Resenha: Minha Vida Mora ao Lado

23/11/2016

Quando vi essa capa simplesmente me apaixonei! O título também me chamou a atenção e claro que a premissa não fica para trás. Minha cabeça gritou mais e mais expectativas mesmo sem ler nenhuma resenha do livro, ou se quer (até aquele momento) conhecer pessoas que já haviam lido. Não me decepcionei com a leitura mas esperava um pouco mais de... drama. Algo que me fizesse pensar "puta merda esse livro é incrível", mas esse pensamento não veio a tona. Infelizmente.

Instagram: @Skyarbooks

Eu gostei sim da leitura de Minha Vida Mora do Lado. Adorei conhecer Sam e Jase, inclusive os acho um dos casais mais fofos de 2015 (eu li no lançamento). A forma como eles se conheceram e passaram a se relacionar é tão fofa, meiga e pura que acho que não tem como alguém não gostar deles. Simplesmente não dá. Sam é uma garota rica, que sempre teve tudo o que desejou e nem por isso ela é mesquinha e metida, muito pelo contrário. Claro que ela aproveita bem sua condição de vida, mas ela não se da conta disso imediatamente. É uma condição tão certa para ela que fica difícil imaginar uma outra possibilidade. Ela vive com sua mãe e sua irmã mais velha (que estando ou não na história nem faz falta). Sua mãe é uma mulher conservadora e aquele tipo de vizinha que ninguém quer ter. Chata, só olha para o próprio umbigo; E ainda é senadora do estado. Já imagina como são políticos, né? Pois bem, a mãe dela não foge desse esteriótipo. Para piorar arrumou um namorado manipulador que acaba a fazendo de tonta e apenas ela não vê.

Mas focando em Jase e os Garrett. Gente, que família é essa? É uma família grande, portanto a casa esta sempre muito bagunçada (com tantas crianças), sempre com muito barulho, risadas, brincadeiras e choros de bebê. Pode ser que você não goste de imaginar esse cenário e realmente não é muito agradavel mas deu certo neste livro. Se eu bem me lembro bem são seis (ou oito?) filhos e Jase é um dos meninos do meio que tem a mesma idade de Sam (dezoito anos). Ele tem esse amor por sua família que é incondicional e lindo. Sabe, vemos por ai diversos adolescentes que demonstram vergonha de sua família ou condições financeiras, mas não ele. Ajuda em tudo o que pode, trabalha e ainda corre atrás para conseguir bolsa para a faculdade. Ele é bem aquele tipo perfeito e para ser honesta eu não vi defeito nele. A aproximação dos jovens é bem rápida e isso até poderia incomodar, mas como disse no inicio tem algo puro que faz o leitor torcer por eles o tempo inteiro e aceitar a rapidez com que as coisas acontecem. 
Os Garrett eram a minha história antes de dormir, muito antes de eu sequer pensar em ser eu mesma parte da história.

O que não me agradou no livro se o casal é tão lindo? Bom, a trama de modo geral. Tava indo tudo bem na história até o momento que a autora quis colocar uma pedra no caminho, para criar um drama, uma possibilidade de separa-los. Eu não tenho nada contra isso, pelo contrário... Mas o problema é que o drama em cima disso foi muito curto e fraco demais. A solução e a atitude da personagem eram bem previsíveis. Eu estava com medo de ler um livro que fizesse os leitores chorar mas era justamente o que eu queria. Acabei criando uma expectativa (sozinha) que não foi superada. A história apenas fica nisso: Um romance super fofo entre dois adolescentes. Para quem gosta, para quem adora é mais do que indicado. Tenho certeza que irá adorar, mas eu queria algo mais.

De qualquer maneira a autora sabe conduzir a história e fazer com que o leitor espere por mais. Tem partes engraçadas e partes em que fazem o leitor pensar, refletir mesmo e justamente por isso que eu entendi o que foi o alvoroço que a editora fez sobre este livro na época do lançamento. Por mais que tenha alguns assuntos "polêmicos"tudo é tratado de uma forma tão leve que o leitor realmente só se da conta quando termina a leitura. 

Sorteio de Natal

21/11/2016



Os blogs amigos, Da Imaginação à Escrita, Estilhaçando Livros, Re.View, Pobre Leitora, O Maravilhoso Mundo da Leitura, Livros de EliteEi Nati e Livros e Marshmallows se reuniram para fazer do seu natal mais literário! Vamos sortear 8 livros para um leitor sortudo! Para participar, é muito simples, basta preencher as opções do formulário abaixo, são todas chances extras, ou seja, quanto mais você preencher, maiores serão as suas chances de levar 8 livros para casa! Não esqueça de ler o regulamento e boa sorte!

Promoção: Natal da Nati

20/11/2016

Ei pessoal!Esse é o primeiro Natal com o novo blog e achei que era digno de uma grande comemoração. Por isso me juntei a alguns convidados pra fazermos uma grande festa, cheia de prêmios pra vocês! Estou muito animada e espero que vocês gostem e participem bastante! E desde já, agradeço a todos os convidados que toparam entrar nessa festa comigo.
Serão dois ganhadores, um pra cada formulário, que irá ganhar todos os prêmios do mesmo. Ou seja, você pode participar dos dois sorteios, mas serão ganhadores diferentes pra cada formulário. Fiquem atentos às regras, ok?
— Nati 

Resenha: Sociedade da Rosa

16/11/2016

Leia a resenha de Jovens de Elite

Tem um grande problema com trilogias: o segundo livro nem sempre agrada os leitores. Apesar de ter gostado de Sociedade da Rosa achei que ele foi um pouco lento com alguns acontecimentos e vou tentar explicar meu ponto de vista nesse texto sem dar spoilers. rs

Com certeza o grande destaque da obra continua com Adelina, aquela protagonista totalmente diferente das outras. Nesse ponto da história já é mais do que óbvio que ela é uma vilã e não uma mocinha e que incrível é por parte da Marie Lu escrever uma historia onde nós torcemos pela vilã (ou não, né kk). O fato é que ela realmente esta se tornando aquela personagem que eu amo odiar. Cada momento eu ficava reclamando comigo mesma do quanto ela esta fazendo as coisas da forma errada, mesmo que para ela possa parecer certo. Adelina tem aquele sentimento de ódio e vingança no coração e para mim é muito difícil que ela tenha qualquer sentimento parecido com o amor por alguém, seja pela sua irmã ou por aquele que teoricamente é seu par romântico. Então dificilmente eu me enganei com a forma como ela falava da irmã ou a tratava, assim como era com o garoto (eu não vou citar nomes, assim como não citei na primeira resenha pois apesar da dica ter sido dada no fim do primeiro livro acabaria sendo um spoiler).

A grande surpresa desse livro, para mim, foi Magiano. Achei incrível esse personagem que apesar de ser aquele que tem tudo para dar errado acaba sendo o equilíbrio perfeito. Ele é tudo que Adelina não é: bom, calmo, tem controle sobre seus poderes e sobre si mesmo e tem amor mesmo que seu maior desejo (e defeito) deseja ouro. Sim, ele é ganancioso e suas atitudes na maioria das vezes são movidas pelo seu desejo de ser o mais rico, mas nada se compara ao desejo de poder que Adelina tem. Gosto dos dois juntos mas não acredito que ele realmente sera feliz com tudo o que pode ter ao lado de Adelina. Então no terceiro volume eu espero ver ele evoluir e perceber que esta lutando do lado errado.

Alias, o que menos parece nessa história é que tem um lado certo. Mesmo os Punhais tem métodos para conquistar seus objetivos que não são tão aceitáveis. Raffaele mesmo é um grande exemplo disso, já que sempre mostrou toda a sua graça desde o inicio e também que não é uma pessoa tão boa assim. Claro que esse é o grande diferencial nesta obra: não existe mocinhos e sim personagens humanizados com defeitos e qualidades.
— O desespero desperta a escuridão em todos — disse o homem, dando de ombros

Bom, sobre o que eu falei no inicio achei o desenvolvimento da história em si um pouco lento porque parece que tudo foi enrolado enrola e enrolado mais um pouco até, finalmente, aquele momento em que eu estava esperando no final do primeiro livro acontecesse. Assim como no primeiro volume, além das narrações de Adelina, tem de outros personagens e tirando a de Raffaele achei tão desnecessário que para mim não faria diferença na história. A de Raffaele foi um pouco mais importante por se tratar do ponto central deste volume, portanto foi importante acompanhar o seu plano e acontecimentos mesmo que tenha sido um pouco chato. Mas esses detalhes não tiram o mérito da história, visto que é mais um ponto de vista pessoal que pode agradar algumas pessoas.

E claro que o final tem que ser aqueles de tirar o folego, afinal o que foi aquele último capitulo? Por mais que saiba como Adelina é eu fiquei surpresa com aquela atitude e agora o outro lado do seu yin-yang foi embora então acredito que no último livro ela estará realmente mostrando quem é cem por cento. Será que os leitores estão preparados? Ou melhor, será que a Marie Lu teve coragem de deixar uma protagonista realmente terminar a história como vilã? O que resta é aguardar!

Resenha: Os Homens que não Amavam as Mulheres

09/11/2016


Essa é uma resenha que facilmente poderia fazer parte daquele projeto relendo e resenhando (estamos em novembro e já falhei nele kk) mas infelizmente não é. A primeira vez que li esta obra foi em meados de 2011 e naquela época eu não era uma leitora tão ativa e lembro-me de ter ficado apaixonada por este livro. A releitura não me fez mudar de ideia mas me deu outras impressões sobre a obra. Cinco anos se passaram e muita coisa mudou em mim. Minha percepção da sociedade e opinião sobre ela. Hoje em dia o feminismo é um assunto muito mais recorrente no dia a dia e posso dizer que sei um pouco mais sobre o que significa isso; assim como ao longo desses anos eu acabei me interessando mais por outros assuntos que são tratados na obra (menos economia e tal). Então com isso a leitura se tornou muita mais séria, com um novo significado, do que como apenas uma leitura de ficção. O fato é que Lisbeth continua sendo uma heroína a sua maneira, no meu ponto de vista. Eu ainda não sei pelo que ela passou e espero que seja algo que o autor tenha inserido nos outros dois volumes da trilogia, mas o pouco que aparece neste eu com certeza me apaixonei por ela. Uma personagem forte e difícil de ser descrita. Em primeiro lugar Lisbeth é tudo o que a nossa sociedade ignora e às vezes até odeia. Não nego o fato de ela ser uma criminosa, mas acho que a nossa maneira somos todos. Gosto da forma como ela vai atrás do que quer, seja para o bem ou para o mal. Sua frieza e até o ponto em que ela começa a ceder. Ela é uma personagem difícil de entender completamente mas que conquista o leitor.


O maior mistério do livro gira em torno do desaparecimento (ou morte?) de Harriet, de uma das famílias mais ricas e tradicionais da Suécia. Seu tio esteve obcecado por cerca de 40 anos nessa história e em uma ultima tentativa de saber o que houve com a sobrinha contrata Mikael para fazer uma última investigação. Por mais que esse seja o plot principal tem tanta coisa paralela acontecendo na história que em alguns momentos é difícil de acompanhar (mas muito bom). Mikael tem seus próprios problemas com a justiça por conta de uma matéria que ele escreveu para sua revista — a Millennium. Para mim o único pecado da obra foi a demora para juntar Mikael e Lisbeth na investigação de Harriet. Okay, foi algo necessário para o desenrolar da obra, já que ficou bem perceptível a intenção do autor de mostrar para os leitores como e quem é Lisbeth antes de nos mostrar sua motivação para esse caso, mas os dois são tão bons juntos que é até um pouco chato de lembrar que eles ficaram metade do livro separados.

Mikael é um personagem mais comum, eu achei. A maior diferença dele para outros personagens masculinos é a sua visão das coisas. Ele não é machista, ele não se importa com esteriótipos, e ele esta bem consigo mesmo, até nas piores das situações. Diante do desenvolvimento da narrativa (eu não vou dar detalhes, mas percebe-se que tem algo relacionado à homens que odeiam as mulheres pelo titulo) Mikael nunca fez um mal julgamento.

Obviamente os filmes não fazem jus ao livro, então se você assistiu qualquer uma das duas versões da adaptação dê uma chance ao livro pois seu conteúdo sobre a investigação e a personalidade dos personagens são bem mais detalhadas. Clichezão falar assim, mas após terminar a leitura eu assisti a adaptação sueca e fiquei um pouco triste por não sentir que Lisbeth foi tão bem retratada, mesmo com a excelente atuação da Noomi Rapace. De qualquer forma a leitura desta obra é recomendada para quem gosta de romance investigativo (policial?) e quem procura um livro que trate de assuntos atuais (mesmo que o livro tenha sido publicado ha mais de dez anos) e principalmente feminismo.

Filme: Doutor Estranho

07/11/2016

Fomos eu, meu marido e minha sogra assistir Dr. Strange e amamos. Em primeiro lugar, fiquei encucada em como eles traduziram o sobrenome do Dr. Stephen Vincent Strange para simplesmente Dr. Estranho, mas tudo bem. Até porque isso não prejudicou (nenhum pouco) o filme. É incrível como a Marvel tem boa aceitação do público. É incrível que, os mais acostumados à família Marvel, mesmo após o filme acabar, esperam sentados sem pressa de ir embora. Uma marca da Marvel além da comicidade. É super divertido assistir um filme da Marvel com aventura e ação garantido, mas com uma belo show de alívio cômico.

Bem, acontece que o Dr. Strange é tipo o Thor; um arrogante adorável que você sabe que ele vai se dar mal, mas que não quer ver realmente isso. Ele é o melhor neurocirurgião, e ele e todo mundo sabe disso, então ele tem justificativa para ser arrogante. É claro que ele passa, e tem que passar, por uma transformação. O arco do seu personagem é tão sutil que não chega pra nós imposto, forçado. Strange é carismático e engraçado. Do início ao fim, tudo é relacionado à sua inteligência e perfeccionismo. Então tudo o que acontece a partir das suas ações são verossímeis de alguma forma, porque não pode realmente ser.

Eu acho que, além do seu interesse romântico, Christine Palmer  (Rachel McAdams) estar incrível e Benedict Cumberbatch (meu marido depois do filme constatou que é difícil assistir alguma coisa com ele e não gostar), o Ancião, e claro, todo o resto, o personagem que mais se destacou foi a capa com vida própria. Das cenas cômicas do filme 70% era a capa. Eu amo ver meu marido se divertir, então esse filme me fez rir por duas razões boas. Não só meu marido, como minha sogra e o cinema todo. Mas não é só de alívio cômico que é feito Doutor Estranho. Não. Eu que não me envolvo muito com filmes contendo magia e essas coisas me vi envolvida com as coisas estranhas que eles conseguem fazer. Não só meus olhos devem ter brilhado como o resto do cinema, obviamente. E do mundo. Doutor Estranho está liderando as bilheterias. Pra quem não tem carteira de estudante vale a pena investir uns trinta reais em um ingresso. Está tudo muito lindo. E, não se esqueçam, esperem a cena pós-crédito! 

Promoção: Aniversário do Roendo Livros

01/11/2016



Às vezes eu fico admirada em como o tempo passa rápido. Parece que foi ontem mesmo que eu resolvi criar um blog para compartilhar as minhas experiências literárias, e eu não esperava que fosse dar tão certo. É claro que, para comemorar os três anos de existência do Roendo Livros, pedi uma super ajuda para as editoras parcerias mais que lindas aqui do blog e montamos um kit de dez livros para um único ganhador. Ah, os amigos parceiros também estão participando da festa!