesmo tempo que foi muito boa, foi muito ruim também. Em um bosque muito escuro pode ser tanto uma história muito inteligente quanto uma história muito bosta, depende de como você enxerga a situação.

Leonora é uma escritora de crimes ficcionais bem reclusa e que ao checar seu e-mail se depará com algo estranho: um convite para participar da despedida de solteiro de uma amiga com a qual não tem contato a 10 anos. Entre a curiosidade e o medo, Nora - como gosta de ser chamada agora - decide ir. 48 horas depois de muitos papos estranhos e momentos de puro constrangimento, Nora acorda numa cama de hospital depois de sofrer um grave acidente. Mas o pior não são seus arranhões ou a pancada na cabeça: ela não se lembra de nada do que aconteceu na ultima noite mas sabe que alguém morreu.

A autora seguiu a velha e boa fórmula dos suspenses. Te entrega uma personagem principal solitária e com alguma coisa no passado que tenta a todo custo esconder, personagens coadjuvantes cheios de mistérios e um pouco estranhos, ressentimentos e uma boa dose de curiosidade ao projetar uma situação problema que aqui se caracteriza pela dúvida de Nora sobre o porquê ter sido convidada para esse evento e ainda mais num lugar tão inóspito. Pra fechar com chave de ouro, um crime que não temos como saber o que aconteceu até que a personagem se lembre. O livro tem todos os elementos necessários para deixar o leitor curioso e prender sua atenção. E realmente foi isso o que aconteceu comigo, me vi querendo saber o que realmente tinha acontecido. 

O grande problema é que o livro é bem lento, apesar da escrita da autora ter um tom muito interessante, o livro de se torna muito arrastado, talvez por ser narrado em primeira pessoa e por Nora ficar remoendo muito as coisas. Pra mim, a tensão que a história devia carregar ficou um pouco de lado e deu lugar aos sentimentos conflitantes da personagem. 

A história também não apresenta nada de muito surpreendente. O grande mistério do passado se mostrou uma coisa bem normal, o que foi um pouco decepcionante pra mim. Também consegui imaginar o motivo por trás de tudo bem rápido, mas apesar disso, acho que a autora acertou em criar personagens insanos. 

Em um bosque muito escuro pode ser uma boa pedida para leitores novos no gênero ou pra quem quer uma leitura despretensiosa, para pessoas como eu que querem algo a mais, o livro pode ser uma leve decepção. 

Eps favoritos de Black Mirror

16/01/2017



Com certeza você já ouviu falar de Black Mirror. Não? Bom, então vá se atualizar um pouco, pois essa série ficou muito falada no final de 2016 após o lançamento de sua terceira temporada. Mas dando uma geral na série ela é uma antologia que faz uma "analise" da sociedade moderna. Os episódios são futurísticos e algumas vezes até distópicos, então quem gosta de tecnologia e ficção cientifica irá gostar bastante também. Então agora eu vou falar quais são os meus episódios favoritos da série, sem ordem de preferencia, e o motivo (tô fazendo isso pois eu falhei miseravelmente em fazer uma 'resenha' dela rs).

The Entire History of You

Você já pensou em ter um dispositivo do qual pudesse acessar todas as suas memórias? Neste episódio a narrativa é em torno de Liam e sua obsessão por descobrir a verdade sobre seu relacionamento através das memórias. Gosto desse episódio pela sensação que a busca de Liam me cansou. Uma mistura de desespero com raiva.

White Bear

Eu realmente não sei muito bem porque gostei desse episódio. Acho que foi o primeiro da série que realmente me surpreendeu no final e ele me lembrou um pouco The Purge, mas só um pouco mesmo rs.
Nosedive

Esse foi o primeiro episódio que assisti e ele super se encaixa na nossa geração, né? Todo mundo buscando aceitação nas redes sociais, likes e visualizações. Gostei muito por isso, mas também achei Lacie mega divertida. A ultima cena do episódio me causou uma sensação de alivio.

Playtest

Quando fiquei sabendo sobre Black Mirror pela primeira vez eu não sabia sobre o que a série se tratava e por isso eu esperava, por algum motivo, algo de terror. Então esse episódio foi o que mais se encaixou no que eu esperava. Apesar de os efeitos serem bem fracos eu ainda senti um pouco de medinho por esperar só coisa ruim.
San Junipero

Qual o melhor episódio da série e porque San Junipero? ♥

Bom, se você nunca viu a série então já ta ai umas dicas para começar a assistir e se você já viu então me conta seus favoritos.

Rocco: Novidades de Janeiro

13/01/2017


Olá, olá! Janeiro já começou com tudo nas editoras, né? Mas aqui vão os lançamentos da parceira Rocco que trouxe nada mais, nada menos, do que Veronica Roth *-* quero



Fãs de Star Warse Divergente vão se surpreender com a nova e arrebatadora série de fantasia e ficção científica da autora bestseller internacional Veronica Roth.

Resenha: Malícias & Delícias

11/01/2017


Não se deixe enganar por essa capa. Sim, já falo logo de cara isso pois SEMPRE que surge o assunto desse livro a galera só comenta da capa. Eu sei que ela é bem feinha, eu mesma já julguei ela, mas sabe que no fundo ela combina com o livro? Tem esse tom todo cômico e tudo mais. E ainda bem que histórias não se fazem pelas capas e por isso eu digo: dê uma chance para a leitura de Malicias e Delicias e você poderá acabar se divertindo muito.

É muito difícil ler um livro onde todos os personagens me agradam cem por cento e fiquei muito feliz ao concluir a leitura me sentindo desta forma. Claire é uma mulher engraçada e apesar de um pouco imatura ela é muito responsável. Já no primeiro capitulo é possível sentir o clima que o livro vai levar pela forma como ela narra os acontecimentos da sua vida. O que eu mais amei nela é a forma como ela coloca na mesa todas as coisas sem medo de ser ridícula e julgada. Ela é verdadeira consigo mesma. Sério, a literatura precisa de mulheres assim. O livro não é narrado apenas por Claire, mas também por Carter o tal moço citado na sinopse que não vou revelar detalhes que não contém no texto pois é legal a forma a autora nos contou sobre determinadas coisas na obra. Carter é um cara super fofo e eu fiquei totalmente apaixonada por ele. Acho que todos os momentos que ele narrou eu acabei me divertindo muito mais pois tive a sensação de estar, de verdade, na mente de um homem. Quando ele estava com seus amigos e então conversam coisas que nós mulheres achamos idiotas, com brincadeiras bobas e piadas sujas. Foi ótimo de acompanhar.

Eu não acho que o livro conta com uma grande evolução dos personagens, mas não que isso seja ruim. Até porque também não senti a necessidade dos personagens evoluírem. O que eles precisavam era lidar com novas situações e entender o momento, para poder seguir com a vida e foi exatamente assim que eles fizeram. A questão é que o livro cumpre o que promete, fazendo o leitor rir. Não existe uma grande trama na história para ser resolvida e nem reviravoltas desnecessárias. Sério, se a autora resolvesse colocar algum elemento para impactar o leitor eu juro que ficaria muito brava. Tudo ocorreu muito bem da forma que foi, portanto obrigada Tara.

“Ah, mas é um livro erótico?” NÃO! Sim, tem cenas de sexo mas ele não é erótico e as cenas não são chatas de se ler (além de não ser frequente). Assim como o restante do livro as cenas de sexo também contam com sua dose de comédia e a experiencia acabou sendo divertida de se acompanhar. Portando se você não é fã do genero acredito que não terá nenhuma dificuldade com este aspecto. A leitura vale muito a pena e o livro é curtinho, da para ler tranquilamente principalmente se você procura algo para divertir sem compromisso.

Em algum lugar no céu Jesus estava aos prantos. Ou talvez aquele fosse o som da minha dignidade estrebuchando.

Resenha: Azeitona

09/01/2017


Desde que começou essa onda de livros de youtuber eu fiquei com um pé atrás com essas leituras. Ainda não tenho interesse nenhum em biografias ou algo do tipo deles, mas quando se trata de um livro de ficção não há motivo para não dar uma chance ainda mais sendo de um gênero que eu gosto, como é o caso de Azeitona do Bruno Miranda — o Bubarim. O momento que eu decidi que queria ler este livro foi quando o próprio autor fez um vídeo em seu canal falando sobre ele e lendo o primeiro capitulo que eu acabei achando bem engraçado. Se você já viu algum vídeo dele já viu o quanto o garoto é hilário sem ser forçado e posso dizer que ele conseguiu o mesmo com seu primeiro livro. Muitos momentos me vi rindo de Ian e Emília e das coisas que eles estavam fazendo, se metendo cada vez mais em uma encrenca que parece que não tem saída.

A obra é bem conduzida e apesar de parecer, em alguns momentos, muito óbvia ela pode surpreender. Bruno vai conduzindo a história de uma forma que até cheguei a tirar algumas conclusões e me senti com raiva por acredita que aquilo acabaria acontecendo, mas fui muito enganada acreditando que eu estava certa. Ian é um garoto engraçado e simples, em alguns momentos até parece meio bocó por causa de suas atitudes bobas mas independente de qualquer coisa ele nunca foi aquele personagem que arruma usa de alguma dificuldade de sua vida para fazer coisa errada (exceto entrar nesse tal reality, mas até aí tudo bem). Já Emília foi um caso à parte. Eu gostei muito dela no começo livro, a forma como ela lidou com a situação e tudo mais; o problema em si foi depois quando ela ao invés de amadurecer acabou regredindo. A sensação que eu tive, pelo menos, foi essa. Até entendo do porque ter acontecido assim as coisas, mas me deixou um pouco incomodada... parece que a culpa de tudo foi dela, sabe? Mesmo que não tenha sido, de fato. O livro é narrado em terceira pessoa e o autor optou para mostrar um pouco de cada personagem, mesmo que o foco principal seja Ian ainda temos um bom vislumbre de como é a rotina e vida de Emília e assim é mais fácil entender suas motivações para participar do programa com ele.
Enquanto você tentar se completar com qualquer outra coisa que não seja amor de verdade, você vai só se inflar como um balão de festa; quanto mais cheia mais frágil.

Eu só senti um pouco de falta de cenas com os outros participantes do reality no livro. Tem determinada participante que poderia causar problema para os dois, entretanto sua interação no livro foi tão curta que não deu nem tempo de sentir antipatia pela garota. Assim como outras poderiam se tornar amigas também acabaram ficando apagadas. A única que ganhou certo destaque foi Lisa, mas mesmo assim só o suficiente para criar uma trama externa no que a obra apresenta ao leitor. Sua história renderia algo a mais no livro, mesmo ela não sendo foco principal. Seu final não foi exatamente um final e acho que pode até ser mal visto por algumas pessoas, já que o assunto é um pouco polemico.

O livro é bem divertido, leitura fácil e bem fofo. Sendo um autor que lida tanto com o publico jovem (e é jovem) soube usar muito bem suas referencias no livro. Tem citação de livros, séries... coisas que só quem tem o costume de acompanhar memes da internet vão acabar entendendo; enfim uma leitura que vale a pena e pode fazer muitos haters de livros de youtubers mudarem de ideia.