Resenha: A Escola do Bem e do Mal

Eu sempre comento nos blogs por aí que não sou fã de contos de fadas, princesas da Disney e etc; No máximo acho uma releitura interessante mas nunca parei realmente para ler. Apesar de ter visto a breve semelhança quando li a tal resenha (que não lembro de qual blog era, sorry) eu não achei que a carga de ~romance disney, conto de fadas disney e etc~ seria tão forte. Isso não me desanimou com a leitura e até fiquei mais motivada em ler mais e, quem sabe, começar a me interessar mais por esse mundo que tanto encanta as blogueiras.

O conto de fadas de Sophie e Agatha me pegou de uma forma que eu estou querendo logo ler o segundo livro. O final me deixou de boca aberta e com os olhos tremendo (oi? kk). Ambas as garotas vivem em uma vila que acredita ser amaldiçoada. A cada quatro anos dois adolescentes são sequestrados e eles acreditam que essas crianças são levadas para a Escola do Bem e do Mal, onde que é bom se torna o horei/heroína (príncipe/princesa) de um conto de fadas e o mau se tornara o bruxo/bruxa desta história. Sophie sempre acreditou ser a princesa perfeita para um conto de fadas, linda e loira, sempre tentando fazer atos de bondade para que o Diretor da Escola a escolha e quando se vê na Escola do Mal ela simplesmente não acredita no mal entendido que aconteceu ali. Ela não pode ficar na Escola do Mal onde tem tantas garotas feias, meninos estranhos e lições apenas sobre coisas ruins e o pior de tudo: Agatha foi levada para a Escola do Bem. Justo Agatha que é uma garota feia, que só se veste de preto, mora em um cemitério e não tem nenhuma amiga além de Sophie (que acreditava estar fazendo um grande bem a humanidade sendo amiga de Agatha).


Sophie é uma personagem que me deixou bastante balançada. Ela é extremamente manipuladora e sabe muito bem se fazer de boazinha quando quer. Conseguiu me enganar muito bem, pois diversas vezes eu acreditei em suas palavras, promessas e até atitudes. Como leitora eu fiquei bastante decepcionada comigo mesma por ter sido tão inocente e com o tempo eu fui percebendo que era praticamente a mesma coisa de Agatha sentiu e vivenciou. Esta, por outro lado, irrita o leitor com tanta inocência. Apesar da aparência e algumas atitudes, Agatha é definitivamente uma garota do bem e isso fica muito perceptível de acordo com as primeiras páginas do livro.

É uma pena que o livro seja em terceira pessoa, pois senti bastante necessidade de saber exatamente o que se passava na cabeça das personagens e fiquei com essa carência durante a leitura. Parece que os sentimentos mais profundos das personagens não foram abordados e por isso algumas atitudes de ambas nos capítulos finais me deixaram com uma certa duvida em relação a veracidade de seus sentimentos. Outro detalhe que me incomodou apenas no inicio da leitura foi que o autor não separa a narração de uma para outra com aqueles espaços de respiro; Alguns vezes de uma linha para outra ele mudava a personagem e isso me deixou um pouco confusa, mas ao longo da leitura foi bastante fácil me habituar.
Agatha deu um suspiro, afastando-se. “Digamos que eu encolha até o seu nível de inteligência e finja que acredito nisso tudo. Por que eu iria para a escola de vilões? Por que todos elegeriam a mim como a Soberana do Mal?”
“Ninguém disse que você é má, Agatha”, Sophie suspirou. “Você é apenas diferente.”
(...)
“Tudo bem. Então, eu sou um pouquinho diferente”, Agatha encarou-a. “E daí?”
Sophie hesitou. “Bem, é que nos contos de fadas o diferente geralmente acaba sendo o... hum... mal.”

Se tem uma coisa que eu gosto nas histórias são os personagens e nem sempre os personagens principais tem toda a luz para eles, com este livro não foi diferente. Apesar de ser um pouco machista Tedros foi um personagem que me cativou bastante e eu espero que nos próximos volumes ele tenha um papel maior na história não apenas como sendo o tal príncipe encantado. As supostas vilãs Hester, Dot e Anadil também acabaram me conquistando mesmo com a personalidades delas oscilando bastante durante o decorrer da história.

Apesar de parecer clichê o autor aborda o famoso tema de julgar as pessoas pelas aparências. Nem tudo é o que parece e mesmo isso sendo bastante obvio desde o inicio do livro é muito gostoso acompanhar a aventura das duas meninas na escola. O final me deixou bastante feliz e curiosa com o segundo volume, mesmo que não tenha sido algo que deixa o leitor desesperado. É uma pena que este livro não tenha tantos fãs pois ele é ótimo e, claro, para quem ama contos de fadas cai como uma luva.
“Estou longe de casa, perdi minha única amiga, todos aqui me detestam, e tudo o que eu quero é encontrar algum tipo de final feliz”, disse Agatha, vermelha. “Mas você não pode nem me dizer a verdade. Meu final não tem a ver com o Bem que eu faça, ou com o que está dentro de mim. Tem a ver com a minha aparência.” Cuspe voou de sua boca. “Eu nunca tive uma chance.”

[repostado 02/11 por motivos de: pessoa burra apagou o post anterior sem querer] 

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Um comentário :

  1. Adorei a resenha, fiquei interessadíssima na historia já pra minha listinha que só aumenta <3

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