Resenha: Boo

28/12/2016


Com essa capa super fofa eu já me apaixonei de cara por esse livro, mas como dizer o quanto eu amei após concluir a leitura? Sabe aquele livro que te surpreende mas que não te deixa com raiva e nem com aquela sensação de desespero como alguns fazem? Bom, Boo é mais ou menos assim. Durante toda a leitura eu me senti curiosa para saber o que houve com Boo e Johnny e mesmo que ao longo da história várias coisas são reveladas o autor sempre conseguiu inserir mais um elemento para me deixar mais curiosa. Estranho falando assim, eu sei.

Ele é um garoto de 13 anos que morreu inesperadamente em frente ao seu armário na escola enquanto decorava a tabela periódica. Após sua morte ele acorda em um tipo de céu onde tem crianças de 13 anos e americanos. Neste local totalmente estranho e com alguns mistérios fora de lógica que só um menino que era considerado "nerd" pode achar alguma graça ele irá descobrir a beleza de ter amigos, o amadurecimento e principalmente aquilo que nós adultos sabemos tão bem: nem sempre a verdade é absoluta. Gostei de Boo pois mesmo morrendo tão cedo e mesmo que sua vida não tenha sido fácil antes de sua morte ele ainda tem um certo senso de humor e não se deixou abalar pelo que houve, mesmo após saber de toda a verdade.


O livro é escrito como se fosse uma carta de Boo aos seus pais, com ele expressando em diversos momentos que o que mais queria é que a carta, de fato, chegasse nas mãos deles. Ao final da leitura eu fiquei pensando o que sera que eles achariam dessa carta, sabendo desde o inicio o que aconteceu de verdade com o filho e vendo toda a confusão do garoto nas coisas que ele contou que aconteceu na sua pós-vida.

Apesar de ter adorado Boo eu também adorei Johnny. Sua determinação, seu jeito de lidar com Boo mesmo antes de eles estarem no "céu". A amizade dos dois começa bem de repente, mas conforme a história vai se desenrolando podemos ver que é algo que já poderia ter acontecido mesmo antes da morte deles. e essa é uma das coisas mais legais. Ambos se completam e mesmo no pior momento eles se ajudam, se apoiam e são capazes de fazer qualquer coisa um pelo outro. Na contra-capa diz que o livro trata bastante sobre bullying, mas eu vi muito mais como valorização da amizade e pequenas coisas do que esse aspecto negativo.
— Por que você sempre pensa o pior das pessoas?
— Porque as pessoas são o pior. — Esther diz.

Bom, o livro é maravilhoso e bem curtinho. Por ser um livro para o publico jovem a leitura flui muito fácil e como eu disse o autor sempre coloca elementos que deixam o leitor curioso, então ele acaba prendendo a atenção para sempre mais. Recomendo.

Uma pseudo-retrospectiva literária

21/12/2016

Eu sei que dei uma boa sumida do blog nos últimos meses, mas é que desde que consegui um emprego as coisas ficaram corridas para mim e eu confesso que dei uma boa relaxada. Mas com o fim do ano chegando e com as novas promessas de ano novo eu vou tentar me organizar melhor e conseguir voltar ao ritmo normal do blog no próximo mês. Enquanto isso vou fazer uma pseudo-retrospectiva das leituras de 2016 até a data em que esse post esta sendo feito (17/12).



Lidos
Esse ano li cerca de cerca de 66 livros, mas eu acredito que pode ter sido um pouco mais (5 no máximo) pois eu sempre marco alguma coisa errada no Skoob na hora de organizar as coisas. No inicio eu estava em um ritmo frenético, até achei que conseguiria chegar nos 100 mas não foi desta vez.

Mais Amados
Claro que sempre temos os favoritos e em 2016 meus favoritos foram esses lindos:
Ps.: Ainda Amo Você
Mil Pedaços de Você e Dez Mil Céus Sobre Você
Nunca Jamais
• Um Mundo Sem Príncipes
Caixa de Pássaros
Vida Após a Morte

Mais Odiados
Eu sou uma chata para livros, eu admito, mas eu dei bastante sorte de ter lido livros bem legais e que me agradaram então esse ano pouca coisa posso dizer que odiei.
• Morte em Dezembro
• Línguas de Fogo
• Louca Por Você

Releituras
Eu entrei no projeto Relendo e Resenhando mas ele foi totalmente falho. Entretanto eu reli livros esse ano, foram poucos (vou contar agora quantos foram) e valeu a pena relembrar algumas histórias.
Harry Potter e a Pedra Filosofal
• As Brumas de Avalon: A Senhora da Magia
Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Nacionais
Esse, definitivamente, foi o ano que mais li livros nacionais e nem todos foram só por causa de parceria.
Horror em GotasKamaleonComo se Livrar de um Popstar • Não Olhe! e Não Fuja! • A Ilha dos Dissidentes • Morte em Dezembro • Estrela • Línguas de Fogo e Tempestade de AreiaEspelho dos Olhos • Querido Jaime • Insônia • Alma Menina • Dezesseis — A Estrada da MorteLouca por Você • Flor de Cerejeira • Alameda dos Pesadelos • Azeitona • Canibal Vegetariano

E por falar em parceria o blog conseguiu parceria de ação com a Record, então recebi uns livros bem legais deles (ainda não resenhei todos) e parceria de um ano com a Rocco, que obviamente me deixou extremamente feliz. *-*

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Tá bom, acho que é mais ou menos isso. Não quero falar sobre casais, personagens e outras coisas porque isso eu falo nas resenhas desses livros e para saber vocês podem clicar no titulo e ver o que eu achei tanto da obra quanto dos personagens.

Resenha: Vida e Morte

14/12/2016


Estou me sentindo bastante estranha aqui, com 25 anos, sentada na frente do meu notebook velho e quebrado para escrever essa resenha. Por qual motivo? Bom, eu li Crepúsculo pela primeira vez há mais ou menos nove anos e óbvio que me apaixonei pela saga. Foi a primeira que eu li e apesar de hoje em dia saber reconhecer seus defeitos ela ainda tem um lugar muito especial no meu coração, pois foi com ela que eu comecei a me interessar de verdade pela leitura. Então agora, tantos anos depois, eu tive a chance de reler essa história que tanto me marcou por um outro ângulo. de inicio não gostei da troca de gêneros mas não é que a coisa deu certo? Tia Steph me surpreendeu.

Não vou dizer que favoritei o livro e que dei cinco estrelas, pois óbviamente as mesmas coisas que me incomodaram em Crepúsculo também me incomodaram em Vida e Morte; entretanto vivenciar essa história de amor por uma nova perspectiva me fez odiar menos a Bella. Eu sempre me incomodei com ela por ser tanto a garota frágil, mas o que a própria Stephanie diz em uma carta aos leitores é verdade: Bella é daquele jeito simplesmente por ser humana. O mesmo acontece com Beau, o protagonista de Vida e Morte. Ele precisa de Edythe para salva-lo quando é necessário. A questão amorosa ainda é incomoda, pelo modo como eles se apaixonam e talvez por eu ser uma velha cri cri com assuntos amorosos eu acabo sempre querendo que os personagens queiram mais antes de se declararem apaixonados e tudo mais. Só que funciona, principalmente se for o publico de Crepúsculo e/ou um publico adolescente.


Bom, tia Steph prometeu que abordaria melhor o dom de Alice, que neste livro é Archie, mas eu realmente não senti que isso foi abordado de uma forma como deveria. Foi bem superficial, como foi no primeiro livro da saga original. Assim como toda a família Cullen. Em alguns aspectos a história teve alteração, e nem digo isso do final em si, mas da história de personagens que nem se quer apareceram neste livro. De qualquer maneira, não havia muito o que ela pudesse fazer em um livro que apenas o gênero dos personagens foi alterado. A ideia em si não é mudar a história que encantou muitos leitores e sim dar uma nova perspectiva.

A edição é super linda maaas tem muitos erros. Justamente por ter a troca de gênero entre um livro e outro e o texto, muitas vezes, ser idêntico ao original escapou da pessoa responsável pela revisão dar uma conferida nos "ele" e "ela" da história, que diversas vezes estavam trocados. Mas não é nada que seja incomodo e talvez na próxima tiragem esteja arrumadinho.

Um livro para quem é fã da saga mais amada (e odiada) dos últimos anos. E olha, será que eu já quero filme??? rs

Novidades Rocco de Novembro e Dezembro

05/12/2016


Essas são as últimas novidades do ano da editora Rocco. As resenhas vão ficar por conta da fofa da Nathalia do blog Pobre Leitora que também colabora comigo e eu com ela e etc. ;3 ♥

Pré Venda: A Noiva Devota — Mari Scotti

02/12/2016


Oi, oi gente! Final de ano e ta tudo corrido, né? Mas prometo que logo volto.
Hoje vim falar rapidinho dessa novidade linda da Mari Scotti.

A Noiva Devota
Família Hallinson #2

Resenha: Minha Vida Mora ao Lado

23/11/2016

Quando vi essa capa simplesmente me apaixonei! O título também me chamou a atenção e claro que a premissa não fica para trás. Minha cabeça gritou mais e mais expectativas mesmo sem ler nenhuma resenha do livro, ou se quer (até aquele momento) conhecer pessoas que já haviam lido. Não me decepcionei com a leitura mas esperava um pouco mais de... drama. Algo que me fizesse pensar "puta merda esse livro é incrível", mas esse pensamento não veio a tona. Infelizmente.

Instagram: @Skyarbooks

Eu gostei sim da leitura de Minha Vida Mora do Lado. Adorei conhecer Sam e Jase, inclusive os acho um dos casais mais fofos de 2015 (eu li no lançamento). A forma como eles se conheceram e passaram a se relacionar é tão fofa, meiga e pura que acho que não tem como alguém não gostar deles. Simplesmente não dá. Sam é uma garota rica, que sempre teve tudo o que desejou e nem por isso ela é mesquinha e metida, muito pelo contrário. Claro que ela aproveita bem sua condição de vida, mas ela não se da conta disso imediatamente. É uma condição tão certa para ela que fica difícil imaginar uma outra possibilidade. Ela vive com sua mãe e sua irmã mais velha (que estando ou não na história nem faz falta). Sua mãe é uma mulher conservadora e aquele tipo de vizinha que ninguém quer ter. Chata, só olha para o próprio umbigo; E ainda é senadora do estado. Já imagina como são políticos, né? Pois bem, a mãe dela não foge desse esteriótipo. Para piorar arrumou um namorado manipulador que acaba a fazendo de tonta e apenas ela não vê.

Mas focando em Jase e os Garrett. Gente, que família é essa? É uma família grande, portanto a casa esta sempre muito bagunçada (com tantas crianças), sempre com muito barulho, risadas, brincadeiras e choros de bebê. Pode ser que você não goste de imaginar esse cenário e realmente não é muito agradavel mas deu certo neste livro. Se eu bem me lembro bem são seis (ou oito?) filhos e Jase é um dos meninos do meio que tem a mesma idade de Sam (dezoito anos). Ele tem esse amor por sua família que é incondicional e lindo. Sabe, vemos por ai diversos adolescentes que demonstram vergonha de sua família ou condições financeiras, mas não ele. Ajuda em tudo o que pode, trabalha e ainda corre atrás para conseguir bolsa para a faculdade. Ele é bem aquele tipo perfeito e para ser honesta eu não vi defeito nele. A aproximação dos jovens é bem rápida e isso até poderia incomodar, mas como disse no inicio tem algo puro que faz o leitor torcer por eles o tempo inteiro e aceitar a rapidez com que as coisas acontecem. 
Os Garrett eram a minha história antes de dormir, muito antes de eu sequer pensar em ser eu mesma parte da história.

O que não me agradou no livro se o casal é tão lindo? Bom, a trama de modo geral. Tava indo tudo bem na história até o momento que a autora quis colocar uma pedra no caminho, para criar um drama, uma possibilidade de separa-los. Eu não tenho nada contra isso, pelo contrário... Mas o problema é que o drama em cima disso foi muito curto e fraco demais. A solução e a atitude da personagem eram bem previsíveis. Eu estava com medo de ler um livro que fizesse os leitores chorar mas era justamente o que eu queria. Acabei criando uma expectativa (sozinha) que não foi superada. A história apenas fica nisso: Um romance super fofo entre dois adolescentes. Para quem gosta, para quem adora é mais do que indicado. Tenho certeza que irá adorar, mas eu queria algo mais.

De qualquer maneira a autora sabe conduzir a história e fazer com que o leitor espere por mais. Tem partes engraçadas e partes em que fazem o leitor pensar, refletir mesmo e justamente por isso que eu entendi o que foi o alvoroço que a editora fez sobre este livro na época do lançamento. Por mais que tenha alguns assuntos "polêmicos"tudo é tratado de uma forma tão leve que o leitor realmente só se da conta quando termina a leitura. 

Sorteio de Natal

21/11/2016



Os blogs amigos, Da Imaginação à Escrita, Estilhaçando Livros, Re.View, Pobre Leitora, O Maravilhoso Mundo da Leitura, Livros de EliteEi Nati e Livros e Marshmallows se reuniram para fazer do seu natal mais literário! Vamos sortear 8 livros para um leitor sortudo! Para participar, é muito simples, basta preencher as opções do formulário abaixo, são todas chances extras, ou seja, quanto mais você preencher, maiores serão as suas chances de levar 8 livros para casa! Não esqueça de ler o regulamento e boa sorte!

Promoção: Natal da Nati

20/11/2016

Ei pessoal!Esse é o primeiro Natal com o novo blog e achei que era digno de uma grande comemoração. Por isso me juntei a alguns convidados pra fazermos uma grande festa, cheia de prêmios pra vocês! Estou muito animada e espero que vocês gostem e participem bastante! E desde já, agradeço a todos os convidados que toparam entrar nessa festa comigo.
Serão dois ganhadores, um pra cada formulário, que irá ganhar todos os prêmios do mesmo. Ou seja, você pode participar dos dois sorteios, mas serão ganhadores diferentes pra cada formulário. Fiquem atentos às regras, ok?
— Nati 

Resenha: Sociedade da Rosa

16/11/2016

Leia a resenha de Jovens de Elite

Tem um grande problema com trilogias: o segundo livro nem sempre agrada os leitores. Apesar de ter gostado de Sociedade da Rosa achei que ele foi um pouco lento com alguns acontecimentos e vou tentar explicar meu ponto de vista nesse texto sem dar spoilers. rs

Com certeza o grande destaque da obra continua com Adelina, aquela protagonista totalmente diferente das outras. Nesse ponto da história já é mais do que óbvio que ela é uma vilã e não uma mocinha e que incrível é por parte da Marie Lu escrever uma historia onde nós torcemos pela vilã (ou não, né kk). O fato é que ela realmente esta se tornando aquela personagem que eu amo odiar. Cada momento eu ficava reclamando comigo mesma do quanto ela esta fazendo as coisas da forma errada, mesmo que para ela possa parecer certo. Adelina tem aquele sentimento de ódio e vingança no coração e para mim é muito difícil que ela tenha qualquer sentimento parecido com o amor por alguém, seja pela sua irmã ou por aquele que teoricamente é seu par romântico. Então dificilmente eu me enganei com a forma como ela falava da irmã ou a tratava, assim como era com o garoto (eu não vou citar nomes, assim como não citei na primeira resenha pois apesar da dica ter sido dada no fim do primeiro livro acabaria sendo um spoiler).

A grande surpresa desse livro, para mim, foi Magiano. Achei incrível esse personagem que apesar de ser aquele que tem tudo para dar errado acaba sendo o equilíbrio perfeito. Ele é tudo que Adelina não é: bom, calmo, tem controle sobre seus poderes e sobre si mesmo e tem amor mesmo que seu maior desejo (e defeito) deseja ouro. Sim, ele é ganancioso e suas atitudes na maioria das vezes são movidas pelo seu desejo de ser o mais rico, mas nada se compara ao desejo de poder que Adelina tem. Gosto dos dois juntos mas não acredito que ele realmente sera feliz com tudo o que pode ter ao lado de Adelina. Então no terceiro volume eu espero ver ele evoluir e perceber que esta lutando do lado errado.

Alias, o que menos parece nessa história é que tem um lado certo. Mesmo os Punhais tem métodos para conquistar seus objetivos que não são tão aceitáveis. Raffaele mesmo é um grande exemplo disso, já que sempre mostrou toda a sua graça desde o inicio e também que não é uma pessoa tão boa assim. Claro que esse é o grande diferencial nesta obra: não existe mocinhos e sim personagens humanizados com defeitos e qualidades.
— O desespero desperta a escuridão em todos — disse o homem, dando de ombros

Bom, sobre o que eu falei no inicio achei o desenvolvimento da história em si um pouco lento porque parece que tudo foi enrolado enrola e enrolado mais um pouco até, finalmente, aquele momento em que eu estava esperando no final do primeiro livro acontecesse. Assim como no primeiro volume, além das narrações de Adelina, tem de outros personagens e tirando a de Raffaele achei tão desnecessário que para mim não faria diferença na história. A de Raffaele foi um pouco mais importante por se tratar do ponto central deste volume, portanto foi importante acompanhar o seu plano e acontecimentos mesmo que tenha sido um pouco chato. Mas esses detalhes não tiram o mérito da história, visto que é mais um ponto de vista pessoal que pode agradar algumas pessoas.

E claro que o final tem que ser aqueles de tirar o folego, afinal o que foi aquele último capitulo? Por mais que saiba como Adelina é eu fiquei surpresa com aquela atitude e agora o outro lado do seu yin-yang foi embora então acredito que no último livro ela estará realmente mostrando quem é cem por cento. Será que os leitores estão preparados? Ou melhor, será que a Marie Lu teve coragem de deixar uma protagonista realmente terminar a história como vilã? O que resta é aguardar!

Resenha: Os Homens que não Amavam as Mulheres

09/11/2016


Essa é uma resenha que facilmente poderia fazer parte daquele projeto relendo e resenhando (estamos em novembro e já falhei nele kk) mas infelizmente não é. A primeira vez que li esta obra foi em meados de 2011 e naquela época eu não era uma leitora tão ativa e lembro-me de ter ficado apaixonada por este livro. A releitura não me fez mudar de ideia mas me deu outras impressões sobre a obra. Cinco anos se passaram e muita coisa mudou em mim. Minha percepção da sociedade e opinião sobre ela. Hoje em dia o feminismo é um assunto muito mais recorrente no dia a dia e posso dizer que sei um pouco mais sobre o que significa isso; assim como ao longo desses anos eu acabei me interessando mais por outros assuntos que são tratados na obra (menos economia e tal). Então com isso a leitura se tornou muita mais séria, com um novo significado, do que como apenas uma leitura de ficção. O fato é que Lisbeth continua sendo uma heroína a sua maneira, no meu ponto de vista. Eu ainda não sei pelo que ela passou e espero que seja algo que o autor tenha inserido nos outros dois volumes da trilogia, mas o pouco que aparece neste eu com certeza me apaixonei por ela. Uma personagem forte e difícil de ser descrita. Em primeiro lugar Lisbeth é tudo o que a nossa sociedade ignora e às vezes até odeia. Não nego o fato de ela ser uma criminosa, mas acho que a nossa maneira somos todos. Gosto da forma como ela vai atrás do que quer, seja para o bem ou para o mal. Sua frieza e até o ponto em que ela começa a ceder. Ela é uma personagem difícil de entender completamente mas que conquista o leitor.


O maior mistério do livro gira em torno do desaparecimento (ou morte?) de Harriet, de uma das famílias mais ricas e tradicionais da Suécia. Seu tio esteve obcecado por cerca de 40 anos nessa história e em uma ultima tentativa de saber o que houve com a sobrinha contrata Mikael para fazer uma última investigação. Por mais que esse seja o plot principal tem tanta coisa paralela acontecendo na história que em alguns momentos é difícil de acompanhar (mas muito bom). Mikael tem seus próprios problemas com a justiça por conta de uma matéria que ele escreveu para sua revista — a Millennium. Para mim o único pecado da obra foi a demora para juntar Mikael e Lisbeth na investigação de Harriet. Okay, foi algo necessário para o desenrolar da obra, já que ficou bem perceptível a intenção do autor de mostrar para os leitores como e quem é Lisbeth antes de nos mostrar sua motivação para esse caso, mas os dois são tão bons juntos que é até um pouco chato de lembrar que eles ficaram metade do livro separados.

Mikael é um personagem mais comum, eu achei. A maior diferença dele para outros personagens masculinos é a sua visão das coisas. Ele não é machista, ele não se importa com esteriótipos, e ele esta bem consigo mesmo, até nas piores das situações. Diante do desenvolvimento da narrativa (eu não vou dar detalhes, mas percebe-se que tem algo relacionado à homens que odeiam as mulheres pelo titulo) Mikael nunca fez um mal julgamento.

Obviamente os filmes não fazem jus ao livro, então se você assistiu qualquer uma das duas versões da adaptação dê uma chance ao livro pois seu conteúdo sobre a investigação e a personalidade dos personagens são bem mais detalhadas. Clichezão falar assim, mas após terminar a leitura eu assisti a adaptação sueca e fiquei um pouco triste por não sentir que Lisbeth foi tão bem retratada, mesmo com a excelente atuação da Noomi Rapace. De qualquer forma a leitura desta obra é recomendada para quem gosta de romance investigativo (policial?) e quem procura um livro que trate de assuntos atuais (mesmo que o livro tenha sido publicado ha mais de dez anos) e principalmente feminismo.

Filme: Doutor Estranho

07/11/2016

Fomos eu, meu marido e minha sogra assistir Dr. Strange e amamos. Em primeiro lugar, fiquei encucada em como eles traduziram o sobrenome do Dr. Stephen Vincent Strange para simplesmente Dr. Estranho, mas tudo bem. Até porque isso não prejudicou (nenhum pouco) o filme. É incrível como a Marvel tem boa aceitação do público. É incrível que, os mais acostumados à família Marvel, mesmo após o filme acabar, esperam sentados sem pressa de ir embora. Uma marca da Marvel além da comicidade. É super divertido assistir um filme da Marvel com aventura e ação garantido, mas com uma belo show de alívio cômico.

Bem, acontece que o Dr. Strange é tipo o Thor; um arrogante adorável que você sabe que ele vai se dar mal, mas que não quer ver realmente isso. Ele é o melhor neurocirurgião, e ele e todo mundo sabe disso, então ele tem justificativa para ser arrogante. É claro que ele passa, e tem que passar, por uma transformação. O arco do seu personagem é tão sutil que não chega pra nós imposto, forçado. Strange é carismático e engraçado. Do início ao fim, tudo é relacionado à sua inteligência e perfeccionismo. Então tudo o que acontece a partir das suas ações são verossímeis de alguma forma, porque não pode realmente ser.

Eu acho que, além do seu interesse romântico, Christine Palmer  (Rachel McAdams) estar incrível e Benedict Cumberbatch (meu marido depois do filme constatou que é difícil assistir alguma coisa com ele e não gostar), o Ancião, e claro, todo o resto, o personagem que mais se destacou foi a capa com vida própria. Das cenas cômicas do filme 70% era a capa. Eu amo ver meu marido se divertir, então esse filme me fez rir por duas razões boas. Não só meu marido, como minha sogra e o cinema todo. Mas não é só de alívio cômico que é feito Doutor Estranho. Não. Eu que não me envolvo muito com filmes contendo magia e essas coisas me vi envolvida com as coisas estranhas que eles conseguem fazer. Não só meus olhos devem ter brilhado como o resto do cinema, obviamente. E do mundo. Doutor Estranho está liderando as bilheterias. Pra quem não tem carteira de estudante vale a pena investir uns trinta reais em um ingresso. Está tudo muito lindo. E, não se esqueçam, esperem a cena pós-crédito! 

Promoção: Aniversário do Roendo Livros

01/11/2016



Às vezes eu fico admirada em como o tempo passa rápido. Parece que foi ontem mesmo que eu resolvi criar um blog para compartilhar as minhas experiências literárias, e eu não esperava que fosse dar tão certo. É claro que, para comemorar os três anos de existência do Roendo Livros, pedi uma super ajuda para as editoras parcerias mais que lindas aqui do blog e montamos um kit de dez livros para um único ganhador. Ah, os amigos parceiros também estão participando da festa!

Resenha: A Escola do Bem e do Mal

26/10/2016

Eu sempre comento nos blogs por aí que não sou fã de contos de fadas, princesas da Disney e etc; No máximo acho uma releitura interessante mas nunca parei realmente para ler. Apesar de ter visto a breve semelhança quando li a tal resenha (que não lembro de qual blog era, sorry) eu não achei que a carga de ~romance disney, conto de fadas disney e etc~ seria tão forte. Isso não me desanimou com a leitura e até fiquei mais motivada em ler mais e, quem sabe, começar a me interessar mais por esse mundo que tanto encanta as blogueiras.

O conto de fadas de Sophie e Agatha me pegou de uma forma que eu estou querendo logo ler o segundo livro. O final me deixou de boca aberta e com os olhos tremendo (oi? kk). Ambas as garotas vivem em uma vila que acredita ser amaldiçoada. A cada quatro anos dois adolescentes são sequestrados e eles acreditam que essas crianças são levadas para a Escola do Bem e do Mal, onde que é bom se torna o horei/heroína (príncipe/princesa) de um conto de fadas e o mau se tornara o bruxo/bruxa desta história. Sophie sempre acreditou ser a princesa perfeita para um conto de fadas, linda e loira, sempre tentando fazer atos de bondade para que o Diretor da Escola a escolha e quando se vê na Escola do Mal ela simplesmente não acredita no mal entendido que aconteceu ali. Ela não pode ficar na Escola do Mal onde tem tantas garotas feias, meninos estranhos e lições apenas sobre coisas ruins e o pior de tudo: Agatha foi levada para a Escola do Bem. Justo Agatha que é uma garota feia, que só se veste de preto, mora em um cemitério e não tem nenhuma amiga além de Sophie (que acreditava estar fazendo um grande bem a humanidade sendo amiga de Agatha).


Sophie é uma personagem que me deixou bastante balançada. Ela é extremamente manipuladora e sabe muito bem se fazer de boazinha quando quer. Conseguiu me enganar muito bem, pois diversas vezes eu acreditei em suas palavras, promessas e até atitudes. Como leitora eu fiquei bastante decepcionada comigo mesma por ter sido tão inocente e com o tempo eu fui percebendo que era praticamente a mesma coisa de Agatha sentiu e vivenciou. Esta, por outro lado, irrita o leitor com tanta inocência. Apesar da aparência e algumas atitudes, Agatha é definitivamente uma garota do bem e isso fica muito perceptível de acordo com as primeiras páginas do livro.

É uma pena que o livro seja em terceira pessoa, pois senti bastante necessidade de saber exatamente o que se passava na cabeça das personagens e fiquei com essa carência durante a leitura. Parece que os sentimentos mais profundos das personagens não foram abordados e por isso algumas atitudes de ambas nos capítulos finais me deixaram com uma certa duvida em relação a veracidade de seus sentimentos. Outro detalhe que me incomodou apenas no inicio da leitura foi que o autor não separa a narração de uma para outra com aqueles espaços de respiro; Alguns vezes de uma linha para outra ele mudava a personagem e isso me deixou um pouco confusa, mas ao longo da leitura foi bastante fácil me habituar.
Agatha deu um suspiro, afastando-se. “Digamos que eu encolha até o seu nível de inteligência e finja que acredito nisso tudo. Por que eu iria para a escola de vilões? Por que todos elegeriam a mim como a Soberana do Mal?”
“Ninguém disse que você é má, Agatha”, Sophie suspirou. “Você é apenas diferente.”
(...)
“Tudo bem. Então, eu sou um pouquinho diferente”, Agatha encarou-a. “E daí?”
Sophie hesitou. “Bem, é que nos contos de fadas o diferente geralmente acaba sendo o... hum... mal.”

Se tem uma coisa que eu gosto nas histórias são os personagens e nem sempre os personagens principais tem toda a luz para eles, com este livro não foi diferente. Apesar de ser um pouco machista Tedros foi um personagem que me cativou bastante e eu espero que nos próximos volumes ele tenha um papel maior na história não apenas como sendo o tal príncipe encantado. As supostas vilãs Hester, Dot e Anadil também acabaram me conquistando mesmo com a personalidades delas oscilando bastante durante o decorrer da história.

Apesar de parecer clichê o autor aborda o famoso tema de julgar as pessoas pelas aparências. Nem tudo é o que parece e mesmo isso sendo bastante obvio desde o inicio do livro é muito gostoso acompanhar a aventura das duas meninas na escola. O final me deixou bastante feliz e curiosa com o segundo volume, mesmo que não tenha sido algo que deixa o leitor desesperado. É uma pena que este livro não tenha tantos fãs pois ele é ótimo e, claro, para quem ama contos de fadas cai como uma luva.
“Estou longe de casa, perdi minha única amiga, todos aqui me detestam, e tudo o que eu quero é encontrar algum tipo de final feliz”, disse Agatha, vermelha. “Mas você não pode nem me dizer a verdade. Meu final não tem a ver com o Bem que eu faça, ou com o que está dentro de mim. Tem a ver com a minha aparência.” Cuspe voou de sua boca. “Eu nunca tive uma chance.”

[repostado 02/11 por motivos de: pessoa burra apagou o post anterior sem querer] 

O que eu quero ver 7ª temporada de The Walking Dead

21/10/2016


Antes de começar esse post eu preciso dizer que: pode conter spoiler das HQS de TWD. São coisas que vi na HQ e que quero que aconteça na nova temporada (não necessariamente que vai acontecer). Então, estejam avisados para não reclamar depois que clicar no "leia mais".

A morte do Glenn
Eu sei, eu sei. Eu também adoro o Glenn, porém não consigo imaginar outro personagem morrendo no lugar dele na série e principalmente um personagem que cause tanto impacto (a não ser que seja o Daryl, né). Quando eu li a edição em que ele morre fiquei muuuito mal mesmo e imagino como será vendo isso na tv no próximo domingo. 

Um bate papo entre Negan e Carl
Carl chega em um ponto em que decide ele mesmo ir acabar com Negan, mas obviamente não da muito certo. Ao invés de Negan fazer algum mal ao garoto eles mostra o local onde esta sua comunidade e mostra como as pessoas vivem lá, além de ter uma conversa com o menino. Eu considero, pelo menos até o ponto em que li da HQ, um detalhe muito importante para o desenvolvimento do garoto que como os fãs podem perceber tem melhorado ao longo das temporadas, mesmo que ele ainda seja infantil (e convenhamos, ele é uma criança ainda).

Shiva
Bom, pelo menos uma das coisas que eu quero eu posso dizer que esta confirmada, né? Eu sempre imaginei como seria a Shiva na série e só pelo trailer eu já fiquei OMG!!

A Guerra
Porque né, já que os zumbis quase não aparecem na série que seja pra ter guerra entre esses seresumaninhos. 

Maggie sendo uma líder
A 6ª temporada deu alguns indícios de que eles tem grandes planos para a Maggie e eu espero que realmente aconteça de ela se tornar líder de Hilltop (sem o Glenn kkk).

Bom, é mais ou menos isso que eu quero ver da temporada nova e se uma ou duas coisas acontecer eu já vou ficar feliz. 

Resenha: Placebo Junkies

19/10/2016


Depois que comecei a trabalhar nenhum livro me prendeu de uma forma que eu fiquei "omg preciso terminar logo essa história" até que comecei a ler Placebo Junkies e simplesmente senti a necessidade de devora-lo. A premissa, eu confesso, pode não atrair qualquer pessoa mas quando o leitor da uma chance eu posso garantir que irá se surpreender ao longo da leitura.

Audie é uma adolescente americana do tipo clichê se você esta falando sobre uma história com adolescente desestruturada. Para ganhar dinheiro ela "vende" seu corpo. Não, obviamente eu não estou dizendo que ela se prostitui e sim que ela é cobaia para testes farmacêuticos. Durante toda a história ela conta um pouco sobre como é ter essa profissão e o que isso tira das pessoas, seja a longo prazo ou não. Audie é uma personagem que até o leitor entende-la de verdade causa bastante confusão. Eu acho que por mais que estivesse gostando da leitura e achando bem interessante a forma como a autora escolheu tratar do assunto eu ainda não estava compreendendo a personagem da maneira como eu deveria compreender, sabe o que eu quero dizer? O que realmente me fez gostar do livro no final foi a surpresa de, finalmente, entender a personagem e as pessoas ao seu redor da forma como elas realmente são.


Acha que o que eu estou escrevendo esta confuso? Pois imagine ler um livro inteiro narrado por uma personagem que esta sempre com algum remédio diferente nas veias. É difícil saber quando ela esta exagerando com algum sentimento, ou se ela realmente pouco se importa; até mesmo sobre sua atenção e pessoas com quem ela conversa. Tudo fica um pouco confuso e cada detalhe é importante para compreende-la.

Apesar do tema do livro ele se trata muito mais de um romance do que qualquer outra coisa. E eu não estou dizendo que é aquele tipo de livro YA em que existe o drama adolescente do amor. Muito pelo contrário, o livro esta tão longe disso que é difícil explicar sem dar spoiler. Mas Audie tem Dylan, um adolescente que ela conheceu no hospital em um dos experimentos. Eles tem um bom relacionamento e ela planeja uma grande viagem para eles, na verdade sua maior desculpa para continuar "nessa vida" é o dinheiro para a viagem com Dylan. O relacionamento deles é todo lindinho e gosto da forma como eles combinam um com o outro e claro no quanto esse relacionamento é importante para o desenvolvimento da personagem sendo ele positivo ou negativo, dependendo do seu ponto de vista como leitora.
Somos pessoas com cadeiras vazias em nossos funerais.

É um livro bom de ser lido, que pode te despertar curiosidade para dois assuntos diferentes (sendo um deles bem óbvio pela premissa do livro) que são vistos com maus olhos pela sociedade mesmo nos dias de hoje. No final do livro a autora conta como foi a inspiração para a obra e achei muito legal, pois é uma realidade diferente da que vivemos mesmo que seja algo comum (ou seja: nós é que não prestamos atenção).

Lançamentos de Outubro da Rocco

17/10/2016


Outubro chegou e com eles várias novidades da mais nova editora parceira do blog — inclusive em breve sai as primeiras resenhas {♥}. Este mês a Rocco está com uns lançamentos muito OMG, então eu quero saber todos os livros que vocês querem ler ou que querem resenha aqui no blog, ok? ;)

Oliver Dalrympleé o típico “looser” americano: aos 13 anos, magro e pálido como um fantasma, está mais interessado em biologia e química do que em esportes e vida social. Um dia, enquanto se recupera de um dos frequentes episódios de bullyingde que é vítima recitando a tabela periódica em frente a seu armário, ele desfalece para sempre. E é aí que sua verdadeira vida começa. O “céu” onde Oliver acorda depois do que acredita ter sido uma parada cardíaca em função de um problema congênito chama-se Cidade e é povoado por pessoas que morreram aos 13 anos, como ele e seu colega de escola Johnny Henzel, que chega dias depois de Booà Cidade, trazendo notícias perturbadoras sobre a causa da morte deles. Notícias que mudam para sempre a percepção de Oliver Boosobre sua personalidade e seu lugar no mundo.

Resenha: O Quarto Dia

14/10/2016


Para quem teve a oportunidade de ler Os Três provavelmente se sentem com um pé atrás ao iniciar a leitura de O Quarto Dia. Um livro que pode parecer uma sequencia do outro mas que, apesar de se passar no mesmo universo não chega a ser uma continuação, já que este possui outros personagens e se passam alguns anos depois. Felizmente (para alguns) a Sarah Lotz tem uma mão diferente para escrever seus livros. Acho que posso afirmar que ela é o tipo de autora que quer sim confundir seus leitores e também faze-los olhar suas obras de diversas perspectivas, criando até mesmo teorias com o que aconteceu na história. E fazer o que se algumas pessoas, infelizmente, estão apenas acostumadas a ler livros fáceis, com final redondinho e tudo explicado? não, isso não é uma critica ao hábito de leitura de ninguém, mas vamos combinar que só porque você não entendeu o final do livro não significa que ele seja ruim, okay? rs

Eu cheguei a ficar um pouco confusa ao iniciar a leitura e perceber que a linha do tempo usada pela autora é diferente da proposta na sinopse pela editora, então realmente tentar explicar mais ou menos a história acabaria sendo um spoiler para os leitores. Acho que o mais próximo que posso dizer é que iremos saber exatamente o que aconteceu no navio nos dias em que ele ficou desaparecido. E sim, eu digo exatamente, da forma como aconteceu sob a perspectiva de vários personagens. Eu não consegui escolher um favorito durante a narrativa, portanto não vou nem citar nomes no texto. Não achei que todos os personagens escolhidos para protagonizar a história tenham sido realmente interessantes de se acompanhar, mas neste caso pode ser que eu tenha interpretado sua participação de forma errada, já que eu não acredito que informações aleatórias foram inseridas na história. Veja bem, eu sou uma leitora que acredita na escrita da Sarah e que tudo o que ela colocou na obra tenha sido intencional e com um propósito.

E não, não acredito que a Sarah tenha errado a mão na obra e que o final tenha ficado confuso ou algo do tipo. Não acho que a história se perdeu no momento mais importante, muito pelo contrário. É óbvio que a intenção da autora ao escrever a obra foi deixar o final aberto a interpretações, que vai de cada leitor. Então acho que ninguém precisa ter vergonha de dizer que não entendeu e sim pensar um pouco sobre tudo o que a obra te mostrou e criar teorias. Além de tudo o livro cumpre com o que promete no quesito suspense e um pouquiiinho de horror, além de ser uma leitura bem fácil de ser feita. Por mais que seja narrado em terceira pessoa e possua tantos personagens não da para ficar perdido durante a leitura e cada capitulo acaba deixando o leitor mais curioso para o próximo.

O único aspecto realmente negativo desde livro é ver que tantos leitores não gostaram dele por este ter uma proposta diferente e ai acabo que não tenho com quem conversar. A única que me entende é a Sammy e já teorizamos sobre ele praticamente de todas as formas possíveis que agora deve estar na hora de ouvir umas teorias novas. haha! De todo o mais o livro vale muito a pena então se tiver a oportunidade de pegar para ler abra a sua mente e só leia.
— (...) Você não viu nada. Isso foi só o aperitivo. O prato principal vai ferrar com a po**a da sua cabeça.

Resenha: Canibal Vegetariano

12/10/2016


Eu não tinha a minima ideia de quem é Gabriel Pardal até pegar este livro nas mãos e agora posso dizer que me tornei fã (ou pelo menos uma seguidora que da curtidas em todas as publicações). A verdade é que eu sempre torci o nariz para livros que contém somente ilustrações e frases com reflexões e tal, mas quando você se torna blogueira acaba deixando de lado alguns preconceitos para conhecer coisas novas, certo? E muitas vezes vale a pena — que é justamente esse caso.

ai você vira a página e papum, se identifica na hora. rs — foto: silviane
Eu me identifiquei muito com as ilustrações que falam sobre sentimento, seja amor, ódio, ou até um foda-se. Entretanto outras, como a dos cachorrinhos, ou do casal que está correndo me fizeram pensar sobre outras coisas que diz respeito aos seres humanos e o tipo de vida que levamos. São textos bem pequenos e rápido de ler, acho que terminei a leitura em menos de uma hora e ainda porque às vezes ficava minutos em uma mesma página relendo ou vendo a ilustração por ter gostado bastante.

A diagramação do livro tá linda. A editora usou um papel (que eu não sei o nome, mas cheguei a confundir com o couché) que valorizou bastante a arte do autor. Só é uma pena, por exemplo, não poder sentir a textura daquelas que são feitas a lápis, mas isso é só um detalhe que não influencia em nada no conteúdo da obra em si (eu que gosto desse tipo de besteira mesmo).

foto: silviane
Para quem não conhece o trabalho do autor dê uma olhada no Instagram @canibal.vegetariano que tem algumas bem legais, inclusive várias que estão no livro e outras que são novas (será que tera um novo livro daqui algum tempo?).

Promoção: 4 anos de LiteRata

09/10/2016

Hoje o blog completa 4 anos de existência e durante esse tempo fiz várias amizades na blogosfera, amigos que tenho certeza que posso contar sempre que precisar de uma forcinha por aqui. Logo, eles não poderiam deixar de participar da festa. Sendo assim convidei os especiais para fazermos um sorteio bem bacana para presentear os protagonistas dessa história, e sabe quem eles são? Isso mesmo, vocês!

O sorteio foi dividido em três kits que é para não assustar ninguém com o tamanho do formulário, participem e divirtam-se, mas não esqueçam das regras hein!

Cadê meu Fone? #6

07/10/2016


Ooi, amigos e amigas e gente bonita que não abandona esse meu blog ♥
Hoje a playlist vai ser muuuito amorzinho e especial porque ela é nostálgica e cheia de amor. HOJE, dia 7 de Outubro faz um mês que eu fui num festival muito lindo e maravilhoso que me deixou apaixonada chamado Maximus. Eu fui nesse evento somente para ver Bullet for my Valentine, que é uma banda que eu amo de paixão (acho que vocês já devem saber a essa altura da vida, né? kk) e tive a chance de ver (mais ou menos) outras bandas que eu já conhecia e até curtia (um pouco de nada). Então para matar um pouquinho a saudade desse evento que me deixou tão feliz eu vou mostrar à vocês um pouco das bandas legais que tocaram lá. ;)

logo oficial do evento

Hollywood Undead - Everywhere I Go

A primeira banda que eu queria ver é Hollywood Undead, porém eu não consegui ver o show deles por vários motivos e justamente na hora que entrei no recinto foi quando acabou UAHOSIHAUSHAI DEI AZAR SIM OU CLARO? Mas foi um show bem curto e logo eles voltam para o Brasil (eu espero, né) ai eu vou no show deles. Pelo menos eu tive uma recompensa quando fui no backstage (Ps: Nem sou fã da banda, então não sei qual o nome dele mas a cara eu reconheci e pedi a foto MORRENDO de vergonha). ;D


Black Stone Cherry - Lonely Train

A segunda banda que eu queria ver e não consegui ver (meu deus!!) foi Black Stone Cherry. Eu conheci eles lá em meados de 2008/2009 com o primeiro álbum lançado pela banda e na época fiquei muito viciada. Não curti muito os outros trabalhos da banda mas sempre tive curiosidade de ver um show deles. Consegui ver umas duas ou três músicas da apresentação deles no evento e tava curtindo bastante, mas como tive que ir fazer algo no backstage ai não rolou de ver inteiro (inclusive perdi essa música, que é a unica da setlist que eu conheço).

Disturbed - Stricken

Quando eu comecei a usar internet e conhecer bandas novas Disturbed foi uma das primeiras. Apesar de eu não gostar deles e nunca, de fato, ter gostado, o show deles foi bem legal e ouvir duas músicas da época em que eu os conheci foi bem legal além dos diversos covers que eles fizeram.

Marilyn Manson - mOBSCENE

Todo mundo, com certeza, acha ele um pouco estranho mas hoje em dia ele parece mais um tiozão do rock mas nem por isso deixou de fazer um show daora. Sentei no fundão e fiquei olhando a apresentação do MM com aquela sensação de nostalgia total, porque assim como com outras bandas que eu quis ver/vi no evento eu conheço há muitos anos (esta musica, por exemplo, é de meados de 2003[!!!!!]) e eu tive a oportunidade de ver o show.

Rammstein - Du Hast

E a banda principal da noite: R+. Assim como a maioria (eu falei que só fui por causa do bfmv no evento) eu não sou fã, mas conheço há alguns anos e ouvi algumas músicas. O show deles foi simplesmente incrivel e o melhor da noite, a maior prova de eles estavam ali para ser a apresentação principal e fechar o evento com chave de ouro. Não foi apenas uma apresentação de uma banda e sim todo um espetáculo, com pirotecnia, efeitos, roupas... Simplesmente maravilhoso. Eu tenho certeza que se eu fosse fã dessa banda teria chorado o show inteiro, porque pelo menos arrepiada eu ficava a cada música.

Bullet For My Valentine - The Poison

E claro que eu não ia deixar de colocar um vídeo do BFMV aqui, né?? Aff! O show deles, para mim, foi incrivellindomaravilhoso desse jeito mesmo tudo junto e falado bem rápido. ♥ Eu amo demais essa banda, acompanho desde meados de 2006 e pensa no orgulho que a criança aqui sentiu depois de ler comentários elogiando a apresentação deles lá? E apesar de ter músicas novas eu escolhi essa live veeeelha da música The Poison pois eles tocaram essa música no evento e me deixou simplesmente de boca aberta e loka. Sendo uma fã das antigas eu fiquei mega feliz quando eles começaram a tocar essa música. Infelizmente eles não tocaram as músicas que eu pedi para eles tocarem (eu pedi sim) mas fiquei feliz com a surpresa. ♥ E claro que eu perder os shows que eu citei lá em cima valeu a pena, pois eu tive a oportunidade de mais uma vez ver a banda de perto, tirar foto, abraçar e sentir o cheiro. ♥
será que eu tava feliz e sendo abraçada discretamente????
Bom, eu só sei que estou MEGA ansiosa para a próxima edição do Maximus Festival, que já tem data marcada graças a deus??????? ♥ Dia 20 de Maio estarei lá, mesmo que não venha bandas que eu seja muuuito fã, pois apesar dos shows o evento tem outras coisas muito legais e eu já fiquei fã do evento.

Resenha: Fique com alguém que não tenha dúvidas

05/10/2016


Todo mundo aqui sabe que eu não sou uma leitora de livros de não-ficção, porém todas as regras tem suas exceções e às vezes algum titulo me chama a atenção. Bom, foi o que aconteceu com Fique com alguém que não tenha dúvidas. Eu sou uma pessoa que adora um drama romântico, coisas do coração, sobre ser trouxa e etc então dizer que esse livro é minha cara é pouco. Sem falar no fato de que um choque de realidade nunca é demais para alguém que tá sempre se ferrando nas questões do coração. E é realmente para isso que o livro serve: dar um choque nas garotas (e até garotos, porque não?) que parecem sempre se envolver com a pessoa errada e/ou passar pelas piores situações quando o assunto é relacionamento. E o pior de tudo: tentar justificar os erros dos outros.

foto: silviane — estilhaçando livros
A vantagem do livro sobre outros de não-ficção e auto-ajuda (pode chamar de autoajuda esse livro?) é que ele é curto e direto. Todas as coisas que Marina quis falar foi sem rodeios e sem medo de magoar (hahaha). Como eu disse anteriormente um choque de realidade e para chocar as pessoas (não aquele choque do tipo 'aiii meu deus nossa' e etc mas só pra te fazer cair na real) é necessário ser direta. Não adianta colocar sal na ferida e depois querer assoprar, entende? É preciso fazer com que os leitores sintam a dor para realmente mudar suas atitudes. Se funcionou comigo? Bom, em partes. Mudar do dia para noite algumas coisas realmente não acontecem, mas a evolução é constante e com certeza alguns conselhos eu irei seguir para poder ficar bem comigo mesma antes de querer ficar bem com alguém.
A Disney nos ensinou que não importa o que os homens façam com a gente , eles sempre têm boas intenções por trás de seus atos horrendos. (...) Os adultos nos ensinaram que agressão é amor disfarçado. Que negligência é sinal de um amor tão forte que não cabe nem em demonstrações afetuosas.

A autora exemplifica as situações de acordo com experiencias que ela mesma vivenciou e assim fica muito mais fácil compreender o tipo de pessoas com quem nos relacionamos e as que podemos nos relacionar. Eu não passei por todas aquelas experiencias (e espero não passar), mas aquelas que de alguma forma fizeram parte ou fazem parte da minha realidade me deixou bem próxima do que o livro quer passar e com o que aprendi pude concordar cem por cento com o que ela dizia.

O livro, apesar de ter alguns momentos até engraçado é trafico pensando para analisar que muitas pessoas (não apenas mulheres) passar por aquelas situações diariamente e aceitam como se fosse algo totalmente normal e aceitável. O pior ainda é pensar que a maioria vai continuar vivendo essa realidade pois não consegue enxergar o quanto um relacionamento ruim te deixa tão mal por dentro. É uma leitura que vale a pena e que qualquer leitor(a) poderá se identificar.
Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.

Sorteio: Aniversário do blog Amores e Livros

02/10/2016

Oi Pessoal, tudo bem???
Hoje é dia de festa aqui no Amores e Livros. O mês inteiro foi de comemoração, mas hoje é o dia do nosso aniversário de 6 anos, e com o passar do tempo muita coisa mudou por aqui - mas uma coisa segue igual e só aumenta, que é o nosso amor pelos livros.
Então, podem aguardar que vai ter postagem com texto especial, vai ter layout novo e... mais promoções!!!!



Precisamos falar de Supernatural

23/09/2016

Tenho certeza que eu não sou a única hunter aqui. Supernatural já tem 11 anos, e mesmo com altos e baixos se mantém firme, graças ao trabalho impecável da produção que ao longo dos anos sempre se mateve unida como uma familía nos proporcionando momentos e temporadas maravilhosas. Tudo começou lá em 2005, com um piloto de tirar o fôlego e uma primeira temporada memorável. 

Quem não lembra da famosa cena da Mary no teto em chamas e o Sam,bebezinho vendo tudo? Super me lembra Harry Potter. E então começava uma das melhores séries de todos os tempos. O criador Eric Kripke, desenvolveu a série por 10 anos antes de lançar. No original era um grupo de jornalistas que viajariam por todo país em busca de fatos sobrenaturais,bem estilo Scooby- Doo, porém, sempre rejeitavam, até que ele se encontrou com produtores da CW, que gostaram da ideia, mas nem tanto e pediram para que ele reformulasse a história e colocasse uma carga mais emotiva, mais família e ai nasceu o formato que conhecemos hoje, obrigada CW <3
 O nome inicial da série, que apresentariam os jornalistas era Unnatural, e a cada curiosidade dessa, eu amo mais a CW, porque Jesus amado, era tenso. Dean e Sam se chamavam, Sal e Dean Harrison em homenagem ao romance On the Roadde Jack Kerouac. Mas logo Sal virou Samuel (Sam) , já que Sal não era o melhor nome para o personagem principal mas Eric Kripke, queria manter Harrison como sobrenome dos irmãos, fazendo referência ao ator Harrison Ford, e o diretor, queria que Dean tivesse a mesma ousadia e imprudência de Han Solo. Porém isso não foi possível, já que havia um Sam Harrison, morando no Kansas, e por razões legais o sobrenome dos personagens foram alterados. Winchester surgiu pelo interesse do diretor na mansão Winchester Mystery House, na Califórnia, que é considerada assombrada. Outro problema foi com o nome do pai dos irmãos Winchester, primeiro foi pensado para ser Jack, porém, já havia um Jack Winchester residente também no Kansas. Então, Jack tornou-se John e nasceu a família Winchester. Amém CW! 

 A série tinha sido encomendada até a 5° temporada, mas ela estava fazendo tanto sucesso que eles resolveram atender o pedido dos fãs e prolongar, e é nas duas próximas temporadas que a série caiu de qualidade, porque eles já tinham fechado a história principal e precisavam encontrar uma carga pessoal de fundo para que a série se mantivesse bem. Só na 8° temporada a série voltou com todo o gás do começo, e de lá pra cá só temporada foda. Supernatural é uma série que fala muito de família, de laços pessoais e isso se mantém até hoje. Umas das coisas mais lindas é que o elenco, os produtores e todos os envolvidos são como uma família de verdade, já que ninguém foi substituído desde a primeira temporada, e essa união passa para as telas e para os fãs. Um dos motivos por eu amar tanto Supernatural é que os produtores realmente preocupam com os fãs, e sempre tem fan service, e episódios comemorativos. Já teve um episódio inteiro em homenagem aos fãs, 10x05 - Fan fiction , uma clara referência as fanfics de Supernatural. Chorei muito ! 

Foram 11 anos na estrada com os Winchesters e a baby ( impala 67 do Dean ), lutando contra dêmonios, amando e odiando os anjos, entrando em uma relação de amor e ódio com o Crowley, porque não têm como não amar Mark Sheppard e seu sotaque maravilhoso, e pegando o Cass pra criar porque ele é um terceiro Winchester, e como o Dean sempre fala, ele já é da família. A trilha sonora da série é um dos pontos mais altos que existe, porque é só rock , maioria clássicos e como não cantar Carry on my wayward son do Kansas em toda season finale?!. Eu poderia ficar aqui pra sempre falando da minha série favorita ever, mas acho que já deu pra contar um pouco dela. A 12° temporada estréia nos EUA em Outubro agora, e  na Netflix tem as 10 primeiras, legendado e dublado. Se você não é fã ainda, o que tu ta esperando locx? Só vem, a família é grande! 




POSTADO POR LOLA

Resenha: As Mil Noites

19/09/2016

Eu não leio um livro há muito tempo, portanto, não faço resenha a um bom tempo! Mas eu estar aqui hoje significa que, 1) eu estava super querendo esse livro para lê-lo imediatamente após ter caído em minha mão, 2) que esse livro não é nada pouca coisa para eu ignorá-lo, e 3) ele realmente não é por eu não ter conseguido parar de ler. Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas em vista do ano passado, eu estou morta nas minhas leituras. 

As Mil Noites obviamente como o título sugere fala sobre As Mil e Uma Noite, mas de uma forma diferente. Muito diferente. Em primeiro lugar, eu estranhei a escrita. Eu não sou uma leitora que se apega aos “detalhes da narração”, mas teve alguns momentos que eu fiquei perdida mesmo para alguém que não é atenta o bastante. A escrita foi um pouco confusa para mim, mas entendível, quando eu entendia, vibrante e apaixonante. 

As Mil Noites é diferente dos diversos outros contos que já lemos antes. Aqui, Lo-Melkhiin não é nada como os outros sutões que já lemos. Aqui ele é... uma coisa. Aqui nesse livro o que está por trás do rei levar moças ao assassinato é uma coisa maior e mais assustadora. A influência de, como posso chamá-la, da mocinha, é muito maior. Eu li o livro todo e apenas nos agradecimentos que eu percebi que os personagens não tinham nome! Nem a personagem principal com seu grande papel. Ninguém exceto Lo-Melkhiin! E eu sequer tinha percebido, que grande sacada! 

Nesse livro a protagonista não consegue sobreviver dia após dias contando histórias, mas o que intrigava o rei era como ela ainda vivia. Esse livro é mais fantasioso e mágico das outras versões das As Mil e Uma Noites. É feminista. Enquanto eu lia esse livro me lembrou bastante a série disponível na Netflix baseada no livro de mesmo nome, The Red Thend. Amei os personagens terem pele escura, exceto um estrangeiro que é claro como o leite. 

Eu confesso que, por não saber o que esperar, eu me via torcendo por Lo-Melkhiin se redimir e confesso ainda mais que eu não via ele como o vilão. Pelo menos não até o final. Eu que raramente costumo gostar de trilogias me vi desejando ter uma sequência, até porque, achei esse livro muito curto. Pela primeira vez eu achei que um livro daria muito pano para a manga para uma sequência e decepcionadamente ele é único. Lo-Melkhiin e sua esposa são poderosos e faiscantes demais para apenas um livro. Pelo menos dava para esticar esse livro em uma duologia! Que frustrante! Quando acabei de ler me senti envolvida naqueles contos de fadas minúsculos, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. 

Para quem amou A Fúria e a Aurora, pode não gostar apaixonadamente desse livro pela pegada não tão romântica e da desconstrução do rei que todo mundo amou. Lo-Melkhiin pode ser enigmático, maquiavélico, intrigante a princípio, mas ele é assustador demais para um mocinho. 


Resenha: Quando Tudo Volta

16/09/2016

Confesso para vocês que quando ganhei uma promoção da Novo Conceito onde era possível escolher um livro dentre uma lista predeterminada pela editora eu apenas escolhi este pois as outras opções não eram tão bacanas assim. Demorei meses para finalmente pegar esse livro e apenas o fiz pois o coloquei a prêmio em uma promoção que um blog que eu colaboro (conheça o Cantar em Verso) participou e não quis deixa-lo ir sem ao menos ler.

O que eu não esperava era encontrar um livro tão incrível assim, e tão fácil de ser lido (eu li cerca de 90% do livro em uma sentada). Você sabe aquele tipo de livro em que a leitura flui, mesmo com o peso que a história carrega? Acredito que foi isso o que me fez realmente gostar dele. A sinopse nos promete o aparecimento de um pássaro em uma cidade e o desaparecimento de um garoto dessa mesma cidade. Imaginava eu que a história iria tratar o tempo inteiro desses assuntos o que, se fosse trabalhado de forma errada, seria muito chato. Mas o autor foi bem mais esperto ao colocar a narração de Cullen (irmão do garoto desaparecido) intercalado com história de outras pessoas - que pode parecer totalmente desnecessária ou aleatória no inicio do livro mas que aos poucos vai se conectando com a cidade e o próprio Cullen.

Quando Tudo Volta não trata apenas do desespero de um garoto que perdeu o seu irmão assim como o seu ódio por uma cidade que ao invés de se importar com uma criança desaparecida se importa com a presença de um pássaro que eles nem se quer sabem se existe de verdade; O livro trata de pessoas e suas personalidades, o quanto cada uma é capaz de fazer para conquistar seus objetivos. O livro trata de crenças, fanatismo, amor e amizade. Cullen é um personagem facilmente adorado, minha identificação com ele foi praticamente instantânea. Ele é quieto, mas pensa muito sobre tudo e todos. E confesso que o que mais me doeu foi a forma como eu me identifiquei com ele ao se tratar de sua cidade, seus sonhos e seu futuro. As possibilidades de se dar bem ao mudar, ou acabar ter que voltar por ironia do destino (ou sei lá, simplesmente porque a vida não quer você seja alguém na vida).

Mesmo a narrativa do livro não sendo inteiramente de Cullen é impossível dizer que ele não é o único personagem principal. Apesar das histórias paralelas e a presença constante de Cabot Searcy, Cullen se faz inteiramente presente na essência do livro e em todo o seu sentido ao final da trama. Raramente durante a minhas leituras eu fico imaginando como seria uma adaptação do livro, mas nesse caso o tempo todo fiquei me imaginando assistindo ao filme e cheguei a conclusão de que assim com o livro não é para qualquer um gostar o filme também não seria. Com certeza teria uma pegada cult demais, com todos os seus diálogos profundos e um pouco filosóficos em alguns momentos.

Este foi um dos melhores livros que tive a oportunidade de ler e me arrependo demais por ter dado meu exemplar naquela promoção. rs

CRÍTICA: O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN

14/09/2016


Quem nunca parou e pensou : "Cinema francês é muito chato, e só quem curte são aqueles cinéfilos cult". Eu mesma admito que são raríssimos filmes franceses que me agradaram, até eu assistir esse.O fabuloso destino de Amélie Poulain é uma comédia romântica despretensiosa, mas ao mesmo tempo, desde o princípio você consegue ver a identidade do filme em cada cena.

Na verdade ele tem muito de seu diretor, o maravilhoso Jean-Pierre Jeunet que é muito famoso por seus filmes de ficção bem sombrios como Delicatessen, Alien, Ladrões de Sonhos e de sombrio Amélie não tem nada. A história começa desde o nascimento da Amélie, até sua infância conturbada e monótona para alguém que sempre foi a frente de seu tempo.Ela sempre foi obrigada a brincar e conviver sozinha já que seus pais eram bem neuróticos e super protetores. Até que ao atingir maioridade, ela vai morar sozinha e um certo dia sente a vontade de ir atrás do dono de uma caixinha que ela encontrou em sua casa, então ao encontrá-lo e ver que ele se emociona ao reencontrar seu brinquedo de infância, Amélie percebe que pode fazer mais pelas pessoas. E é ai que ela entra num mundo só dela onde todas as pessoas possuem uma história e merecem ser feliz. O filme possui uma fotografia maravilhosa e simples ao mesmo tempo, o que o diretor explora muito.

A mente criativa de Amélie é bastante explorada e isso dá uma cadência incrível para o filme que já é clássico. Basicamente o filme nos ensina que as melhores coisas da vida são os pequenos detalhes dela. E não sei vocês, mas um filme que tem um propósito de ensinar algo merece ser visto e revisto e comentado e várias coisas que eu ficaria a noite toda aqui descrevendo. Como um bom filme de romance, o principal não falta, mas não é nada forçado, ou algo que vemos em filmes americanos e que a gente logo pensa que aquilo jamais aconteceria daquele jeito no mundo real. O título dele não poderia ser melhor, porque realmente o destino de Amélie é fabuloso e imaginavelmente possível de acontecer. Os atores são maravilhosos mas a Audrey Tatou brilha forte, trazendo uma Amélie romântica mas nada ingênua, uma Amélie sonhadora ( até demais) mas muito pé no chão. E como possuir essa bipolaridade singular? Só assistindo pra você sentir. Ele explora as sensações humanas, então eu poderia ficar horas aqui e não conseguiria passar o que ele é. Mas o mais importante é que ele merece ser visto. È daqueles filmes que você não dá nada quando começa e depois dá um lugarzinho no seu coração só pra ele. E tem sutilmente a quebra da quarta parede ,e se você já se estava apegado ao filme, quando isso acontece você se sente um personagem importante de lá. E a sensação é muito amor. Assistam esse filme fabuloso porque não existe palavra melhor que o descreveria tão bem. 


POSTADO POR LOLA

CRÍTICA: XOXO

07/09/2016

Esse filme saiu semana passada na Netflix, e é um filme super novo e incrível!

Já começa que eu amei o nome porque super me faz lembrar de Gossip Girl , umas das minhas séries favoritas. O filme conta a história de um garoto chamado Ethan que tem o sonho de ser DJ profissonal.  Ele usa suas batidas junto com a voz da sua mãe  que sempre teve o sonho de ser cantora, e faz uma música e joga no youtube e a música viraliza fazendo com que ela fique muito conhecida no cenário eletrônico. O melhor amigo do Ethan, Tariq tem o sonho de ser empresário e se sustentar sozinho e passa a ajudar o amigo conseguindo que Ethan toque em um festival super grande de música eletrônica dos Estados Unidos. 
Nisso o filme vai mostrando todo o dia do Ethan até chegar na hora dele tocar no festival ao mesmo tempo que ele conhece outras 5 pessoas que começam a fazer parte da sua jornada.

O legal do filme é que ele não se concentra apenas no Ethan ou no Tariq, eles desenvolvem super bem os outros personagens secundários em um estilo super leve que não te faz enjoar de ver. Todos os personagens tem suas histórias e todos estão indo pro mesmo festival, XOXO mostra muito bem os bastidores da cena eletrônica, as dificuldades dos DJs novos e não mostra apenas o lado negativo de grandes festivais e a agitação, mas também foca nos romances, nas aventuras, nas sensações e desafios de quem frequenta e gosta disso. 

Os atores não são conhecidos mas são muito talentosos, e a fotografia do filme é muito linda. È puro neon, com uma trilha sonora que contagia mesmo e te faz querer ir na próxima Tomorrowland sem pensar no preço do ingresso. 

Mostra também o lado da galera super chapada desses festivais, e isso me incomodou um pouco porque as vezes mostrava isso como algo natural e super legal, o que eu acho que nem sempre acaba bem , pra quem curte festivais assim sabe do que eu estou falando, mas de resto é um filme bacana de assistir. Ele é baseado em uma história real do diretor e roteirista do filme e cumpre sua premissa. 
Muita gente vai estranhar a direção dele e os cortes de câmera, mas a proposta dele é justamente nos fazer imergir em um festival de música eletrônica onde tudo é muito intenso e se move super rápido. E eu gostei da sacada deles.  O filme está lá na Netflix, mas já tem na internet em sites piratas haha, o que é legal pra quem não tem Netflix e quer ver o filme. Então assistam e me contem o que acharam. 
                                                                            Xoxo :*
POSTADO POR LOLA

CRÍTICA: GOTHAM

01/09/2016


  Essa crítica será das duas primeiras temporadas!
Gotham é uma série adaptada dos quadrinhos da DC Comics. E quando falo adaptada são poucas coisas, como os personagens, seus nomes, a cidade de Gotham, mas todas as histórias capitulo por capitulo é trabalho dos roteiristas. Ela conta e segue a vida do detetive Gordon na luta diária contra a bagunça, a corrupção e a sujeira que Gotham está se tornando. A série não é sobre o Batman, aliás ele ainda é só um menino órfão na série, nem sobre o próprio James Gordon, ela é sobre Gotham, e consequentemente tudo que acontece e nasce ali. Falando em nascimento, boa parte dos vilões do Batman ainda são pessoas comuns, a premissa dela é justamente acompanhar o ascensão dos principais vilões da galeria do Batman. Muitos vilões só ''nascem'' quando o Batman já é adulto então a série conta com alguns limites de desenvolvimento de personagens pra não esbarrar nas HQs e confundir a mente dos leitores de quadrinhos. 

Um dos problemas da 1° temporada é o formato '' 1 vilão por episódio '' que dependendo da quantidade de episódios que a série tiver, começa a desgastar os atores, e até os roteiristas que vão começar a ficar sem ideias. A série tem seus probleminhas mas foram concertados na 2° temporada que veio muito melhor que a anterior. De começo a série seria em estilo policial, estilo CSI acompanhando o detetive Gordon e o Bullock, nas ruas de Gotham junto com a GCPD mas alguns personagens foram fazendo tanto sucesso que passaram a ser recorrentes, que é o caso do Pinguim que ainda é o jovem Oswald Cobblepot, interpretado pelo Robin Lord Taylor que é maravilhoso e faz qualquer um apaixonar pelo personagem e muitas vezes torcer por ele. Confesso que adoro ele e torço. Outro que é incrível também é o Cory Michael Smith que faz o Edward Nygma (Charada) e interpreta com maestria o personagem nerd, que depois se torna um dos vilões mais icônicos do Batman. Os atores no geral são incríveis, o David que faz o Bruce e a Camren que faz a Selina Kyle ( Mulher Gato )  não deixam a desejar. Donal Logue faz um Harvey Bullock clássico como já estamos acostumados a ver nas HQs, e com seu senso de humor sujo que é o melhor do personagem. Alfred (Sean Pertwee) ganha uma versão muito parecida com a da Graphic Novel Batman: Terra Um, mais duro e ríspido mas com muita afeição por Bruce. 

A segunda temporada veio melhor e desenvolveu melhores personagens que deixaram de ser o vilão do dia e passaram a ter mais significância e tempo de tela. Veio também com vários arcos distintos de personagens e suas histórias e motivações e a luta incessante do Bruce para saber o motivo e o responsável pela morte de seus pais, e nisso tudo vai mostrando que Gotham está perdida, e que muitas coisas acontecem debaixo do nariz de todo mundo e ninguém faz nada. A fotografia da série é incrível inclusive já foi indicada a vários prêmios. Os diálogos são muito bons e se encaixam perfeitamente, a direção também rende fazendo Gotham ser a melhor série da DC em atividade na minha opinião.  A  terceira temporada estreia em Outubro agora e tem tudo pra ser incrível. Na Netflix tem as 2 temporadas completas então corre pra ver porque vão gostar. 

Antes de seus vilões e até mesmo do Batman , ali estava Gotham. 

POSTADO POR LOLA

Lançamentos de Agosto: Gente e Única

31/08/2016


Eu vou te ensinar a ser rico
Três passos simples para quitar as dívidas em doze meses e construir a sua liberdade financeira
Sinopse: As pessoas de classe média vivem com os mesmos princípios: gastam tudo o que ganham durante o mês para manterem um padrão de vida mais elevado do que podem ter. Como sobra pouco ou nenhum dinheiro para adquirir o “conforto”, utilizam os financiamentos dos bancos e com isso pagam juros altíssimos. Têm a falsa impressão de que estão crescendo porque possuem cada vez mais bens de consumo. Será que realmente estão progredindo? Será que o dinheiro de fato lhes traz conforto? Ou será que a classe média é cada vez mais escrava do dinheiro?
O mundo atual é voltado para o consumismo. Poupar diante de tantas propagandas não é uma tarefa fácil. O resultado é que milhões de brasileiros utilizam o limite do cartão de crédito e o cheque especial para cobrir dívidas, contas em atraso e despesas da casa. Além disso, fazem empréstimos novos para quitar os antigos e, com isso, os juros vão se multiplicando.
Sem conhecer as “regras do jogo”, você se preocupa em “tapar o buraco” dos juros sobre juros, das multas e outras cobranças derivadas do crédito que adquiriu. Completamente sem saída, você não vê a hora de essa situação se resolver de uma vez por todas.
Então, a pergunta é: Como e por onde começar? Como sair dessa situação? Será que precisamos viver desse jeito pelo resto da vida ou podemos sair dessa situação e criar a tão sonhada liberdade financeira?
Ben Zruel vai mostrar a você que viver sem precisar trabalhar todos os dias não é um sonho impossível. Com um texto acessível, Ben vai usar a sua experiência como empresário e palestrante para ensinar ao leitor um método prático e aplicável a qualquer pessoa. Construa a sua liberdade financeira, independentemente de quanto ganha por mês

Autor: Ben Zruel
Selo: Gente • ISBN: 978-85-452-0105-2 • Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 160 • Gênero: Negócios/ Finanças
Lançamento: Agosto de 2016 • Preço de capa: R$ 29,90 

Promoção: 1 ano de Estilhaçando Livros

29/08/2016


Oi, oi!
O blog Estilhaçando está comemorando um ano de existência e eu tô tipo WHAT?? jura que faz um ano que criei esse blog que amo? :D
Mas sério, eu estou super feliz de ver meu blog ter chegado onde chegou. Com um ano consegui umas parcerias ótimas, seja com autores ou editoras e espero que o blog continue crescendo cada vez mais. Quero agradecer a TODOS que estiveram comigo nesse ano, seja apoiando em algum projeto, seja nas parcerias, nas amigas blogueiras, e principalmente na galera que tá sempre comentando aqui. ♥ E é justamente essas pessoas que eu quero prestigiar hoje. x)
Eu sei que não é uma super promoção, mas agora que eu arrumei um emprego a vida ficou corrida então vou sortear um kitzinho que a galera tá curtindo por aí só para não passar em branco. Em breve que terei mais recur$$$$$os irei fazer uma promoção maior, okay? Continuem me amando. ♥

Cadê meu Fone? #5

26/08/2016


Alô, alô meu povo ♥
Hoje eu tô numa alegria por motivos de: é sexta-feira (êeee) e segundo porque amanhã é dia 27 de Agosto, um dia que eu estou esperando há uns dois meses e sabe porque? Porque vai ter show do We Came as Romans no Brasil e a loka aqui vai se foder no trabalho para estar lá. rs Mas já sei, já sei. Você não sabe o que é We Came as Romans, né? Então fica aqui que vou te mostrar umas musiquinhas deles para vocês se situarem. ♥

WCar é uma banda do gênero metalcore americana fundada em meados de 2005. Suas músicas, de modo geral, passa uma mensagem positiva para os fãs sendo até mesmo motivacional. É aquele tipo de banda que tu escuta em uma momento de bad e fica bem, sabe? kkk Apesar de ter um som mais pesado algumas canções são bem "leves" e podem agradar fãs de qualquer gênero musical.

Hope
Stand up
You have a voice to be heard
You're worth more than words
So let your fire burn

Never Let Me Go
So hold me close and never let me
Never let me go
At my lowest of lows
When I need you the most

Memories
Give me your heart and I will give you my hand
Cause nothing's stopping you and me
From making all these memories

To Plant A Seed
My future started with the first note I ever played
The first note that was ever sang
When we started living with purpose and writing with meaning
This is what we were made for
Every day I live this future

Eu fiz uma playlist no spotify com outras músicas deles, só para eu ir me aquecendo par ao show então vou deixar aqui para quem quiser ouvir mais se gostarem etc.


xuxus ♥ — google imagens

RESENHA: TETRALOGIA AS BRUMAS DE AVALON

25/08/2016

Esse livro mudou a minha vida, sério! Desde Harry Potter eu não lia algo tão incrivel como esses livros. Já faz uns 2 anos que eu os li e a história ainda se mantém quentinha  na minha memória.
È uma história envolvente, imagine Game of  Thrones + Rei Arthur. È exatamente essa tetralogia. 
È uma leitura complexa, a narrativa é lenta no começo, por isso algumas pessoas desistem dele fácil, mas se você se abrir a história, no segundo livro você já vai estar totalmente focado nela e nos personagens principais. Então vamos por partes, o primeiro livro é a A Senhora da Magia, que começa antes do nascimento de Artur e foca em Vivianne e Igraine, duas irmãs distintas em seus destinos. Igraine se casa com o Duque Gorlois e engravida de Morgana, mais tarde Vivianne têm visões de que Igraine se casaria novamente com o futuro rei da Bretanha, Uther Pendragon e que desse relacionamento nasceria aquele que libertaria a Bretanha das mãos dos Saxões e uniria os cristãos e os druidas. Os livros tratam assuntos polêmicos como religião, incesto, tragédias e tudo que existia naquela época.

A partir do segundo livro A Grande Rainha, já conhecemos a Guinevere, também já  somos introduzidos em rumos da história, e do jovem rei Artur finalmente se tornando rei precocemente. Nesse livro os conflitos amorosos e politicos já começam a se desenrolar, a narrativa já é mais fluida e elegante e você se torna um personagem da própria história. Eu me apeguei muito a Morgana, ela é forte, ela sofre mas sofre com elegância e em um tempo onde as mulheres eram apenas adornos de seus maridos, ela e as Sacerdotizas de Avalon eram a própria representação do feminino sagrado. Eu vi muito do feminismo a sua maneira nelas, eram outros tempos, onde ser mulher era apenas gerar filhos e se manter jovem e bela para seus maridos. Em contra  partida vemos Guinevere, devota ao cristianismo da época e muuuito beata. O ápice da luta do cristianismo da época para acabar com a  antiga religião druida, se vê nesse livro, incorporadas por Morgana defendendo a religião druida e Guinevere defendendo o cristianismo dos padres. E entre tudo isso, um rei que ama sua irmã ao mesmo tempo que precisa agradar sua esposa.

 De um livro para o outro, a passagem de tempo ocorre, então podemos sentir os personagens envelhecendo e isso me deixava muito na bad , porque parecia que eu estava indo junto, novos personagens vão aparecendo, novas histórias de amor, traição, guerras, lutas , religião com religião tudo vai se desenrolando, enquanto o reinado de Artur vai se consolidando na Bretanha e a lenda vai se formando. Lancelot, Mordred, Merlin são personagens fixos também, Merlin é apenas um titulo que passa assim que o outro morre, então um mais jovem assume o posto. Os dois ultimos livros vão encerrando toda a história e nisso você já está completamente dentro do universo deles e dá muita dor no coração quando acaba. O que eu mais gostei foi como cada um vê sua religião e esse livro me fez respeitar mais a religião alheia. Eu fiquei sem chão quando terminei e foi por esses livros que conheci umas das minhas séries preferidas, Merlin, que até já fiz crítica aqui.

 Não vou falar mais senão spoilers vão rolar, mesmo que a lenda arturiana seja famosa e conhecida,  mas aqui ela é recontada e vale a pena ser lida. Então leiam, e se apaixonem pela lenda arturiana como eu me apaixonei, e esses livros são tão fortes e importantes que várias adaptações são feitas baseadas nela e não na antiga leitura. Esse livro me fez crescer como mulher, me fez me amar mais, e um livro quando te ensina algo você nunca esquece. Espero que tenham gostado. Comentem <3