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"Verity" e a manipulação da verdade

agosto 05, 2020

Colleen Hoover é uma autora amada por muitos e odiada por alguns. Seus livros sempre tratam de temas polêmicos e incômodos, isso em livros de romance. Como uma grande fã da autora eu nunca imaginaria que poderia ler um thriller psicológico de sua autoria e quando soube sobre Verity fiquei com receio de acabar me decepcionando com a autora e torcendo para ela nunca mais se arriscar fora dos romances, entretanto minhas expectativas foram superadas e eu afirmo desde já que Verity é um ótimo suspense e que tem todas as caracteristicas da CoHo que seus leitores já conhecem.

Lowen é uma escritora de suspenses que não faz muito sucesso e foi convidada a ser co-autora dos dois últimos livros da série de sucesso escrita por Verity, uma renomada autora que está em estado vegetativo após um acidente de carro. Para poder fazer esse trabalho ela passa alguns dias na casa de Verity, onde estão o marido e filho além das lembranças doloridas do falecimento das duas filhas (gêmeas). Entre um desejo de terminar tudo logo, somente para pegar a grana que ela tanto precisa, e atração que sente por Jeremy (marido de Verity), Lowen acaba encontrando um manuscrito de uma autobiografia de Verity que irá revelar alguns segredos da autora e de seu casamento que ninguém esperaria encontrar.

O livro é narrado entre o presente, pelo ponto de vista de Lowen, e pela autobiografia de Verity. De certo modo em alguns momentos durante a leitura eu senti uma certa semelhança com Garota Exemplar, com a ideia de manipulação e nos guiar para um caminho que pode ou não ser o correto. Verity é uma personagem muito assustadora, seja em seu texto ou em suas raras aparições pela casa quando a enfermeira a leva para dar uma volta. Sua presença, por si só, pode assustar pelo modo como ela está doente, causando uma sensação de empatia e ao mesmo repulsa dependendo de qual nível de leitura você esteja. Eu amei esse elemento neste livro, pois tudo que eu desejo quando leio um suspense é justamente a apreensão dos próximos acontecimentos, a antecipação de qual momento será até mesmo assustador. Acho que CoHo deveria escrever mais suspenses daqui em diante.


Como eu disse no início CoHo sempre escreve sobre temas polêmicos e incômodos e aqui não foi diferente, principalmente na parte que nos incomoda. A leitura dos textos de Verity causam enjoo e ódio, cheios de passagens de sexo (não do jeito que as leitoras gostam) e principalmente sobre seu ressentimento em relação as filhas por terem "roubado" Jeremy e seu amor. Verity é extremamente obcecada pelo seu marido e até certo ponto odeia suas filhas. Quando passa a gostar de uma acaba menosprezando a outra até chegar a um ápice trágico.

É claro que minhas partes favoritas foram do manuscrito de Verity, mas é justamente o presente que da todo o tom do livro. Lowen tem problemas com sonambulismo, toma xanax, e sua falta de sono acaba prejudicando seu raciocínio lógico para algumas coisas. Sua atração por Jeremy também não é nada bacana e é muito estranho mesmo o que acontece entre eles enquanto a esposa dele está praticamente a beira da morte no andar de cima. Contudo isso nos obriga a ver a história de um modo diferente, pois como sabemos tudo é sempre culpa do marido, certo? Aqui Lowen nos faz ver Jeremy como um homem perfeito e devoto a sua família, que ainda sofre pela perda das gêmeas e lida com a esposa como se ainda a amasse apesar de sua condição. Honestamente eu adoraria ver a história nos guiando para odiar Jeremy, mas seria tão previsível que amei o modo como CoHo conduziu esse aspecto da história.

Acredito que o livro teria sido muito melhor se um certo suspense da trama não tivesse sido descartado tão cedo, (apesar de a autora não ter descartado de cara, ainda era óbvio que acabaria acontecendo isso). Um bom livro de suspense não é nada sem um final surpreendente e por eu não ter gostado de uma coisinha no final eu acabei não dando 5 estrelas no Skoob, mas é todas as minhas teorias estavam erradas e fico feliz por isso.

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Título: Verity (Verity) • Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record • Tradução: Thais Britto

"Misto Quente" e problematização dos clássicos

agosto 04, 2020

Eu nunca imaginei que um dia em minha vida leria Bukowski, isso porque sempre achei as capas de seus livros nada interessantes e os títulos também. Eu comprei Misto Quente para meu namorado há uns dois anos e ele nunca finalizou a leitura por ser mais fã de jogos do que de livros, e ai então eu acabei lendo ele por uma mini dele. De início achei a leitura bastante tranquila, apesar de uma problemática familiar absurda na história. Ao ler algumas coisas sobre o autor vi que esse livro tem uma pincelada autobiográfica, então o livro teve seus pontos interessantes. Infelizmente Misto Quente não é livro que eu indicaria aos meus amigos, mas eu indico para quem precisa sair um pouco da zona de conforto. Até mesmo por que foi justamente o que aconteceu comigo, mesmo sem eu saber até uns 30% do livro.

O livro irá contar a infância e adolescência de Henry Chinaski, um jovem alemão que vive nos Estados Unidos no período da depressão e pré Segunda Guerra. Sua família é rude em todos os aspectos que se possa imaginar. Com um pai extremamente abusivo Henry acaba passando grande parte de sua infância sendo açoitado por motivos mais absurdos, como não cortar a grama na milimetrarem que seu pai exige. Sua mãe é uma mulher submissa ao marido e por esse motivo nunca se impôs a respeito do que ele fazia com seu filho e tantas vezes o apoiava (não soube identificar se era por medo ou por concordância). Então não é nenhuma novidade falar que Henry não cresceu em um ambiente acolhedor e amoroso, um ambiente em que os pais prezam pelos filhos e sua felicidade. Esse comportamento de seus pais acabou se refletindo então na pessoa que Henry foi se tornando conforme seu desenvolvimento, na infância e pré-adolescência principalmente. Ele era um jovem que não sentia afeto por ninguém e por isso nunca teve um amigo de verdade; Todos os garotos que tentavam se aproximar dele de alguma forma em algum momento eram afastados pelo jeito brigão do garoto.

Particularmente gosto de histórias assim, pois vejo como uma critica e um reflexo de uma sociedade em que eu não conhecia, ainda mais em um período tão difícil quanto as consequências da crise de 29. Por um lado é curioso colocar em comparação a infância de Henry (que por acaso é a infância de Bukowski) e a infância de Maya Angelou (que foi mais ou menos na mesma época, e eu estou usando a Maya como referencia pois eu li a autobiografia dela então é o que eu posso comparar no momento). Os dois tiveram uma infância extremamente complicada. Ele por ter uma família abusiva e Maya por ter sofrido abuso, além de ser negra e não ter sua família respeitada por isso. E para mim é até bizarro pensar que pessoas como Henry e sua família eram justamente o tipo de pessoas que oprimiam pessoas como Maya Angelou. E eu falo isso já afirmando que o livro irá ter muitos diálogos racistas, passagens em que um detalhe pode passar despercebido mas que podemos ver o racismo ali. Tem também homofobia e muito, mas muito, muito machismo. 

Eu não sei dizer até que ponto a problematização de um livro com teor autobiográfico pode ser feita e vou dizer que entendo que naquela época era muito comum esse tipo de atitude das pessoas em geral, não somente desse autor mas também de muitos outros. Só que não muda o fato de que é incomodo. Principalmente falando como mulher e lendo todas as vezes que Henry afirma que uma mulher (adulta ou não) quer ele, que ela tem intenções com ele, ou que ela é uma puta só por que está usando saia ou algo assim. Para mim foi horrível ler uma passagem onde um amigo de Henry irá transar com uma garota e bate nela, do nada, provavelmente por achar que é assim que os homens fazem sexo (nessa época eles tinham mais ou menos uns 12 anos). 

Me sinto culpada pelos momentos em que o livro me fez rir com as situações absurdas. Vi algumas criticas e em uma delas a booktuber dizia que morria de rir, que o livro é hilário e eu fiquei muito chocada com isso. Pois por mais que tenha sim alguns momentos engraçados, e esses momentos geralmente são quando Henry faz alguma merda no trabalho, ou bebe além da conta e arruma briga por motivos idiotas, ele não é um livro "hilário". Misto Quente não é um livro com intenção de ser engraçado, pelo menos ao meu ver, mas um livro que deseja tirar todas as máscaras de uma sociedade doente, uma família que sendo parte dessa sociedade ela é tão doente quanto e o circulo vicioso poderá se repetir eternamente e no meio de tudo isso há um jovem que (sendo ele o autor) irá se salvar com alguma forma de arte (Henry acaba escrevendo poemas, contos e tenta escrever romances).

– Você vai comer sua comida! – disse meu pai – Sua mãe preparou essa comida! Você vai comer cada cenoura e cada ervilha em seu prato!
(…)
Comecei a comer. Era terrível. Sentia como se os estivesse comendo, comendo as coisas em que acreditavam, aquilo que eles eram.”

Misto Quente é um bom livro? Bom, não sou uma critica profissional, mas como opinião pessoal eu honestamente não me senti realmente apaixonada pelo livro. Mas talvez seja isso mesmo, um livro em que você não goste, você não se apaixone, mas que você leia e sinta raiva das pessoas e da sociedade que há corrompe, um livro em que todos os confortos serão deixados de lado.

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Título: Misto Quente (Ham on Rye) • Autor: Charles Bukowski
Editora: L&PM Pocket • Tradução: Pedro Gonzaga

Resenha: O Dia em que Selma Sonhou com um Ocapi

julho 27, 2020

Ano passado recebi um presentinho de aniversário: Uma caixa da TAG inéditos. Como boa leitora que sou procrastinei por quase um ano até ler o livro da minha caixinha, mas agora que o fiz eu só posso dizer que deveria ter lido antes, pois assim estaria amando essa história há mais tempo.


Quando Selma disse que tinha sonhado com um ocapi durante a noite, estávamos certos de que um de nós haveria de morrer, provavelmente nas vinte e quatro horas seguintes.

O Dia em que Selma Sonhou com um Ocapi é um livro sobre relações e em como essa rede de pessoas que vivem ao nosso redor nos fazem ser quem somos, nos fazem ser pessoas melhores ou simplesmente não nos mudam. Este é um livro emocionante como nenhum outro que eu tenha lido, pois ele não precisa de uma carga dramática para mexer com o leitor (apesar de ter essa carga dramática, afinal alguém morre), ele simplesmente mexe com o leitor pois podemos perceber ali naquelas histórias um pouco de nós mesmos.

O livro é narrado por Luise, neta de Selma, desde a infância até a vida adulta. Ela é uma pessoa que foi moldada após ter perdido alguém ainda na infância,logo depois da terceira vez que Selma sonha com um ocapi. Então vemos uma moça tímida, travada como ela mesma diz, que sente um certo abandono por parte dos pais, mas muito amada por Selma e o oculista, um senhor que é secretamente apaixonado por Selma e pode-se dizer que ele representa a figura de um avô para Luise.

Quanto mais velho fico, mais acredito que fomos inventado apenas para você.

A cidade ficticia onde Luise vive é no interior da Alemanha, então todos ali se conhecem. Quando Selma sonha com um Ocapi a fofoca corre pela cidade e todos se preparam para o pior. Segredos são revelados, os apaixonados se declaram, e quem tem medo de morrer tenta nem sair do lugar no dia, mas quem quer morrer fica esperando a morte entrar pela porta e deixa uma janelinha aberta para a alma conseguir ir para o céu de forma tranquila. Quando o pior acontece todos ficam devastados, principalmente Luise, pois era alguém tão próximo a ela que essa morte sempre será carregada em sua vida, essa pessoa sempre será lembrada em seus melhores e piores momentos. É muito triste pensar que tão jovem ela tenha passado por algo tão terrível e por mais que o livro já avise na primeira frase de que alguém irá morrer ainda assim não tem como se preparar para algo tão terrível.

Apesar de Luise ser a narradora da história e a personagem principal o que eu senti que é que toda a cidade é protagonista desse livro, pois eles são muito descritos quando se trata de suas histórias pessoas, sentimentos e até algumas atividades do dia a dia. É como se Luise fosse uma narradora onipresente e onisciente da vida e dos sentimentos das pessoas ali. Pode parecer estranho um pouco, mas gosto da forma como ela nos dava as informações, pois não dava a impressão de que ela só sabia do fato mas sim que quem viveu aquilo contou a ela em algum momento. Então não foi estranho, por assim dizer.

Outra coisa que eu amei muito na história foram os diálogos. Acho lindo diálogos entre jovens e adultos, adultos e idosos, e jovens e idosos. Todos ali conversam de igual para igual e eu sei que isso foge da realidade, mas gosto muito da forma como o oculista fala com Luise sobre coisas da vida como se ele também estivesse aprendendo com ela enquanto ela aprende com ele, sabe? Pois eu acredito que a vida é assim: um constante aprendizado. Sem falar que os diálogos tem um jeito filosófico que eu adoro.

Okapi: O ocapi, é um mamífero artriodáctilo nativo do nordeste da República Democrática do Congo na África Central. Embora o ocapi tenha marcas listradas reminiscentes de zebras, é mais estreitamente relacionado com a girafa. O ocapi e a girafa são os únicos membros vivos da família Giraffidae.

O Dia em que Selma Sonhou com um Ocapi já se tornou um dos meus favoritos do ano e espero que em breve esteja disponível para compra para quem outras pessoas conheçam essa história.

Título: O Dia em que Selma Sonhou com um Ocapi (Was Man Von Hier Aus Sehen Kann)
Autora: Mariana Leky • Editora: TAG Livros / Planeta • Tradução: Claudia Abeling

Resenha: Daqui a Cinco Anos

julho 22, 2020

Há alguns anos tive a oportunidade de ler um livro da Rebecca Serle do qual gostei muito e então quando vi esse anuncio da editora sobre Daqui a Cinco Anos fiquei curiosa com esse novo livro. Vou dizer que Daqui a Cinco Anos tem seu mérito, já que é um livro fácil e rápido de ler, mas no quesito história para mim deixou a desejar. Cheguei a bater um papo sobre ele com meu amigo Alisson do Eita, Já Li e ele me fez até ter um novo ponto de vista sobre o livro que mesmo sendo muito bom ainda não me fez gostar dele tanto quanto eu gostaria.

Dannie é uma mulher bastanta organizada, pragmática até. Tudo na sua vida precisa ser planejado nos mínimos detalhes e nada de surpresas, ela odeia esse tipo de coisa. Há cerca de 3 anos ela namora com David e ele irá pedi-la em casamento em um dia especial, pois Dannie sabe que irá conseguir o emprego de seus sonhos em uma grande firma jurídica. Estava tudo indo muito bem, obrigada, até que ela tem um sonho completamente estranho onde está em um apartamento com um homem estranho e ele é seu namorado. As coisas ali para Dannie parecem totalmente fora dos eixos e ela não consegue viver com essa ideia, acaba procurando até uma terapia para conversar a respeito disso. Os anos se passam e ela nunca planejou seu casamento, mesmo que a vida esteja indo bem no meio profissional em seu relacionamento Dannie ainda está estagnada.Um belo dia sua melhor amiga, Bella, diz que está apaixonada e ao conhecer o rapaz Dannie se depara com o homem de seus sonhos.

Eu não sou de fazer resumos dos livros nas minhas resenhas, mas eu sinto que precisei nesse para tentar expôr de verdade o que senti ao ler esse livro. Dannie é uma boa protagonista, apesar de ser o tipo de protagonista que me irrita pelo seu jeito todo metódico, mas até tudo bem pois ela tem a qualidade de ser uma mulher que corre atrás do que quer, que planeja e faz, sabe? Mas só no trabalho... Em seu relacionamento as coisas estão tão frias que é até triste ver ela e David juntos durante essa história e sinceramente eu não sei se fiquei mais triste por ela ou por ele, pois David é o tipo de namorado/noivo que está ali para tudo sem reclamar, ele apoia, ele torce por ela, ele a ajuda em tudo que ela precisa sem nem ao menos pensar em si mesmo e talvez esse tenha sido o erro do rapaz: deixar de pensar em si em um noivado infinito. O negócio é que Dannie se prendeu nesse sonho por anos, de alguma forma aquilo a afetou que estagnou seu relacionamento com David, o que é uma pena, pois quando ela conhece Aaron (o homem do sonho) ele é o namorado de sua melhor amiga. Mais do que isso, já que ela e Bella se conhecem desde a infância e são praticamente irmãs.

Tudo seria muito mais fácil para os leitores se Bella fosse aquele tipo de amiga manipuladora e/ou abusiva, mas ao contrário, ela é uma personagem espontânea, engraçada, que ama e se preocupa com Dannie. Quando ela apresenta esse novo namorado a Dannie torcemos muito por ela, pois houve um histórico de boy lixo na vida dessa moça então acho que está mais do que na hora de tudo dar certo, e a história passou a desandar a partir desse ponto. Claro que esse não seria um livro de drama e romance se não acontecessem coisas dramáticas, né? Só faltou mesmo o romance, mas nesse ponto vou considerar que a autora quis passar alguma lição aos leitores que eu, aparentemente, não entendi.

Como eu disse anteriormente o livro é bem fácil de ler e por isso eu estava levando a leitura numa boa até cerca de 70% da história, só que a partir dai para mim foi ladeira abaixou por conta de umas decisões que a autora tomou para finalizar a história. Eu, Silviane, fiquei com raiva. Juro. Não tô feliz de admitir isso depois de tantas pessoas elogiando livro então eu sei que o problema é comigo e não com o livro. Vou deixar uma coisa clicável para quem quiser saber o que eu odiei tanto e que me fez odiar o livro.



Enfim, é isso... a resenha não é da melhor e da mais positiva, mas eu não poderia me expressar de forma diferente após o livro não ter mesmo funcionado para mim. Conversei com outras meninas que leram e algumas coisas pensamos semelhantes, mas no geral todas gostaram da história; Então isso só concluo que o problema foi mais comigo e com minha forma de pensar do que com o livro em si. De qualquer maneira é uma leitura a ser feita em um dia.

Título: Daqui a Cinco Anos (In Five Years) • Autora: Rebecca Serle
Editora: Paralela • Tradução: Alexandre Boide

Porquê você deve ler "A Escola do Bem e do Mal"

julho 20, 2020

Recentemente eu me deparei com a noticia de que A Escola do Bem e do Mal terá uma adaptação pela Netflix e fiquei super, mas super contente, pois adoro essa saga há uns bons anos e por ver que ela não é tão famosa assim nunca imaginei que haveria alguma chance de ela ser adaptada. Pois bem, chegou a nossa hora. Por mais que a série seja bem vista aqui no Brasil e o autor até tenha participado de uma Bienal do Livro em São Paulo (e eu fico tão triste por não ter ido no dia que ele foi) ainda acho que é uma saga que deveria ser mais divulgada pela editora (principalmente agora, né). Então hoje resolvi listar alguns motivos para você ler hoje mesmo A Escola do Bem e do Mal.


Contos de Fadas

Eu sei que muuuitas leitoras simplesmente amam aquelas histórias clássicas de contos de fadas que são aclamadas pela Disney (eu aposto que você é uma dessas) e por isso mesmo que você deve ler essa saga. Em A Escola do Bem e do Mal temos uma escola onde as moças boazinhas aprendem ser princesas e os monstros malvados aprendem a ser monstros e eles criam a sua própria história com seus nêmesis à partir de suas histórias ali na escola. Claro que A Branca de Neve, Cinderela, e Bela Adormecida são umas das mais famosas por ali, assim como o Barba Negra é um dos vilões mais famosos (mesmo que não seja muito bem sucedido).

Nada é o que parece

Temos o péssimo costume de julgar a todos pelas suas aparências e essa saga vai nos mostrar de uma forma simples que as coisas não são bem assim. Agatha é uma jovem que sempre viveu a margem da sociedade e tinha tudo para ser uma vilã, mas se surpreende quando vai parar na escola do bem ao invés na escola do mal e faz de tudo para trocar de lugar com sua melhor amiga, Sophie, que sempre sonhou em ir para a escola do bem e se tornar uma princesa. Será que foi realmente um erro? Ao longo de todos os livros vamos vendo as mudanças das personagens e refletindo sobre essa decisão do diretor da escola. Claro que elas não são as únicas personagens que nos obrigam a refletir sobre isso, já que com tantos personagens maravilhosos a saga só poderia ser um leve "tapa na cara" de quem julga os outros.

+ Leia a resenha de A Escola do Bem e do Mal

Além das aparências...

Uma boa história por si só não iria focar o tempo inteiro sobre julgar as pessoas pelas aparências e não decepcionando os leitores o autor passou a abordar outros temas na trama. Veja bem, a saga é infanto juvenil, portanto é muito importante ele abordar esses temas relevantes como homossexualidade, feminismo, femismo (sim!), além de relacionamentos entre amigos, família e no ambiente escolar. Pois é, pode parecer que tudo é uma grande confusão ali mas há uma abordagem leve e de fácil entendimento para que uma leitora jovem leia, entenda e claro, se apaixone pela história.

+ Leia a resenha de Um Mundo sem Principes

Montanha-russa de sentimentos

Todo leitor já leu aquele livro que mexeu de uma forma inexplicável, né? Eu garanto que A Escola do Bem e do Mal irá fazer isso. É uma história tão linda e tão emocionante que é quase impossivel não ter essa montanha-russa de sentimentos com a leitura. Há alguns plot twists que nos fazem arfar e pensar "como nunca pensei nisso antes? Isso muda tudo" e a história pega um novo rumo.Sério, essa saga é maravilhosa e garanto que você terá uma experiencia de leitura muito boa com ela.

+ Leia a resenha de Infelizes para Sempre

Infelizmente eu ainda não li o quarto livro da saga, mas estou me programando para isso o mais breve possível. Enquanto isso me resta esperar até a série sair, o que pode demorar um bom tempo ainda.

Compre os livros da saga e ajude o blog a crescer

Tag dos 50%

julho 17, 2020
TAG


Esse ano eu tive tantas leituras maravilhosas que eu senti a necessidade de fazer a tag dos 50%, pois sei que no final do ano vou acabar sentindo uma dificuldade muito grande em selecionar somente alguns títulos como os melhores do ano.

Essa tag é muito antiga nos blogs e agora ela tem sido até migrada para o Instagram. Eu vou usar a referencia da Ana do Roendo Livros sobre a tag ser criada Chami do canal Read Like Wild Fire e traduzida pelo Victor Almeida do Geek Freak. Quem ainda não fez da tempo de fazer sim, e borá lá ver os meus favoritos:

O melhor livro que você leu até agora, em 2020

Não me Abandone Jamais foi uma das minhas melhores leituras do ano. Amei a história e a delicadeza que o autor abordou um tema que pode ser considerado até pesado.

A melhor continuação que você leu até agora, em 2020

Eu AMEI muito Os Testamentos, que é a sequencia de O Conto da Aia. Tinha ficado com receio de a autora fazer essa sequencia após duas décadas do original, mas foi uma leitura maravilhosa tanto do aspecto literario quanto pessoal.

Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito

Não tem nenhum livro que eu queira MUITO ler que tenha sido lançado esse ano. Acho que o que mais me chamou a atenção foi As Outras Pessoas da C J Tudor, mas só porque eu gosto dessa autora.

O livro mais aguardado do segundo semestre

O único que eu tenho conhecimento até o momento é Sol da Meia-Noite, mas se a Seguinte anunciar a sequencia da trilogia O Ceifador com certeza esse será o meu mais aguardado.

O livro que mais te decepcionou esse ano

Me dói muito dizer, mas me decepcionei bastante com CUJO, do Stephen King. Amo o autor mas essa leitura não me caiu bem e até agora sinto o peso da ressaca literária que esse livro me deu.

O livro que mais te surpreendeu esse ano

Amor(es) Verdadeiro(s) foi uma linda surpresa, pois após todos elogiando tanto a autora eu estava com receio de acabar me decepcionando e ainda bem que não foi isso que aconteceu. Quero ler outros livros dela em breve.

Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente)

Eu conheci Kazuo Ishiguro somente este ano e já tenho certeza que vou amar os outros livros dele.

A sua quedinha por personagem fictício mais recente

Esse ano eu ainda não me apaixonei por nenhum personagem fictício, infelizmente.

Seu personagem favorito mais recente

Me apaixonei muito por Celie de A Cor Purpura. Mulher preta que sofreu tanto, mas ainda assim não desistiu de seu maior sonho: reencontrar a irmã.

Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre

Não que eu tenha chorado de verdade, mas fiquei extremamente triste com as histórias relatadas em Do Que Estamos Falando Quando Falamos de Estupro.

Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre

Por ser um dos livros mais leves que li esse ano Os 12 Signos de Valentina me deixou muito contente, uma história bem gostosinha de ler e fofa.

Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2020


Esse ano eu só assisti a adaptação de Pequenos Incêndios por Toda Parte, mas não é filme e sim uma série e também não cheguei a ler livro. kk

Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo)

Uma das minhas queridinhas é a resenha de Profissões para Mulheres e Outros Artigos Feministas.

O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano, até agora

Esse ano eu comprei O Mundo Invisível Entre Nós pois gosto da autora, mas ainda não peguei o livro para ler.

Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Eu quero muito ler CAIM do José Saramago e a biografia que comprei dele; Também preciso ler os livros da trilogia Três Coroas Negras e da Angie Thomas.

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Faça uma Maratona: Little Fires Everywhere

julho 15, 2020

Recentemente eu assisti a série baseada no livro Pequenos Incêndios por Toda Parte, da Celeste Ng e posso dizer que AMEI muito. Hoje vou dar para você 4 motivos para maratonar essa série incrível.

Anos 90

A série se passa no final dos anos 90 e eu como essa a melhor época claro que adorei; Mas mais importante do que isso a série nos da uma ideia da vida escolar dos jovens nos anos 90 (padrão americano, claro) e em todas as mudanças que estavam acontecendo já naquela época. O pensamento critico, a hipocrisia, a ideia da popularidade sendo desmistificada, mas ao mesmo tempo reafirmando o bullying com as pessoas que são diferentes.

Racismo

A forma como o racismo era abordado nos anos 90 é um pouco diferente de como o vemos hoje em dia, mas isso não muda o fato do racismo vedado que existia e ainda existe nos dias atuais. Elena é uma mulher branca de classe média alta e dedicou sua vida a seus filhos, há nessa quase que uma síndrome de salvadora da pátria e ela acaba "ajudando" uma mulher negra e sua filha adolescente a se estabilizarem naquela comunidade. Eu, particularmente, em vários momentos senti como se Elena não fosse uma racista e sim que ela realmente é uma pessoa boa, e talvez essa impressão esteja correta nos primeiros dois episódios (ou seja somente a minha visão de pessoa branca), mas com o decorrer de trama fica óbvio que ela tem sérios problemas com pessoas negras por mais que queira mascarar isso. Sabe aquela história do "eu não sou racista, mas..."? É bem assim que Elena age e isso reflete até mesmo na criação de seus filhos, que por mais que tentem ser melhores que seus pais eles ainda fazem parte daquela sociedade rica e branca.


Drama Familiar

Apesar de não ter muita paciência para ler dramas familiares eu adoro uma boa série com eles e Little Fires Everywhere tem um ótimo drama principalmente envolvendo "mãe". De um lado temos uma afamilia rica e grande e do outro família nômade com somente duas pessoas. Pearl sempre sonho em ter um lugar para se estabelecer com sua mãe e nunca entendeu muito bem o motivo de elas precisarem tanto se mudar de tempos em tempos, da mesma forma que os filhos de Elena buscam sempre pela aprovação da mãe e ser a imagem da perfeição (com exceção de Izzy). Eu amo a maneira como essas meninas passam a se dar melhor com a mãe da outra do que a própria, pois cada um tem sua própria personalidade e desejo, e a vivencia familiar e social que as moldam e ao mesmo tempo as cegam para apreciar o que tem e também ter a liberdade de questionar o que não tem. 

Atuações e diálogos

Uma das melhores coisas da série são as atuações. Particularmente não achei que ninguém ali deixou a desejar, até mesmo os antagonistas e os personagens que tiveram pouco tempo de tela. Obviamente as melhores são Kerry Washington e Reese Witherspoon e eu amava vê-las atuando juntas, principalmente quando havia algum atrito entre elas e várias questões importantes eram envolvidas nos diálogos. Inclusive diálogos são uma das coisas mais importantes da trama toda, afinal são neles que percebemos todos os erros, acertos, preconceitos e ignorância dos personagens, assim como entendemos suas motivações.

Little Fires Everywhere está disponivel no Brasil pela Amazon Prime Video e se você ainda não é assinante aproveite que tem 30 dias gráticas (clique aqui).

Em Little Fires Everywhere, um encontro entre duas famílias completamente diferentes vai afetar a vida de todos. A dona de casa perfeita Elena Richardson (Reese Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Kerry Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada

Resenha: Um Mar de Segredos

julho 13, 2020


Ao contrário de 2019, meu ano de 2020 não foi cheio de livros de suspense, então quando acabei vendo esse livro me interessei pelo que ele poderia me proporcionar de acordo com esse tema que eu estava com tanta saudade de ler. Infelizmente a leitura não funcionou para mim como deveria, já que ao meu ver a trama não conseguiu se sustentar o teve um final previsível.

Erin é uma documentarista que esta trabalhando em seu primeiro projeto grande, sua carreira está ótima e seu relacionamento amoroso melhor ainda. Ela está prestes a se casar com Mark e terá a lua de mel dos sonhos, entretanto alguns problemas financeiros começou a prejudicar um pouco do relacionamento deles. Tudo parece que poderia melhorar quando eles encontram uma mala no meio do oceano durante a viagem dos sonhos. Nessa mala encontraram cerca de um milhão de dólares em dinheiro e em diamantes, além de um pendrive suspeito, um iPhone e uma arma. A viagem dos sonhos acabou naquele momento, pois a partir dai o casal apaixonado só pensava no que fazer em relação a isso.

Pessoalmente acho que a trama tinha tudo para dar certo a partir desse ponto, pois a autora soube criar uma história sobre como a mala foi parar no meio do oceano e como os donos desse conteúdo foram atrás do que tinha ali, mas ela se perdeu ao criar a trama de Erin com seu marido e com seu trabalho. Por algum motivo o trabalho dela era importante para o desenvolvimento da história, mas no final não nos levou a lugar nenhum com exceção de um personagem que ali foi inserido. Como leitora lendo isso me senti enganada, mas não do jeito certo que os livros de suspense devem nos enganar.

O pior de tudo foi o relacionamento do casal, que entraram nisso juntos mas ao vê-los intimamente percebemos que a perfeição era somente uma fachada. Mark era abusivo, mas não daquele tipo descarado, sabe? Ele sabia usar as palavras certas, ele sabia como manipular Erin de um jeito que ela ficasse inteira nas mãos dele, da mesma forma que fazia ela se desculpar por coisas que ela não tinha culpa. Foram coisas que nem todo mundo pode acabar percebendo, ainda mais por ser um livro narrado em primeira pessoa e Erin idolatrar esse homem, mas ele é de fato um péssimo companheiro. Começando por destruir seu sonho do casamento perfeito, depois por questionar suas decisões, questionar seu trabalho, manipula-la para que ela acabasse sentindo que estava fazendo as coisas erradas, que estava levando eles diretamente para as mãos da policia e coisas desse tipo. Nesse aspecto a autora não pecou se queria realmente mostrar esse tipo de relacionamento de uma forma diferente.

É uma pena que no meio de uma premissa tão promissora ela não tenha aproveitado melhor as oportunidades de fazer com que fiquemos realmente focados na história. Como eu disse o livro tem um final previsível e os próprios pensamentos de Erin nos entregaram isso durante toda a narrativa enquanto ela se questiona sobre o que esta acontecendo, as pessoas ao seu redor, e suas possíveis paranoias. Talvez o livro funcione melhor para outras pessoas, mas no meu caso infelizmente não deu muito certo.

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Título: Um Mar de Segredos (Something in the Water) • Autora: Catherine Steadman
Editora: Record • Tradução: Clóvis Marques

Um papo sincero sobre "A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes"

julho 06, 2020
A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes

É claro que o anuncio de um novo livro da saga Jogos Vorazes não iria passar batido pelos fãs... exceto que passou. Não como se os fãs da saga não estivessem ansiosos por essa nova experiencia de uma distopia juvenil que fez tanto sucesso, mas convenhamos que ninguém está vendo por ai um "boom" de gente comentando sobre esse livro (provavelmente não tanto quanto a editora gostaria, né?). E o motivo para mim ficou até meio óbvio após minha leitura do livro que se mostrou fraco e desnecessário, mesmo com novas informações.

A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes se passa 10 anos após a primeira edição dos Jogos Vorazes, onde um jovem Snow (aquele que conhecemos como Presidente Snow) está ainda na escola e acabará fazendo parte dos jogos como mentor de uma tributo do Distrito 12, Lucy Gray. No meio de tudo isso Snow acaba se apaixonado por Lucy Gray, que faz parte de um grupo chamado "Bando" que em um comparativo com o que nós conhecemos é quase uma companhia de teatro. A história poderia ser maravilhosa caso não soubéssemos quem Snow irá se tornar, mas é interessante pensar nesse personagem com uma nova perspectiva, principalmente após vê-lo vulnerável, faminto, apaixonado, e na beira da ruína com a pobreza de sua família que ainda tenta manter algum status.

O livro não me deixou feliz e nem surpresa como a trilogia original me deixou há alguns anos quando meu primo falou tanto, tanto, tanto sobre ele que eu acabei cedendo para ler; muito pelo contrário: eu me senti muito decepcionada. É um livro longo que poderia facilmente ser bem mais curto, pois existem tantos momentos que eu senti que houve aquela enrolação que eu sentia sono em vários momentos de leitura. Talvez os capítulos longos tenham influenciado um pouco, mas a forma como a história nos foi apresentada realmente não me satisfez como leitora, sabe? E eu nem vou falar que estava com expectativa altas para a leitura porque seria uma mentira. Eu evitei ler resenhas, assistir a vídeos e comentários sobre a obra para começar a ler isenta de opinião de terceiros e no fim acabei sentido o que algumas pessoas também sentiram: O livro não é necessário para os fãs. Ele tem algumas informações interessantes como a ideia dos mentores nos jogos e da fascinação de Snow por rosas, e até mesmo pode explicar o motivo de ele ter tanto ódio do Distrito 12 e a proibição da música The Hanging Tree, mas essas são informações não necessárias, né? A trilogia estava perfeita sem essas informações.

Infelizmente o novo livro não agrada tanto quanto deveria e, para mim, é mais como um livro para fazer dinheiro encima de algo que já foi muito lucrativo. A fonte não é eterna, então...

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Título: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Ballad Of Songbirds And Snakes)
Autora: Suzanne Collins • Editora: Rocco • Tradução: Regiane Winarski

Resenha: Teto para Dois

junho 29, 2020

Imagem de um livro

Eu morro de medo de um livro ser muito hypado pois, as vezes, ele entra para a minha lista de odiados. Então quando vi a respeito de Teto Para Dois quando ele foi lançado no final de 2019 por mais que estivesse curiosa com a leitura eu evitei ler por mais de 7 meses. Este mês ele entrou para a leitura do Abandonados da LC e então usei essa desculpa para finalmente ler e acho que tenho uma opinião razoável.

Acredito que não vi ninguém criticando o livro de uma forma negativa, o que já é algo para me deixar com pé atrás, mas mesmo assim eu queria fazer essa leitura pois a premissa do livro é muito boa. O que eu não esperava eram elementos na obra que a fizessem ser importante, como o relacionamento abusivo da Tiffy. Eu sempre me lamento por alguns livros não abordarem esse tema quando tem oportunidade ou até mesmo por abordar de uma forma ruim e o que acontece nesse romance é que o relacionamento de Tiffy foi bem abordado para que as leitoras pudessem até mesmo se identificar, caso tenham algum namorado abusivo. Primeiro Tiffy não sabia o que era isso, não entendia o poder que seu ex tinha sobre si e muito menos percebia os pequenos sinais de que o cara é problemático, mas aos poucos e, principalmente, após algumas sessões de terapia ela pôde cair na real sobre o que ela viveu por alguns anos com um boy lixo. Sério, isso no livro me agradou muito mesmo pois, como já disse, pode servir de alerta para algumas leitoras.

Agora sobre a história em um geral: Sim, o romance é super fofo e natural. Acho até estranho usar a palavra natural para descrever um romance, mas às vezes sinto que o casal meio que se força a estar juntos, sabe? E aqui não aconteceu isso. Não sei se foram as trocas de bilhetes ou a reação que ambos tinham a esses bilhetes, porém quando eu percebi eles já estavam juntos e eu achando aquilo tudo muito lindo. Leon é um personagem bastante resguardado, até mesmo extrovertido, e é claro sentir isso com a seus capítulos, mas acima de tudo ele é divertido de ser ler. Tiffy já é bem louquinha, tem um estilo diferentão e assim como eu ela ama DIY (mas ao contrário de mim ela, de fato, faz esses DIY). Os dois são o casal mais improvável e que ficam lindos juntos.

Ao contrário do que parece eu não amei o livro. Amei sim alguns pontos dele, mas no geral não foi um livro que eu acabei favoritando, pois acho que para mim não bastava só ter um elemento de relação abusiva, mas talvez explorar mais isso... Claro que a intenção não era essa, então eu não deveria exigir isso, mas quando a autora decide colocar algumas situações com o ex-namorado louco fazendo umas coisas até criminosas eu achei que a atitude dos personagens foram totalmente superficiais e os diálogos bem teen, sabe?  Além disso tem uma outra situação envolvendo o irmão de Leon que me incomodou bastante. O personagem foi inserido para dar um plot maior ao Leon, mas achei um pouco perdido na história de um modo geral. Houve sim uma tentativa de nos fazer ter empatia por Richie mas para mim não funcionou por mais que ele seja um personagem divertido.

Teto para Dois é um livro divertido de ler sim, mas algumas coisas deixaram a desejar em um contexto geral da história. Se você procura só um casal super fofo então esse livro é 100% para você.

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Título: Teto Para Dois (The Flatshare) • Autora: Beth O'leary
Editora: Intrínseca • Tradução: Carolina Selvatici

TAG: Bandeira LGBTQ

junho 19, 2020
TAG

Hellow! O mês de Junho é o mês mais colorido do ano, sem sombras de dúvidas e só pelo título do post é óbvio saber o motivo. Meu amigo Alisson está fazendo um especial muito bacana no blog e no instagram sobre o pride month e eu acho que todos deveriam dar uma conferida. Ele me convidou para fazer essa tag da bandeira LGBTQ e também é uma ótima oportunidade para saber o significado das cores.

Vermelho significa vida. Um personagem entusiasmado e sempre motivado


Mary não é uma personagem que sempre foi entusiasmada e motivada, entretanto com o decorrer da trama ela vai se tornando essa garota e por isso a escolhi para a cor vermelha. Mary, assim como seu primo, descobriu a vida juntos.


Laranja significa cura. Um personagem que sofre, mas, volta mais forte



Malala não é exatamente uma personagem e sim uma pessoa real e eu escolho ela para a cor laranja pois ela é um grande exemplo de pessoa que sofreu por um ideal e quase morreu por ele, mas quando se recuperou voltou muito mais forte do que seus algozes poderiam imaginar.

Amarelo significa a luz do sol. Um personagem que não tem vergonha de suas origens ou de quem ou que ele é



Lady Hollis não tem lá motivos para ter vergonha de suas origens, mas mesmo quando ela resolve tomar as redes de sua vida e que alguém ou algo poderia fazer com que ela sentisse vergonha ela ainda sente orgulho de ser quem é. Não é uma das minhas personagens favoritas, mas ela tem esse mérito. 

Verde significa a natureza. Um personagem que ame ou tenha conexão com a natureza



Alice tem grande conexão com a natureza de uma forma peculiar, ainda mais vivendo em um mundo de magia como ela vive. 

Azul significa harmonia. Um personagem que sempre desfaz conflitos e traz a paz



Kathy H é aquela personagem que nunca entrará em conflito com ninguém mesmo que aquilo significa que ela irá sofrer, da mesma forma que ela sempre tenta manter a paz no ambiente em que vive. Por isso escolho ela para a cor azul.

Violeta significa o espírito. Um personagem determinado e que nunca desiste



Celie sofreu muito durante toda a sua vida, mas nunca perdeu a esperança de reencontrar a sua irmã e um dia poder ser feliz. Acho que não existe personagem melhor para representar a cor violeta. 

E é isso! As pessoas que irei marcar para essa tag estarão no Instagram. 

"Cujo" e o monstro da ressaca literária

junho 17, 2020
Autor Stephen King e o livro Cujo

No dia 3/06 eu iniciei a leitura de Cujo e desde então tenho lutado para conseguir terminar esse livro. Faltando um pouco mais de 100 páginas para o fim eu sinto que eu nunca mais conseguir terminar essa leitura e muito menos conseguir ler qualquer outra coisa nesse mundo. Pois é, eu estou vivendo o que nós chamamos de ressaca literária e não está sendo legal. Acredito que até hoje essa tem sido a minha pior crise e o que me deixa mais frustrada é por ser com um livro de um autor que eu gosto e admiro muito. Infelizmente Cujo não é um livro para mim ou é um livro que decidi ler na hora errada da minha vida. Acabei de sair da quarentena falsa do interior de São Paulo e voltei a trabalhar, tirando o fato de as aulas não terem voltado ainda a vida está bastante normal aqui em Marília.

Quando eu era criança assisti a adaptação de Cujo e morria de medo, inclusive minhas lembranças do filme só era das cenas em que o São Bernardo estava alucinado tentando matar uma mulher e uma criança no carro; Então quando  decidi ler o livro que deu origem ao filme esperava algo nesse sentido, a sensação de medo e pavor por toda a trama, e assim como tantos outros livros do Stephen King escritos no século passado Cujo é muito mais sobre o ser humano do que o monstro em si. E é claro que isso não é uma coisa ruim, desde que você esteja preparada para  cenas "enroladas" de acontecimentos que passam a impressão de serem aleatórios dentro da história, assim como personagens coadjuvantes que só deixaram de fazer uma única coisa e ainda assim ganharam algumas parágrafos detalhados sobre si.

Não posso dizer que não fui avisada, até porque eu bem conheço as caracteristicas do autor em cada época de sua vida. Mas acabei tendo uma decisão infeliz de escolher essa leitura justo agora. Cujo é um livro que não irei abandonar e, possivelmente, não irei fazer resenha dele no blog por tanta raiva que eu estou sentido desse livro no momento. Mas eu precisava falar sobre a minha experiencia atual de ressaca literária pois não sei o quanto ela irá afetar minhas próximas semanas como leitora.

❓ O que te deixa com ressaca literária? 


 
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