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TAG: Fogo Rápido

01/07/2022


Olá, leitoras. Hoje é dia de TAG por aqui e eu trouxe essa tag rápida que vi no blog Literatura Presente.

  • E-Book ou Livro físico?
    Eu adoro ter o livro físico em mãos, mas para ler no dia a dia prefiro e-book.
  • Capa comum ou capa dura?
    Capa dura.
  • Livraria online ou livraria física?
    Eu sempre tento comprar livros em livraria física. Gosto do espaço e quando tem um bom atendimento melhor ainda. Valorizo muito essa experiencia.
  • Série ou Trilogia?
    Trilogias.
  • Heróis ou Vilões?
    Anti-heróis.
  • Um livro que você recomenda para todo mundo ler?
    Acho que no momento "A Palavra que Resta". Mas isso sempre varia.
  • Um livro subestimado.
    A Rainha Vermelha.
  • O último livro que você terminou de ler?
    Procurando Jane.
  • O último livro que você comprou?
Faz muito tempo que não compro livros, muito menos para mim. Vou arriscar e dizer que foi 1984, mas não tenho certeza.
  • Coisa mais estranha que você usou de marcador de página?
    Pés.
  • Livros usados: sim ou não? 
    Sim.
  • Três gêneros literários favoritos?
    Suspense/Thriller, Biografia, qualquer gênero que fale sobre feminismo.
  • Comprar ou emprestar?
    Emprestar.
  • Personagens ou trama?
    Personagens.
  • Livros longos ou curtos?
    Curtos, de até 350 páginas.
  • Capítulos longos ou curtos?
    Curtos.
  • Os primeiros três livros que vierem à sua cabeça… 
    S/O Navio de Teseu, A Rainha Vermelha e Estilhaça-Me.
  • Livros para rir ou livros para chorar?
    Para rir.
  • Nosso mundo ou mundos fictícios?
    Eu queria bem falar fictício, desde que não seja uma Gilead da vida.
  • Audiobooks: Sim ou Não?
    Tive duas experiencias, apenas. Não sei se não gosto ou se ainda preciso conhecer melhor.
  • Você julga um livro pela capa?
    Sempre.
  • Adaptação de livro para filme ou de livro para série de tv?
Depende muito do livro. Mas acho que série de tv consegue adaptar mais cenas, momentos, etc (e tem mais chances de estragar também).
  • Um filme ou série que você gostou mais do que o livro?
    Os Fantasmas de Scrooge.
  • Livros em série ou livros únicos?
Únicos, por favor.

Maratona Oscar: 1989

29/06/2022

 

Ooi, leitoras.

Demorou, mas eu finalmente terminei de assistir os filmes do Oscar de 1989. Esse ano foi beeem difícil aguentar os filmes, pois achei as produções bem cansativas (ou eu que estou cansando mesmo desses filmes muito velhos).

  • Rain Man 🏆
  • The Accidental Tourist (O Turista Acidental)
  • Dangerous Liaisons (Ligações Perigosas)
  • Mississippi Burning (Mississípi em Chamas)
  • Working Girl (Uma Secretária de Futuro)

Rain Man

O grande vencedor da noite foi o filme Rain Man, estrelado por Tom Cruise e Dustin Hoffman (que levou o seu segundo Oscar de melhor ator com esse filme). Na trama Charlie Babbitt (Tom Cruise) sempre teve um relacionamento conturbado com o pai e quando este morre acaba deixando sua herança para seu outro filho, que Charlie descobre ser mais velho e possuir TEA (Transtorno do Espectro Autista). Ele tenta se aproximar do irmão enquanto luta judicialmente pela sua parte da herança.

Acredito que para a época esse filme talvez tenha sido bonito e até mesmo emocionante, mas analisando-o nos dias atuais (ainda que sua história seja interessante) ele é muito estereotipado ao retratar uma pessoa com TEA, principalmente quando decide mostrar alguns "ataques" que o personagem tem só porque não quer entrar em um avião ou algo do tipo. Acho que nos dias atuais esse filme teria outra abordagem e, possivelmente, o ator também seria autista para deixar as coisas mais reais.

Rain Man venceu o Oscar nas categorias de  Melhor Filme, Melhor Direção (Barry Levinson), Melhor Ator (Dustin Hoffman) e Melhor Roteiro (original).

The Accidental Tourist

Essa comédia romântica concorreu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Geena Davis), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora, vencendo apenas a de Melhor Atriz Coadjuvante. É um filme bem descontraído que mostra o drama de uma família em luto pela perda do filho. O personagem de William Hurt (que estava muito em alta nos anos 80) é abandonado pela esposa e durante uma viagem de trabalho conhece uma adestradora de cachorro por quem acaba se apaixonando.

Geena Davis está muito bem no papel, ainda que ela sempre está bem é todos os papeis que faz. Mas acredito que pela dramaticidade e comédia do filme ela acabou conseguindo a estatueta. É um filme legal, mas para mim não tem nada de novo ou de muito inesquecível.

Dangerous Liaisons

Por muito tempo eu sempre vi o Oscar como uma premiação para filmes "velhos" (de época) e acho que Ligações Perigosas é um grande exemplo disso. A trama é cheia de intrigas, o que deixa ela interessante, mas não vi esse filme pensando em uma grande obra. Não é de se espantar que tenha vencido a estatueta de Roteiro Adaptado, pois a obra original é escrita em forma de cartas entre dois personagens e no filme é possível conhecer todos os outros mais a fundo. Também venceu as categorias de Direção de Arte e Figurino.

Mississipi Burning

De todos os filmes da lista esse foi o que mais gostei e acredito que merecia ganhar. Essa obra, baseada em fatos, mostra dois agentes do FBI investigando a morte de três ativistas sociais em uma pequena cidade no Mississípi. Tudo leva a crer que o assassinato tem relação com a KKK. É uma investigação lenta, mas que reflete o quanto uma cidade tão pequena cuida "dos seus" e acreditam que as pessoas negras não devem morar ali. Em determinado momento há umas cenas que parecem entrevistas onde perguntam as pessoas se elas acham que as pessoas negras da cidade são tratadas bem junto com cortes de violência com essas pessoas.

O filme concorreu nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Gene Hackman), Melhor Atriz Coadjuvante (Frances McDormand), Melhor Montagem, Melhor Fotografia (venceu) e Melhor Som.

Working Girl

A segunda comédia romântica da lista acaba sendo uma comédia de verdade. Em Working Girl temos Tess, uma mulher de 30 anos que sente que sua vida profissional não "vai para frente". Ela sempre encontra empregos meia-boca que nunca valorizam seu esforço e em certo ponto até trabalha com homens extremamente machistas e que apenas a objetificam. Até que ela passa a trabalhar com Katharine Parker, uma mulher que tem uma carreira de sucesso e que incentiva outras mulheres a crescer. Isso até Tess descobrir que, possivelmente, Katharine está roubando suas ideias e após a mesma quebrar a perna Tess acaba fingindo ser outra pessoa.

Esse filme é bem Sessão da Tarde, bem leve e divertido. Acabou concorrendo em Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz (Melanie Griffith), Melhor Atriz Coadjuvante (Joan Cusack e Sigourney Weaver) e Melhor Canção Original (venceu).

📽️

Desta vez eu fui e assisti todos os filmes. Achei as sinopses bem interessantes, mas uma pena que de modo geral não gostei tanto assim da grande maioria. Além dos filmes citados aqui também assisti Beetlejuice (Os Fantasmas Se Divertem), que concorria em Figurino, pois é um filme que sempre tive curiosidade de ver mas nunca uma motivação.

Resenha: Procurando Jane

27/06/2022

Olá, leitoras.

Hoje trago para vocês a resenha do livro Procurando Jane, da autora canadense Heather Marshall. Coincidência ou não realizei a leitura deste livro em meio a todas as noticias sobre aborto e adoção que vimos nos últimos dias na mídia. Não vou entrar em detalhes dessas histórias, pois acho que qualquer pessoa que usa a internet esse últimos dias devem ter visto ao menos uma chamada desses casos e em meio a tudo isso eu estava lendo essa obra que nos dá justamente pontos de vista em relação a maternidade e ao desejo ou não de ser mãe em um mundo que em poucos lugares oferecem um procedimento seguro para as mulheres.

O livro é narrado em terceira pessoa e conta a história de três mulheres que vivem em tempos diferentes. A primeira é a Dr.ª Evelyn Taylor (por volta dos anos 60 até os dias atuais), que quando era jovem foi obrigada a ficar por meses em uma espécie de casa de acolhimento para mulheres grávidas e que ao final da gravidez davam a criança para adoção (tantas delas sem nenhum consentimento). Após passar por esse trauma horrível ela estuda medicina e na sua jornada profissional acaba conhecendo um médico que a ensina a fazer aborto seguro nas mulheres e a partir dai ela passa a viver uma vida dupla para ajudar outras mulheres.

A segunda é Nancy Mitchell (por volta dos anos 80 até os dias atuais), uma estudante que acaba descobrindo que é adotada e acaba vivendo com esse segredo por muitos anos. Nancy teve o seu primeiro contato com o aborto quando uma prima a pede para acompanhar até um médico que fará esse procedimento, porém as condições do lugar eram horríveis e a situação gera um trauma enorme em Nancy. Ao longo de sua vida ela passa a trabalhar com a Dr.ª Taylor na então chama Rede Jane.

Por último temos Angela (dias atuais), que está tentando engravidar há alguns anos e vê todas as suas tentativas frustradas. Em um dia normal de trabalho ela encontra uma carta destinada a Nancy, que foi entregue por engano no local onde Angela trabalha, e acaba se envolvendo em uma procura pela filha perdida de uma mulher chamada Margareth e histórias da Rede Jane, há muitos anos extinta desde que o aborto foi legalizado no Canadá.

"Ela passa as mãos na barriga, pensando no bebê que vai estar em seus braços no outono, imaginando como seria ser separada do filho, morrer sozinha sem saber o que aconteceu com ele."

Eu sei que foi uma apresentação de personagens longa, mas é importante entender qual o papel de cada mulher dentro dessa trama, pois todas acabam se conectando em certo momento da história. Todas foram muito bem desenvolvidas e, para mim, a Nancy foi a que mais se destacou em muitos aspectos. Ela passou pelo momento de descobrir sua adoção e carregar esse segredo por anos e passou pelo trauma do aborto de formas diferentes e ainda assim ela conseguiu ter forças para ajudar outras mulheres com palavras de consolo e acolhimento.

Sobre a Rede Jane eu fiquei bastante curiosa para saber mais como funcionava as redes reais que existiram (e ainda existem em alguns países), mas o livro não se aprofunda muito nisso e aí uma pesquisa deve ser feita. Inclusive, recentemente, a HBO lançou um documentário que se chama The Janes e fala sobre essas redes de apoio e mulheres (ainda não lançado no Brasil). No livro a Dr.ª Evelyn faz os procedimentos de forma segura em diversas mulheres de forma gratuita e algumas dessas mulheres nós podemos conhecer um pouco. Tem a mulher que já tem filhos demais, outra que só é muito jovem para ter um filho no momento, outra violentada e por aí vai. Sempre vai existir motivos para as mulheres precisarem realizar esse procedimento e infelizmente ainda em muitos países esses procedimentos serão feitos de formas clandestinas (muitas vezes com "carniceiros).

Eu gostei muito dessa história e vejo que a autora tomou muito cuidado para contar essas histórias. Ainda que elas não tenham sido inspiradas em pessoas reais elas são muito reais. Todo mundo conhece alguém que engravidou cedo demais, ou que foi violentada e até mesmo casos de contraceptivos que falham e a mulheres precisa cuidar de uma criança indesejada sem uma opção segura. Enfim, diversos casos em que a mulher sempre é a responsável, sabe? Leitura recomendada.

📚

Título: Procurando Jane (Looking for Jane) • Autora: Heather Marshall
Editora: Paralela • Tradução: Lígia Azevedo
Compre o livro aqui

Resenha: Sob o signo de Saturno

01/06/2022

Olá, leitoras. Hoje temos por aqui a resenha do livro O Signo de Saturno da Susan Sontag, uma grande referencia na literatura fotografia, cinema e mídias. Eu já resenhei aqui uma de suas obras mais famosas, Sobre Fotografia, e quando esta edição de Sob o Signo de Saturno ficou disponível para solicitação eu não consegui não pedir para a editora.

Nesta coleção de ensaios a autora vai falar sobre um de seus autores favoritos, Walter Benjamin, além de cinema e teatro (principalmente cinema alemão e nazista). Eu não conhecia todas as pessoas e autores(as) citadas por ela nos ensaios, então em alguns momentos acho que a leitura foi ficando um pouco mais lenta para mim, mas ainda assim foi fácil compreender os contextos já que ela explica tudo de forma simples e direta e em alguns momentos utiliza até mesmo de citações. Claro que uma pesquisa mais profunda sobre alguns assuntos e personalidades precisam ser feitos para uma compreensão completa, mas se você não quiser não há problema.

O surrealista, pensava ele, é alguém que "perde a esperança de alcançar a própria mente".

Dois ensaios me chamaram mais a atenção. O primeiro, "Sobre Paul Goodman", onde ela inicia contando sobre a descoberta do falecimento dele uma semana depois e discorre o texto contando sobre sua relação um tanto quanto conturbada com o homem, ainda que ela seja uma grande leitora de seus textos. O que mais gostei é que mesmo tendo algumas ressalvas quanto a personalidade do filósofo ela ainda conseguia ler suas obras de uma forma critica e saudável. Mais incrível ainda a maestria com que ela escreve sobre uma pessoa, mesmo que não esteja escrevendo uma biografia. Isso acontece em todos os textos desse livro e tantas vezes eu sentia esse pézinho na biografia que a autora poderia ter (eu não sei dizer se ela escreveu alguma biografia, mas tenho certeza que se escreveu deve ter sido muito boa).

O segundo texto é "Fascismo Fascinante" que ela faz uma ótima análise sobre a obra de Leni Riefenstahl, atriz e cineasta alemã que consolidou sua carreira no cinema nazista alemão, aquele de propaganda, e depois passou a negar sua relação com o nazismo e o próprio Hitler. Essa análise é muito boa e interessante para ver como uma mulher participativa no nazismo "trabalhava" e sua forma tentar se desvincular do passado foi conseguindo enganar muita gente, mas ali estava Susan para expor todas as suas obras do passado e comprovar que elas eram patrocinadas pelo Partido Nazista Alemão e eram nada menos do que uma propaganda.

Se você gosta de pensadores midiáticos do século XX acredito que esses ensaios serão ótimos para estudos e até mesmo uso para teses e dissertações, já que Susan é uma grande referencia no assunto e destrincha esses assuntos de um jeito tão único. Cada vez que leio algo dela quero conhecer mais e mais sobre o assunto.

📚

Título: Sob o Signo de Saturno (Under the Sing of Saturn) • Autora: Susan Sontag
Editora: Companhia das Letras • Tradução: Rubens Figueiredo
Compre o livro aqui

Faça uma maratona: Evil

26/05/2022


Ultimamente eu tenho mais assistido séries e filmes do que lendo as minhas obrigações literárias, então nada melhor do que aproveitar para falar um pouco de séries por aqui, né?

Hoje vou "apresentar" essa série que, acredito, ser um pouco desconhecida no Brasil. Eu acabei  descobrindo ela por acaso no Critics Choice Awards desse ano, pois ela estava concorrendo em algumas categorias e fiquei curiosa já que nunca tinha ouvido falar dela. O nome original é Evil e no Brasil ela foi lançada como Evil - Contatos Sobrenaturais e ela está disponível no catalogo da Globoplay e Paramount+.

Terror e drama

O nome não é por acaso, já que evil significa algo como maligno em português. Então se você odeia histórias de terror pode ser que em alguns momentos fique com medo. Mas vou ser sincera, depois de alguns episódios (principalmente quando vai chegando no fim da primeira temporada) ela abre mão dessa ideia de apenas terror para ir para um drama. Mais simples dizer que o terror é o alicerce da série e ela vai se desenvolvendo muito além disso.

Fé x Ciência

Temos aqui dois protagonistas completamente diferentes. David é um homem de fé e está estudando para ser padre, já Kristen é uma psicóloga que usa da ciência para construir seus argumentos. Como essas duas poderiam trabalhar juntas? Aqui eles fazem acontecer. Enquanto a igreja vai investigar casos sobrenaturais como possessão, fantasmas, aparições e etc a Kristen trabalha junto com eles para encontrar todas as condições psicológicas que fazem algum parece possuído, achar que está vendo fantasmas entre outras coisas. Mesmo sendo estranho eles acabam formando uma dupla muito boa de acompanhar.

Quem somos

Uma das coisas que mais gosto em séries, filmes e livros é quando eles nos fazem refletir quem somos como seres humanos e aqui não é diferente. Muitas vezes podemos atribuir um caso como algo sobrenatural e quando Kristen nos mostra o outro lado da moeda é um bom momento para refletir o que é o ser humano, afinal? Como somos capazes de fazer tantas coisas ruins? Especificamente aqui há um serial killer que fez coisas horríveis e até que ponto é possível dizer que ele estava possuído ou que apenas é uma pessoa horrível? Será que a nossa natureza humana é mesmo assim? Talvez nunca teremos uma resposta certa para isso, mas vale a reflexão.

Casos não resolvidos

Pode parecer ruim deixar uma série com diversos casos não resolvidos, né? Mas ao contrário das séries policias como é que uma série que envolve a fé das pessoas pode resolver todos os casos? Então tantas vezes acabei episódios frustrada porque uma história não foi resolvida, pelo menos da forma que eu queria. Aparições e possessões inexplicadas, mas com pontos de vista expostos pelos personagens há todo o tempo. Era real? Psicológico? Nunca saberemos, mas a graça é justamente essa.

Então, Evil é uma série bem interessante de acompanhar e agora que os plots dos personagens estão bem desenvolvidos acredito que a partir dessa terceira temporada (que estreia em Junho) ela irá explorar mais a fé e humanidade/psicológico deles depois de algumas questões que ficaram em aberto.

Caso você tenha algum dos streaming em que a série passa recomendo que assista alguns episódios e quem sabe você irá gostar. 

Resenha: Ritos de passagem

23/05/2022


Olá, leitoras. Como vocês estão? A resenha de hoje é do livro Ritos de Passagem, do autor William Golding (que já resenhei por aqui com o clássico O Senhor das Moscas).

A história, contada através de cartas, nos mostra a viagem de Talbot até a Austrália. Ele escreve essas cartas para um tio e que logo nas primeiras páginas conhecemos a personalidade um tanto quanto chata do rapaz. Vindo de uma família mais nobre ele acredita que as pessoas do barco devem lhe respeitar e até mesmo bajular, mas ao ver que isso não acontece acaba se irritando — principalmente com o capitão que pouco lhe da moral.

Mesmo sendo através de cartas, praticamente um diário de bordo, o livro não é tão fácil de ler. Há diversas expressões especificas da vida marítima, o narrador não é uma pessoa muito agradável de se acompanhar e, em alguns momentos, eu não sabia muito bem os objetivos do autor com essa história até que o verdadeiro conflito entre os personagens acontece e passa a ser estabelecido que há uma metáfora utilizando o barco como a sociedade e as pessoas ali cumprindo o seu papel nela. De certa forma pode-se comparar essa história com o próprio O Senhor das Moscas, apenas trocando a ilha pelo barco e os personagens crianças sendo designado a um adulto aqui.

É uma boa leitura, mas que em alguns momentos se torna lenta. Eu demorei muito para ler comparado com o clássico do autor, infelizmente, eu não gostei tanto assim. Mas sei que há muitas leitoras que adoram histórias marítimas e epistolas, então é uma ótima combinação.

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Título: Ritos de Passagem • Autor: William Golding
Editora: Alfaguara • Tradução: Roberto Grey

Resenha: Uma rosa só

02/05/2022


Olá, leitoras. Como vocês estão?

Hoje trago para vocês a resenha do livro Uma Rosa Só, da autora francesa Muriel Barbery que já fez sucesso no Brasil com A Elegância do Ouriço (cuja resenha você pode ler aqui). Já de inicio digo que a autora mantém a sensibilidade ao contar uma história, ainda que os dois livros sejam tão diferentes um do outro é possível reconhecer a escrita dela.

Nesta história acompanhamos Rose, uma mulher na faixa dos 40 anos que foi criada pela sua avó e só recentemente descobriu que tem um pai muito rico no Japão, cuja herança ela herdou após seu falecimento. Para isso ela viaja até o Japão, onde passa a conviver com alguns dos funcionários mais próximos de seu pai e seguindo um roteiro turístico deixado por ele.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas o tempo todo temos a perspectiva da protagonista. De certa forma eu senti falta de estar dentro dos pensamentos dela lidando com essa mudança brusca de país, cultura e a ideia de que sua vida inteira teve um pai que se preocupou com ela mas nunca a procurou por causa de sua mãe.

Durante a viagem ela acaba ficando muito próxima de Paul e desconta algumas de suas frustrações em relação sua paternidade dele. Da mesma forma que acaba conhecendo seu pai através da admiração e palavras dele. Paul foi o meu personagem favorito da história, pois possui camadas que foram sendo reveladas aos poucos. Primeiro conhecemos seu lado profissional e com as páginas virando conhecemos seu lado familiar, carinhoso e romântico. Já deu para perceber que tem um romance na história, mas se você ama romances não se empolgue. O foco está longe de ser o relacionamento de Rose e Paul, mesmo que ela tenha sua relevância para a protagonista.

Um grande ponto que é destacado no livro é a cidade de Kyoto, uma importante cidade no Japão. A ideia principal é fazer com que a protagonista viagem e conheça essa cidade a fundo até o momento de receber sua herança, mas conforme as páginas foram passando a minha impressão é que ela estava sempre no mesmo lugar já que ela visita templos e restaurantes. Eu não sei o turismo que Kyoto proporciona, e apesar da personagem não ter ido lá a passeio eles são um ponto importante na trama, então eu esperei por mais descrições e lugares diferentes. Com exceção desse detalhe eu gostei muito do livro e acho que já posso considerar a autora como uma das minhas queridas do momento.

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Título: Uma Rosa só (Une Rose seulle) • Autora: Muriel Barbery
Editora: Companhia das Letras • Tradução: Rosa Freire d'Aguiar
Compre o livro aqui

O livro foi cedido em parceria com a editora. 

Lidos e Assistidos - Mar/22

08/04/2022

Olá, leitoras.

Como foi o seu último mês de leituras? Eu ainda estou em um ritmo beeem lento, mas essa semana já estou mais animadinha para ler algumas coisas. Enquanto isso fiquem aqui com o meu balanço de março de leituras, filmes e recebidos de bônus.

Lidos



Vocês já viram por aqui a resenha de A Biblioteca da Meia-Noite e Garota A? Pois vejam, pois são dois livros incríveis que eu dei 5 estrelas.

Assistidos

 

Uma soma de 25 filmes assistidos em Março. Ufa! Finalizei os filmes do Oscar que faltavam, e aproveitei para rever CODA (o meu queridinho da temporada) e claro que não perderia The Batman no cinema! Você já assistiu algum desses filmes? Tem uns antigos na lista, ein.

Recebidos

E esses foram os recebidinhos da parceira Companhia das Letras. Esses são os meus primeiros pedidos como parceira fixa e estou bem animada com essas leituras. <3