Resenha: Nosferatu

25/12/2015

É Natal! Portanto hoje resolvi trazer uma resenha mais do que especial para vocês. <3 Ela foi originalmente postada no Cantar em Verso, outro blog que eu colaboro (visitem), e agora deixo ela aqui para vocês. Espero que gostem!

Sendo nada mais nada menos do que filho de Stephen King, é claro que Joe Hill só poderia criar uma obra-prima. Não li muitos livros do Stephen King para comparar um e outro e na verdade essa nem é a intenção, mas o fato é que o cara aprendeu muito bem a fazer um terror/suspense ao longo dos seus livros. Tive a chance de ler os outros livros do Hill e ao iniciar a leitura de Nosferatu cheguei a seguinte conclusão: O inicio dos seus livros são monótonos e muitas vezes da vontade de desistir, porém quando o leitor finalmente começa a se conectar com a história e seus personagens a leitura acaba fluindo de uma forma que fica até difícil tentar explicar. Ao finalizar a leitura é quase certo que o leitor apenas fique refletindo por vários minutos pensando “noooossa!“.


O livro nos da um panorama da vida da protagonista, Vic. Somos apresentados à sua infância e em como ela descobriu seu misterioso dom de encontrar coisas perdidas e viajar para qualquer lugar usando apenas a sua bicicleta. Passamos por sua adolescência (periodo em que sua vida começou a ficar conturbada) até o momento em que ela decide que quer arrumar uma encrenca e sua bicicleta a leva até Manx, o grande vilão da história. Manx é um homem velho de aparência feia, sua descrição bate perfeitamente com o próprio Nosferatu. Ele também possui dons semelhantes ao da Vic, porém ele usa seu carro para atravessar até a Terra do Natal (entendeu agora o motivo de botar essa resenha no natal?). Durante a leitura muitas coisas ficam implícitas sobre o que Manx faz com as crianças que sequestra, e tudo que se sabe é que essas crianças nunca mais foram vistas. Quando Vic encontra Manx ela não é mais uma criança, na realidade ela tem 17 anos, e o velho gosta dos mais novos; Ela consegue fugir dele e também coloca-lo na cadeia, e é por isso que após sair tudo o que ele quer é vingança. Sim, me desculpa. Eu sei que não costumo fazer isso nas minhas resenhas e geralmente não gosto de ler resenhas que são assim, mas o livro é tão grande, tão complexo e cheio de pequenos personagens com suas histórias paralelas que eu senti a necessidade de explicar um pouco do enredo antes de dar continuidade.

- Sr Nosferatu, o que você achou desse livro?
- Me deu até um surucupico de tão bom!
De todos os livros lançados pelo Hill até o momento com certeza esse é o melhor. A forma como ele desenvolveu a história, inserindo personagens ao longo da narrativa que aparentemente não serviria para nada, mas que no final acabaram se conectando com todo o resto, foi de tirar o folego. O livro é cheio de detalhes, muitas vezes desnecessários, que nos dá uma ideia geral do ambiente e dos acontecimentos. Nós não achamos que os detalhes são importantes até, finalmente, perceber o motivo do autor ter colocado eles ali. Em alguns momentos durante a leitura me vi indo contra Vic e a favor de Manx. Me vi desacreditando em sua sanidade e questionando se tudo não era apenas fruto da sua cabeça louquinha. Apesar de Vic ser uma ótima personagem, acho que Manx se tornou meu preferido. Hill soube construir um ótimo vilão e não porque ele é pura maldade, vilões assim são apenas vilões e não atraí ninguém. Ele é um ótimo vilão pois suas cenas deixam o leitor cheio de dúvidas sobre a sua maldade, suas cenas deixam o leitor até com pena em alguns momentos, suas cenas nos fazem rir e até ganha nossa simpatia. Manx é o vilão perfeito pois consegue enganar o leitor da mesma forma que engana as criancinhas.

Acho que vale dizer que Nosferatu não é um livro com final surpreendente de cair o queixo. Ao terminar o livro, por um minuto, achei ele bem nonsense, mas quando pensei em todo o contexto da história ele fez todo o sentido. Nosferatu não é o tipo de livro que te deixa com medo e sim angustiada. É um ótimo livro para sair da zona de conforto, caso não seja fã do gênero. É um ótimo livro para tentar entender um pouco mais de fantasia e loucura. E claro, é um ótimo livro para quem ama o Natal! Afinal, quem é que não gostaria de viver o Natal todos os dias?

Foto: Betina Himori | facebook.com/curtahouseclick
Quotes
Se os olhos eram as janelas da alma, os do Homem da Máscara de Gás proporcionaram a visão de um vazio profundo.
Todo mundo vive em dois mundos, não é? Tem o mundo físico… mas tem também nossos próprios mundos particulares, internos, o mundo de nossos pensamentos. Um mundo que não é feito de coisas, mas de ideias. É tão real quanto o outro, mas fica dentro da gente. É uma paisagem interior.
Isso parecia uma alucinação, mas só até você lembrar que as pessoas viviam transformando o imaginário em real: pegavam uma música que inventavam e gravavam, visualizavam uma casa e a construíam. A fantasia era sempre uma realidade esperando ser ativada, só isso.

Feliz Natal, queridos leitores(as).

Christmas Tag

24/12/2015


Ooooi, gente. Eu tenho cerca de cinquenta minutos para responder essa tag antes de ir tomar banho e pegar o caminho da roça para curtir o Natal em família. Sim, deixei esse post para a ultima hora. Mereço apanhar sim ou claro? HAHHAHA
Bom, fui super indicada pelo Alisson do Re.View para essa tag que ele criou. Espero que gostem, pois achei ela super bacana.

Um filme que tenha natal como tema?
Adoooro demais esse filme. Acho que o único de Natal que eu assisto até hoje se precisar. Não sou muito do clima, para ser bem honesta. E cara, esse filme é mais velho do que eu *tô com a cara igual do Macaulay Culkin agora*

Um livro que tenha natal em sua trama?
Dando uma copiada no Alisson aqui rsrs mas é que esse é o que me vem a cabeça agora. ♥

Uma música de natal?

Cara, há cinco anos essa música não sai da minha playlist de Natal (que não existe, mas enfim kkkkk). Amo o Corey
Qual o presente perfeito para você esse ano?
Eu poderia dizer livros? SIM. Além de livros? Bom, gosto de cds e roupas. Mas tô querendo começar uma coleção de dvds das séries que eu amo (principalmente Lost). Fica a fica!

Põe ou não põe uva passas?
Põe sim. Sabe onde? Isso no mesmo, no seu c# :(

Defina natal com uma palavra!
Comida hAUIHAOuAHAI

Vermelho e Verde
Ambas as cores significam vida, mas o vermelho também se refere ao sangue de Cristo e a criação do homem, o verde se refere a esperança e a criação da natureza.
Um livro que possua as cores vermelho e verde na capa.
No momento foi o único que achei com essas caracteristicas. Faz aanos que li esse livro então não me lembro muito bem da história. Alias, quero ler outros da Marian em 2016. 


Árvore de Natal

A árvore de Natal simboliza a gratidão da humanidade pelo nascimento de Jesus e simboliza a vida, pois é uma das poucas árvores que sempre se mantêm verde, mesmo durante o inverno.
Um livro com um personagem que passa por problemas, mas ainda assim segue em frente e não desiste.
Imp já nasceu com vários problemas, mas por mais que as coisas vão complicando mais e mais ela não desistiu. Nunca.

Papai Noel
O nome de Papai Noel é a forma português do nome holandês St. Nicholas, ele era um homem piedoso conhecido por sua caridade, alegria e generosidade. 
Um livro com um personagem generoso, alegre e caridoso.
Tá, eu sei. Cade não é tãaao alegre assim no começo do livro. Sua depressão quase passou para mim UHAIUOHAUI maas ele é uma pessoa alegre sim, só não estava tão aflorado essa característica quanto as outras. 

Krampus
Krampus é uma criatura mitológica que surge na época do Natal Enquanto o Pai Natal dá presentes para as crianças boas, o Krampus avisa e pune as más crianças. 
Um livro com o melhor pior vilão.
Aqui o vilão não é uma pessoa. O pior vilão é aquele que vive dentro de nós. Imp é esquizofrênica, portanto o vilão está dentro dela mesma e existe uma necessidade de combate-lo dia após dia.


Grinch

Grinch é o protagonista do clássico conto de Dr Seuss, "Como o Grinch Roubou o Natal". Ele é uma criatura verde e mal-humorada que odeia o espírito de Natal e por isso ele decide roubar ospresentes, comidas e decoração dos Quem para que todos fiquem tristes, seu plano dá certo, porém os Quem recuperam o verdadeiro sentido do natal e isso acaba por tocar o Grinch que devolve tudo que roubou e se junta aos Quem para comemorar o Natal. 
Um livro com um personagem que você começou não gostando e no final acabou amando.
Na verdade eu tenho uma baita relação de amor e ódio com Day e June (os dois sim). As vezes lembro do livro e amo eles e as vezes lembro e odeio. Então vai saber uahisoahsuahui

Elfos
Elfos são criatura pequenas, que vivem com o Papai Noel no Polo Norte e são seus ajudante. Elfos de Natal fazem os brinquedos na oficina do Papai Noel e cuidam de suas renas, entre outras tarefas. 
Um livro com um personagem secundário, que tenha ajudado muito para que você tenha amado o livro.
Eu lembro que adorei o irmão da Alicia ♥ mas o problema é que agora eu esqueci o nome dele HAUIOHAAI Mas ainda acho que a Vivi poderia escrever algo dele, viu?! 

Presentes de Natal
Representa o amor de Deus que deu seu filho, Cristo, para que pudesse pagar por nossos pecados. 
Um livro com um personagem que se sacrifica pelos outros (não necessariamente morrendo).
Como não concordar com o Alisson na escolha de Lochan? Mas também poderia ter colocado Day, que faz várias sacrifícios durante os três livros. 

Visco
Os que se beijavam embaixo do visco teriam a promessa de felicidade e sorte no ano vindouro.

Um livro com capa com duas pessoas se beijando.

História super linda e fofa de Ema e Dex ♥ e eu adoro essa capa do filme. Quem viu sabe que essa cena acontece num momento super especial.

Ceia
A ceia de Natal, simboliza o banquete eterno e a união da família.
Um livro que tenha família com ponto central da trama.
Tudo aqui se desenvolveu por causa de família, sendo ela boa ou ruim. 


Boneco de Neve

As crianças se acostumaram a sair nos dias que antecedem o Natal para criar seus próprios bonecos de neve. A tradição popular acabou virando mania e se transformou em peça de decoração de árvores de Nata.
Um livro foi muito divertido de ler. 
Na verdade eu ainda estou lendo esse livro (e não vou levar na viagem, portanto vou demorar para terminar e tô sofrendo uHAOIhuiA) mas ele está muito divertido. É engraçado, tem romance, paranoia, amizade, tristeza... enfim. 

Enfim, foi iiiisso! Deu tempo de fazer nos cinquenta minutos? Fiz em quarenta e cinco. HAHAHAH Oba!
Bom, não vou indicar ninguém, mas sério convido todos vocês a fazerem essa tag. Ela ficou super fofa.

Galera, beijão. Ótimo Natal para vocês. ♥


Presente de Natal da Jenny Han♥

22/12/2015

Olá, galera. Tudo bem com vocês?

Final do ano, semana de Natal, tudo começa a ficar corrido e quase não sobra tempo para o blog. Eu ia ficar em casa mas na ultima hora decidi viajar então não sei o que vai ser do blog nos próximos dias, mas em Janeiro prometo que tudo vai voltar ao normal. Enquanto isso vou deixar esse post super especial para vocês que fiz junto com o Alisson do blog Re.View. Não sei se vocês sabem mas nós dois somos dois apaixonados pelo livro Para Todos os Garotos que Já Amei e na semana passada Jenny Han mandou um e-mail super bacana presenteando os fãs com uma receita especial, trilha sonora e uma surpresa suuuper legal. Convido todos vocês para lerem e se apaixonarem mais um pouco por Lara Jean.

Pessoal, 2015 está quase acabando. Esse ano foi louco, mas também incrível e vocês foram grande parte disso. Agradeço um milhão de vezes pelo apoio de vocês com P.S.: Ainda Amo Você, por irem aos eventos para me ver, por todas as cartas, fanarts e presentes, e principalmente por serem tão adoráveis.
Eu estou trabalhando em um novo projeto (ainda é segredo, mas, espero ter algo para compartilhar com vocês em breve). Enquanto isso o livro P.S.: Ainda Te Amo estará nas livrarias dia 11 de Janeiro. E para todos aqueles que perguntam: Não terá um terceiro livro das irmãs Song, mas aqui está um presente para vocês. ;)





Ingredientes
1/2 xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2 onças de pasta de amêndoa
1/2 xícara de açúcar
1 ovo
1/2 colher de extrato de amêndoa
1/4 colher de sal
1 xícara e 3/4 de xícara de farinha

Instruções
Bata a manteiga com batedeira até ficar clara e macia
Adicione a pasta de amêndoa e bata para incorporar
Mexa o açúcar, o ovo, e o extrato de amêndoa
Misture sal e farinha em uma tigela separada, e em seguida, adicione
Amasse com as mãos e leve à geladeira por pelo menos uma hora
Asse em forno a 180 graus por cerca de 10 minutos


Aqui está uma pequena espiada em meu processo de escrita. Eu nunca escrevo em ordem. As vezes inicio cenas pela metade e depois descubro o restante. As vezes eu apenas escrevo uma frase e passo para a próxima cena que eu gostaria de escrever (novamente, eu não sigo uma ordem). Pensem que é como fazer algodão doce, eu giro o palito e os fios de açúcar ficam mais espesso e mais espesso até crescer. E quando ele cresce, se torna um algodão doce e não apenas açúcar e assim você tem algo para trabalhar. Quando eu já tenho um quantidade de cenas, eu começo a encaixa-las e ver onde tem buracos na trama.

Eu encontrei essa cena numa pasta com titulo SEXO. Mas não fiquem muito excitados, pois, não há nenhuma cena da sexo. A cena fala apenas sobre os sentimentos de Lara Jean sobre sexo. Eu acho que eu poderia ter aproveitado algumas partas em P.S.: Ainda Amo Você, mas acabei não usando a maior parte, o que é triste, pois, eu realmente gosto das duas últimas linhas.

Se eu fosse a namorada de Peter, em algum momento nós teríamos que fazer sexo. Ele esperaria por isso, pois é isso que os casais fazem. Ele e Genevieve  faziam sexo o tempo todo.  Não da para sair de "sexo o tempo todo" para "apenas beijando". Peter não entenderia o pacto que fiz com minha irmã, ou eu não estar pronta. Ou  apenas estar com medo. O que os garotos sabem sobre sentir medo? Eles nunca temem levantar a mão na classe, até mesmo quando não sabem a resposta. Eu não vou transar enquanto estiver com medo. Eu não vou.
Peter pode não entenderia isso. Mas eu sei quem entenderia: Josh. Ele nunca pressionou Margot em nada, ele esperou pacientemente todo esse tempo.


Para Seu Conhecimento: Eu não tenho ideia do que isso deveria ser.

— Você não estava? — Eu senti um alivio — Bom. Eu estava com tanto medo.
— De mim? — Peter olhou chocado — Porque?
É difícil explicar. Minha voz saiu como um sussurro porque as lágrimas estão começando a subir pela minha garganta. — Porque eu não estou... pronta para isso. Eu não estou acostumada com nada disso e...
— Você quer dizer sexo?
Eu concordei
— Lara Jean, eu não me importo com isso! — Ele se afastou de mim e passou as mãos no cabelo. — Garotos não... gostam ou esperam apenas sexo. Só porque Gen e eu fizemos não significa que nós devemos fazer.
— Mas você não está desapontado?
— Bom, sim. Mas eu ainda quero sair com você. Sexo não é o mais importante. Eu gosto de você.

Eu quero dizer que também gosto dele. Estou prestes a dizer, mas acabei esperando alguns segundos e agora parece que é tarde demais. Peter volta a falar. — Eu odeio que você tenha medo de mim.
— Eu não tenho medo de você. Eu tenho medo de... Do que eu sinto por você.
— Eu nunca te pressionaria por nada. Você me conhece, Lara Jean. Certo? Você sabe que eu não sou assim. — Ele me olha como se fosse muito importante que eu concordasse.
Ele não é assim. Eu sei que não. Ele me provou de milhares de formas diferentes que ele não é assim.
Eu finalmente encontro minha voz: — Eu sei que você não é assim. Eu sei que você é um cara legal. Eu sempre soube disso.
— Porque eu era parceiro de laboratório com Jeffrey Suttleman na sétima série?
— Também. — Eu sentei mais próxima a ele. — E quando você pegou Kitty e eu com a van da sua mãe, mesmo que você ame dirigir seu carro. E a maneira
como você me trata.
Com voz baixa ele diz: — Como... como eu trato você?
— Com carinho.

Em um projeto mais antigo, Peter e Lara Jean haviam rompido amigavelmente assim como eles haviam planejado. Porém ele logo percebe que ele estava gostando dela, ela ri, porque tem medo do quanto gosta dele. Na versão final, Lara Jean cria coragem e eles voltam, com direito a um banho de ofurô, mas vocês já sabem disso.

Peter sorri para mim quando o vejo na entrada, como se fossemos velhos amigos, o que nós somos. Eu também sorrio, através do meu coração partido. Eu fico dizendo para mim mesma que mereço isso, porque eu fiz isso. Peter me deu uma chance e eu não aproveite. E agora ele percebeu que era um erro, tudo foi um erro e isso também é minha culpa. Se eu tivesse sido mais corajosa, se eu tivesse gostado menos dele, talvez nós poderíamos ter continuado e até transformado isso em algo real.
Relembrando agora, eu vejo o quão decente ele é. Saindo comigo e Kitty com a van da mãe dele quando todos sabem o quanto ele ama seu carro. Saindo com meu pai quando ninguém nunca quer sair com o pai de alguém. Essas não são coisas que você simplesmente faz. Você deve gostar da pessoa, ao menos um pouco, para fazer todo esse esforço. Eu acho, não é? Ele devia ter gostado de mim de verdade, ao menos um pouco. Mas não mais, mas apenas por um momento, ele deve ter gostado.





Clique na imagem para ser redirecionado
P.S.: Eu adaptei o e-mail para a versão "Brasil" então houveram algumas modificações básicas como títulos e lançamentos de livros;
Tradução: Alisson e Silviane.

Feliz Natal

Resenha: Ilha do Medo

18/12/2015

Primeiro de tudo: Que livro é esse? Tô até agora com vontade de pegar e começar a ler tudo de novo. Assim que terminei a leitura assisti ao filme, que tem o querido Léo DiCaprio no elenco e conclui que a adaptação é incrível. Obrigada, Scorsese.

Bom, Ilha do Medo trata a história de dois xerifes que são enviados para uma ilha para investigar o desaparecimento de uma paciente do hospital psiquiátrico de segurança máxima; que para nós pode ser chamado simplesmente de prisão. As condições em que a paciente fugiu são extremamente suspeitas e ao tentar realizar a investigação os policiais são impedidos pela equipe do hospital de analisar relatórios, fichas de pacientes e médicos e por muitas vezes são desacreditados. Teddy, um dos xerifes e o personagem principal da história, tem um histórico de vida bem... complicado. É herói de guerra e perdeu sua esposa em um incêndio, causado propositalmente por um incendiário - que mais tarde Teddy revela saber que se encontra preso na ilha. Chuck é seu parceiro e pouco é revelado sobre ele, apenas que se transferiu de Seattle por conta do seu envolvimento com uma moça oriental. Teddy é um personagem bem construído, que facilmente o leitor se apaga podendo ama-lo ou odiá-lo, dependendo da opinião de cada um. Eu ainda não cheguei a minha própria conclusão, pois por diversos momentos eu o amei, e então passei a odiá-lo, senti pena e sofri com ele. 

Foi o primeiro livro do Dennis que eu li e não vejo a hora de ler outros, já pude perceber que o autor adora criar um mistério para chegar no final e nos surpreender. Sim, Ilha do Medo é aquele tipo de livro que qualquer informação à mais pode estragar a surpresa do final, que no minimo deixa o leitor pensando "que m!@#$ foi essa?" (no sentido de "que fod@"). Dennis não deixou pontas soltas, ou duvidas sobre a veracidade dos fatos revelados.

Aos mais medrosos podem ficar tranquilos, apesar do nome o livro não tem nada de assustador ou terror. Antes o título era Paciente 67 e sofreu alteração por conta do filme. Pessoalmente acredito que Paciente 67 combina mais com o enredo do livro, já que em determinado ponto eles procuram pelo paciente 67 da ilha, que todos dizem não existir.

Foto: Silviane Casemiro | Estilhaçando Livros

Resenha: Prodigy

16/12/2015

Essa resenha é livre de spoilers 

Geralmente o segundo livro de uma trilogia é sempre o mais chato de todos e acaba recebendo muito mais criticas negativas. Isso não acontece com Prodigy. Este livro tem um ritmo muito mais intenso do que o primeiro e a expectativa pelos próximos acontecimentos aumentam a cada capítulo e ao contrário do meu comentário na resenha de Legend neste volume os personagens acabaram passando por coisas que os fizeram amadurecer de uma maneira diferente.

Foto: Silviane Casemiro | Estilhaçando Livros

June não está mais na República e tem que lidar com a dificuldade que é aceitar sua nova condição de vida. Por mais que tenha escolhido trair sua nação ainda lhe dói muito estar do lado oposto, mesmo que em alguns momentos ela não se dê conta disso realmente. Muito me agradou alguns momentos em que ela se questiona sobre sua lealdade e fica em dúvidas. Achei que a escolha da autora de conduzir a personagem dessa forma foi excelente para dar mais credibilidade a história, pois ficaria muito difícil aceitar que a personagem mudou de lado tão rápido. Day também estará em um processo de mudança sobre o seu lado da história. Ele nunca foi a favor da República e tão pouco dos Patriotas e agora teve que escolher trabalhar a favor de um deles para poder ter seu irmão de volta. Ele sabe muito bem o que quer e o que não quer, porém ao longo da história, devido há alguns acontecimentos, ele vai analisando um outro lado que nunca antes considerou e gera alguns momentos bons e ruins na história. 

O romance nesse segundo livro permanece em segundo plano. Por mais que os sentimentos dos personagens um pelo outro seja mais evidente em seus pensamentos isso pouco se reflete em suas atitudes. Por um lado isso torna a leitura agradável, mas confesso que senti um pouco de falta disso mesmo que eu não goste de vê-los juntos (pois é, não acho que eles sejam um casal tão legal para shippar). Um outro personagem foi inerido na trama e com ele surge um pseudo triângulo amoroso. Eu digo dessa forma pois não acredito muito que a presença dele irá causar grande mudança nos sentimentos de June, mas confesso que shippei muito mais ela com Anden do que com o próprio Day. 
Quando chegar a hora de um novo Primeiro Eleitor, o país deve lembrar às pessoas que se concentrem no aspecto positivo. O luto gera fraqueza e caos. Seguir em frente é a única maneira.

Infelizmente neste livro Thomas me decepcionou muito mais do que no primeiro, mas ainda assim eu gosto bastante dele. Por mais que tentei odia-lo pelas coisas que ele fez eu ainda tenho uma admiração por este personagem. Achei bem legal a autora criar alguém tão fiel e leal a República a ponto de se deixar cegar, a ponto de deixar a sua própria vida de lado e uma chance de ser feliz, sabe? Alguém tão fiel as suas leis que foi capaz de abdicar ao amor por isso. Não é o ideal, eu sei, mas é admirável. 

Ainda bato na mesmo tecla sobre o problema que eu tive com a idade dos personagens. Neste segundo volume eu fiquei inconformada com uma atitude da Tess e por mais que hoje em dia temos garotas de 13 anos namorando, saindo por ai e bebendo, ou até mesmo engravidando eu não aceito muito bem esses tipos de atitudes em alguém dessa idade. Eu não consigo imaginar os personagens dessa história sendo tão jovens. Pior que eu estou habituada a ler livros onde eles são tão novos, mas em Legend isso me incomodou demais. 

Neste livro temos muito mais combate politico e várias explicações para conceitos e atitudes referentes a República. Uma coisa que me chamou bastante a atenção é a forma como a República se assemelha muito com a Coreia do Norte. Eu não havia percebido essa semelhança anteriormente, mas conforme eles comentam sobre não existir noticias sobre o resto do mundo, e que o governo faz várias propagandas de si mesmo, dentre outras coisas eu acabei notando as semelhanças. Não sei se foi intencional ou não, mas me deixou pensando em algo como: Nós gostamos de ler distopias e sempre vemos ela como sendo algo exclusivamente do nosso futuro, mas será que ela não está acontecendo - de certa forma - agora? Pode até não ser no nosso país, mas em outro... Enfim, continuo adorando os livros. Atualmente estou lendo Champion e sofrendo bastante com o que esta acontecendo, então é por essas e outras que eu coloquei  ao lado da minha avaliação. Continua com 4 estrelas pois tem uns porém que ainda equivalem ao que eu disse sobre o primeiro livro e outras coisas que não citei pois acaba sendo um spoiler. Além, tem outras coisas que eu gostaria de comentar, mas como entram em spoiler eu acabei deixando de lado.

+ Quotes
A ironia da história toda me da vontade de rir. Day é um soldado da República a bordo do RS Dynasty, e eu sou a prisioneira mais valiosa da República. Trocamos de lugar.
─ Eu não sou uma marionete. Mas se eu ficar sozinho, se for o único que restar, não vou poder mudar nada. Se permanecer sozinho, serei mesmo igual a meu pai.
Mesmo depois de trair a República, pessoas da elite como June conseguem tudo sem nenhum esforço, enquanto pessoas como eu sofrem. 
Mas só agora faço a distinção: desprezo as leis da República, mas amo a República. Amo o povo. Não estou fazendo o que estou fazendo pelo Primeiro Eleitor; estou fazendo por eles. 

Melhores do Ano

14/12/2015



Olá Leitores!

Os blogs Livroterapias, Por Uma Boa Leitura, Literalizando Sonhos, Equalize da Leitura, Milkshake de Palavras, Pausa Para um Livro, La Garota, Livros & Tal e Estilhaçando Livros se uniram num projeto super legal e inovador para junto com os nossos leitores elegermos o Melhores Livros do Ano de 2015.

Vamos conferir?
O que é o Troféu Melhores Livros do Ano - 2015

Nós blogueiros, criamos uma lista de categorias, divididas por gêneros, e os três mais votados formaram os finalistas que estão concorrendo ao Troféu Melhor Livro do Ano de 2015. Agora você leitor poderá votar em 19 Categorias e ajudar a eleger seu livro favorito como O Melhor de 2015!


Para participar, basta responder o formulário abaixo! Garantimos que é rapidinho e em menos de dois minutos você está contribuindo para o Troféu Melhores Livros do Ano - 2015.

O período de votações começa hoje e vai até dia 25/12.
O Resultado Final sairá no dia 30/12!

Poderíamos dizer quais livros estão concorrendo, mas vamos deixá-los na curiosidade só para vocês responderem o formulário =)



Ah, no final teremos um sorteio! Todos que participaram e deixarem o e-mail ao fim do formulário estarão concorrendo!

Respondam! Divulguem para os seus amigos! Ajude-nos a eleger os melhores livros do ano!
Abraços.

Conheça a obra: Gênesis | Bernard Beckett

11/12/2015

Hoje eu vou falar um pouco para vocês sobre esse livro que provavelmente você já viu em algum lugar e não lembra; Ou que provavelmente nunca deu muita moral. Inicialmente seria um post de resenha, mas ao reler o texto eu vi que fiz mais um resumo do livro do que uma avaliação, então deixei o post como "Conheça a obra", para vocês saberem um pouco mais do que se trata. O texto não contém spoilers do livro.

Gênesis é um livro narrado em terceira pessoa e inicialmente nos deparamos com Anax, uma garota que vai fazer um teste para entrar na Acadêmia (o verdadeiro conceito da Academia só nos é informado no final do livro, portando maiores detalhes seria um graaande spoiler). A narrativa é um grande dialogo entre Anax e seu Examinador (são três examinadores mas apenas um fala diretamente com a personagem). O tema do exame é “A vida e a época de Adam Forde” (2058-2077), escolhido pela própria Anax de acordo com sua especialidade.

Durante o teste descobrimos que Adam nasceu em uma sociedade chamada República de Platão, construída em uma ilha depois das Guerras que tomaram o mundo. Para estabelecer a ordem essa nova sociedade foi dividida em classes baseadas em seus genomas, que são elas: trabalhadores, soldados, técnicos e filósofos. As crianças eram separadas dos pais imediatamente após nascimento e ao término do primeiro ano de vida testes eram realizados para definir em qual classe deveria pertencer. A possibilidade de mudar de classe era uma realidade, porém a classe dos filósofos era reservada para alguns privilegiados e Adam era uma deles, mas infelizmente nem tudo são flores e após quebrar uma das regras da República Adam foi rebaixado para soldado.

Em sua adolescência Adam quebrava varias regras da República, sempre demonstrando não ser facilmente manipulado como os outros. Adam não acreditava na segurança que a Republica dizia dar aos seus habitantes e não aceitava a possibilidade do restante do mundo ser um lugar doente e inabitável. Então Adam teve a sua última chance de quebrar as regras: Salvar uma refugiada do mundo; mudando assim todo o curso da humanidade. Após quebrar essa última regra Adam é julgado e uma grande indicativa que ele seria condenado a morte pairava sobre a população, porém um filosofo que estava trabalhando em um androide querendo uma máquina que pudesse pensar por conta própria deu a ideia de Adam cumprir sua pena servindo como uma fonte de estudo para ele. Art (o nome do androide) teve sempre como companhia seu criador Willian, e este passou a acreditar que o desenvolvimento de Art estava precário por conviver somente com uma única pessoa, sem interações e pensamentos diferentes.
Foto: Silviane Casemiro | Estilhaçando Livros
Durante as interações entre Adam e Art temos criticas e reflexões sobre o que é ser humano, pensante por natureza, e o que é ser um androide programado para pensar que desenvolve ideias por conta própria. O relacionamento entre Adam e Art não é, nem de perto, amigável. Art, apesar de ser apenas um androide, se mostra capaz de sentir tristeza, de agir com irônia e sarcasmo, provocar e até mesmo propensão à maldade. Art defende com unhas e dentes a sua espécie e questiona sobre a longevidade do ser humano. É crucial para a história o desenrolar entre o relacionamento entre Adam e Art, o quanto um influencia o outro até chegarmos ao final que foi simplesmente surpreendente.

O livro curtinho, curtinho, mas em alguns momentos o dialogo entre Anax e seu Examinador são bem chatinhos, mas isso é mais no começo do livro quando ela explica sobre o rumo que a humanidade tomou até chegar a Republica de Platão, já que o autor optou por explicar detalhadamente sobre a Guerra, as ideias de Platão e a história do Adam. Mesmo sendo um livro pequeno não acredito que tenha ficado lacunas a serem preenchidas.

Minhas passagens favoritas
Eu não sou uma máquina. O que uma máquina pode saber sobre o aroma da relva molhada de manhã ou sobre o som de um bebe que chora? Eu sou a sensação do calor do sol sobre a minha pele; sou a sensação da onda fria que se quebra de encontro ao meu corpo. Sou os lugares que nunca vi, mas que posso imaginar quando meus olhos estão fechados. Sou o sabor do hálito de outra pessoa e a cor dos cabelos dela.
Você zomba da pouca duração da minha vida, mas é o próprio medo de morrer que instila vida dentro de mim. Eu sou o pensador que pensa sobre o pensamento. Eu sou a curiosidade, sou a razão, sou o amor e o ódio. Sou a indiferença. Sou o filho de um pai, que por sua vez foi filho de outro pai. Sou o motivo do riso de minha mãe e a razão do seu pranto. Sou uma maravilha e sou capaz de maravilhar. Sim, o mundo pode ir apertando os botões à medida que passa através de seus circuitos. Mas o mundo não passa através de mim, ele vive em mim. Eu estou nele e ele esta em mim. Eu sou o meio pelo qual o universo teve consciência de si próprio. Sou aquela coisa que nenhuma maquina será capaz de fabricar. Eu sou feito disso: significado.
Vocês pensam que são o último estagio dessa evolução, mas é para isso que o pensamento serve muito bem: para iludir o pensador.
A surpresa é o rosto público de uma mente que estava fechada.

Resenha: Legend

09/12/2015

Demorei mas finalmente li Legend. Culpa da minha amiga Niw, que por indicação minha leu a trilogia e ficou me falando sobre ela todos os dias. Praticamente fui obrigada e só reclamo por estar sofrendo com os acontecimentos. Eu era feliz e não sabia. :P

A sinopse de Legend não mente: A trilogia realmente esta conquistando os fãs de obras como Jogos Vorazes e Divergente (dentre muitas outras distopias, que no caso não são da Rocco e por isso não são citadas). Muitos leitores dizem que a qualidade de Legend chega até a ser superior que as já citadas distopias e apesar de eu estar gostando bastante acho que tenho algumas ressalvas. Eu sei! Eu sempre sou a chata e do contra; Mas a verdade é que para mim até o momento Legend me deu nada tão inovador assim. Mas de qualquer forma vou priorizar o que eu sempre priorizo: Os personagens.

June é uma garota rica que por motivos que eu ainda desconfio se tornou uma prodígio da República (sei lá, algo me diz que ai tem coisa). Aos 10 anos de idade eles tem que fazer uma prova para estabelecer o seu futuro, podendo ter oportunidade de continuar com os estudos ou tendo que se tornar apenas mais um trabalhador e continuar pobre. June foi a única criança que conseguiu a pontuação máxima e além de garantir seu futuro antes dos 15 anos já estava terminando a universidade. Esse foi um detalhe que tem me irritado muito na história. Nada contra esse sistema que as sociedades distopias criam para manter o controle populacional, estabelecer carreiras, e o que quer que seja que vemos nas obras do gênero. O problema sempre foi a idade dos personagens, que tão jovens acabam passando por tantas coisas. Pior ainda quando tudo inicia ainda na infância. Por conta disso ela cresceu uma garota super inteligente e com uma maturidade fora do comum para alguém de sua idade. Eu gostei bastante dela, pelo menos nesse primeiro volume, pois seus objetivos estão sempre em primeiro lugar. Achar o assassino do seu irmão, prender o assassino do seu irmão, descobrir os segredos que a República esconde, e por aí vai. Quando ela coloca algo na cabeça pouca coisa consegue distrai-la e nem mesmo seu interesse amoroso se torna algo chato. O único adendo é que ela fica toda hora se lamentando pela morte do irmão. Tá, tá... Claro que é compreensível esse sentimento por parte dela, mas mesmo assim não deixa de ser incômodo. 

Day já é um garoto pobre que foi reprovado na prova e depois de um tempo dado como morto. Ele sempre fica próximo a casa de sua família para ter certeza de que todos os estão bem e por ser um tipo de Robin Hood é uma das pessoas mais procurada pela República. Mais uma vez vou deixar claro que a idade dos personagens me incomodou bastante e isso é muito mais forte quando se trata de Day. Com 10 anos ele fez a prova e foi reprovado; no mesmo dia da prova a República levou ele e outros garotos(as) para o que eles chamam de Campos de Trabalho e em determino momento ele é dado como morto, faz suas traquinagens contra a República (mas sem se aliar aos Patriotas) e acaba sendo um dos mais procurados. Isso tudo no período entre 10 e 15 anos. Desculpa, gente, mas eu compraria muito mais a história se ele tivesse, pelo menos, uns 20 anos. Essa maturidade dos personagens é tão grande, mas tão grande, que sobra pouco espaço para amadurecimentos que seriam comuns na idade deles e para o desenvolvimento da obra. 
Se você quiser se rebelar contra o sistema, faça-o de dentro dele. Isso é muito mais forte do que se rebelar estando fora do sistema.

E eu não poderia nunca nessa vida deixar de fora dessa resenha Thomas. Bom, ele não é um super personagem, que mereça muito destaque até o momento pois ele só me trouxe tristeza. Mas sabe quando você gosta de um personagem de cara e nem todas as maldades que ele faça irá te fazer odia-lo? Pois bem, é assim que eu me sinto em relação a ele. Mesmo ele estando do lado da República eu admiro a sua lealdade com o que ele acredita, sério... Essas coisas devem ser admiradas. Provavelmente ele esta cego, mas quem sabe nos próximos volumes ele não abra seus olhos? Eu vou ficar esperando ansiosamente por coisas boas dele.

Gostei muito da narrativa do livro e não ficar o tempo inteiro na cabeça de June me deixou mais aliviada. Gosto de ler uma história em primeira pessoa em que o autor nos da a visão de dois ou mais personagens. Como eu disse no inicio alguns elementos são comuns com outros livros, um exemplo disso que foi bem forte para mim foi a forma como Day acabou se tornando um simbolo de algumas revoltas, com o povo imitando até certo detalhe do cabelo dele (um presente da República). As pragas também não é algo novo e com base em outro livro que li eu até tento chegar a uma conclusão da trilogia antes de termina-la. Algumas coisas são previsíveis no meio do caminho mas o bom é que ainda da para se surpreender (e sofrer) no final. A avaliação final ficou com 4/5 estrelas e o  de favorito, pois independente da avaliação e das ressalvas eu adorei e espero continuar gostando até o final da trilogia.

@kzmirobooks

O que eu achei de Jessica Jones

07/12/2015

É inegável que eu não sou lá uma pessoa muito fã de HQs, por mais que poucas vezes eu tentei ler só consegui mesmo me prender à umas 90 edições de The Walking Dead. Mas o que eu não escondo é o fato de ser uma grande fã de adaptações e é muito mais gostoso, as vezes, assistir uma adaptação sem conhecer aquilo que a inspirou. Foi assim sempre que eu assisti filmes de adaptações da DC ou da Marvel e claro que não seria diferente com essas séries da Marvel que estão indo para a Netflix. Mesmo sem falar por aqui eu assisti Demolidor e adorei, toda aquele ar de mistério e seriedade que a série carrega me pegou desde o primeiro episódio e não consegui largar. Com Jessica Jones foi um pouco diferente. Por algum motivo que eu ainda não sei não vou muito lá com a cara de Krysten Ritter e por isso não estava muito animada em começar a assistir a série; mas com mais duas (ou três?) séries da Marvel indo para a Netflix eu sinto que poderia acabar perdendo algumas coisas caso não acompanhasse essa também e foi isso que eu fiz. Claro que foi uma excelente decisão.

Jessica Jones é uma série bem mais tranquila do que Demolidor. Enquanto uma série busca atrair o publico através de suas cenas de ação e lutas aqui o foco fica com aquele terror (não sei qual palavra usar então vai essa mesma) psicológico em cima do seu expectador. Acredito que algumas coisas ali são muito mais fortes para as mulheres do que para os homens, justamente por essa coisa de se colocar no lugar da personagem e entender o que ela passou. Sem querer colocar aqui outros assuntos em debate até porque esse não é o meu foco. Entretanto os momentos mais marcantes da série, para mim, foram aqueles em que Jessica desafiou Kilgrave de alguma forma, ou vice-versa. A interação dos dois personagens me deixou curiosa por mais... E sinceramente acho uma pena que tenha durado tão pouco os momentos deles juntos. 

Kilgrave é um vilão que cumpre o seu papel e não digo o seu papel de vilão mas sim de controlar as pessoas. Sinceramente, após ver alguns comentários de pessoas por aí que diziam torcer por ele eu realmente acho que ele conseguiu esse feito. O negócio é que ele acaba por convencer (ou tentar) o expectador de que ele não é tão mau quanto parece, de que a culpa por seus atos não é apenas dele e sim de coisas que aconteceram em seu passado e que ele pode ser capaz de fazer o bem, se assim desejar (ele não deseja). Acho que para mim ele se tornou um dos melhores vilões que já conhecia. Ou provavelmente o melhor. A curiosidade de ler as HQs até surgiu somente para poder conhece-lo mais. Já Jessica o que mais gostei nessa personagem é na maneira como ela demonstra sua humanidade, entende? Por mais que ela queira se mostrar a durona, a fortona ela não é tudo isso e em alguns momentos acaba desabando seja em ódio ou em lágrimas. Com certeza o ponto alto foi quando ela encara Kilgrave e lhe diz umas boas verdades no oitavo episódio; assim como quando ele também diz à ela algumas coisas que a deixam pensativa e a fazem tomar uma grande decisão. E bom, já emendo aqui dizendo que o oitavo e nono episódio são os melhores da série, o ponto alto. Depois deles eu achei que a coisa ficaria muito mais louca mas ai ela deu uma amornada novamente.


Bom, eu gostei muito da série mesmo achando ela bem morninha e sentindo falta de mais interações da Jessica com Kilgrave. Gostaria de ver mais a parte fdp dele com ela, e não com outras pessoas, sabem? Mas a menina já é perturbada demais, já sofreu demais nas mãos dele então entendo essa parte e fiquei feliz com o que teve. De todo o mais e os outros personagens não tive nenhuma grande surpresa e também não fiquei com muitas expectativas, com exceção de Trish (a melhor amiga de Jessica) que aaba se destacando muito mais do que a própria heroina em alguns aspectos. Não sei vocês, mas eu não vi um gancho relevante para a próxima temporada e estou me perguntando o que eles vão fazer. Mas enfim, é esperar.

Lidos & Assistidos [+ recebidos] - Novembro

04/12/2015

Eu pensei seriamente em não fazer esse post neste mês, já que Novembro foi suuuuper fraco de leituras e coisas que assisti. Mas tudo bem, aqui estou eu e ainda trouxe um plus: vou mostrar tudo o que recebi. Porque blogueiro sem ostentar em post não é blogueiro, né? Então vamos lá!

Lidos

Contos & livros (clique na foto para ler a resenha, caso disponível)


Assistidos

(clique na foto para saber mais sobre o filme/documentário ou a série)

Em andamento

Recebidos



Bom, não vou postar foto de livro por livro pois vou deixar para falar de cada um nas resenhas. Mas explicando a pilha toda:
  • Reboot: Ganhei uma promoção no blog My Book Lit;
  • O Planeta dos Macacos e Laranja Mecânica: Comprei uma promoção na Americanas.com umas duas semanas antes da black friday;
  • Espelho dos Olhos: Cortesia do blog em parceria com o autor Nicolas Catalano;
  • Métrica: Troca feita com a Rudy do blog Alegria de Viver e Amar o que é Bom;
  • A Ilha dos Dissidentes: Cortesia da Gutenberg em parceria com o Cantar em Verso;
  • Todos os Nossos Ontens, A Desconhecida, Esperando por Doggo e O Bangalô: Cortesia da editora Novo Conceito em parceria com o Cantar em Verso;
  • Irmandade de Copra: Cortesia da editora Arwen em parceria com o Cantar em Verso;
  • Sonhei que Amava Você: Cortesia da editora Valentina em parceria com o Cantar em Verso.
Ufa! Novembro foi pura felicidade com tantos livros e em Dezembro ainda vai chegar as compras da black friday <3. Tudo que eu não comprei nesse ano consegui compensar agora. :P

Enfim, até o próximo!
Beeeijos.