Resenha: Por um toque de magia

27/12/2017




Finalmente o desfecho da Trindade Leprechaun, o final do arco-íris de Emily e sua empreitada que começou em Por um toque de ouro. No entanto é desanimador concluir que infelizmente essa série não funcionou comigo e que assim como aconteceu nos primeiros livros a minha opinião acabou sendo a mesma em Por um toque de magia.

Normalmente notamos uma evolução em qualquer história que tenha mais de um livro, o autor amadurece, sua escrita fica melhor e por aí vai, mas infelizmente não foi o que não tem nesta trilogia, os mesmos problemas e ressalvas que descrevi nas outras resenhas continuam presente neste último livro, não temos um crescimento no enredo ou na escrita da autora, não sentimos um desenvolvimento ou aprofundamento na história como um todo e terminamos a trilogia com um gosto um tanto amargo...

Fico até um pouco triste por não ter tido uma leitura satisfatória com a trilogia, a ideia central da trama realmente é interessante, assim como frisei nas outras resenhas mas há tantos pontos pouco satisfatórios que deixaram a série pouco a desejar, se tornando tediosa e sem emoção. A narrativa até tem ganchos legais que atiçam a curiosidade do leitor, mas pouco consegue se sustentar para que a série realmente te cative... Os personagens continuam carecendo de simpatia e muitas ações de Emily acaba incomodando ao longo do livro, não há espaço para sentirmos empatia pela protagonista e isto se remete a todos os personagens, nem mesmo os vilões conseguem nos convencer e infelizmente o romance é tão pouco convincente que sinceramente não entendo essas súbitas relações de Emily, tudo acontece rápido, termina num instante e logo ela está com outro...

Mesmo a leitura sendo rápida, pois a escrita de Carolina Munhóz continua fluida, o que temos é narrativa simples, sem se aprofundar, além de repetitiva. Chegou em um determinado momento em que a futilidade e o egoísmo de Emily me incomodou tanto que por pouco não abandonei a leitura, fora o aspecto típico da escrita da autora em ficar repetindo os aspectos físicos dos personagens para distingui-los ao invés de seus nomes na história, algo que desde o primeiro livro é usado e que acaba cansando e deixando a leitura enfadonha, os termos socialite, ruiva, americano, britânico e até mesmo uso constante do sobrenome dos personagens era tão recorrente que a história se tornou monótona e cansativa.

Eu já esperava que Por um toque de magia não fosse diferente dos seus antecessores, pois não há uma mudança significativa no desenvolvimento do enredo, mas esperava um pouco mais. Por um toque de magia não é o melhor livro da trilogia, na verdade os três têm o mesmo aspecto que fica um pouco difícil dizer se algum se sobressai seja para melhor ou pior... Enfim, a Trindade Leprechaun é uma série com altos e baixos mas que infelizmente não se destaca ou marca o leitor, mas recomendo que cada um tire suas próprias conclusões.


Episódios de Natal das séries favoritas

25/12/2017


É um fato que as séries adoram datas comemorativas para colocar um episódio especial na lista, certo? Alguns não acrescentam nada para a trama e outros agregam muito; Mas hoje o foco não é esse. Eu vou listar por aqui alguns episódios de Natal de séries que eu assisti e/ou assisto porque esses são bem legais por algum peculiaridade ou outra.

How I Met Your Mother, 7ª temporada
Esse é um episódio triste mas que termina de um modo lindo. Robin recebe uma noticia ruim e isso acaba gerando vários questionamentos para ela. Ela acaba dando uma leve afastada dos amigos mas Ted, como sempre, demonstra que ela nunca estará sozinha e prepara essa surpresa linda que vemos na foto acima (para quem nunca assistiu as luzes ficam piscando o tempo todo, é lindo mesmo).

Pretty Little Liars, 5ª temporada
Qualquer garota iria adorar ver esse episódio, né? UHASUOHAUSI Mas se tratando de PLL nunca é um episódio feliz, mesmo com esses momentos de quebrar o gelo. Só não me pergunte qual era, realmente, a trama do episódio porque eu não lembro. O mais obvio era que envia -A e Alisson, que já tinha voltado nessa época. 
Supernatural, 3ª Temporada
É provável que Sam e Dean nunca tenham um Natal realmente bom e decente, então a nós expectadores nos resta curtir um episódio com criatura sobrenatural com clima natalino. 

Dexter, 1ª Temporada
É um pouco bizarro misturar um episódio de Natal, uma época tão cheia de paz, amor e essas coisas com uma série de serial killer como Dexter. Agora imagina botar o corpo de uma garota de programa em um local que está todo no clima natalino? Pois é exatamente o que o serial killer faz na primeira temporada de Dexter.

The Middle, 8ª Temporada
The Middle é uma série que toda temporada tem episódio especial de Natal. E todos são ótimos. Ficou difícil eu pensar e escolher algum, mas o que me ajudou foi que uns são são antigos que não lembro muito bem do enredo e etc. Então escolhi o mais recente, de 2016. Neste episódio Axl precisa contar para seus pais que se casou com sua namorada, em um ato impulsivo, enquanto Sue tem que esconder esse segredo da família. Amo The Middle e sempre me divirto assistindo. 

Feliz Natal, galerinha. <3

Resenha: Por Um Toque de Sorte

22/12/2017



Segundo livro da Trindade Leprechaun, Por um toque de Sorte começa exatamente após os acontecimentos de Por um toque de Ouro e assim como seu antecessor este livro termina com um gancho legal para atiçar a curiosidade do leitor, mas mesmo assim Por um toque de sorte continua com as mesmas ressalvas do primeiro livro. O excesso do uso das características para diferenciar os personagens para não haver excesso de seus nomes na narrativa é algo tão exagerado que atrapalha bastante a leitura, deixando bastante repetitiva e pouco agradável. 

Há uma leve melhora no enredo deste livro se compararmos com Por um toque de ouro mas não é algo significativo com que torne Por um toque de sorte melhor que seu antecessor, ambos possuem a mesma estrutura da narrativa e desenvolvimento, por isso mesmo não considero superior ao primeiro e nem pior, mas é neste ponto que percebemos que também não teve o amadurecimento no enredo e nem a correção de pontos prejudiciais que deixam a obra  tão fraca.

Claro que o livro não é apenas cercando de ressalvas,  há elementos interessantes como os próprios ganchos deixados no enredo que sem dúvidas são surpreendentes, assim como a mitologia construída acerca dos Leprechaun, isto realmente te motiva um pouco a continuar a série, mas também é desanimador notar que não houve uma melhora no aprofundamento do enredo, os personagens continuam rasos e pouco cativantes, o romance tem os mesmos defeitos de seu antecessor e Emily dificilmente se sustenta com uma boa protagonista. A leitura passa rápido mesmo com excesso nas descrições de ambiente e repetição sobre as características dos personagens como citado anteriormente, isto é algo que acaba incomodando bastante mas como a leitura fui no ritmo legal o livro acaba sendo finalizado em pouco tempo. 

Por um toque de sorte é uma leitura interessante a seu modo, mas não é um livro que marca ou que agradará a todo,s somente continuarei a série pois me comprometi a isto, mas eu esperava um pouco mais de melhora no enredo, algo que transformasse a história por completo, deixando o leitor satisfeito e sedento por mais, infelizmente não é isto que acontece, a mudança que notamos é tão pouca que Por um toque de sorte não consegue ser superior ao primeiro livro, mas também não é completamente ruim, só mais do mesmo.

Agora algo que continua ressaltando aos olhos é o trabalho da editora e a qualidade da edição do livro, não nego que a trilogia toda possui uma linda qualidade gráfica mas não é apenas disto que um livro deve ser composto.


Série: Slasher — 2ª Temporada: Guilty Party

20/12/2017


A segunda temporada de Slasher recebeu o titulo português de Os Culpados, mas eu gosto mais de Guilty Party pois combina exatamente com o que houve com os tais culpados que se refere o titulo br. E a temporada já começa com referencia: acampamento de verão. Não, nenhuma criança morreu afogada ou algo do gênero, o que aconteceu de verdade foi que um grupo de monitores de um acampamento foram pregar uma peça em outra monitora como forma de aviso e vingança por ela ser uma pessoa tão desprezível. E bom, essa brincadeira acabou em tragédia e esse grupo de amigos acabaram vivendo com esse segredo por anos até decidirem voltar ao local do acampamento para, de fato, enterrar o corpo. Hoje em dia o local é a morada de uma comunidade de pessoas que buscam a paz longe da sociedade. E ai que começa acontecer toda a m!@#$.

Eu não gostei muito dessa temporada. Tem episódios que eu vi até fazendo outras coisas para ver se passava mais rápido. Assim como a primeira temporada ela tem mortes em praticamente todos os episódios e quando não tem uma morte tem algo bem horrível acontecendo, como uma tortura e neste caso a tortura pode ou não ser do assassino serial. Sim, as pessoas acabaram enlouquecendo a torturando e matando umas as outras mesmo com um serial killer ali ameaçando a todos. Ela mostrou o limite que pode chegar as pessoas em situação de estres e trauma e esse é um bom ponto para a trama.


As atuações continuam medianas e duas pessoas do elenco da primeira temporada retornaram nesta e foi bom ver um rosto conhecido. E apesar de esse não ser um ponto forte na série foi interessante ver o quanto os produtores dispensaram alguns clichês. Acho que o maior exemplo que pode ser dado é que a mocinha fofinha, virginal que sempre é aquela que sobrevive acaba morrendo de cara no primeiro episódio. Aquela que parecia ser a mais fdp é a que no final descobrimos ser a mais amigável, sensível e que, sim, acaba sobrevivendo. São pequenas surpresas que deixaram a trama um pouco melhor.

Não sei se a série foi confirmada para uma terceira temporada e provavelmente irei assistir mesmo que essas duas não tenha sido 10/10.

Resenha: Por Um Toque de Ouro

18/12/2017




Uma das partes mais difíceis de ser blogueira literária é escrever uma resenha de um livro que não te agradou, é bem difícil vir apontar ressalvas pois a opinião é muito pessoal e reflete demais em si mesmo. Sempre é uma saga escrever uma resenha assim pois fica difícil encontrar as palavras certas e Por um toque de ouro é exatamente este caso, eu gostaria muito de ter gostado do livro e da série como um todo, principalmente pelo fato de gostar muito da Carolina Munhóz que é uma fofa e simpática, mas infelizmente a leitura não foi como eu esperava.

Por um toque de ouro traz uma nova versão para a lenda dos Leprechaun, a construção desta mitologia na série é bem legal e deixa o leitor curioso em busca de respostas, mas alguns aspectos fracos no enredo acabam prejudicando a leitura ao longo deste livro, assim como dos demais da Trindade Leprechaun. A trama possui elementos previsíveis, um romance sem emoção e instantâneo (infelizmente isto segue em Por um toque de sorte e Por um toque de magia), os personagens além de pouco cativantes despertam mais raiva do que simpatia no leitor, principalmente a protagonista. Emily é egoísta, fútil e mimada, uma personagem muito grosseira e sem uma construção adequada, infelizmente os demais personagens levam o mesmo problema ficando difícil gostar, torcer ou até se apegar ao qualquer um deles, além é claro dos diálogos rasos e frases de efeito. Há pouco que tirar de proveito da leitura mesmo que a esta passe rápido já que os capítulos são curtos e a escrita da autora é fluida e bem simples, mas peca no desenvolvimento e aprofundamento, agora outro ponto que acaba incomodando bastante é a repetição das características dos personagens para evitar o uso dos nomes  deles, isto além de ser bastante incomodativo acaba deixando o enredo bastante confuso...

Enfim, Por um toque de ouro é um livro que pode agradar alguns leitores sim e por isso recomendo que você tire suas próprias conclusões, mas se você for leitor mais exigente não vá com tanta sede ao pote pôs o final deste arco-íris pode não ser tão colorido como você espera. Em relação à edição a editora Rocco está de parabéns, a capa é aveludada, a arte bem bonita e tem efeito no título do livro, além de uma boa diagramação, ornamentos nos capítulos, ou seja é um livro muito bonito que remete bem a proposta da história.


Filme: Jogos Mortais: Jigsaw

15/12/2017

google imagens

Aaaaaaah! Fui assistir essa lindeza há alguns dias com meu amigo e que filme foi esse? Eu sempre adorei a franquia, mas tem alguns filmes que foram ficando chatos e até mesmo massantes. Então eu não estava esperando muito deste novo longa, até achava que uma nova continuação seria inutil e só faria com que a galera odiasse os filmes. Mas obviamente eu estava enganada. Jogos Mortais: Jigsaw é um dos melhores filmes da franquia (só não sei capaz de opinar pela ordem do meu preferido e do menos preferido).

Este é, de longe, o filme mais leve de toda a franquia. O horror não está tão presente, assim como aquele montarel de sangue. Claro que tem ainda, afinal isso é uma marca registrada de Jogos Mortais e das armadilhas de John. Mas a trama ficou mais focada na investigação e nos personagens que estão no jogo. Parece algo mais maduro, sem apelar para sangue e o mórbido como foi feito anteriormente.


Após ver o filme eu li algumas criticas e fiquei um pouco decepcionada com os comentários. Eles esperam gore, horror, nojeira mas quando algum filme trás isso a reclamação fica por conta de problemas em roteiro. Eu não tô dizendo que o filme é perfeito, pois está longe disso, mas ele é muito mais feito para os fãs do que outra coisa. Ele tem todos os elementos que vimos anteriormente, incluindo um plot twistão da porra!

Então recomendo assistir sim o filme, aproveitar o que ele tem de melhor e reviver essa paixãozinha por essa franquia que, com certeza, marcou os anos 2000.

Karen Alvares indica: The Babadook

11/12/2017



Oi, oi, gente! Hoje quero apresentar para vocês um novo projeto do blog que seja chama A autora indica (escolhi deixar no feminino pois grl pwr rs, brimks, é que eu conheço mais autoras do que autores mas o projeto é válido para todos os gêneros).

A ideia é mais ou menos assim: A autora convidada da vez indica um livro, filme ou série para os leitores do meu blog. Simples, né? Pode ser de qualquer gênero, qualquer nacionalidade, qualquer produção. A escolha é livre deles. Claro que se for de um gênero em que ela escreve é melhor ainda, né? É sempre bom ver o que elas estão curtindo e que possam até servir de inspiração para elas. E a primeira convidada foi Karen Alvares, uma autora nacional que faz grande sucesso na Amazon.



Tipo: Filme
Título: The Babadook
Ano: 2014
Direção: Jennifer Kent
Indicado por: Karen Alvares
Opinião da autora
"Escolhi The Babadook porque foi um filme que me impressionou muito, seja por sua atmosfera sufocante e sensibilidade de direção, ambientação e efeitos - muito simples, mas eficientes -, seja pelo fato de que foi uma obra que ficou em mim, um filme no qual pensei por muito tempo após assisti-lo e que ainda me traz ansiedade e reflexões. Acima de tudo, o roteiro deste filme é brilhante.

Ele não é um filme de terror convencional, com sangue e muitos sustos, mas foi um dos filmes que mais me colocaram medo e talvez um dos melhores que assisti nos últimos anos. 

Ele deixa para trás por completo os clichês e temas batidos do gênero e aborda um terror real, muito mais humano, que vem de dentro. É até difícil falar dele sem contar spoilers, mas ao assistir, você percebe aos poucos - e com um horror crescente - do que se trata, afinal, o monstro que dá título à película.

A história é sobre uma mulher, Amelia, viúva e mãe de um garoto com problemas para interagir na sociedade, Samuel. Amelia tem dificuldade para aceitar tanto a morte do marido - que faleceu no mesmo dia em que Samuel nasceu - quanto para amar o filho. O menino, então, encontra um livro infantil misterioso, que fala sobre este monstro no armário, Babadook e, a partir daí, aterrorizado, seu comportamento só piora, trazendo maiores dificuldades para Amelia, uma vez que o menino está convencido de que o monstro deseja matá-lo. Porém, gradualmente, Amelia começa a perceber que o monstro pode ser muito mais real e íntimo do que ela imaginava.

O que me faz amar tanto este filme é justamente o fato de ele abordar um terror tão humano. É exatamente o tipo de terror que mais gosto também de abordar em meus livros e contos. Apesar de ser escritora e amante fiel do gênero, não é muito fácil me assustar, mas The Babadook conseguiu com primor atingir níveis absurdos de medo em minha psique. Isso porque o que ele traz é assustadoramente real, mesmo que o faça de maneira fantasiosa. Isso me encanta - por mais estranho que possa parecer utilizar esta palavra para tanto -, uma vez que é algo comum e, ao mesmo tempo, aterrorizante, algo do qual nenhum de nós está imune. Assistam, porque vale muito a pena, e não apenas para quem gosta de terror, mas especialmente para os amantes do gênero."



Eu já assisti The Babadook mesmo quando diversas pessoas me falaram que não gostaram. Eu fiquei super feliz pela Karen ter indicado esse filme e ter explicado de uma forma que eu tenha concordado de todas as formas. Sério, é muito provável que você já tenha ouvido falar sobre esse filme e acredito que mal, mas dê uma chance para tirar suas próprias conclusões. É uma obra incrível.
Sobre Karen Alvares: é escritora há mais de cinco anos, autora de livros e contos de terror e suspense psicológico como Alameda dos Pesadelos (Cata-vento, 2014), Horror em Gotas (Independente, 2013) e a duologia Inverso (Draco, 2015) e Reverso (Draco, 2016). Já conquistou diversos prêmios, com destaque para Celebrando Autores Independentes, da Amazon, na Bienal do Livro São Paulo 2016, quando ganhou o 3.º lugar como autora destaque de ficção. Apaixonada por mundos fantásticos, chocolate e gatinhos, vive em Santos/SP com o marido e cria histórias enquanto pedala sua bicicleta pela cidade. Siga a autora no Twitter: @karen_alvares 

Livros resenhados da autora no blog

Resenha: O Beijo Traiçoeiro

08/12/2017



Vocês sabem que eu não sou uma leitora de romance de época, certo? Provavelmente se eu já comentei em seu blog falei justamente sobre isso e todos os problemas que eu vejo nesse gênero literário. Então quando a editora me mandou esse livro na parceria de ação eu fiquei com o pé atrás e considerei mesmo não ler esta obra; Porém essa foi a obra que ganhou para a leitura coletiva de Dezembro no grupo de leitores do blog Da Imaginação a Escrita e Pobre Leitora. Então resolvi que não me cairia os olhos dar uma chance e sair um pouco da zona de conforto.

Não vou detonar o livro, mas também não vou mentir dizendo que amei. O inicio do livro eu achei beeem lento e ficava me perguntando para que mais de 400 páginas? Acho que até, aproximadamente na página 150, eu estava considerando abandona-lo. A história obviamente trata-se de casamento, uma personagem feminina forte que vai contra esses padrões e se recusa a casar e um homem que está preocupado demais com a sua carreira para pensar nessas coisas. Em algumas resenhas de romance de época que li eu vejo descrição de homens sempre mais assanhadinhos e então a única diferença neste livro é que o homem é um cara mais tranquilo neste aspecto. De fato o relacionamento deles e construído aos poucos e como leitora fiquei torcendo muito pelo casal o tempo todo. Acho que o melhor do livro foi exatamente isso, a construção do relacionamento deles. Seja na amizade, confiança e no plot twist que da uma pequena alterada nas coisas mas mesmo assim não é capaz de mudar os sentimentos deles.

Mas o livro promete uma história com espionagem, certo? Bom, eu não acredito que a promessa é válida. Sim, o livro tem espionagem. Mas todo o foco ficou concentrado justamente no romance então se você é uma leitora que gostaria de ver mais espionagem poderá se decepcionar um pouco com a obra. O autora se concentrou tanto no romance que praticamente esqueceu os personagens secundários. A história da casamenteira poderia ser um pouquinho mais aprofundada, assim como a família e o romance de Clare. Algumas das noivas do Concordium também poderiam ter ganhado um pouco mais de destaque, já que o tempo todo era falado que elas não gostavam de Sage.

— Representamos vários papeis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira.

Tenho algumas ressalvas com esse livro que são spoilers para quem não leu e vou colocar abaixo; mas de modo geral a história é legal e se você adora romance de época não pode deixar de ler.

Série: Dark — 1ª Temporada

06/12/2017


Dark é a primeira série alemã da Netflix e teve a sua estréia no dia 1ª de Dezembro. Ela é ambientada em uma pequena cidade da Alemanha onde o o suicídio de um homem e o desaparecimento de um menino geram eventos estranhos. A série tem esse ambiente escuro (sem trocadilhos com a tradução do nome) que da a impressão de ser uma série de terror, mas asstindo ao trailer podemos perceber que ela tem muito mais relação com ficção cientifica do que terror propriamente dito. Isso não significa que ela não tenha uma grande carga de suspense, já que a maior parte de seus episódios são cheios disso e nenhum — acredite se quiser — nenhum alivio cômico.

Quando eu comecei assistir Dark não sabia muito bem do que se tratava. Até tinha assistido ao trailer, mas quando vi estava no canal da Netflix americana e por isso sem legenda e por ser uma série alemã obviamente eu não entendi nada. Mas ela me conquistou na hora. Gostei da fotografia, que da a impressão de ser uma série de terror. Dos atores, mesmo sem conhecer nenhum deles a intensidade com que eles falavam me chamou muito a atenção. Fiquei esperando sim ansiosamente até a estreia e claro que passei o final de semana maratonando. A série foi uma grande surpresa para mim que resolvi assistir nessas condições citadas anteriormente.
Não é só o passado que influencia o futuro. O futuro também influencia o passado. 

A série tem muitos personagens, então no inicio pode ser um pouco difícil conseguir lembrar de todos e relacionar seus familiares. Tem três linhas do tempo diferentes, então é preciso prestar muita atenção para não deixar passar os detalhes importantes que fazem diferença para o entendimento.  Sim, ela é uma série um pouco complicada de entender. Por uns dois ou três episódios eu fiquei completamente perdida no que estava acontecendo mas achei incrível da parte dos produtores não deixar tudo tão complicado para o expectador. Ao longo dos episódios eles começam explicar muito bem o que está acontecendo para não deixar duvidas. Claro que existem questões a serem debatidas em uma segunda temporada (que eu espero muito que tenha), mas de modo geral foi muito legal a forma como eles conduziram a série até a season finale.

Percebam que eu nem estou falando sobre personagens e enredo; mas é porque eu acho que qualquer coisa que eu digo possa ser spoiler e essa é uma série que qualquer spoiler pode estragar completamente a experiencia. É muito bom assistir aos episódios e ter aquela reação de surpresa, entende? Foi exatamente assim que eu fiquei e por isso não conseguia parar de assistir. rs



Vi alguns sites comentando que Dark é a nova Stranger Things e isso pode gerar alguma confusão e até expectativa. Na minha opinião a comparação é válida no sentido de qualidade e até mesmo gênero, já que Stranger Things também é uma ficção cientifica com mistério, né? Mas a ambientação é muito diferente, assim como a história. Acredito sim que os fãs de ST vão gostar também de Dark, mas se você for assistir esperando algo semelhante então pode desconstruir esse pensamento. As duas séries são excelentes mas são diferentes entre si.

Assista ao trailer | Assista a série

Resenha: Talvez um Dia

04/12/2017

Eu nunca escondi o crush enooorme que eu tenho pela CoHo neste blog, certo? Fazia muito tempo que eu não lia nada da autora e estava sentindo uma saudade imensa de suas histórias que, sempre, me fazer acreditar no amor e na bondade das pessoas. Ela não escreve simplesmente um romance, ela se aprofunda nos sentimentos de seus personagens nos fazendo ama-los ou odia-los. Então quando fui na biblioteca da minha cidade levar vários livros que tirei da estante para doação resolvi pegar algo emprestado e vi CoHo ali na estante dos mais queridos pelos leitores (e fiquei mega feliz de saber que a galera daqui também curte ela).

Talvez um Dia foi, dos livros que li até o momento da autora, o que eu menos gostei. A história é sim maravilhosa e a protagonista, Sydney, é uma personagem muito adorável. Ela acabou de completar 22 anos e descobriu que seu namorado e sua melhor amiga estão tendo um caso. Tudo em que ela acreditava desmoronou e então ela se vê completamente perdida em que rumo tomar; mas recebe então a ajuda de Ridge, um rapaz que ela sempre observava da varanda de sua casa tocando violão. De inicio eles tem uma amizade bem legal e como ele é compositor com sérios problemas de bloqueio criativo ela a ajuda a compor as novas canções para a banda do irmão de Ridge. Aos poucos a relação deles passa um pouco da amizade e se torna atração fisica até o ponto em que eles percebem que estão apaixonados. O problema real nisso é que Ridge tem namorada.


E foi justamente nesse ponto que as coisas viraram um problema para mim. O Ridge, que até então parecia ser um cara super bacana e sensível acabou se tornando um boy lixo pelo que eu ele estava fazendo com Maggie (a namorada) e Sydney (que estava tentando ao máximo se controlar pois ela sabia o que é ser traída). Não vou falar que Sydney e ele ficaram se pegando pelos contos pelas costas da moça, pois isso não aconteceu. Ele tentou evitar ter contato com ela, mesmo com os trabalhos de composição, mas foi difícil para ambos ainda mais com a amizade forte e sincera que eles tinham. Então claro que chega um ponto na história que tudo desmorona e essa mentira não pode ser mais sustentada. De qualquer forma eu não comprei o amor deles nem quando a história terminou.

Li algumas resenhas deste livro e algumas leitoras até concordam comigo sobre o casal. Algumas torciam para ele ficar com Maggie mesmo, mas eu queria que ele ficasse sozinho mesmo para aprender a parar de brincar com os sentimentos das pessoas mesmo que essa não seja a intenção (neste caso acredito mesmo que a CoHo quis romantizar um pouco o cara com todas as explicações do porque ele amar Maggie e como ele se sentia sobre Sydney e tudo mais).
As pessoas só decidem por quem pode continuar apaixonadas.

Já notou que eu não curti o romance, certo? Mas eu disse que gostei da história. Como isso? Bom, CoHo me surpreendeu por conseguir descrever sentimentos tão bem. Veja bem, Ridge tem deficiência auditiva e mesmo assim superou coisas na vida que nem imaginamos. Então sempre que havia um capitulo narrado por ele as descrições sobre a forma como as pessoas se comunicavam com ele, como ele fazia para compor suas musicas no violão, como fazia para interpretar as pessoas, e etc, foram tão detalhadas que me passou a sensação de que a própria autora tem essa deficiência e estava colocando no papel tudo isso para seus leitores. E é por essas e outras que eu amo CoHo. <3

Bom, o livro é narrado em capítulos alternados de Sydney e Ridge, sempre em primeira pessoa. Achei maravilhoso ela fazer isso, principalmente porque em Hopeless e Métrica temos um livro só para contar a história pela perspectiva do protagonista masculino. Alguns leitores amam isso, mas eu acho meio chato e leio mais pela obrigação na maioria das histórias. Lembro que foi feito isso também em Nunca Jamais, mas neste caso ela escreveu o livro com uma outra autora e ai o processo deve ser diferente (eu imagino).

Eeenfim, falei demais, rs. Eu indico sim a leitura para quem gosta de romance e principalmente para quem curte a autora. Se você nunca leu nada dela recomendo que comece com outro livro, pode até ser Métrica que é excelente. <3 E não deixe de ouvir a trilha sonora de Talvez um Dia.

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Mais de Colleen Hoover no blog:

Cadê meu Fone? #10

01/12/2017


Hoje a coluna Cadê meu Fone? vai ser especial. Como todo mundo deve saber este ano o vocalista do Linkin Park faleceu e por mais que eu não seja super fã da banda há alguns anos eu tenho um amor imenso pelos dois primeiros álbuns (eu sei, sou a chata da velha guarda). Mas vou listar aqui algumas músicas deles que me marcaram durante a adolescência e talvez até alguma da fase adulta da minha vida.Vem comigo. -q












Resenha: Os Crimes da Rua Morgue

29/11/2017



Por diversas vezes eu me vi curiosa para ler algo de Edgar Allan Poe. Um autor pioneiro na literatura policial, influenciados de outros gêneros e claro, querido por muitos. Eu sempre tive um certo com receio com autores e livros clássicos, além de contos, mas as vezes é bom sair da zona de conforto e ler algo novo. E juntei tudo isso para ler, pela primeiras vez, uma obra dele. A experiencia como um todo foi bacana, mas não me vi apaixonada por sua escrita como muitos colegas são na blogosfera.

O livro tem diversos contos que misturam fantasia, suspense e terror. Todos eles tem aquele elemento oculto que faz o leitor ficar curioso com o seu final, que por diversas vezes, me decepcionou não apenas por eu ter achado um final bobo e sem sentido mas também porque depois de uns três ou quatro contos eu já estava até começando a adivinhar qual seria o possível final daquilo. Inclusive tem dois contos que eu considerei o final praticamente idênticos, salvo por alguns detalhes. Se eu lesse esses contos de forma aleatória ao longo da vida eu poderia ter gostado bastante, mas lendo em sequencia a experiencia foi um pouco ruim.


O conto que da título ao livro com certeza deve ser mencionado. Ele é simplesmente genial. Toda a forma como o autor conduziu o autor em poucas páginas até o final me deixou bastante surpresa. Ele nos apresentou aos personagens, ao crime, aos fatos e a solução sem enrolar, sem acrescentar coisas para confundir o leitor. Foi bem direto, detalhado no que tem que ser.

Além deste tive dois contos favoritos: O Gato Preto e Enterro Prematuro. Em O Gato Preto temos um personagem que se vê assombrado por seus erros do passado e em Enterro Prematuro um homem que tem catalepsia.
As fronteiras entre a vida e a morte são vagas e imprecisas. Ninguém pode dizer, com certeza, onde começa uma e termina a outra.
Enterro Prematuro

No geral é uma leitura que vale a pena principalmente para conhecer o autor e, como leitores, conseguirmos perceber referencias de suas obras e seu estilo em livros da literatura moderna.

Top 5: Sandra Bullock

27/11/2017


Oi, amores.
Faz um tempo que não faço um top aqui com atores (neste caso uma atriz) que eu curti e etc, então dessa vez resolvi fazer para matar a saudades e ficar triste com os filmes que preciso me atualizar auheuiohuehuaie rindo de nervoso.

A escolhida foi a maravilhosa Sandra Bullock que já deu show de atuação em diversos papeis nos mais variados gêneros. Ela é uma das primeiras atrizes que eu tenho recordação de ver filmes na infância e desde então tenho um grande respeito por ela. Ela já ganhou um Oscar, um Globo de Ouro e tem outros prêmios (vários People Choice, afinal a voz do povo é a voz de Deus).


Gravidade (2013)
Eu tenho uma coisa com filmes que se passam no espaço. Não sou muito fã, mesmo tendo assistido vários e até ter gostado de alguns. Gravidade não é um filme maravilhoso, ao meu ver, mas neste filme os atores tem que mostrar que são bons. Tem cenas de silencio total, cenas de desespero, cenas em que ela precisa se recompor e tentar se salvar. Então, claro, que admirando essa atriz eu preciso colocar esse filme na lista.

A Casa do Lago (2006)
Amo um filme de romance e adoro Keanu Reeves. Juntou os três, pronto, um filme lindo. <3 E a química entre os dois não foi perdida, mesmo doze anos depois de Velocidade Máxima.


Calculo Mortal (2002)
Esse já é um suspense e mostra um outro lado da atriz. Neste filme ela interpreta uma policial que investiga um assassinato. A trama é bem legal e o elenco conta também com Ryan Gosling (novinho de tudo).


Um Sonho Possível (2009)
Simplesmente o filme que rendeu um Oscar para a triz. Gosto desse filme pela emoção que ela causa do expectador; a lição de vida e humildade. É aquele filme de domingo com a família.

Maluca Paixão (2009)
Com tantos filmes bons na lista da atriz eu tinha que escolher um, inclusive um em que ela ganhou o Framboesa de Ouro. Mas gente, Maluca Paixão é um filme bem bobo e engraçado. Sempre que eu assisto eu me divirto bastante e adoro as caras que ela faz, as corridinhas. <3

Se quiser sugerir um ator, atriz ou até mesmo diretor ou roteirista fiquem a vontade.

Resenha: 10 Coisas Que Nós Fizemos

24/11/2017



Tem algumas histórias que são absurdas e outras que vão ado absurdo para o muito absurdo em poucas páginas. E é praticamente o que aconteceu com este livro. Não que eu tenha odiado ele, afinal até avaliei com 3/5 estrelas no Skoob. Mas ele incomoda um pouco no final (geralmente é ao contrário, né? rs).

April tem 16 anos e já passou por alguns momentos difíceis na vida por causa da separação de seus pais, a mudança de sua mãe para a França e o novo casamento de seu pai. Parece um white people problem, né? Entendo, mas para uma menina que descobriu que a mãe estava traindo o pai quando tinha cerca de 13 anos, teve que lidar com a separação quando tinha 14 e neste mesmo período até uma depressão é algo grande sim. Então quando seu pai diz que vai se mudar de estado com sua nova esposa ela faz de tudo para ficar na cidade onde ela tem seus amigos e namorado. E aí que começa o problema, né? Entre mentiras, contas de e-mail falsa e até ligações falsas ela consegue então ficar na casa de Vi, que mora com a mãe ausente. As mentiras começam por aí, e claro que eu não vou listar todas elas.

A história é legal, não vou mentir. Mas para começo de conversa que pai deixa a filha na casa de uma "estranha" sem nem ao menos conversar pessoalmente? Falo isso porque minha mãe, por exemplo, é bem protetora com essa questão e eu sei que comigo nunca rolaria. No começo ela se sente super bem com a nova vida, mas as coisas sempre vão desmoronando aos poucos. Primeiro seu namorado, Noah, volta de uma viagem todo estranho e ela aos poucos vai se questionando o porque de ele estar assim mas vai levando a situação com a barriga pois ela se sente muito apaixonada por ele. Mas aí já tem um padrão em April, pois ela sempre se sente um pouco culpada por situações que não são sua culpa. E na questão familiar além da culpa ela sente raiva, principalmente de sua mãe.
Vi e eu tínhamos um código. Éramos garotas abandonadas.

A sinopse diz que a história tem um triangulo amoroso e eu particularmente não vi dessa forma. Tem sim um terceiro garoto na história mas ele nunca foi algo que atrapalhou seu relacionamento com Noah. April achava ele bonito e um bom amigo e só vou perceber que era afim dele mesmo quando algo ruim aconteceu entre ela e seu namorado. Claro que Hudson é um garoto super bacana, que a ajudou em diversos momentos e que nunca a julgou e sempre viu seu melhor. Os amigos de April são um complemento na história, apesar de eu ter achado Vi uma menina com problemas a ser resolvidos.

Sobre o final beirar o absurdo foi apenas uma consequência de todas as coisas que as meninas fizeram e que não deveriam ter feito, mas não deixa de ser um pouco chato principalmente pelos momentos que April agiu por impulso e parou de se culpar e começou a culpar todo mundo (mesmo que algumas pessoas tenham sim tido culpa). A história é legal, da para passar o tempo e tem seus momentos divertidos, mas dificilmente sera o young adult preferido de alguém.




Série: Slasher — 1ª Temporada: O Carrasco

22/11/2017


Se tem uma coisa que eu adoro desde criança são filmes de slasher (minha franquia favorita é Pânico). E quando ouvi falar sobre essa série, ainda em 2016, coloquei na listinha para ver quando desse. Bom, atualmente ela está disponível na querida Netflix e em uma madrugada tediosa eu resolvi maratonar para ver se é legal. Bom, é claro que a série sendo parte do subgênero de terror slasher ela não seria boa. Não estou falando isso como uma coisa ruim, entende? Mas se for analisar filmes que se encaixam nesse gênero eles não são exemplos de grandes produções e principalmente atuação.

A série se passa em uma cidade chamada Waterbury onde no halloween de 1988 um casal foi brutalmente assassinado. A mulher estava gravida da ocasião e o assassino, que já é revelado no primeiro episódio, tira o bebê da barriga da mulher. Claro, então, que a protagonista da história é este bebê, nos dias atuais. Já adulta e casada Sarah retorna para a cidade para tentar colocar uma pedra em seu passado e superar a dor de sua história. E obviamente não preciso falar que após a chegada dela na cidade uma onda de assassinatos começam a acontecer, todas baseadas no sete pecados capitais (inclusive, será isso é uma referencia ao filme de David Fincher?).

Sarah é interpretada pela atriz Katie McGrath que me faz pensar de como essa moça conseguiu ser escalada para outras séries ao longo da sua vida. Quer dizer, eu não esperava tanta coisa assim da série e tal, mas quem já viu pelo menos um filme desse gênero sabe o quanto as protagonistas choram, correm e tenta parecer duronas na sua jornada mas a atriz não convenceu um segundo. Sua expressão parecia sempre a mesma e seus choros não tinham uma lagrima. É, eu sei, é uma merda isso mas no geral todo o elenco é bem fraco.

Apesar dos clichês, cenas de beco, facadas a série ainda economizou no horror, evitando exibir mortes com muito sangue e coisas nojentas. O foco, inclusive, ficou muito mais na trama dos assassinatos do que nas mortes em si, mesmo que em todos os episódios tenham tido pelo menos uma morte (e eu amei isso, porque é justamente o que eu espero em uma série desse gênero).

É um programa que entretém o expectador, pelo menos se ele gosta de algo desse gênero. Não é uma super produção, mas acaba prendendo a atenção pela curiosidade de saber quem é que está por trás do assassinatos. Eu nunca consigo acertar e gosto de ser surpreendida.

Slasher é produzida em forma de antologia (cada temporada conta uma história), então a primeira temporada foi concluída e ela tem o titulo de O Carrasco. A segunda temporada está disponível e seu titulo é Os Culpados. Não sei se o elenco permaneceu o mesmo, mas vou assistir de qualquer maneira e esperando que tenha melhorado nos aspectos falhos da primeira.

Assista na Netflix.



Resenha: Cress

20/11/2017



É incrível como essa série deixa a gente com gostinho de quero mais, assim que terminei o segundo livro eu corri para ler este que infelizmente é o meu último livro da serie na estante, mas, sem desanimo que já me prometeram o quarto livro e logo logo o lerei e descobrirei como terminará história de Cinder.

Cinder e Thorne tem novos integrantes em sua nave, Scarlet e Lobo se uniram a eles e agora estão decididos de toda a forma impedir que Levana consiga ter exito em seus planos, mas para que isso aconteça, a primeira coisa que o grupo deve e pretende fazer é resgatar Cress, pois, além dela ser de boa ajuda, sua perda desestabilizaria um pouco os planos de Levana.

Mas as coisas não sabem bem como esperado com a tentativa de resgate de Cress e o grupo acaba se separando e envolto em muito problema, Throne e Cress se veem perdidos num deserto, lutando para sobreviver e conseguir encontrar civilização antes de perecer no deserto, enquanto isso Cinder tenta lidar com os problemas que aconteceram durante o resgate.

Em meio as adversidades o grupo tenta se reunir novamente, para que possam por em ação o plano para impedir os planos de Levana e o primeiro passo era conseguir impedir que ela conseguisse se casar com Kai, mas, isso não será uma tarefa fácil, mas o grupo está determinado a atrapalhar Levana. 

Gente é incrível como essa série fica cada melhor a cada livro que se passa, o desenvolvimento da história continua perfeito e não decepciona, os novos personagens inseridos são ótimos e bem explorados e os antigos não são esquecidos ganhando também espaço e desenvolvimento na história. Assim como seus antecessores é fácil o leitor descobrir o que vai acontecer antes dos personagens, mas como já disse não me importo com isso, dos três livros este foi o mais lento, mas isso não tirou nem um pouco do encanto do mesmo.

Thorne está presente desde o segundo livro entretanto apenas nesse terceiro livro que vemos realmente mais da personalidade dele, no segundo livro tudo o que vemos é arrogância e prepotência, mas nesse, ele mostra o que há por baixo dessa camada, um homem cuidadoso, corajoso e incentivador, eu gostei bastante de Cress, pois, ela cresceu bastante durante o decorrer da história, mas, ela é sem dúvidas bem sonhadora e as vezes bem bobinha, isso é fofo, mas as vezes é chato rsrs.

Cress cumpre com seu papel de ser um ótima continuação com um bom desenvolvimento da história e personagens, mal posso esperar para ler o último livro da série. A capa do livro é linda fazendo uma clara referência a Rapunzel e com auto-relevo e detalhe prata no título do livro. Não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação é boa destacando a parte interna da capa na cor preta. Eu gosto bastante da fonte usada no livro e a mesma possui um bom tamanho para leitura.



Tag: The Guilty Reader

17/11/2017

Oi, oi! Hoje vou fazer a tag Guilty Reader. Não sei quem criou, e pelo titulo ela não é br e então além de saber quem criou eu também não sei quem traduziu. Quem me falou dessa tag foi a Eiras do canal Perdida na Biblioteca.

Você já deu de presente um livro que ganhou de presente?
Não! Deselegante ahuehuaoheia

Você já disse que leu um livro que não leu?
Ai meu deus! Sim. A Menina da Neve. Comecei a ler mas não gostei nadinha dele e acabei abandonando, mas disse que li sim.

Você já pegou um livro emprestado e não devolveu?
Não que eu me lembre.

Você já leu uma série fora de ordem?
Não, gente! Como fazer isso? Eu sou virginiana, tem que ser tudo nos conformes senão eu surto.

Você já deu spoiler de um livro a alguém?
Com certeza eu já devo ter feito isso, mas não vou me lembrar o livro e nem a pessoa.

Você já marcou um livro (dobrou a página ou marcou o texto)?
Sim! Eu não tenho vergonha de admitir isso. Minha trilogia Estilhaça-Me, inclusive, é inteira marcada com caneta, paginas dobradas e post-its. 

Alguma vez você disse a alguém que não tinha um livro que na verdade tinha?
Não.

Alguma vez você disse que não tinha lido um livro que na verdade tinha?Não. Eu não tenho vergonha dos livros que li, até se for Crepúsculo eu tô falando que já li.

Você já pulou capítulos e seções de um livro?
Não. Se for o caso eu simplesmente abandono o livro mesmo.

Você já falou mal de um livro que na verdade gostou?
Não.

Aparentemente eu não passei vergonha com essa tag (ou só um pouco, né).

Resenha: O Coletor de Espiritos

15/11/2017

Fazia um bom tempo que não lia uma obra nacional e sempre tive curiosidade de ler algo do Draccon desde que vi Espíritos de Gelo em alguma Bienal que fui. Então claro que aproveitei a chance de ler esse lançamento da editora Rocco desse autor que é adorado por muitos leitores de literatura fantástica. E talvez o problema tenha começado ai: eu não sou uma leitora fã de literatura fantástica. Então por isso o livro não funcionou muito bem para mim.

Claro que não vou tirar o mérito da história, que é muito bem contada e conduzida pelo autor. Ele cria todo um mistério com a cidade de Véu-Vale que vai se estendendo ao longo das páginas deixando o leitor mais e mais aflito para saber o que esta acontecendo com essa cidade que faça com que as pessoas que nela habitam tenham tanto medo da chuva.

A história é narrada em terceira pessoa e apesar de Gualter ser o personagem principal o autor nos mostra também o que acontece com outras pessoas da pequena cidade (algumas são recorrentes e outras não). Quanto a Gualter ele é um homem próximo de deus trinta anos que mora na cidade grande. Ele saiu de Véu-Vale quando tinha dezoito anos pois odiava viver naquela cidade e não ter nenhuma perspectiva de vida; Ele sempre quis mais do que a vida pacata de trabalhar na roça e ter família e portanto ele foi tentar se tornar alguém. E de fato ele conseguiu. Gualter é um psicologo muito renomado no país mas acaba se sentindo vazio após um pequeno período de visita a sua cidade Natal para ver sua mãe doente. Ele volta para Véu-Vale para tentar alguns de deus conflitos pessoais e até o conflito da própria cidade.

No inicio achei o clima da cidade meio semelhante com o filme A Vila, provavelmente por conta de todo o mistério e o suspense. Já deixo claro aqui que não tem nada a ver e que foi só uma impressão dessa que escreve. rs Mas acho que foi isso que eu gostei no inicio. Mas eu tive um certo problema com a narrativa do autor, porque mesmo gostando da forma como ele conduz o mistério chegou um ponto da história que comecei a ficar irritada, se essa palavra não for tão invasiva para descrever. Eu tive a impressão que ele finalizava um capitulo com aquele mistério que depois ele acaba resolvendo em outro momento ou somente no final, e muitas vezes era só um "espere para ver". Eu não gosto muito dessas coisas e por isso que acabei me sentindo negativa com a história. O autor trabalha muito bem com a jornada do herói dividindo a história de uma forma que fica bem definida o destino do personagem.


Tenho certeza que os fãs do autor e principalmente de literatura fantástica vão amar o livro. Como eu disse não sou muito fã, mas como gosto de sair da zona de conforto com as minhas leituras e gostaria de conhecer esse autor resolvi me arriscar. É sim um bom livro e a leitura vale a pena; ainda não desistir de ler Raphael Draccon e até comprei Espíritos de Gelo para ler na primeira oportunidade pois acho que desde 2013 eu tô de olho nesta obra.

Resenha: Scarlet

13/11/2017


O primeiro livro da série se mostrou melhor do que eu imaginava que ele seria, foi nesse momento que eu agradeci de apenas t3er começado a ler a serie quando já tinha três livros na estante, claro que assim que terminei o primeiro livro e nem descansei peguei o segundo para ler.

Scarlet vive com sua avó numa fazenda produtora de legumes e hortaliças, mas as coisas não andam bem para Scarlet sua avó está sumida a mais de uma semana e não há sinal de onde ela poderia ter ido ou levada, enquanto isso ela vai mantendo a fazenda produzindo e fazendo as entregas de pedidos, mas, não esquece e nem desiste de sua avó em nenhum momento.

Em uma dessas entregas Scarlet acaba se envolvendo numa confusão e acaba sendo salva por um homem conhecido como Lobo que participa de lutas de rua, ela fica agradecida, mas, sente um misto de medo e atração pelo homem, logo ela trata de ir embora, o que ela não esperava é que Lobo era o único quem poderia ajuda-la a encontrar novamente a sua avó.

Enquanto isso Cinder com a ajuda de Throne saí em busca de respostas para o seu passado, e a única pessoa que talvez possa te dar essas respostas é Michelle Benoit, que vem a ser a avó desaparecida de Scarlet. E assim Scarlet quer sua avó de volta e Cinder quer encontrá-la para conseguir suas respostas.

Minha gente, mas que livro maravilhoso foi esse? Sabe aquele livro que é tão bom quanto o primeiro? É exatamente como Scarlet se classifica fiquei mais um vez fiquei encantado pela escrita da Marissa, a narrativa da história continua maravilhosa e envolvente, e agora com o acréscimo de mais alguns personagens, que são tão carismáticos quantos os que eu conheci no primeiro livro e isso me deixa muto feliz, pois só mostra o quão bom os próximos livros deverão ser. Assim como no primeiro livro é possível descobrir muito antes do personagens o que vai acontecer na história, mas isso não foi problema para mim.

Eu amei a Scarlet, pois, ela é uma daquelas pessoas cabeças abertas, que primeiro buscam saber a história toda antes de sair julgando as coisas e pessoas, mas em compensação ela é bem esquentadinha, já Lobo é um completo mistério, mas ele é atencioso, claramente forte, quando a gente vê já criou um crush nele hahaha.

Scarlet foi um continuação maravilhosa de se ler, satisfazendo no quesito desenvolvimento da história e na adição de novos personagens, não poderia ter fica mais satisfeito do que fiquei. A capa do livro é linda, com auto-relevo e detalhes prata no título e envernizada na imagem que faz referência a Chapeuzinho Vermelho. Não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação do livro é boa com destaque para a parte interna da capa que é preta, eu gosto bastante da fonte usada no livro e seu tamanho é ótimo para leitura.

Série: Stranger Things — 2ª Temporada

10/11/2017


Eis que a espera acabou e, finalmente, no dia 27 de outubro a segunda temporada de Stranger Things ficou disponível para os fãs que não aguentavam mais esperar. E como eu sou super apressada, louca e desocupada eu assisti tudo em um único dia. Sim, não consegui parar e maratonei mesmo. <3

Já quero deixar claro por aqui que achei a segunda temporada maravilhosa. Na primeira nós temos o inicio de tudo, com o desaparecimento de Will e o aparecimento de Eleven, esta que conquistou todos os fãs da série logo de cara. Millie Bobby Brown da um show de atuação com tão pouca idade, mesmo que na primeira temporada a personagem não tenha tido tantas falas (mas quem é bom é bom, né amores). Já na segunda temporada a personagem não tem tanto destaque, mas isso não tira a importancia da Eleven em nenhum momento e podemos ver o quanto ela esta diferente, não exatamente um amadurecimento no inicio mas após um certo episódio ela da uma baita mudada e ai sim vemos uma Eleven mais madura, sabendo balancear o que realmente é importante para si, fazendo suas próprias escolhas sem deixar que nada ou alguém a impeça de ser quem é (claro que dentro dos limites que lhe é possível).


Mas a melhor coisa desta temporada é que o destaque não ficou somente na Eleven. Afinal, a série não é somente ela, certo? Temos um elenco infantil, adolescente e adulto maravilhoso nessa série e todos devem ser aproveitados, com seus arcos. O melhor personagem que podemos ver é Will. O que não vimos dele na primeira temporada vimos agora e com uma intensidade incrível. Noah Schnapp se mostrou um excelente ator, sério... Eu fico impressionada de ver essas crianças atuando dessa forma. Ele leva o seu personagem a sério, cada cena que exige muito dele é perceptível o quanto ele se doa e até sofre com o Will (e olha que ele sofre bastante ao longo da temporada). Gostaria de falar sobre uma passagem em especifico, mas como fica bem no final da temporada seria spoiler e não quero estragar o post, mas para quem assisti provavelmente vai concordar comigo que nos dois ultimos episódios ele está incrível.

A temporada nos apresenta também alguns personagens novos. A mais querida é Max, uma menina nova na cidade que acaba despertando o interesse de Lucas e Dustin e aos poucos vai entrando no grupo. No inicio Mike não gosta muito da ideia de uma garota "substituir" Eleven, mas é evidente que as duas são totalmente diferentes em relação a personalidade. O ótimo da série é que demonstra que meninas (e até mulheres) podem ser fortes e independentes. Vi que alguns fãs não gostaram muito por Eleven ter sentido um leve ciumes de Max, mas eu não encaro aquilo como um ciumes porque ela acha que a menina pode ter algo com Mike e sim porque ela acaba ficando de fora do grupo por ter que se esconder. Ao meu ver isso é normal para qualquer pessoa. Acho que elas vão se tornar grandes amigas na terceira temporada.

Enfim, poderia falar sobre o arco de cada personagem e grupo que se formou, mas ficaria um textão muito mais do que já está. Vou terminar só querendo influenciar quem ainda não assistiu nem a primeira temporada... porque olha, essa é uma série que vale a pena e que esta tomando forma muito maior no sentido de criar sua própria identidade. Não é só mais uma produção inspirada nos anos 80 e obras dos anos 80. Agora é uma produção que sim, teve esse pontapé inicial, mas que vai acabar tomando seu próprio caminho.

Resenha: O Urso e o Rouxinol

08/11/2017

Resenha de Jéssica Amanda

A história começa com Marina Ivanovna, matriarca que tem sua vida finda ao dar a luz à protagonista, Vasilisa Petrovna: uma menina toda olhos, ossos e, principalmente, selvagem. Sua história se passa na gélida Rússia medieval, onde contos proferidos por uma bondosa ama começam a ganhar vida. Vasya — como é chamada Vasilisa — podia falar com os espíritos domésticos e também os da floresta, porém, sua madrasta via isso com maus olhos. Após a morte de sua mãe, Vasya tem de lidar com uma madrasta que não lhe detém afeto e que está certa de que seu comportamento é de uma bruxa, e pretende assim casá-la ou ainda enviá-la a um convento para se ver livre de sua estranheza. Com a chegada de um novo padre, ela é constantemente lembrada de que seus amigos espíritos são nada mais que demônios e que ela deveria agir como boa cristã e arrepender-se de seus pecados. Mal sabem todos que ela é parte crucial de algo terrível que ainda está por vir e dependerão dela para manterem-se a salvo.


O início é lento, mas nos seduz a continuar a descobrir os segredos que escondem aquela menina indomável. Ao passar das páginas, descobrimos nuances, até então pouco claras, que se tornam de grande valia para o entendimento do todo. Vasya é, acima de tudo, uma menina livre, tornando assim fácil o encantamento pela sua personagem.

O livro transcorre assim, arrastado e previsível; o que não tira a ansiedade de descobrir qual será o destino de nossa heroína.A leitura é agradável e nos transporta para um mundo mágico sem deixar de lado as questões reais. Vasya é uma protagonista simples que tem um grande poder, não só o de salvar seu povo e família do mal que se esconde nas sombras, mas de nos mostrar que mesmo em tempos como aqueles a coragem e o amor são valores que não podem ser esquecidos.

Resenha: O Conto da Aia

06/11/2017


Existem livros que você lê e pensa meu deus, eu amei esse livro e existem outros que você lê e fica meu deus do céu, o que foi que eu acabei de ler???? e acho que eu nem preciso falar que tive essa reação ao ler O Conto da Aia, o livro que deu origem a série de sucesso The Handmaid's Tale. E existem inúmeros pontos da obra que podem ser apontados em um texto se referindo à ela mas eu vou apontar os que mais me chamaram a atenção nesta primeira leitura (pois é um livro que eu pretendo ler novamente daqui há alguns anos).

O livro é uma distopia, porém ela se passa no final dos anos 80 ou inicio dos anos 90. A protagonista, que é apresentada por nós somente como Offred, é uma mulher de 33 anos que tinha um vida comum com marido e filha, um trabalho e até certa independência financeira. Até que o país sofreu um golpe de estado e as coisas foram mudando gradativamente, principalmente para as mulheres. Primeiro suas contas foram bloqueadas, então o emprego, e por mim qualquer autonomia por si mesma devendo estar sempre acompanhada de seu marido e fazendo coisas somente com a autorização dele. Para nós parece um absurdo, correto? Mas o pior de tudo é que, ainda hoje, existem sociedades que vivem dessa forma. Como se não bastasse a sociedade acaba sendo dividida com princípios religiosos e, claro, financeiro. Então a personagem acaba se tornando uma Aia, que é uma mulher enviada à uma família somente para ser a genitora da criança dessa família (para explicar melhor: a Aia precisa ter relações sexuais com o homem da casa, na presença da esposa dele, para gerar uma criança).


Parece surreal? Bom, de fato é. A premissa me deixou de queixo caido e, claro, curiosa. Eu queria saber o que essa personagem pensava, suas reações e até porque a sociedade foi sendo destruída dessa forma. A jornada de Offred não é uma jornada que faz o leitor sofrer (não tô dizendo que é boa, pelo contrário, mas ela não faz lamentações que impactam o leitor no sentido emocional). Em alguns momentos fiquei um pouco impressionada com o quanto ela foi manipulada pelos novos pensamentos da sociedade, julgando as mulheres que outrora era como ela, tinha liberdade de se vestir como queriam e fazer o que bem entendiam. Ela chegou em um ponto que seus pensamentos são confusos e que algumas de suas histórias fogem da sua própria realidade, como se fosse possível que ela contando de uma forma diferente pudesse ser então uma história diferente. Offred é filha de uma mãe feminista e protestante, uma mulher que durante toda a sua vida lutou pela liberdade feminina e de seu próprio corpo. Ela cresceu no meio de mulheres assim, mulheres fortes e independentes e vendo-a se entregar as novas normas da sociedade, não apenas por uma questão de sobrevivência, é um pouco frustrante (mas compreensível). Acho que é um pouco obvio que para mim o que mais marcou neste livro foi a protagonista e sua história, muito mais do que sua jornada propriamente dita. Neste momento foi o que mais me fez pensar sobre o quanto nós mudamos para sobreviver ou nos adaptar as novas realidades.
Tudo que silenciado clamara para ser ouvido ainda que silenciosamente

Uma grande diferença deste livro com outras distopias, talvez com as distopias que estamos acostumadas a ler nos últimos dez anos, é que a protagonista não faz parte de uma grande revolução e mudança. Na verdade ela apenas faz parte da primeira geração de mulheres que estão sendo usadas e as sociedade esta muito longe de ser uma sociedade livre, mas que haja sim grupos rebeldes que tentam ajudar.  Offred tem um pequeno deslumbre disso mas não faz nenhuma grande diferença, a não ser contando suas próprias histórias.

O Conto da Aia é um livro que vai ter impacto diferente em cada leitor, mesmo que seja um hino feminista atual.

Resenha: Lembra Aquela Vez

02/11/2017


Eu tenho quase certeza que essa vai ser a resenha mais difícil que irei fazer em 2017. Lembra Aquela Vez foi, para mim, uma grande surpresa pois de imediato eu solicitei porque achei a capa bonitinha mas quando o livro chegou eu desanimei totalmente para ler e até cheguei a oferecer para um amigo de outro blog resenhar. Mas com tantas leituras para colocar em dia em tão pouco tempo eu olhei para o livro e pensei vamos lá acabar logo com isso e foi justamente o que aconteceu: Eu li o livro em uma única noite. Ele me prendeu de uma forma que há muito tempo não ficava presa em uma leitura. Mesmo com sono, piscando duro, eu não conseguia abandona-lo pois abandonar a leitura daria a sensação de abandonar o personagem justamente nos momentos mais cruciais (afinal, quanto mais você lê mais próximo esta do fim da obra).

O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Aaron, um adolescente que vive em um conjunto habitacional na cidade de Nova York. Ele tem uma linda namorada e vários amigos, com quem também passou toda a sua infância. Mas nem tudo é perfeito em sua vida. Há alguns meses seu pai se matou na banheira da própria casa e com todo o sofrimento que essa morte causou em sua vida depois de alguns meses o próprio Aaron tentou se matar. E é nesse clima que a história vai se desenrolando com um background onde existe uma empresa que apaga algumas memórias das pessoas.
Genevieve viu alguma coisa em mim, uma vida dentro da qual ela queria se perder, e não alguém cuja vida ela queria ver jogada fora. 

Em determinado ponto da história Aaron conhece Thomas, um adolescente do bairro vizinho que acaba se tornando seu melhor amigo. Thomas não sabe muito bem o que quer da vida, não para em nenhum emprego e com namorada, e acha que precisa tentar de tudo um pouco até encontrar, de fato, o que é certo para ele. Claro que gostei muito de todos os momentos que os garotos passaram juntos, as conversas mais banais e até as mais profundas, falando sobre a tentativa de suicídio de Aaron, assim como o suicídio de seu pai e o abandono do pai de Thomas quando este tinha apenas 9 anos de idade. Essa aproximação causa em Aaron uma nova descoberta: sua atração por garotos (eles não usam a palavra pois Aaron acha estranho no inicio).

A amizade entre eles causa certo ciumes e raiva nos amigos mais antigos de Aaron e quando eles percebem que o relacionamento deles pode ser mais do que amizade então acabam encurralando o menino para uma lição e é então nesse momento que inúmeras memórias são desencadeadas. Aaron nunca acreditou no procedimento da Leteo mas descobre que ele mesmo já passou pelo procedimento e ao recuperar tudo que foi apagado ele fica em um empasse sobre ser quem ele é ou sobre tentar ser outra pessoa, viver uma vida de mentira ou lidar com os problemas como eles realmente são. Eu já estava, claro, gostando da história antes mas a partir desse momento ela me ganhou cem por cento. Eu sofri com Aaron a cada memória recuperada, eu pude sentir suas duvidas e sua impotência, sua culpa por ser quem ele é e pelo mal que ele acha que causou em outras pessoas.
Você não tem o direito de continuar ignorando o seu passado só porque não gosta dele.

Além, claro, da grande questão das amizades de Aaron existe também a questão familiar. Todos ainda sofrem pelo que aconteceu com seu pai e tentam se recuperar do que Aaron tentou fazer; Entretanto eles não conversam sobre isso. Sua mãe trabalha muito e seu irmão mais velho só pensa em jogar vídeo game nas horas livres. No inicio essa falta de contato entre eles me incomodou, ainda mais com tantos problemas que precisavam ser discutidos para eles seguirem em frente, mas com a compreensão do fatos ao longo da história é de se esperar que essa família tenha tido exatamente esse tipo de atitude.

Este é um livro em que o leitor fica completamente imerso na história, esperando por cada surpresa que o autor preparou. E de fato, para mim, o final foi uma surpresa. Eu não vou dizer se foi boa ou ruim, se eu gostei ou não, porque isso pode fazer com que vocês saibam se ele foi um final feliz ou um final triste. Mas com certeza não existiria um outro final plausível para essa história.

As blogueiras indicam: Livros de Terror/Horror

30/10/2017


Fiz minha listinha recentemente de livros de terror/horror que quero ler e ai também resolvi pedir indicação de umas migas blogueirinhas também. Porque é sempre bom saber o que a galera leu e curtiu, certo?

Amaldiçoado — Joe Hill (antigo O Pacto)
Natalia, blog Ei Nati
Gosto de O Pacto pois ele parece que será um livro aterrorizante mas ele muda totalmente o clima quando traz piadas ácidas e momentos de uma ironia afiada. Ele mostra o que as pessoas são capazes e o que o poder exercido sobre elas, pode revelar. Além da escrita do Joe Hill ser envolvente.

A Estrada da Noite — Joe Hill 
Jessica Bett, blog Roendo Livros
Apesar de ser um terror que em suma é previsivel consegue te deixar ligado até a ultima linha. Seja pelo Jude, o roqueiro canalha que pisou feio na bola com uma garota que agora está morta, seja pelo fantasma que o persegue ou pelo background do personagem (que não é tão durão assim).

O Escravo da Capela — Marcos Debrito
Nathalia, do blog Pobre Leitora
É um terror nacional baseado no nosso folclore e história. Se passa na época da escravatura e usa disso pra criar o mito do Saci Perere e Mula sem Cabeça. Além de ser criativo tem umas cenas bem pesadas que fazem ele ir do terror ao horror.

É isso, gente. Obrigada as meninas que indicaram os livros.
Você já leu algum ou quer ler?

Resenha: Cinder

27/10/2017



Depois de muito protelar comecei a ler a a série das Crônicas Lunares, muitas pessoas me indicavam o livro e eu amei a sinopse dos livros da série, mas os livros são muito caros, e agora que enfim consegui comprar o terceiro livro decidi começar a enfim conhecer a história de Cinder e descobrir porque tanta gente fala tão bem dessa série.

Cinder vive com sua madrasta e suas duas meias-irmãs, mas a vida não é fácil, desde que seu padrasto faleceu devido a uma praga que vem assolando várias comunidades, Cinder é a pessoa que provem o sustento de toda a casa através de seu trabalho como mecânica, porém, mesmo provendo o sustento da casa Cinder não é vista com bons olhos por sua madrasta, pois, ela é uma ciborgue.

Para a sociedade em que Cinder vive ser ciborgue é ser uma segunda classe, é dessa forma que a maioria das integrantes de sua casa a vêm, como uma aberração, Cinder sabe que sua madrasta só a matem porque é ela quem provem todo o sustento da casa se não fosse por isso ela já teria se livrado dela. E foi em mais um de seus dias de trabalho que a vida de Cinder começou a mudar.

O príncipe Kai em pessoa apareceu em sua tenda para que ela consertasse seu androide ou amo menos descobrisse por que ele não liga, logo que sua irmã mais nova adoece, sua madrasta a acusa de ter infectado a garota, é a partir desse momento que a vida de Cinder começa a virar de cabeça para baixo, ela começa a fazer grandes descobertas sobre seu passado misterioso.

Ao terminar o livro a primeira coisa que pensei foi: POR QUE EU NÃO LI ESSE LIVRO ANTES? Eu simplesmente adorei a leitura, a narrativa do livro é clara e direta e assim a história acaba nos envolvendo e encantando, por ser uma releitura certos aspectos da história já estavam na cara, é uma releitura não dá pra reclamar disso né? Outra coisa que preciso falar é que a história é um pouco previsível, você consegue descobrir as coisas com facilidade e muito antes dos personagens, porém, isso nunca motivo de desagrado para mim.

Cinder é uma personagem encantadora, forte e obstinada, é impossível você não gostar dela de imediato, Kai é inteligente, justo, é um personagem que brilha todas as vezes que aparece por ele ser muito carismático, não podia deixar de falar Iko, uma androide, melhor amiga de Cinder ela te fará dar boas risadas. 

Cinder foi uma leitura tão gostosa quanto eu já esperava que ela fosse ser, um livro de leitura fácil e rápida com uma história que sem duvidas prende o leitor. A capa do livro é dispensável de comentário porque ela é maravilhosa, não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação do livro é boa, com destaque para o ótimo espaçamento do texto e para a parte interna da capa em cor preta, pessoalmente eu gosto bastante da fonte usada no livro e seu tamanho é ótimo para leitura.