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Resenha: Me leve com você

15/08/2022


Olá, leitoras. Como vocês estão?

Hoje a resenha é desse neném lançado pela Seguinte no Brasil: Me Leve com Você, escrito por David Levithan e Jennifer Niven. Eu já conhecia o David através do livro Todo Dia, e ainda que não seja um livro que eu tenha amado achei o autor muito bom em contar uma boa história. Já a autora Jennifer Niven foi a primeira vez que li algo dela e, ainda que eu não consegui perceber quem escreveu o que neste livro, eu posso dizer que gostei da autora também. Acredito que não seja fácil escrever um livro com dois grandes autores, mas parece que a sincronização deles foi muito boa nesta obra e fizeram aqui uma história incrivel, triste e emocionante.

O livro é narrado através de e-mails entre Bea, uma menina de 18 anos que acabou de fugir de casa, e seu irmão Ezra de 16 anos que ficou para trás em um lar disfuncional. Ezra quer saber o que levou sua irmã a fugir (apesar de ser obvio só pela característica do tipo de lar que eles moram) e Bea quer manter contato com a única pessoa do mundo que ela ama.

Querida Bea,
Eu não estou com raiva de você. Eu não te culpo. Mas acho que você me deve uma explicação.

Bea tem um espirito livre, mesmo que em muitos momentos ela não perceba isso em sua personalidade. Ela precisa sentir que é amada, já que por anos sua mãe a tratou como um nada e apenas a subestimou em relação aos seus gostos, seu desempenho escolar, enfim, tudo o que se possa imaginar. Essa mulher ficou tão focada em seu casamento com um novo homem que abandonou os próprios filhos dentro de casa, fechando os olhos para os abusos verbais e agressões. Com Ezra não foi diferente, mas ao contrário de sua irmã ele é mais reservado e sofre tudo calado, sem ao menos compartilhar com seu namorado o acontece em casa.

Gostei muito dos dois personagens, pois mesmo sendo irmãos e tão próximos eles são bem diferentes e tem seus próprios motivos para fazer as coisas. Bea realmente precisava fugir, ainda que tenha sido egoísta deixar seu irmão sem saber de nada, ela precisava dessa jornada de autoconhecimento para entender que como sua mãe e se padrasto tratam os dois não tem nada a ver com eles e sim com algo muito errado em dois adultos. Foi importante para ela conhecer por acaso um velho italiano que mal trocava duas palavras com ela, mas que em certo momento simplesmente olha para ela e diz que se preocupa com ela e, pela primeira vez, ela se sente amada, ela sente que alguém se preocupa com ela mesmo que aquele homem não seja de sua família. 

As coisas com Ezra aconteceram diferente, pois enquanto sua irmã estava longe de tudo ele ficou para sentir a fúria e indiferença de seu padrasto e sua mãe, respectivamente. Mais do que isso ele precisou chegar em um ponto de ter que lutar por si, tomar decisões que um menino de sua idade não deve tomar. Claro que isso foi bom para seu amadurecimento, principalmente quando ele confronta sua mãe, mas é triste que adolescentes tenham que fazer isso quando deveriam estar aproveitando a idade só para sair com os amigos, estudar e dar umas beijocas por aí.

(...) a gente só descobre o quanto o fundo do poço é fundo quando já está se afogando.

Não estava com tanta expectativa em relação a esse livro, mas acabei me surpreendendo positivamente. Bea acabou conquistando meu coração e eu acabei sofrendo com ela ao ver toda a sua esperança indo por água a baixo sempre que algo que ela criava grande expectativa (que foi um dos motivos de sua fuga) dava errado e algumas verdades eram jogadas em sua cara de forma ruim. Mas é tão lindo ver que os dois irmãos se entendem, sofrem juntos e consegue superar as adversidades ao longo da história.


Título: Me leve com você (Take me with you when you go)
Autores: David Levithan & Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Tradução: Alessandra Estreche
Ano: 2022
Compre aqui: amzn.to/3PqUinK
Sinopse: Beatriz e Ezra são irmãos e o principal apoio um do outro. Desde que a mãe deles se casou novamente, a vida dos dois ficou bem mais complicada. Mas Bea sempre fez questão de ocupar o posto de encrenqueira da casa e dar tudo de si para proteger Ez dos adultos. Até agora.
Quando Bea vai embora sem avisar ninguém, a situação do garoto muda complemente – ainda mais dentro de casa. Dividido entre a saudade, a raiva e a preocupação, Ez agora só pode contar com a irmã à distância, já que tudo que ela deixou para trás foi um endereço de e-mail secreto para se corresponder com ele.
Enquanto Bea vai em busca de segredos do passado na esperança de mudar seu futuro e Ez tenta encontrar seu lugar no mundo sem a irmã, os dois vão precisar aprender a confiar em si mesmos até poderem se reencontrar.

Resenha: Talvez Agora

12/08/2022


Oi, leitoras. Como vocês estão?

Na última segunda eu postei a resenha de Maybe Not e, quem leu, já sabe que eu não gostei do livro, né? Mas logo após finalizar essa bomba eu já fui direto para Talvez Agora para não perder o ritmo, mas fui com um medo. Primeiro que, particularmente, não vejo necessidade em sequencias como essa. O casal já tinha se resolvido no fim de Talvez um Dia, tava tudo bonito e as mil maravilhas, mas a desculpa da Colleen Hoover para essa sequencia foi de que sentiu a necessidade de dar um fim digno para a história de Maggie (a ex-namorada de Ridge, que ele traíu com Sydney), mas a pergunta que eu me faço é: Porque não escreveu o livro inteiro sob o ponto de vista de Maggie?

Recapitulando, Maggie descobriu que Ridge estava apaixonado por Sydney e que eles haviam se beijado da pior forma possível (através das mensagens que eles trocavam) e decidiu terminar com ele. Mas Maggie tem fibrose cística, vive doente, internada e precisa de cuidados, porém não tem mais família próxima e as únicas pessoas com quem ela conviveu por anos foram Ridge e Warren. A situação fica um pouco estranha depois que Sydney e Ridge começam a namorada e então Maggie acha que precisa evita-los, mas ao longo das páginas percebemos o quanto ela está ressentida. Ela não sente que perdeu o namorado, mas o seu melhor amigo. A pessoa com quem ela podia contar em todos os momentos, inclusive os piores.

Eu gosto quando o livro tem o pov de Maggie. Acho ela divertida e mesmo que esteja pessimista com sua condição de saúde ela ainda faz com que a nossa leitura seja bacana. Como sabe que vai morrer em breve ela decide fazer algumas coisas de sua "lista de coisas para fazer antes de morrer" e uma delas é saltar de paraquedas. No fatídico dia ela conhece Jake, seu instrutor, viciado em adrenalina, médico e por quem acaba se relacionamento brevemente. Talvez justamente por ser médico entende bem as limitações dela, sua expectativa de vida, mas por ser um viciado em adrenalina ele não consegue entender o porque de ela não querer aproveitar a vida agora.

Adoro como me sinto quando estou perto dela. Cheio de adrenalina, como se estivesse no meio de um salto de paraquedas noturno. Mas, apesar de eu estar cheio de adrenalina e tocando no cabeça dela, de ela ter sorrido quando entrei, vejo nos seus olhos que meu paraquedas está prestes a falhar e que vou despencar sozinho sem nada para amortecer a queda horrível.

O que não gostei foi o livro ainda ter narrações de Sydney e Ridge. Como eu disse a história deles terminou de forma perfeita e mesmo que esse casal ainda deveria resolver algumas coisas com Maggie nós não precisávamos de vários e vários capítulos com esse casal brigando toda hora porque Sydney tem ciúmes de Maggie. O que é até irônico (e hipócrita), já que ela foi o pivô da separação dos dois e sabe muito bem que Ridge seria capaz de morrer montanhas por ela. Inclusive ele até decide tentar falar por causa dela, então se isso não é um tipo estranho de amor eu não sei o que é.

Eu acho bizarro às vezes em como a CoHo toma certas decisões criativas em seus livros, principalmente as sequencias. Eu já li alguém da minha rede de colegas blogueiras dizendo que ela é irresponsável a tratar de certos assuntos, principalmente quando se trata de abusos, mas até o momento eu acho é que ela faz de propósito. Um boy lixo, uma situação lixo, uma personagem feminina que reproduz abusos e machismos e por aí vai. Porque não faz sentido ter Maggie ali, tão madura mesmo depois de ter sido traída (ainda ela tenha uma atitude imatura no livro os motivos não foram ciúmes), enquanto outra fica irritada porque o cara tá saindo de casa pra cuidar da Maggie doente, sabe? E eu tô falando isso deixando de lado Bridgette e Warren, que são um casal bem problemáticos e Bridgette sendo tão ou mais imatura de Sydney, além de seu mal humor. Até passei um pano para ela em Maybe Not, mas poxa... Zero desenvolvimento de personagem é chato isso.

Nossa vida não deveria girar em torno de possíveis fins. Ela devia girar em torno das experiencias que levam a esses fins.

Dito tuuuudo isso acho que a experiencia de ler Talvez Agora teria sido muito melhor só com o romancinho de Maggie e Jake. Mesmo com Maggie doente e não querendo se prender a Jake tudo foi fofo e fácil, gostoso de acompanhar. Sabe aquele casal que a gente torce o tempo inteiro? Me vi criando expectativas para que eles se encontrassem e, principalmente, para que Jake tivesse mais páginas dedicadas a si.

📚

Título: Talvez um dia
Série: Maybe (Talvez #2)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Tradução: Priscila Catão 
Ano: 2020
Compre aqui: amzn.to/3P1qPAf

TAG: Cachorrinhas

10/08/2022

TAG Literária Cachorrinhas - Luisa Sonza

Olá, leitoras. Como vocês estão?

O post de hoje é uma TAG em homenagem a grande música brasileira, Cachorinhas da Luísa Sonza. Não tem como! Ela gruda na cabeça e sempre na parte que ela apresenta as suas cachorrinhas eu só tentava pensar em personagens que tinham alguma daquelas características e acho que agora consegui relacionar todas.?

Cadelinha nº 1: Giselle - Insuportável e inadestrável
Aquela personagem que temos vontade de brigar e xingar

Fig Coxbury, de Stalker, é uma das personagens mais insuportáveis que eu já tive o desprazer de conhecer. Ela é amargurada, invejosa e simplesmente uma péssima pessoa.

Cadelinha nº 2: Britney Bitch - Ela é mandraka, nunca dá a pata
Aquela personagem teimosa

Uma das mais teimosas de todos os tempos só poderia ser a própria America Singer, né? Mas é justo isso que faz com que ela seja tão queridinha das leitoras. Eu adoro A Seleção justamente por causa dela.

Cadelinha nº 3: Dudinha - Cachorra novinha, não deita pra ex
Aquela personagem que tem um ex chato e/ou abusivo, mas já superou esse traste

Há muitos anos Mara Dyer tem sido uma das minhas personagens favoritas e um dos motivos é que ela não deita pro ex-namorado que tentou engana-la de formas horríveis.

Cadelinha nº 4: Rita Lee - Come quieto, come bem
Aquela personagem que esconde seu interesse amoroso

A Evelyn Hugo é famosa pelos seus 7 maridos, mas a definição de come quieto, come bem é justamente por quem ela é realmente apaixonada e precisa esconder isso do mundo inteiro. Não é uma tarefa fácil, né?

Resenha: Maybe Not (Talvez Não)

08/08/2022

Maybe Not - Talvez não - Colleen Hoover
Olá, leitoras. Tudo bem com vocês?

Há uns bons anos atrás li Talvez um Dia da Colleen Hoover e depois vieram as sequencias que eu, até então, não tive nenhum interesse em ler (até porque Talvez um Dia é um dos livros da autoras que eu li e que menos gosto), mas diante de tantas polêmicas que o nome da Colleen Hoover ficou nesse último mês eu fiquei com vontade de dar continuidade na leitura dos livros da autora. É uma longa lista, mas já fui começando logo com as pendencias.

CoHo sempre foi uma das minhas autoras favoritas, mas assim como muitas de suas leitoras eu acho que não tinha tanta maturidade para ler determinadas histórias sem compreender melhor o que está realmente acontecendo, sabe? Não da para negar que ela tem alguns personagens, em sua maioria masculinos, bem problemáticos e eu dei o azar de pegar logo um livro que é narrado por um cara nesse nível.

Maybe Not é um spin-off narrado pelo companheiro de quarto de Ridge: Warren. Eu não lembro muito bem o que achei desse personagem lá em 2017 quando li o primeiro livro, mas aqui eu devo dizer que acabei pegando um ranço dele logo nas primeiras páginas pelos inúmeros comentários sexistas que ele fez em relação a Bridgette. Essa história começa alguns meses do inicio de Talvez um Dia, quando Bridgette, de fato, se torna companheiro de quarto de Ridge e Warren. Para quem gosta de um enemies to lovers essa história é um prato cheio, já que desde o inicio dos dois se odeiam e Bridgette demonstra ser uma pessoa difícil de lidar.

Mas vamos, lá... Bridgette realmente é uma pessoa difícil de se lidar. Ela não é de fazer questão de fazer amigos, de ser simpática e muito menos de fingir que se importa com alguma coisa. Essa personalidade dela já foi exposta em Talvez um Dia e até aí ok, ela passou por muita m#rda na vida, nunca teve alguém que pudesse mostrar para ela que tá tudo bem ser legal, tudo bem brincar com as pessoas, aceitar amizades e até mesmo um relacionamento. O problema é que, para mim, Warren não é a pessoa que deveria fazer isso por ela e, claro, o livro faz com que seja.

Ela é má, Warren. Provavelmente, a menina mais má que eu já conheci. Então, se ela te matar enquanto estiver dormindo, não diga que eu não avisei.

Ele se acha um pouco demais. A menina tá lá xingando e ele jura de pé junto que ela tá louca por ele. Que coisa chata. Até ok ele achar que ela sente algo por ele e não quer admitir, mas as formas que ele procura conquista-las são as piores, pois são incomodas. E eu vou dar só um exemplo, pois depois disso o negócio só pior. Há um momento em especifico que eles estão no carro e ele tenta pegar a mão dela, mas ela nega mais de uma vez e ele simplesmente a obriga a ficar de mãos dadas com ele. Ela não quer, ele fica bravo, diz que quer socar o carro e xinga ela. Daqui a pouco ela vai lá e da a mão pra ele. Não tem como achar que depois de todo esse escândalo ela fez por boa vontade. Eu gosto de romances que os personagens são desafiadores e Bridgette é muito, mas o "jogo da conquista" não funciona com obrigatoriedades, com palavras do tipo "eu sei que você me quer então aceite".

Já deu para perceber que eu comecei essa minha ideia de ler os livros da CoHo com o pé esquerdo, né? kkk É rir para não chorar, pois eu acho que não vai melhorar muito daqui para frente e, honestamente, eu estou com receio de acabar com minha ilusão de que ela é um cristalzinho 🤭🤭

Mais Colleen Hoover no site

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Título: Maybe Not (Talvez Não)
Série: Maybe (Talvez #1.5)
Autora: Colleen Hoover
Editora: AtriaBooks (inglês)
Ano: 2014
Sinopse: Quando Warren tem a oportunidade de viver com uma mulher como companheira de quarto, ele instantaneamente concorda. Poderia ser uma mudança emocionante. Ou talvez não. Especialmente quando essa companheira de quarto é a fria e aparentemente calculista Bridgette. As tensões estão altas e os ânimos se exaltam conforme os dois quase não aguentam ficar juntos na mesma sala. Mas Warren tem uma teoria sobre Bridgette: quem pode odiar com tanta paixão também deve ter a capacidade de amar, com tanta paixão. E ele quer ser o único a testar essa teoria. Bridgette encontrará isso em si mesma para aquecer o seu coração para Warren e finalmente aprender a amar? Talvez. Talvez não.

Desafio dos 100 Filmes - 13

05/08/2022

Desafio dos 100 filmes

Olá, leitoras.

Vocês acreditam que eu tinha esquecido completamente dessa série de postagens? Ainda faltam alguns filmes, então não posso deixar de finalizar esse desafio/tag gigante do Filmow. Então vamos lá!

61 - Um filme que não faz sentido

Titane 2021

Titane é um filme interessante, mas que ao final o único sentimento que fica é "o que foi isso que acabei de assistir"? E eu fiquei tentando encaixas as peças, tentando entender, mas para mim não fez sentido nenhum. 

62 - Um filme de zumbi

Filme Invasão Zumbi

Por algum tempo os filmes de zumbis ficaram bem saturados e sem nenhuma novidade, né? Dai quase no final dessa Era dos zumbis no cinema Invasão Zumbi chegou para fazer os fãs dessas criaturas feliz. O filme é frenético, muita fuga, morte e correria.

63 - Um filme mudo

O Grande Roubo do Trem

Eu vou te falar que não vi muitos filmes mudos na minha vida e para não ter que falar de Viagem a Lua, que é um clássico, resolvi relembrar de O Grande Roubo do Trem que na história do cinema tem uma pequena, mas significativa importância. 

64 - Um filme muito meloso

Para todos os garotos que já amei

Para todos os garotos que já amei é o filme meloso na medida certa, né? Mas vou te falar que a fã do livro aqui até hoje nunca viu todos os filmes kkkkk

65 - O próximo filme que eu quero assistir


Ainda vai demorar para eu conseguir ver, mas estou muito no hype para assistir a próxima obra-prima do Jordan Peele. Não, não olhe! ainda vai demorar um pouco para passar no Brasil, infelizmente.



Olá, leitoras. Como vocês estão?

No último final de semana eu vi muitas meninas comentando no Twitter sobre o filme Purple Hearts (Continência ao amor) da Netflix e como estava querendo ver alguma coisa para passar o tempo decidi dar o play e acabei me deparando com um romance beeem fofinho e bonitinho.

Fiquei sabendo que o filme é uma adaptação de um livro de mesmo nome, mas que aparentemente ainda não tem no Brasil e pensando nisso decidi indicar 5 livros com enredos parecidos para quem amou esse filme.

Fake weeding/Fake dating
Fingindo - Cora Carmack


Eu li esse livro há muuuitos anos, mas lembro que foi o primeiro nessa pegada de fake dating (no filme é um fake weeding, mas a ideia principalmente é a mesma) e adorei, pois me diverti horrores. Nessa história acompanhamos Cade e Max, que por um grande acaso se conheceram em uma cafeteria onde ela estava desesperadamente tentando provar aos seus pais que a vida estava indo bem. Os dois não tem nada a ver um com o outro nas primeiras páginas, mas depois vemos que eles se completam.

Traumas de guerra
Beleza Perdida - Amy Harmon


Beleza Perdida

Particularmente não gosto de histórias que envolvam guerra, mas um romance onde o personagem sofreu um grande trauma durante a guerra e que encontra alguém que poderá ajuda-lo acabou me surpreendendo positivamente.

Aqui acompanhamos o romance de Fern e Ambrose, um jovem que foi para guerra com quatro amigos e voltou sozinho e gravemente ferido. Suas traumas físicos e psicológicos fazem com ele que se afaste de todas as pessoas que já o idolatraram e ele percebe que vai encontrar apoio de alguém que sempre se manteve longe e, em alguns momentos, era rude.

É um romance bem água com açúcar, mas muito bonito e gostoso de acompanhar o amadurecimento dos personagens.

Musicista
Talvez um dia - Colleen Hoover

Eu já dei muito azar com livro em que algum dos personagens era musicista, então vou ser sincera ao dizer que mesmo Talvez um dia da CoHo passou longe de eu realmente gostar e guardar no coração. Mas como não poderia deixar esse detalhe de lado, já que a personagem do filme praticamente vive de música, escolhi esse livro da CoHo pois gosto da ideia de ter um personagem com deficiência auditiva fazendo música.

Enemies do lovers
Obsidiana - Jennifer L. Armentrout

Essa foi a categoria mais difícil que decidi colocar nessa lista. Primeiro que eu mal leio livros que possuem enemies do lovers e segundo que quando eu leio raramente percebo isso. Então vendo a lista de livros no meu Skoob (pois gosto de colocar livros que eu já li) fiquei relembrando das histórias para decidir qual colocar aqui.

O primeiro volume da Saga Lux foi escolhido pois ele é divertido e o relacionamento entre Daemon e Katy começa beem aos poucos e Daemon é um cara legal desde o inicio (ainda que irritante). Sei que muitas leitoras andam fugindo de livros que possuem muitas continuações, mas essa Saga é bem gostosa de ler e divertida, sem falar que não é sempre que temos aliens em destaque nos romances, né?

Sick-lit
Lembra Aquela Vez - Adam Silvera


Lembra Aquela Vez - Adam Silveira

Sick-lit nunca foi um gênero querido para mim, sempre fugi de qualquer história com personagens com doenças terminais. Mas ao longo dos anos esse gênero deixou de ser apenas sobre personagens prestes a morrer e também abrangeu outros tipos de doenças e/ou condições psicológicas. É mais ou menos o que acontece neste livro, já que seu foco está relacionado com a depressão e suicídio.

Ao contrário dos outros livros citados esse livro não tem um romance água com açúcar, já que possui temas pesados (como os citados) e lgbtqia+fobia. Ainda assim é um ótimo livro, que vale a pena a leitura.

🥰

Agora eu quero saber de vocês qual livro com um desses 5 temas, ou que tenha outras semelhanças com Purple Hearts, você tem para indicar.

Resenha: O Beijo das Sombras (Academia de Vampiros)

02/08/2022

Beijo das Sombras (Academia de Vampiros)

Olá, leitoras. Como vocês estão?

Seguindo minhas leituras de gêneros que há muito tempo não lia decidi pegar uma fantasia vampiresca para relembrar meus tempos de adolescência. Esses dias vi um trailer da nova adaptação da série de livros Academia de Vampiros e, ao contrário do filme, parece que vai ser boa e com um tom mais sério. Então acabei pegando o livro para ler e ver se iria gostar e dar uma chance, novamente, para longas séries (são 6 livros no total) e vou dizer que não achei de todo ruim.

Rose e Lisa são amigas de infância e possuem uma ligação muito forte. Enquanto Lisa é uma moroi (vampira e da realeza) Rose é uma dampira (metade humana e metade vampira e consegue viver sem beber sangue) destinada a ser guardiã de Lisa quando ambas se formarem na escola St. Vladimir. Elas estavam fugindo dos guardiões da escola por alguns anos, pois após a morte dos pais de Lisa em uma acidente de carro as coisas começaram a ficar um pouco estranhas e inseguras para a única Dragomir ainda viva. Mas como o livro não chama Academia de Vampiros a toa é claro que algo da errado e elas acabam sendo capturadas pelo guardião Dimitri e levadas de volta a escola.

O livro cobra cerca de três meses delas na escola, sendo um período de readaptação e descobertas. Os antigos amigas agora querem saber como é a vida fora da escola e principalmente como Lisa matava a sua sede sem um fornecedor. Claro, Rose acaba sendo sua fornecedora, mas para eles isso não é algo bem visto e Rose acaba sendo até julgada por isso. É quase como se ela fosse uma "p*ta", sabe? Além desses dramas adolescentes adaptados para uma realidade cheia de vampiros as amigas precisam lidar com o que está acontecendo com Lisa e a descoberta do seu dom, já que todos os vampiros conseguem controlar algum dos 4 elementos e ela, até o momento, não consegue controlar nenhum.

Você esteve de fato nos braços da morte, e alguma parte sua sempre se recordará disso, sempre lutará para se agarra a vida (...).

A história é narrada por Rose e pela ligação das duas serem tão fortes em alguns momentos acabamos lendo as coisas quase que pela Lisa, já que Rose consegue entrar em sua mente e ver o que está acontecendo ao vivo. Um tanto bizarro e com zero privacidade, mas muito útil nos momentos finais da trama.

Justamente por conhecermos Rose tão bem é fácil gostar dessa personagem. Ela é engraçada e, as vezes, até forçada mas que é perdoável diante das situações que ela se mete ou que acaba entrando mesmo que inconscientemente. Além do mais a sua lealdade com Lisa é bom de ver pela amizade delas, não parece que ela é assim só porque Lisa é da realeza ou algo do tipo. Sentimos que o que elas sentem uma pela outra é maior do que qualquer outra coisa e há preocupações e cuidados. Lisa também é uma ótima personagem, mas eu sempre fico sem paciência para mocinhas muito indefesas e/ou inocentes. Realmente acho que ela acaba mudando ao longo dos livros, mas eu acredito que vou gostar muito mais da Lisa da série do que do livro, já que ela parece mais séria e consciente de suas responsabilidades.

Como todo livro adolescente do inicio dos anos 2000 o romance rola solto, né? Aqui não é diferente. Mas o ponto do positivo, para mim, é que não fica aquela picuinha de triângulo amoroso (eu até já gostei, mas todo livro isso acaba enjoando). Rose, apesar de gostar de dar uns beijos por aí, acaba se interessando por Dimitri que além de ser guardião da escola acaba tornando seu treinador. As interações entre eles são divertidas, mas como uma boa leitora ansiosa que eu sou fico desesperada querendo que aconteça logo de eles falarem que se gostam e dar um beijo, mas né... Dimitri é 7 anos mais velho que Rose e tenta ser responsável em relação a isso. Não da para passar pano para a autora, que deu seus pulos mágicos para fazer esse casal se pegar e deixar as fãs felizes.

Lisa também tem seu interesse amoroso que acaba acrescentando algo mais para a história. Ela conhece Christian, também um moroi mas que possui um passado mais sombrio. Seus pais, voluntariamente, se tornaram strigois (que também são vampiros, acabam perdendo consciencia das coisas, matam outros vampiros, humanos e dampiros... basicamente são malvados). Christian acaba carregando a vergonha de ter uma família amaldiçoada e se isola de todos da escola, exceto Lisa. O mais legal nele é que não há filtros. Ele simplesmente expõe suas opiniões sem medo e acaba mudando ao longo do livro justamente pelo seu interesse em Lisa, mas não como uma coisa ruim e sim que ele vai entendendo os limites de sua língua.

Bom, acho que a resenha já ficou beeem longa, né. Então melhor parar por aqui. Quero ler os próximos livros e como ele é uma leitura rápida vou continuar usando-o como remédio da minha ressaca literária.

Título: O Beijo das Sombras
Série: Academia de Vampiros #1
Autora: Richelle Mead
Editora: HarperCollins
Ano: 2009
Sinopse: Rose Hathaway é uma dampira, guarda-costas de sua melhor amiga Lissa, uma princesa vampira Moroi. Há dois anos elas estão fugindo, mas agora foram capturadas e estão sendo levadas à força para a São Vladimir ― justamente o lugar onde elas mais estão em perigo.

Resenha: Depois do Sim

25/07/2022

Livro "Depois do Sim" da autora Taylor Jenkins Reid
Olá, leitoras.

Já repararam que eu ando super sumida e sempre prometo que vou voltar e nunca volto, né? Pois é... Eu estou em uma eterna ressaca literária neste ano e tá difícil engatar leituras que realmente me engajem rápido. Em uma das minhas tentativas, navegando pelo meu Kindle, eu lembro quando peguei o e-book de "Depois do Sim" que a Companhia das Letras disponibilizou para seus parceiros há algum tempo e pensei "porque não?". E dei sorte pela minha escolha, já que finalizei esse livro praticamente em uma sentada.

Nesta história vemos que o casamento de Lauren não anda muito bem das pernas. Logo no primeiro capítulos somos apresentados ao casal tendo uma briga por um motivo besta: Local em que o carro foi estacionado. Nas páginas seguintes conhecemos a história de amor deles desde o momento em que se conheceram e, a partir de então, passamos a torcer para o que quer que esteja para acontecer com eles Acontece que em um colapso, uma briga em que as coisas saíram do controle eles tomaram a decisão de se separar. Com medo de fazer dessa uma decisão definitiva combinaram que em doze meses se reencontrariam e conversariam se realmente não dariam mais uma chance para o casamento tentariam ser felizes novamente.

Há algum tempo não lia um romance que me fizesse ficar presa na história e acho que esse livro me "pegou" pois eu já me apaixonei pela história da Lauren e do Ryan desde o primeiro momento em que eles se apaixonaram. Ambos eram engraçados, tinham sonhos e encontraram parte de si no outro. O problema é que todo amor jovem as coisas são eufóricas, tudo é bonito e ao cair na rotina e as diferenças aparecem é quando a percepção de que o amor não é tudo começa a surgir. O problema é achar que isso seja uma falta de amor e o que esse casal faz bem é justamente entender que não é, apesar de acharem que não se amam mais. Lembra daquela cena em "Um Dia" quando Emma diz para o Dexter que ela o ama, mas não gosta dele naquele momento? É mais ou menos isso que acontece com Lauren e Ryan, não porque um é c*zão estilo Dexter, mas só porque as coisas foram caindo tanto na rotina para esse casal que enquanto um achava que estava apenas agradando o outro um ressentimento crescia por achar que não estava sendo agradado nunca.

Grande parte do livro acompanhamos então a jornada de autodescobrimento da Lauren. Após 10 anos com a mesma pessoa como ela vai viver? Será que ela vai conseguir seguir sua rotina sem ele? É claro que não precisa nem ler o livro para saber que sim, afinal, mesmo que uma pessoa que amamos sai da nossa vida nós ainda continuamos vivendo. Temos que sair da cama para trabalhar, temos que visitar familiares, alimentar nosso cachorro e assim por diante. A diferença é que agora o espaço que ela pessoa preenchia deverá ser ocupado por alguma outra coisa. Lauren começa a fazer corridas, começa a passar mais tempo com sua irmã, coloca algumas leituras em dia. A jornada de Lauren deveria ser experimentada por muitas pessoas, inclusive, pois é libertador. Ela, acima de tudo, aprendeu a se amar, se mimar, antes de esperar que seu marido faça isso por ela.

A família de Lauren tem uma grande e importante participação na história. Sua irmã é mais desapegada de relacionamentos, seu irmão passa por uma virada em sua vida, sua mãe tem diversos namoros e, por fim, sua avó tem os melhores conselhos. É sempre bom ouvir alguém mais velho e que ficou casada por tanto tempo. Claro, não concordo 100% com o que ela diz, mas isso talvez reflita minha geração, minha cultura, minhas experiencias. 

Há coisas que me incomodam bastante em romances e nem a rainha dos leitores, Taylor Jenkins, está livre de cometer esses clichês (que funciona para a grande maioria das leitoras). Não gosto de ler cenas tão óbvias, personagens previsíveis. O irmão de Lauren, por exemplo, é alguém que a família não compreende muito bem. Ele vive em outro estado, pouco dá noticias e o todo o tempo a irmã reforça a indiferença dele em relação a família, então é claro que o arco desse personagem tem que envolver algo que faça ele - milagrosamente - perceber que tem que ficar perto da mãe e das irmãs. O ruim é que as situações criadas são superficiais e pouco críveis. Também não gosto que a grande maioria dos romances precisam ter uma tragédia, seja no meio da história ou no fim. Tudo bem, tragédias acontecem, mas é irritante o quanto isso é recorrente e nem acrescenta algo para a trama. Mas ok, isso é o que eu acho e provavelmente deve agradar váaarias leitoras.

Ainda que eu tenha algumas ressalvas, Depois do Sim é um ótimo livro. Ele prende, emociona, e da aquela ansiedade de saber se esse casal vai ou não ficar juntos após um ano. Mas mais do que tudo isso ele é uma grande lição de que a vida continua mesmo depois de términos.

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Título: Depois do Sim (After I Do) • Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela • Tradução: Alexandre Boide
Compre o livro aqui