Resenha: Amos e Masmorras - A Submissão

29/02/2016

Hoje venho aqui nesse blog contar para vocês minha primeira experiencia real com um romance erótico. Sim! eu li um romance erótico. Sempre falei que esse tipo de livro não é a minha praia, mas acabei dando uma chance e seguindo a indicação de uma blogueira amiga (Carol, do blog De Cabeça Para Baixo). Acho que por não esperar nada do livro eu acabei me surpreendendo e gostando. Pois é: Gostei ¯\_(ツ)_/¯ e vou explicar o motivo.

Eu estava esperando um romance totalmente focado no sexo. Casal que se conhece e acabam sentindo a famigerada quimica e ficam um mês transando iguai coelhos loucos e tudo isso sendo contado em detalhes para o leitor. E bom, não poderia estar mais enganada. Pelo menos falando do único que eu li do gênero o livro trata muito mais do que um romance erótico cheio de BDSM. Ele tem um suspense policial, que é uma coisa que eu gosto bastante. A autora criou todo um problema a ser resolvido pelos agentes e conseguiu encaixar muito bem o erotismo no meio disso tudo. Nada ficou forçado, nem enjoativo e muito menos chato. Sei que para quem não gosta de livros eróticos quando lê uma resenha deles acaba sempre revirando os olhos a tudo que a blogueira elogia sobre o livro, mas acredite: Eu sou essa blogueira que odiava livros assim sem ao menos ler um inteiro. Dava uma leve julgada nos outros e agora acabei mordendo a língua.

De Cabeça para Baixo
Cleo é uma tenente da policia de Nova Orleans e seu sonho é entrar para o FBI, junto com sua irmã mais velha Leslie e um amigo de infância que não é lá muito amigo assim, Lion. Em uma determinada missão a irmã de Cleo é sequestrada e por ser fisicamente semelhante a sua irmã ela foi convidada a trabalhar no caso com o FBI e seu chefe de missão será Lion. O caso trata-se sobre trafico de drogas e principalmente trafico de pessoas, sendo usadas como escravas (e escravos) sexuais. E então que Lion irá iniciar Cleo no mundo BDSM para eles poderem ir então ao torneio de Dragões e Masmorras (que é basicamente um jogo de rpg adaptado para o mundo BDSM). E bom, é aí que entra todo o erotismo. É impossível falar nesse texto que não existe desejo entre ambos os protagonistas; Como eu disse eles são amigos de infância e tiveram seus problemas na época que acabam se refletindo na vida adulta. 

Gostei da forma como a autora abordou a tensão sexual entre os protagonistas e pela narração da obra ser em terceira pessoa podemos saber bem como Cleo e Lion se sentem diante das situações apresentadas. Eu não entendo praticamente nada sobre BDSM, no máximo li algumas matérias sobre o assunto há algum tempo por curiosidade então não saberia dizer se a forma como ela foi sendo iniciada e as atitudes de Lion como amo são ou não corretas, mas honestamente eu admirei a forma como ele apresentou a moça a pratica e ia lhe explicando os motivos que fazia isso ou aquilo. Ao contrário do que possa parece o livro não tem cenas de sexo sempre que eles estão treinando para o torneio. A graça provavelmente é essa, já que o livro trabalha muito mais com a sensualidade e preliminares do que o ato em si. 

Sobre a personalidade dos protagonistas, bom eu gostei bastante. Cleo é uma mulher forte, independente, tem a sua carreira indo muito bem e não abaixa a cabeça para nada. Você pode imaginar que para ela é muito difícil a situação de ser submissa e com certeza é, mas sua motivação é muito grande para desistir. Achei a protagonista bastante divertida também e isso da um toque à mais para a história. Lion é um cara legal e centrado em sua carreira; mas às vezes tem umas tendencias machistas ou sei lá... Não sei se eu sou a unica que achou isso do personagem, mas fiquei incomodada com algumas atitudes dele em determinados momentos. Acho que ele é bem cabeça quente e impaciente, acaba agindo por impulso e acaba ferrando algumas situações. Mas não se engane: Ele não faz o papel do tipico badboy como em diversas obras. E ah! ele também não é milionário. 

A narrativa é leve e rápida. Acabei lendo o livro em apenas um dia e me vi louca para ler a sequencia, já que o final foi em um momento chave da história. Sei que a editora irá lançar em breve o segundo volume e espero ler o quanto antes.

Quotes

— O coração de um amo fica em uma masmorra muito perigosa, e só uma princesa com alma de dragão pode conquista-lo. Quando eu entregar meu coração, será para sempre.
Se você pudesse escolher entre quatro demônios, o feio, o mau, o bom e o gostoso, quem você escolheria? O gostoso não é? Com os a mosa é a mesma coisa. 

Top 5: Séries favoritas

26/02/2016


Se tem uma coisa que eu adoro é série de tv. Antes de descobrir os livros de verdade eu era uma viciada em séries e fazia maratonas e mais maratonas. Hoje em dia tentando dividir meu tempo entre séries, livros e internet eu acabo deixando muita coisa passar e sempre fico atrasada nas que estão sendo exibidas até mesmo optando por assistir quando todos (ou grande parte) dos episódios já tenha sido lançados. Enfim, hoje vou contar para vocês quais são as minhas séries favoritas da vida inteira (afinal, sempre tem aquelas favoritas do momento).

5 - Pretty Little Liars

Infelizmente eu não posso evitar amar a famigerada Maldosas (risos com essa tradução). Eu gosto do mistério que envolve -A (mesmo que agora -A já tenha sido revelada e eu não esteja assistindo ainda a segunda parte da temporada). Acho que para uma série adolescente acontecem algumas coisas maduras demais, mesmo que algumas também sejam bobas. Mas enfim, independente do final que a série ter com certeza PLL eu irei ver novamente em algum outro momento e vou sempre amar 

4 - Supernatural
SPN é uma série que tem muitos haters, mas também muitos lovers e eu sou uma dessas. Tive meus momentos de concordar que a série estava se prolongando demais com episódios chatos e temporadas que cansavam bastante mas eu curti muito a 10ª temporada e em breve vou fazer uma maratona da 11ª. Essa é a série mais antiga, ainda ativa, que eu acompanho. Este ano fará 10 anos que assisto e sinceramente não me importaria em assistir por mais uns 10 anos. rs

3 - The Walking Dead

Eu comecei assistir TWD sem muita vontade. Acho que na época da estréia vi muitas pessoas falando sobre ela e acabei sendo vencida pela curiosidade e deu no que deu. Passei a gostar tanto da série que li cerca de 90 edições da HQ em que a série se baseia e dos livros lançados até o momento li apenas dois (preciso me atualizar logo). Ainda não assisti ao spinoff mas é só questão de tempo.

2 - Friends
O que falar de Friends? É o tipo de série que da para assistir sempre e nunca se cansar. Por mais que seu último episódio tenha sido exibido há quase 12 (?) anos a série ainda se mantém atual e cada vez conquista mais e mais fãs. Sinceramente, quem odeia Friends boa pessoa não é. rs

1 - Lost
Como não amar Lost? Realmente não sei, já que eu amo tanto. Sei que é uma série que muita gente fala mal (e a maioria nem assistiu ou se assistiu foram episódios aleatórios e por isso não entenderam nada), mas na boa... Se você não conhece dê uma chance. São 6 temporadas e, claro, tem aqueles momentos que da vontade de desistir e jogar todos os eps baixados na lixeira mas vale a pena persistir até o último episódio (que inclusive me faz chorar sempre que vejo). Eu amo Lost. Para mim é uma das melhores séries já feitas e eu também amo o final. HAHA

Enfim, essas são as minhas favoritas da vida. Quais são as suas? Só não me indique séries, pelo amor de deus que a lista de séries para colocar em dia tá gigante hahaha

Beijos.

Resenha: Pausa

24/02/2016



Vou começar a resenha confessando que – apesar de gostar de estar um pouco na cabeça de Will – achei Pausa uma sequencia desnecessária. Depois de todos os acontecimentos de Métrica eu nunca imaginei uma sequencia possível para a história. Claro que sempre fica a curiosidade de saber o que acontece com os personagens depois que o livro acaba (Hazel Grace feelings), mas ainda assim não achei necessária essa continuação.

Nesse livro Lake e Will estão juntos há cerca de um ano, vivendo um lindo e belo relacionamento – assim como assumindo responsabilidades cada vez maiores para pessoas de sua idade. A autora fez questão de pular toda a parte boa (que não foi só alegria, infelizmente) e já pulou para o ponto alto de Pausa: Os questionamentos de Lake. Como eu citei na resenha de Métrica a conexão entre Lake e Will aconteceu muito rápido e eu não me convenci desse amor até ler Pausa. Após Lake descobrir que Will está tendo aulas com sua ex-namorada (!!!!!) é tomada pelo ciúme e resolve então que eles devem dar uma pequena pausa em seu relacionamento. Vi comentários em blogs e grupos no absurdo/infantilidade da personagem em tomar essa atitude por causa de uma coisa tão insignificante. Mas vamos pensar assim: a) Se você tem o seu primeiro namorado, que é alguns anos mais velho e já teve outra namorada antes, você não ficaria com ciúmes em saber (da pior forma possível) que eles estão tendo aulas juntos? B) Se você tem o seu primeiro namorado, cujo o relacionamento de vocês não é nada comum por causa dos seus traumas, responsabilidades e perdas você não se questionaria no quanto esse amor é real ou apenas fruto de pena?

Bom, eu com certeza me faria essas questões.

O pequeno problema (para mim) é que a autora demorou um pouquinho demais para jogar essas questões em cima dos leitores e a briguinha entre Lake e Will foi chata, irritante e no fundo parecia sem fundamentos (o que faz total sentido as pessoas julgarem Lake infantil nesse livro). Quando, finalmente, a autora o fez o problema foi resolvido de forma muito rápida – para logo outro problema pior ser jogado para cima do leitor. Talvez pareça que eu esteja falando mal do livro, mas eu juro que não. Apesar dos pesares não me decepcionei com a Colleen, apenas bato na tecla sobre a sequencia ser desnecessária. Criando a ideia da necessidade de criar um outro problema, após o tema principal ser resolvido, para finalmente convencer o leitor do que realmente o sentimento entre os dois é real.

Nessa sequência os personagens secundários ganham mais vida e até conquistando o leitor. É bom ver um outro casal em um livro New Adult que não faça o tipo fogueteiros. A amiga mais assanhada da personagem e seu namorado bobão apaixonado. Na verdade é uma grande qualidade da Colleen (pelo menos dos livros que eu li) criar personagens clichês e ao mesmo tempo tão fora do comum desse gênero literário. Vale a pena? Sim, mas não é tudo isso. 

Lendo Harry Potter #1: A Pedra Filosofal

19/02/2016

Então já comecei meu projeto de ler Harry Potter relendo A Pedra Filosofal (o único da saga que eu já havia lido anteriormente). E bom... O que dizer desse livro? rs Não vou mentir dizendo que não aproveitei a leitura, mas não sei se foi porque já havia lido esse volume anteriormente não estava tão animada com a releitura acabei enrolando bastante. Não tive surpresas, como sei que irá acontecer com os outros (que nem ao menos me lembro dos filmes), entretanto foi divertido apreciar o começo de toda essa história. 



O que mais me chamou atenção no livro em si foram alguns detalhes que eu sei que serão respondidos em algum momento de saga e que eu até cheguei a ler coisas sobre elas. Seja teorias, ou curiosidades, que eu sempre ficava perdida sem entender do que se tratava. Aproveitei para anotar todas as minhas duvidas e coisas que poderia deixar passar (as vezes eu sem bem desatenciosa) para buscar as respostas por mim mesma.
Os inocentes são sempre as primeiras vitimas. Foi assim no passado, é assim agora. 

Para ser bem honesta eu não tenho muitas considerações para fazer desse volume.  É um livro feito para crianças, e eu não sou muito fã de livros assim. Não o achei ruim mas ao contrário de muitas pessoas que tem um amor incondicional pela saga eu apenas pensei "okay, tá tranquilo, tá favorável, tá legal". Provavelmente vou acabar gostando mais dos volumes em que eles estão mais maduros e a linguagem acaba acompanhando o publico alvo do livro. De qualquer forma não deixa de ser uma leitura agradavel e tranquila e seria o tipo de livro que eu leria para um filho, caso um dia venha a ter.

Como disse no começo esse post não é uma resenha, pois sou vou acabar compartilhando com vocês a minha experiencia com os livros. Inclusive, vou mudar o nome do projeto (tirar o "resenhando") para não ter nenhum mal entendido. rs

Sorteio: 1 ano de Pobre Leitora

18/02/2016



Oi, oi! O blog Pobre Leitora da Nathi está fazendo um ano! Parece que foi ontem que eu a vi tendo a ideia de criar o blog na Twitter e logo já estava participando da promoção de estréia dele. *orgulho* Claro que eu não poderia ficar de fora dessa comemoração e aqui está mais uma promoção para vocês participarem.

Tag: Sete Pecados Literários

17/02/2016

Olá! 

O Alisson do blog Re.View me indicou para a tag 7 Pecados Literários e como achei ela divertida resolvi fazer para vocês. A Tag foi criada pelo canal BookishlyMalyza e eu não sei quem traduziu rs, caso alguém saiba avisa que eu coloco os créditos por aqui. Bom, espero que vocês curtam! 

Resenha: Como se livrar de um Popstar

15/02/2016

Olá, galera. Tudo bem?
Quem acompanha o blog sabe que eu sou chatinha com as minhas resenhas e sempre acabo falando o que realmente achei do livro, certo? Por mais que eu admire a literatura nacional e tenho conhecido cada vez mais autores(as) não vou deixar de falar o que acho de um livro nacional que leio. Infelizmente sobre Como Se Livrar de um Popstar eu não terei apenas coisas positivas para falar.

Não vou mentir dizendo que o livro me desagradou cem por cento. Eu insisti na leitura do livro justamente por, até certo ponto, estar achando a história divertida e fofa. Ele tem toda essa coisa que lembra filme adolescente da Disney, sabe? E mesmo não sendo lá grande fã da Disney gostaria de começar 2016 lendo algo leve e divertido (e de fato foi o que encontrei). O problema da obra é que ela tem um grande número de erros de português; E olha... Eu não vou ficar aqui pagando de inteligente, pois eu não sei muitas regras da nossa ortografia e ainda assim arrisco escrever em um blog, mas o ponto principal é que tem erros que são realmente imperdoáveis, sabe? Ainda mais se tratando de um livro. Fiquei me perguntando se a editora não se deu ao trabalho de revisar o livro antes de publicar, dar um suporte para a autora (que pelo que eu vi depois, fazendo pesquisas de resenhas sobre o livro) tem apenas dezesseis anos. Imagina o sonho da menina lançar seu livro por uma editora e acabar tendo um trabalho não tão legal assim em mãos? Acredito, de verdade, que autores e editoras precisam trabalhar em conjunto antes de qualquer coisa para levar um material decente nas mãos dos leitores. Deu para perceber que acabei ficando bem frustrada, né? rs

Mas dando foco na história do livro, desconsiderando os erros que encontrei ao longo da leitura, a história agrada até certo ponto. Temos uma protagonista (Melissa) engraçada e com personalidade forte, mas não irritante. Ela leva para si a culpa pela morte de seu irmão mais velho e demonstra esse sentimentos apenas em alguns momentos específicos da obra. Ela me incomodou nos momentos em que ficava virando os olhos demais ou quando mentia para as pessoas mais próximas dela, mas mesmo assim podemos sentir o enorme carinho que ela tem por sua família e principalmente por sua irmã mais nova. Inclusive é por causa de Linda que Melissa se mete nesse concurso idiota e acaba conhecendo o tal popstar: Leonardo Henrique. O popstar é o que você pode esperar dele, sabe? Nada sobre a sua personalidade é imprevisível e isso causou um certo incomodo. Sabe quando lemos um YA e tem aquele badboy, ou não necessariamente um badboy mas um cara mais arrogante por quem a garota se apaixona? Pois esse é Leonardo Henrique. Entretanto ele não é um garoto odiável e devido aos momentos dele com Melissa fica fácil gostar dele (e do casal em si). 
Todo mundo carrega cicatrizes, alguns no corpo, outros no coração e os raros sentimentalistas na alma. 

As situações que unem os personagens são bem inusitadas e até que chegam a ser hilarias. E o livro com certeza teria ficado melhor se o foco fosse somente esse: divertir o leitor com cenas mais engraçadas. A certa altura da obra a autora coloca uma situação triste que da um drama para a história que, ao meu ver, foi desnecessário. Não posso adivinhar qual foi a sua intenção com isso mas como leitora eu não gostei. E infelizmente desse ponto até o final eu só achei que o livro piorou. Claro que essa é uma opinião totalmente pessoal e esse mesmo ponto pode agradar outros leitores. 

De todo o mais eu acredito que a autora tem talento. Se esse foi seu primeiro trabalho, sendo tão nova, a parabenizo. Mesmo com os pontos que eu citei acho que o livro foi legal de ser lido e por isso não desisti da leitura até o final. 
(...) se tem uma coisa que só a vida pode ensinar é que: Rostos bonitos e sorrisos brilhantes tendem a quebrar seu coração.

Filme: Projeto Almanaque

12/02/2016

Se tem uma coisa que eu gosto é do tema viagem no tempo. Eu ando falhando, ultimamente, em curtir essa tema mas esse filme apareceu na minha frente (leia-se na minha televisão) e assim que eu notei que seria sobre isso eu já fiquei empolgada. De cara o que me chamou a atenção nem foi isso, e sim que ele é todo feito em found footage e eu gosto bastante de filmes assim mesmo tendo que admitir que tem uns bem ruins, mas geralmente esse tipo de filmagem deixa o expectador apreensivo o tempo inteiro, sabe? Aquela curiosidade de saber o que acontece em todo o ambiente e a pessoa com a câmera não nos mostra (ou pior ainda: quando a câmera cai e ai você já deve saber a angustia).

Google Imagens

A sinopse nos mostra que o filme conta a história de David, um garoto que procura fazer experimentos para conseguir bolsa integral em alguma faculdade. Mas sinceramente eu acho que conta muito mais do que isso. Sim, o foco é esse mas David não seria nada sem seus amigos e sem eles seria apenas mais um filme de ficção cientifica com viagem no tempo. A graça em Projeto Almanaque é justamente essa pegada jovem e despretensiosa que tem, aquele tipo de filme que você não da nada mas acaba te surpreendendo. Mas nem tudo é alegria e festa, ou melhor, Lollapalooza. Alias, tava tudo indo muito bem até eles resolverem voltar 3 meses no tempo e ir a uma edição do Lollapalooza. À partir desse ponto que o filme passou da descoberta e diversão para algo mais sério chegando a lembrar até Efeito Borboleta (meu deus, eu adoro esse filme ♥) em alguns aspectos bem sutis (aquela velha história de querer salvar quem você ama, e etc).

Uma das coisas que mais me agradam em filmes com esse tema é como eles querem nos mostrar que a viagem no tempo não é a mil maravilhas que acreditamos que é. Sabe, quando você muda um pequeno detalhe no passado e volta para o futuro tá tudo errado? Pois é bem assim. Agora imagine essas consequências para um grupo de adolescentes! Quanto mais tenta arrumar o que deu errado mais acaba ferrando tudo até que chega o ponto que tudo precisa começar do zero. 

Não vou dizer que o filme foi perfeito, bom... Até porque eu não entendo lá de produção cinematográfica, mas a fotografia me agradou bastante mesmo com o estilo característico de found footage ele tem esse estilo mais jovem de filmar as coisas, sabe? Sem se preocupar muito com os ângulos e tudo mais. Uma coisa que me incomodou um pouco foi o fato de os personagens não serem tão aprofundados durante a trama. Um pouco mais de David, mas os outros eu achei que ficou muito distante então quando algo acontecia eu não conseguia me conectar tanto assim com eles. Pela impressão que eu tive eles optaram por mostrar eles como um grupo e não de forma individual. E bom, a sensualidade das meninas é bem mostrado e isso acaba incomodando também, já que elas poderia ser bem mais do que as duas garotas bonitas/sexy do filme. De todo o mais vale a pena dar uma chance para a obra. 


Ps: Esse é o tipo de trailer que mostra TODO o filme, então eu não recomendo assisti-lo; Mas em todo caso tá aí. :(

Amigo Secreto de Carnatal

11/02/2016


Olá, galera. Tudo bem com vocês?

No final de 2015 surgiu um grupo no Whatsapp com umas blogueiras bem legais (cof, cof) para debater sobre a blogosfera literária que nós tanto amamos e odiamos, além de falar sobre livros, barracos, grupos e etc; E no meio disso tudo a ideia de fazer um amigo secreto. Era para ser de Natal, mas acabou sendo de Carnaval (uahiuheuihueihueaihaei) mas quem realmente se importa? Eu estava morrendo de vontade de postar logo a foto do meu presente super lindo que recebi e amei. 

Então vamos as revelações.

A Sammy (Da Imaginação à Escrita) tirou a Nathi (Pobre Leitora)

A Nathi tirou... EU! \o/

Amei o presente. Estava louca por esse livro desde que o vi na Bienal de 2014 e nunca que dava para comprar. E os mimos? ♥

Eu tirei a Ju Zanotti (LiteRata)
Além de mandar o que contém na foto ainda mandei uns mimos que foram todos surrupiados pela família da Ju UHAUIHOAAHi 

A Ju tirou o Alisson (Re.View)

Alisson tirou a Camila (Vida Complicada)

Camila tirou a Lizi (O Maravilhoso Mundo da Leitura)


A Lizi tirou a Ana Paula (Livros de Elite)

E a Ana Paula tirou a Sammy


Amei participar da brincadeira e espero que no próximo ano (no caso este) ela role novamente. Na verdade estamos planejando algo para a Bienal, já que praticamente todas nós iremos. *-*

Resenha: Kamaleon

10/02/2016

Kamaleon foi o primeiro livro que li em 2016 e posso dizer que comecei muito bem! Confesso que não sou lá muito fã de livro infanto-juvenil, ainda mais um que tenha esse aspecto de contos de fadas e tudo mais, só que tenho certeza que foi justamente por isso que me surpreendi bastante e que acabei adorando a leitura.

O único defeito de Kamaleon é que ele é um livro curtíssimo, mas isso também pode ser uma qualidade dependendo do ponto de vista. Ao iniciar a leitura eu me senti como se estivesse sentada em uma sala quentinha (eu sei que tá calor, mas desconsidere o calor ok? kkkk) tomando um chocolate quente e ouvindo uma história antes de dormir. A narração em terceira pessoa facilitou muito essa experiencia com o livro e eu acabei gostando muito mais assim, ainda mais considerando o publico alvo. 

Confesso que fiquei bastante surpresa com a escrita da Camila. Quer dizer, eu já sabia que ele escreve bem por já li um conto dela que adorei mas o tema era terror então pensa no meu espanto quando ela mandou o livro e tinha essa capa fofinha e tudo mais? Fiquei com um pouco de receio mas já tinha lido uns elogios e eles não estavam errados. Acho que nós podemos, realmente, conhecer a capacidade dos autores quando eles são capazes de escrever várias coisas diferentes, sabe? Ele pode ser ótimo em algo mas tem que ter a capacidade de fazer outra coisa, nunca se sabe o mundo no futuro. Mas enfim, parando de falar coisa que talvez não faça sentido a todos vou direto ao livro.
Era uma vez... Sim, era uma vez, porque todos os contos de fadas começam assim.

Kamaleon é uma história que vai encantar todos os tipos de leitores. De cara já gostei de Lilly, a protagonista, e fiquei imaginando todas as cores que a rondam e, claro, todo o reino de Kamaleon. Eu gostaria de ter esse poder de mudar as cores ao meu redor e principalmente do cabelo hahaha essa foi a melhor coisa ♥. Também a forma como ela altera as cores ao seu redor de acordo com seu humor já imaginei que o meu mundinho seria bem frouxo, sem cor já que eu tô sempre de mau-humor; mas não ela. Lilly é uma Lampy engraçada e sempre de bem com a vida, sabe? Sua alegria contagia todos ao seu redor e acabou fazendo o mesmo comigo, mesmo estando longe desse reino.

Quem me acompanha por aqui sabe que eu gosto dos vilões. Não que eu fique torcendo por eles, mas gosto deles. Com Devox não foi diferente. Ele acabou me cativando desde a primeira vez que apareceu e essa admiração foi seguindo até o final do livro. No ponto alto do livro, quando tem um confronto entre Lilly e ele, eu sofri com a menina. Senti o coração apertadinho aqui no peito, sabe? E esse sentimento foi se seguindo até o final. Foi uma tortura isso, pois parece que contos de fadas não serve para ter sofrência, tristeza e etc. Fiquei com raiva da Camila nessa hora, mas lembrei que é um livro infanto-juvenil então tive paciência e esperei que as coisas se resolvessem.
(...) algumas coisas podem dar errado em Kamaleon e é disso que esta história se trata. 

Recomendo a leitura de Kamaleon para todo mundo que gosta de contos de fadas, fantasia, personagens que nos fazem sorrir com os mais singelos detalhes. E bom, se você não gosta desse tipo de livro eu também indico Kamaleon, porque não? :}

Ps: Camila, quero mais histórias narradas por esse narrador que eu não conheço mas acho que ele poderia até ser meu avô. *-*

Resenha: Precisava de Você

05/02/2016

Sabe quando existe um livro que você tem a NECESSIDADE de ler? Então, foi assim que eu estava me sentindo em relação a este livro. Estava há meses querendo, desejando e tinha colocado ele na minha lista de prioridades para as compras da Black Friday. Não precisei compra-lo pois consegui ganhar no top comentarista do blog Planet Pink e assim que chegou eu corri para ler. ♥

O livro é uma carta de Lola Tavares para Gabriel Vegas, um garoto por quem ela se apaixonou a primeira vista. Gostei bastante dessa narrativa pois no fundo parece mais que a personagem esta falando com o leitor do que com o próprio Gabriel. E bom, porque não? Acho que todos nós temos potencial para ser Gabriel Vegas (ou Lola, provavelmente fazemos até os dois papeis em diferentes momentos da nossa vida). Nessa carta Lola conta como foi desde o primeiro dia que ela viu o garoto até o dia em que abandona esse caderno em uma cafeteria da cidade, naquela famigerada mesa que ela considera tão importante. 

É impossível ler esse livro sem se identificar com pelo menos metade das situações que a pobre moça passa. Seja na ansiedade pelo primeiro beijo, nas falas idiotas em momentos inoportunos, a primeira mensagem que o crush manda ou quando ele passa a te ignorar, nas conversas com os amigos, e naqueles momentos de raiva em que você diz que vai terminar com a pessoa mas sempre acontece algo que te faz voltar atrás, e enfim... mais a mais situações retratadas no livro. Me diverti bastante com Lola e sofri em todos os momentos em que eu pensa "poxa, eu também já passei por isso e sei exatamente o que ela esta sentindo, como ela esta se sentindo" e cara como dói e da um alivio ao mesmo tempo. Sofrer por amor é uma das coisas mais naturais do mundo. Quer dizer, muitas vezes aquilo nem era amor de verdade mas você gosta da pessoa e ela te faz sofrer, te engana e te ilude sem nenhuma necessidade para isso e se você já passou por isso sabe como é. 
(...) como na época estava tudo muito bem, eu acho que acabo não tendo muito direito assim de me arrepender por algo que eu mesma escolhi.

Mas não acho que o livro nos sirva para mostrar apenas o lado de Lola e nos identificarmos com ela. Acredito que é muito interessante se o leitor também se colocar no lugar de Gabriel e pensar nas coisas que fez no passado (ou pode estar fazendo no presente). Acho que todos nós já tivemos uma fase como de Gabriel, onde os relacionamentos não passam de uma brincadeira. Às vezes não vemos a real consequência disso e acabamos magoando pessoas que teriam potencial para ser especial em nossas vidas. Não digo aqui dar a chance para alguém que você não sente aquela quimica e etc, mas sim quando você brinca com outra pessoa, entende? Tem uma grande diferença e é mais ou menos por aí que sabemos quando uma pessoa é um pouco mais madura. O negócio é que criticar Gabriel e suas atitudes é muito fácil, mas colocar a mão na própria consciência e pensar se já não foi babacão (ou babacona) assim em alguma momento da vida provavelmente ninguém faz.

Eu amei a leitura desse livro. Ele tem 224 páginas mas é super fácil de ler; Provavelmente se você estiver de férias acaba lendo em uma sentada (eu li metade dele em uma hora esperando o ônibus). A diagramação é maravilhosa e conta com algumas ilustrações fofas, além de anotações da própria Lola em algumas páginas. A minha edição é da capa vermelha, mas tem capa rosa e azul (acho que são apenas três, mas posso estar enganada). Eu super indico para quem gosta de desromance, uma comédia (da para rir em diversas situações) e até de sofrer um pouco (principalmente quando você relembrar de todas as vezes que sofreu por algum Gabriel Vegas na vida). AH! E não posso esquecer de mencionar: O livro tem até uma música tema. Se chama Metáfora, dê uma conferida [www].

Lidos & Assistidos: Janeiro 2016

03/02/2016

E temos aqui a primeira edição do lidos e assistidos de 2016. Esse é o balando do primeiro mês do ano e eu sinceramente fiquei bem animada com o resultado. Li bastante e assisti algumas coisas (e reassisti outras). No post anterior algumas pessoas se mostraram impressionadas com o quanto eu li e assisti coisas mas é que eu estou desocupada da vida no momento e acabo tendo tempo para tudo isso. Se eu estivesse trabalhando provavelmente não seria tantas coisas assim. Enfim, vamos lá:

Resenha: Horror em Gotas

01/02/2016

O que dizer dessa autora que eu acabei de conhecer e já admiro pacas? Pois é, leitores(as). Muitas vezes precisamos ler, pelo menos, dois livros de um autor para passar a admira-lo, mas no caso de Karen Alvares bastou um conto para eu já curtir a escrita da autora (inclusive, você pode ler a minha mini-resenha de Ninguém) e ela me prestigiou com seu livro de contos, Horror em Gotas, e com ele eu posso dizer que admiro, de verdade, o trabalho dela.

Todos aqui sabem da dificuldade que eu tenho de falar sobre contos, portanto eu vou falar do livro em um modo geral e tentar destacar uns dois ou três contos que gostei mais para não deixar o post tão grande (eu sei que poucas pessoas lêem até o final rs).

Sobre os contos de um modo geral eles reunem o tema horror, como o nome sugere, e também de terror. Ele pode causar ao leitor o medo de algo sobrenatural ou do que é real. Nesse caso a autora conseguiu colocar temas para todos os gostos e acho que ela trabalhou muito bem nesse aspecto. Não vou mentir dizendo que fiquei morrendo de medo, mas realmente tem uns que me perturbaram mais do que outros e para piorar quando comecei ler o livro eu estava em viagem para o feriado de Natal (hahaha enquanto todo mundo lia livros e contos de Natal eu vou lá e leio algo de medo rs) o ônibus quebrou no meio do caminho e ficamos todos no meio do nada, sem sinal de celular e etc; Lendo o livro eu fiquei um pouco medrosinha. :3 Mas claro que tudo isso contribuiu bastante com a experiencia e no final foi bem legal.

Gostei bastante do conto chamado Azul. Nele temos uma protagonista que é infectada e tudo que ela vê tem a cor a azul. Sério, imagina viver num mundo todo azul? Credo. Mas o que eu mais gostei nesse conto é a maneira que Karen narra os acontecimentos na vida da moça depois de ter sido infectada. Toda a sua agonia desde a descoberta de que sua vida tinha mudado até o final do conto. De certa forma o conto me lembrou o filme Corrente do Mal (me lembrou, mas um não tem nada a ver com o outro; que isso fique bem claro) e como eu comentei no post do filme eu gostei bastante dele.

O Túnel é um conto beeeem curtinho que me causou praticamente os mesmos sentimentos que tive com Ninguém. Aquele medo do que é real, da loucura das pessoas e principalmente de cientistas rs. É o tipo de conto que deixa o leitor o tempo inteiro tenso, com medo até de respirar pois se o fizer algo muito irá acontecer, sabe? 
O silêncio é uma mordaça. Engasga como veneno. O silêncio é violento. Machuca como lâmina. O silêncio é triste. Mata lentamente.

Esses contos me chamaram muito a atenção, que são eles: Vermelho Vivo e Morto e Até o Fim. Eles meio que contam histórias de mulheres. Não acho que devo falar mais do que isso, mas gente! sério, esses dois contos me fizeram sorrir por dentro (OI? Sim AhuaHUAIHAI desculpa gente). Eu sei que é uma reação estranha, mas eu gosto de ver mulheres tomando atitude na vida, sabe? Não da forma errado, é claro, mas considerando apenas como ficção Eu não consegui evitar. 

E o último conto que vou citar aqui é Céu de Diamante. Esse conto é bem leve, mas seu significado é grande. Acabou me fazendo refletir sobre sentimentos de uma forma que livros de drama ou romance não conseguem. Fiquei triste pois me coloquei no lugar da personagem e, claro, torci para que no final ela fizesse a escolha correta.

Outros contos que não vou comentar detalhadamente mas que eu gostei também foi A Confissão, O Homem sem Rosto, Monstro, Doze, Você é um Demônio, O Grito Sufocado, Invisivel, O Celular, O Reino da Morte e Game Over. Se você gosta de contos e do tema então Horror em Gotas é uma leitura obrigatória; E com 30 contos da para ler um por dia para aproveitar melhor a experiencia (não sei uma louca igual a mim e ler metade em um dia e a outra metade depois kkk). 

Obrigada, Karen Alvares pela oportunidade. Adorei.